Estou num posto dos CTT na vila de Caminha. Agora até nos CTT se tem acesso à Internet, o que é deveras bastante útil quando se está longe de casa e do computador. Vim aqui para escrever qualquer coisa no meu blogue. Parei nestes últimos dias por terras minhotas com a intenção de vir assistir ao primeiro grande dia do Festival de Vilar de Mouros.
Nos últimos anos não tenho perdido a oportunidade de me deslocar a este encontro de diferentes estilos musicais, onde se concentram milhares de jovens para passarem uns dias diferentes do habitual.
O meu grande objectivo é apreciar os concertos dos HIM (um dos meus grupos preferidos de sempre, pela qualidade do som das guitarras, das letras das suas músicas e da voz do intérprete Valo) e dos Guano Apes. Para muitos estes grupos devem ser desconhecidos, mas digo-vos que o primeiro provém das terras frias da Finlândia com um estilo de rock metal e o segundo é oriundo da Alemanha e pratica um rock mais pesado. Ambos os grupos cantam em inglês.
É a segunda vez que vou assistir a um concerto dos HIM ao vivo e a primeira que tenho a possibilidade de apreciar os Guano Apes. Há cerca de dois anos vi os HIM no Coliseu dos Recreios com a minha namorada, em Lisboa e não me desiludiram.
Mas hoje o dia não se limita à música de culto: existe artesanato, música alternativa, jogos diversos, encontros de diferentes culturas, enfim, uma mistura de ambientes vários, que permitem libertar o stress acumulado ao longo dos últimos tempos de trabalho.
Este ano só vou assistir a um dia do festival, pois os outros grupos que vão actuar nos demais dias não são do meu gosto.
Para quem nunca teve a possibilidade de assistir a um festival deste género, aconselho, desde que goste de música, a experimentar estes ambientes, seja com a namorada, a esposa ou um grupo de amigos. Vão ver que gostam...
sexta-feira, julho 18, 2003
quarta-feira, julho 16, 2003
Mais uma do avozinho Soares!
O nosso ex-futuro candidato do PS a Presidente da República publicou hoje um novo livro, intitulado "Um Mundo Inquietante", onde vem atacar a globalização e a Presidência Bush.
Fazendo juz ao título da obra, Mário Soares aproveitou a apresentação do seu novo registo literário para, de forma inquietante, vir queixar-se de que há pessoas que pretendem silenciar a sua família. Certamente que se referia ao Ministro Paulo Portas, e tudo devido ao processo rocambulesco que originou a saída da sua esposa, Maria Barroso, da direcção da Cruz Vermelha Portuguesa.
Mário Soares sempre foi muito hábil em evidenciar uma imagem de vítima quando as coisas não lhe correm muito bem. Certamente que muitos se devem lembrar do episódio passado na campanha eleitoral para a Presidência da República, que o opôs a Freitas do Amaral e da forma como Soares se colocou numa posição mesquinha que lhe fez ganhar uns bons milhares de votos. Também nos podemos recordar do episódio ocorrido na Marinha Grande quando expulsou um agente da polícia que fazia o seu serviço, tudo para se fazer de vítima perante os portugueses mais sensíveis.
Enfim, Soares parece ser fiel aos seus princípos e, mais uma vez, veio defender a posição da sua mulher, aproveitando as câmaras televisivas para, como fez Maria Barroso, vir apregoar que querem acabar com a sua família. Até admira como ainda não falou do seu filho Joãozinho, que parece ter hibernado de há uns tempos a esta parte.
Que terá mais Soares escondido na manga?
Fazendo juz ao título da obra, Mário Soares aproveitou a apresentação do seu novo registo literário para, de forma inquietante, vir queixar-se de que há pessoas que pretendem silenciar a sua família. Certamente que se referia ao Ministro Paulo Portas, e tudo devido ao processo rocambulesco que originou a saída da sua esposa, Maria Barroso, da direcção da Cruz Vermelha Portuguesa.
Mário Soares sempre foi muito hábil em evidenciar uma imagem de vítima quando as coisas não lhe correm muito bem. Certamente que muitos se devem lembrar do episódio passado na campanha eleitoral para a Presidência da República, que o opôs a Freitas do Amaral e da forma como Soares se colocou numa posição mesquinha que lhe fez ganhar uns bons milhares de votos. Também nos podemos recordar do episódio ocorrido na Marinha Grande quando expulsou um agente da polícia que fazia o seu serviço, tudo para se fazer de vítima perante os portugueses mais sensíveis.
Enfim, Soares parece ser fiel aos seus princípos e, mais uma vez, veio defender a posição da sua mulher, aproveitando as câmaras televisivas para, como fez Maria Barroso, vir apregoar que querem acabar com a sua família. Até admira como ainda não falou do seu filho Joãozinho, que parece ter hibernado de há uns tempos a esta parte.
Que terá mais Soares escondido na manga?
O fim do sossego!
Estamos em pleno Verão e começa-se, aos poucos, já a persentir pelas nossas terras a presença dos nossos conterrâneos emigrados por essa Europa fora. Alguns deles chegam em carros de fazer furor, descapotáveis e apetrechados de motores ruidosos. Ao saírem das suas "bombas" gostam de falar em tom elevado e utilizam com insistência a língua dos países de onde provêm, quase sempre o francês.
À noite invadem as esplanadas deste país, sobretudo nas aldeias e vilas do interior, e contam as suas façanhas pelo estrangeiro. Falam que ganham muito bem, que a vida nos países onde estão é muito melhor e que os filhos já pensam ficar por lá.
Alguns, os mais velhos, aproveitam o Verão para irem construíndo a sua vivendazinha na aldeia de onde partiram, sonhando em viver muitos mais anos a fim de usufruírem da sua choruda reforma francesa, suíça ou alemã.
Para mim, que vivo por cá e contribuo com os meus impostos para a riqueza do nosso Portugal, torna-se algo insuportável aguentar com toda a barulheira provocada pelos nossos emigrantes. Mas, o que mais me irrita é quando, por essas terras do interior, se torna difícil conduzir ou, simplesmente passear na rua descansado sem ter de aturar as manias dessa gente estrangeirada (claro que há excepções!). Ao conduzirem, muitos pensam que estão nas estradas dos seus países, tornando-se autênticos selvagens ao volante. Nas nossas ruas, falam a gritar e alguns até se comportam como se fossem galinhas num capoeiro.
Talvez seja falta de paciência da minha parte, mas espero que chegue depressa o mês de Setembro para que o nosso país volte ao sossego do costume!
À noite invadem as esplanadas deste país, sobretudo nas aldeias e vilas do interior, e contam as suas façanhas pelo estrangeiro. Falam que ganham muito bem, que a vida nos países onde estão é muito melhor e que os filhos já pensam ficar por lá.
Alguns, os mais velhos, aproveitam o Verão para irem construíndo a sua vivendazinha na aldeia de onde partiram, sonhando em viver muitos mais anos a fim de usufruírem da sua choruda reforma francesa, suíça ou alemã.
Para mim, que vivo por cá e contribuo com os meus impostos para a riqueza do nosso Portugal, torna-se algo insuportável aguentar com toda a barulheira provocada pelos nossos emigrantes. Mas, o que mais me irrita é quando, por essas terras do interior, se torna difícil conduzir ou, simplesmente passear na rua descansado sem ter de aturar as manias dessa gente estrangeirada (claro que há excepções!). Ao conduzirem, muitos pensam que estão nas estradas dos seus países, tornando-se autênticos selvagens ao volante. Nas nossas ruas, falam a gritar e alguns até se comportam como se fossem galinhas num capoeiro.
Talvez seja falta de paciência da minha parte, mas espero que chegue depressa o mês de Setembro para que o nosso país volte ao sossego do costume!
O efeito do ouro negro em África!
Hoje, a maioria dos noticiários televisivos e radiofónicos abriram com a notícia de mais uma tentativa de golpe de Estado ocorrida em S. Tomé e Princípe. Mais uma vez, uma antiga colónia portuguesa é alvo de uma situação anti-democrática, com a anuência de chefes militares e, imagine-se, de um partido que nem sequer tem assento no Parlamento de S. Tomé e Príncipe e que dá pelo nome de Frente Democrática Cristã!
Este tipo de situações não cessa de ocorrer em África, o que faz pensar que a democracia parece ser uma utopia a Sul do Mediterrâneo. Neste caso concreto, não é de excluir a hipótese de na origem desta tentativa de golpe de Estado estar a recente descoberta de uma enorme jazida de petróleo, que poderá trazer muita riqueza ao território são-tomense.
O problema é que a possível entrada de dinheiro em São Tomé e Príncipe, fruto da exportação do seu petróleo, poderá originar mais uma situação de enriquecimento de uma minoria governamental e dos seus amigos, e não o bem-estar socio-económico do povo são-tomense. Ainda para mais quando este país tem apenas 140 000 habitantes, que vivem da agricultura e da pesca de susistências e da exportação de matérias-primas agrícolas.
Ora, a exploração e venda do petróleo poderia significar, além do crescimento económico, o desejável desenvolvimento do arquipélago. Mas, quando sabemos o que se tem passado com outros países africanos ricos em petróleo, como o nosso bem conhecido caso angolano, não é de surpreender caso mais uma vez os políticos de uma antiga colónia portuguesa se aproveitem da riqueza do país para se enriquecerem e distribuir umas migalhas (caso o façam) pelo povo!
E pensar que na origem desta situação toda esteve o terrível e irresponsável processo de descolonização preconizado pelos europeus, que teve em Portugal a face de Mário Soares e seus acólitos!
Este tipo de situações não cessa de ocorrer em África, o que faz pensar que a democracia parece ser uma utopia a Sul do Mediterrâneo. Neste caso concreto, não é de excluir a hipótese de na origem desta tentativa de golpe de Estado estar a recente descoberta de uma enorme jazida de petróleo, que poderá trazer muita riqueza ao território são-tomense.
O problema é que a possível entrada de dinheiro em São Tomé e Príncipe, fruto da exportação do seu petróleo, poderá originar mais uma situação de enriquecimento de uma minoria governamental e dos seus amigos, e não o bem-estar socio-económico do povo são-tomense. Ainda para mais quando este país tem apenas 140 000 habitantes, que vivem da agricultura e da pesca de susistências e da exportação de matérias-primas agrícolas.
Ora, a exploração e venda do petróleo poderia significar, além do crescimento económico, o desejável desenvolvimento do arquipélago. Mas, quando sabemos o que se tem passado com outros países africanos ricos em petróleo, como o nosso bem conhecido caso angolano, não é de surpreender caso mais uma vez os políticos de uma antiga colónia portuguesa se aproveitem da riqueza do país para se enriquecerem e distribuir umas migalhas (caso o façam) pelo povo!
E pensar que na origem desta situação toda esteve o terrível e irresponsável processo de descolonização preconizado pelos europeus, que teve em Portugal a face de Mário Soares e seus acólitos!
Pura cuscuvilhice!
Ontem veio a público um estudo respeitante à tiragem dos jornais matutinos em Portugal e a principal conclusão que se retira do mesmo é a de que nos últimos tempos as publicações do género tablóide (com destaque para o 24 Horas e o Correio da Manhã) foram as que registaram um maior crescimento de vendas.
Num país onde, segundo os estudos mais recentes, apenas 83 em cada 1000 portugueses compram regularmente jornais diários é deveras preocupante que a maioria opte por gastar uns quantos cêntimos neste tipo de imprensa.
O que levará estas pessoas a preferirem comprar estas publicações populares, em detrimento de jornais minimamente sérios e credíveis como o Público ou o Diário de Notícias? Certamente que não será o preço dos mesmos, pois a diferença não é significativa. Logo, a resposta óbvia será o seu conteúdo! Ora, o que jornais como o 24 Horas e o Correio da Manhã nos trazem são, simplesmente, noticias e reportagens, sobretudo de âmbito corriqueiro e sensacionalista, do género "pai mata filho", "mais uma velhinha violada", "loja de telemóveis assaltada". Enfim , uma multiplicação de títulos que apenas pode despertar o interesse de criaturas que devem sofrer de um qualquer vício de curiosidade da vida alheia. Mas, estes jornais trazem também reportagens da vida social do teórico jet set português: "Cinha almoça em Cascais", "Melão foi ao Lux", "Marisa Cruz na discoteca".
Conclui-se, deste modo, que o que parece suscitar o interesse dos leitores destas publicações é a dicotomia do estilo de vida das classes sociais mais baixas (sujeitas a crimes, roubos e violações), em contraponto com o das classes sociais mais altas (frequentadores de festas, jantares e viagens deslumbrantes).
Já sabíamos que o povo português padecia de uma iliteracia preocupante. Agora que que sofra da burrice de gastar dinheiro, em tempo de vacas magras, com publicações que apenas mostram a miséria de uns quantos, em contraste com as regalias de outros, é mais do que síntoma de iliteracia. É, de facto, o cúmulo da cuscuvilhice! Dos jornais desportivos e das publicações cor-de-rosa, acho que nem valerá a pena falar!
Num país onde, segundo os estudos mais recentes, apenas 83 em cada 1000 portugueses compram regularmente jornais diários é deveras preocupante que a maioria opte por gastar uns quantos cêntimos neste tipo de imprensa.
O que levará estas pessoas a preferirem comprar estas publicações populares, em detrimento de jornais minimamente sérios e credíveis como o Público ou o Diário de Notícias? Certamente que não será o preço dos mesmos, pois a diferença não é significativa. Logo, a resposta óbvia será o seu conteúdo! Ora, o que jornais como o 24 Horas e o Correio da Manhã nos trazem são, simplesmente, noticias e reportagens, sobretudo de âmbito corriqueiro e sensacionalista, do género "pai mata filho", "mais uma velhinha violada", "loja de telemóveis assaltada". Enfim , uma multiplicação de títulos que apenas pode despertar o interesse de criaturas que devem sofrer de um qualquer vício de curiosidade da vida alheia. Mas, estes jornais trazem também reportagens da vida social do teórico jet set português: "Cinha almoça em Cascais", "Melão foi ao Lux", "Marisa Cruz na discoteca".
Conclui-se, deste modo, que o que parece suscitar o interesse dos leitores destas publicações é a dicotomia do estilo de vida das classes sociais mais baixas (sujeitas a crimes, roubos e violações), em contraponto com o das classes sociais mais altas (frequentadores de festas, jantares e viagens deslumbrantes).
Já sabíamos que o povo português padecia de uma iliteracia preocupante. Agora que que sofra da burrice de gastar dinheiro, em tempo de vacas magras, com publicações que apenas mostram a miséria de uns quantos, em contraste com as regalias de outros, é mais do que síntoma de iliteracia. É, de facto, o cúmulo da cuscuvilhice! Dos jornais desportivos e das publicações cor-de-rosa, acho que nem valerá a pena falar!
terça-feira, julho 15, 2003
Mão de ouro e cabeça de latão!
A TVI quando faz uma asneira parece que gosta de a repetir! Foi o que se passou em relação ao Big Brother e é o que está actualmente a ocorrer com um programa intitulado "Mão de ouro". Já muitos devem saber do que trata este concurso: 20 concorrentes tentam ganhar um jipe, colocando a mão sobre o mesmo e vendo qual deles aguenta mais tempo naquela pose ridícula.
O facto deste tipo de entretenimento primário ter um elevado número de apreciadores, bem patente no número de concorrentes à selecção do mesmo (pelo que diz a TVI concorreram milhares de pessoas!), como na própria audiência da sua transmissão, obriga-me a pensar que uma grande parte da população portuguesa se encontra numa fase regressiva no que respeita à sua capacidade para discernir o que é entretenimento útil do "internamento fútil".
Penso, aliás, que uma breve análise das profissões das pessoas que participam neste tipo de programas permite fazer algumas observações sobre o estado social do país. Imaginem que já participaram neste concurso estudantes universitários dos cursos de Filosofia, Psicologia, Marketing e Economia, o que faz pensar que estas pessoas, ou estão no curso errado, ou tentam a todo o custo passar os limites da decência para ganhar um jipe, não se importando minimamente com a figura a que se prestam para entreter aqueles que acham piada ao concurso. Não acredito que estes estudantes estejam a fazer qualquer tipo de estudo prático referente às suas áreas! A estudante de Psicologia ainda teria algumas razões para tentar perceber que tipo de perturbações psicológicas sofrem estas pessoas! Mas não acredito que tivesse sido essa a sua motivação.
Não tenho nada contra os concursos da televisão portuguesa que à noite fazem companhia a muitas milhares de famílias. Aliás, neste aspecto a RTP até se tem portado ultimamente bastante bem, com a emissão de concursos, dos quais se pode aprender qualquer coisa. É o caso do programa apresentado por Nicolau Breyner.
Agora a TVI ousa passar os limites do compreensível ao emitir um concurso do qual não se consegue aprender nada, a não ser fazer ver às pessoas que tipo de figura devem evitar ter. Uma figura que evidencia uma completa desordem funcional, ainda com a agravante de ser demonstrada por alguna jovens que frequentam o ensino universitário.
É caso para dizer que este concurso também se poderia chamar "Cabeça de latão"!
O facto deste tipo de entretenimento primário ter um elevado número de apreciadores, bem patente no número de concorrentes à selecção do mesmo (pelo que diz a TVI concorreram milhares de pessoas!), como na própria audiência da sua transmissão, obriga-me a pensar que uma grande parte da população portuguesa se encontra numa fase regressiva no que respeita à sua capacidade para discernir o que é entretenimento útil do "internamento fútil".
Penso, aliás, que uma breve análise das profissões das pessoas que participam neste tipo de programas permite fazer algumas observações sobre o estado social do país. Imaginem que já participaram neste concurso estudantes universitários dos cursos de Filosofia, Psicologia, Marketing e Economia, o que faz pensar que estas pessoas, ou estão no curso errado, ou tentam a todo o custo passar os limites da decência para ganhar um jipe, não se importando minimamente com a figura a que se prestam para entreter aqueles que acham piada ao concurso. Não acredito que estes estudantes estejam a fazer qualquer tipo de estudo prático referente às suas áreas! A estudante de Psicologia ainda teria algumas razões para tentar perceber que tipo de perturbações psicológicas sofrem estas pessoas! Mas não acredito que tivesse sido essa a sua motivação.
Não tenho nada contra os concursos da televisão portuguesa que à noite fazem companhia a muitas milhares de famílias. Aliás, neste aspecto a RTP até se tem portado ultimamente bastante bem, com a emissão de concursos, dos quais se pode aprender qualquer coisa. É o caso do programa apresentado por Nicolau Breyner.
Agora a TVI ousa passar os limites do compreensível ao emitir um concurso do qual não se consegue aprender nada, a não ser fazer ver às pessoas que tipo de figura devem evitar ter. Uma figura que evidencia uma completa desordem funcional, ainda com a agravante de ser demonstrada por alguna jovens que frequentam o ensino universitário.
É caso para dizer que este concurso também se poderia chamar "Cabeça de latão"!
Os sonhos dos jovens portugueses!
Num estudo publicado no Jornal de Notícias de hoje sobre as profissões que os jovens portugueses pretendem ter no futuro destacam-se as de médico (nas raparigas) e de futebolista (nos rapazes). Esta situação permite constatar que os jovens portugueses, em tempo de crise, desejam enveredar por uma carreira que lhes possibilite uma vida desafogada em termos monetários. De facto, a ideia que é veiculada pela comunicação social é a de que as profissões ligadas à medicina e ao futebol dão dinheiro e prestígio.
As conclusões deste estudo merecem-me outras duas considerações. A de que a população mais jovem de Portugal se começa a apreceber de que vivemos num tempo em que os gostos pessoais e a vocação de cada um não parecem ter um grande peso, quando chega o momento de decidir sobre aquilo que se quer ser no futuro. Os nossos estudantes, ao chegarem ao 9º ano de escolaridade, preocupam-se cada vez mais por prosseguirem os estudos nas áreas que lhes podem conceder melhores perspectivas de um futuro risonho, do que por uma carreira que vá de encontro à sua realização pessoal.
Por outro lado, os jovens do sexo masculino ainda têm aquela ideia de que o futebol pode permitir uma vida de sonho, esquecendo-se, no entanto, que essa realidade apenas toca a uma minoria daqueles que enveredaram popr essa profissão. Lá está o "síndrome da clubite aguda" a afectar os neurónios dos nossos rapazes!
As raparigas portuguesas parecem ter os pés mais assentes na terra do que os rapazes, o que transparece também pelo facto de cada vez mais haver um crescente número de jovens do sexo femenino a "invadirem" os territórios anteriormente ocupados pelos do sexo masculino: os cursos de direito, medicina e gestão.
Facto assente é que ninguém parece querer ocupar lugares de categoria inferior. Os portugueses quando sonham, fazem-no até às nuvens. No entanto, convém não esquecer que quanto mais alto se sobe, maior é o tombo!
As conclusões deste estudo merecem-me outras duas considerações. A de que a população mais jovem de Portugal se começa a apreceber de que vivemos num tempo em que os gostos pessoais e a vocação de cada um não parecem ter um grande peso, quando chega o momento de decidir sobre aquilo que se quer ser no futuro. Os nossos estudantes, ao chegarem ao 9º ano de escolaridade, preocupam-se cada vez mais por prosseguirem os estudos nas áreas que lhes podem conceder melhores perspectivas de um futuro risonho, do que por uma carreira que vá de encontro à sua realização pessoal.
Por outro lado, os jovens do sexo masculino ainda têm aquela ideia de que o futebol pode permitir uma vida de sonho, esquecendo-se, no entanto, que essa realidade apenas toca a uma minoria daqueles que enveredaram popr essa profissão. Lá está o "síndrome da clubite aguda" a afectar os neurónios dos nossos rapazes!
As raparigas portuguesas parecem ter os pés mais assentes na terra do que os rapazes, o que transparece também pelo facto de cada vez mais haver um crescente número de jovens do sexo femenino a "invadirem" os territórios anteriormente ocupados pelos do sexo masculino: os cursos de direito, medicina e gestão.
Facto assente é que ninguém parece querer ocupar lugares de categoria inferior. Os portugueses quando sonham, fazem-no até às nuvens. No entanto, convém não esquecer que quanto mais alto se sobe, maior é o tombo!
Uma questão de coerência!
Nos últimos dias, o Presidente da República tem aproveitado muitas das suas aparições em público para demonstrar o seu descontentamento pela vontade que a maioria governamental teve de elevar à categoria de concelho as freguesias de Fátima e de Canas de Senhorim.
Penso que, efectivamente, Jorge Sampaio, tem tido nesta matéria o rigor e a imparcialidade que se lhe pedem, indo contra esta tentativa oportunista de anuir à vontade da população destas duas povoações, que, sem respeito pelas normas vigentes anseiam a todo o custo subir à categoria de concelhos, para, assim, receberem maiores apoios financeiros do Estado e se libertarem das suas actuais sedes de concelho.
No entanto, toda esta questão foi suscitada pela incoerência de alguns políticos, que, uns na ânsia de obterem votos e popularidade, e outros com o intuito de passarem a candidados de duas novas Câmaras Municipais, foram atrás da conversa do povo destas duas vilas, abrindo um precedente legislativo de possíveis consequências desastrosas ao nível do planeamento territorial de Portugal.
Por isso, torna-se de crescente importância que Jorge Sampaio faça valer a sua autoridade política, no sentido de não permitir o avanço deste imbróglio, que apenas reflecte a confusão e desleixo em que por vezes os nossos deputados se deixam levar.
Espero, sinceramente, que estes dois "pseudoconcelhos" morram ainda antes de terem nascido, e que o Presidente da República não vá atrás do sentimalismo bacoco que, por vezes, evidencia. O que se pede agora ao Chefe da Nação é que saiba agir com a autoridade que se lhe exige, vetando estas duas aberrações municipais a que o Parlamento anuiu.
A ver vamos se neste processo todo, Jorge Sampaio actua de forma adulta ou não! Afinal, trata-se apenas de uma questão de coerência política...
Penso que, efectivamente, Jorge Sampaio, tem tido nesta matéria o rigor e a imparcialidade que se lhe pedem, indo contra esta tentativa oportunista de anuir à vontade da população destas duas povoações, que, sem respeito pelas normas vigentes anseiam a todo o custo subir à categoria de concelhos, para, assim, receberem maiores apoios financeiros do Estado e se libertarem das suas actuais sedes de concelho.
No entanto, toda esta questão foi suscitada pela incoerência de alguns políticos, que, uns na ânsia de obterem votos e popularidade, e outros com o intuito de passarem a candidados de duas novas Câmaras Municipais, foram atrás da conversa do povo destas duas vilas, abrindo um precedente legislativo de possíveis consequências desastrosas ao nível do planeamento territorial de Portugal.
Por isso, torna-se de crescente importância que Jorge Sampaio faça valer a sua autoridade política, no sentido de não permitir o avanço deste imbróglio, que apenas reflecte a confusão e desleixo em que por vezes os nossos deputados se deixam levar.
Espero, sinceramente, que estes dois "pseudoconcelhos" morram ainda antes de terem nascido, e que o Presidente da República não vá atrás do sentimalismo bacoco que, por vezes, evidencia. O que se pede agora ao Chefe da Nação é que saiba agir com a autoridade que se lhe exige, vetando estas duas aberrações municipais a que o Parlamento anuiu.
A ver vamos se neste processo todo, Jorge Sampaio actua de forma adulta ou não! Afinal, trata-se apenas de uma questão de coerência política...
segunda-feira, julho 14, 2003
Um livro dedicado aos bloquistas!
Nos últimos tempos, a acção protagonizada pelo Bloco de Esquerda (BE) não tem sido tão visível, como a de há uns meses atrás, certamente devido à ausência temporária do "picareta falante" Francisco Louçã no Parlamento. Todos aqueles que estão minimamente dentro da política portuguesa sabem que o BE vive muito à custa da truculência argumentativa de Louçã, que, quer esteja à frente das câmaras, ou noutra qualquer ocasião menos mediática, aproveita cada pergunta que lhe façam para falar o mais que puder, descascando, a torto e a direito, em tudo aquilo que o Governo preconiza.
Por isso, dedico este artigo a todos aqueles que são fãs do BE e do seu líder, aconselhando a leitura de um livro, que trata de um problema de que todos os bloquistas padecem: o antiamericanismo primário!
Pois bem, o livro de que falo intitula-se "A Obsessão Antiamericana" e é do escritor françês Jean-François Revel, que tem nas últimas décadas realizado diversos estudos acerca deste terrível sentimento de ódio contra os americanos que cada vez mais parece inundar as mentes de muitos europeus.
Ora, em Portugal, aqueles que mais lutam contra tudo aquilo que é "made EUA" e que dizem cobras e lagartos da globalização, são, para além dos comunistas (mas a esses não ha remédio que lhes valha!), os seguidores dessa agremiação partidária que dá pelo nome de Bloco de Esquerda.
Revel enuncia neste livro as causas deste misto de inveja e desprezo que muitos europeus nutrem pelos EUA, demonstrando as provas irrefutáveis de que tal situação é totalmente injustificável e injusta, sendo muito mais um sinal de fraqueza daqueles que são contra os EUA, do que propriamente um efeito do isolacionismo americano, tantas vezes, reivindicado por muitos europeus.
O facto dos EUA se terem tornado, após a Guerra Fria, na única superpotência mundial, confiou-lhes aos olhos dos socialistas mais radicais e extremistas, a ideia de que todo o mal que prolifera pelo mundo é culpa dos americanos. Ora, em Portugal, esta ideia peregrina e completamente descabida da realidade, é defendida pelo BE e pelos seus militantes, que aproveitam cada ocasião mediática para deitar achas para a fogueira do antiamericanismo. Eles, os bloquistas, que se dizem tão apologistas da solidariedade entre povos e da luta contra a discriminação, não vêem que com este palavriado de combate aos EUA, são, de facto, os primeiros a provocar a expansão da ideia do confronto entre ricos e pobres!
Por isso, aconselho todos os antiamericanos, sejam ou não do BE, a lerem com calma e atenção, a obra "A Obsessão Antiamericana", para aprofundarem um pouco dos verdadeiros motivos deste sentimento infantil e vitimista de muitos seguidores das ideias da esquerda mais radical.
Pode ser que assim se consigam "salvar", não digo os comunistas, mas pelo menos alguns bloquistas que foram na onda dessa moda actual que é ser-se do Bloco!
Por isso, dedico este artigo a todos aqueles que são fãs do BE e do seu líder, aconselhando a leitura de um livro, que trata de um problema de que todos os bloquistas padecem: o antiamericanismo primário!
Pois bem, o livro de que falo intitula-se "A Obsessão Antiamericana" e é do escritor françês Jean-François Revel, que tem nas últimas décadas realizado diversos estudos acerca deste terrível sentimento de ódio contra os americanos que cada vez mais parece inundar as mentes de muitos europeus.
Ora, em Portugal, aqueles que mais lutam contra tudo aquilo que é "made EUA" e que dizem cobras e lagartos da globalização, são, para além dos comunistas (mas a esses não ha remédio que lhes valha!), os seguidores dessa agremiação partidária que dá pelo nome de Bloco de Esquerda.
Revel enuncia neste livro as causas deste misto de inveja e desprezo que muitos europeus nutrem pelos EUA, demonstrando as provas irrefutáveis de que tal situação é totalmente injustificável e injusta, sendo muito mais um sinal de fraqueza daqueles que são contra os EUA, do que propriamente um efeito do isolacionismo americano, tantas vezes, reivindicado por muitos europeus.
O facto dos EUA se terem tornado, após a Guerra Fria, na única superpotência mundial, confiou-lhes aos olhos dos socialistas mais radicais e extremistas, a ideia de que todo o mal que prolifera pelo mundo é culpa dos americanos. Ora, em Portugal, esta ideia peregrina e completamente descabida da realidade, é defendida pelo BE e pelos seus militantes, que aproveitam cada ocasião mediática para deitar achas para a fogueira do antiamericanismo. Eles, os bloquistas, que se dizem tão apologistas da solidariedade entre povos e da luta contra a discriminação, não vêem que com este palavriado de combate aos EUA, são, de facto, os primeiros a provocar a expansão da ideia do confronto entre ricos e pobres!
Por isso, aconselho todos os antiamericanos, sejam ou não do BE, a lerem com calma e atenção, a obra "A Obsessão Antiamericana", para aprofundarem um pouco dos verdadeiros motivos deste sentimento infantil e vitimista de muitos seguidores das ideias da esquerda mais radical.
Pode ser que assim se consigam "salvar", não digo os comunistas, mas pelo menos alguns bloquistas que foram na onda dessa moda actual que é ser-se do Bloco!
domingo, julho 13, 2003
Quando a escola não dá o exemplo!
Numa sociedade que apela cada vez mais à necessidade de incutir uma série de valores e princípios aos nossos jovens, é, no mínimo, surpreendente como é possível ocorrerem situações como a que passo a descrever.
Imagine o leitor que entra nas instalações de uma escola de uma vila do interior do país, escola essa frequentada por alunos do 5º ao 12º ano de escolaridade. Ao passar pelo hall de entrada, junto ao Conselho Executivo da mesma, o leitor encontra um cartaz de dimensões consideráveis, onde consta a figura de um menino, com um ar tranquilo e sereno, a apontar com uma seringa (supõe-se com droga) no braço esquerdo. Por baixo de tal retrato, aparecem os seguintes dizeres: "Aqui não. Obrigado". Que pensará o leitor? Certamente que a primeira ideia que lhe vem à cabeça é a de que se pretende com o dito cartaz incutir nos alunos o princípio de que a droga é um mal, que se deve evitar. Mas em que casos? Com a mensagem transmitida, os alunos, sobretudo, os mais novos (de 11 e 12 anos) podem ficar com a ideia de que não se devem consumir drogas, mas apenas nas instalações escolares! Ora, tal situação, constitui um grave exemplo daquilo que a escola não deve ser: desleixada.
Efectivamente, com a mensagem "Aqui não. Obrigado" é possível levar os alunos a pensar da seguinte forma: "olha, aqui não nos deixam drogar, mas lá fora não há problema". É este tipo de situações que me levam a defender cada vez mais a necessidade de avaliar os professores, de forma rigrosa e imparcial, sobretudo aqueles que estão à frente dos destinos das nossas escolas. Quando alguns dos professores deste país, não sabem dar o exemplo, que se pode esperar dos nossos jovens, que, serão os homens e mulheres de amanhã.
Imagine o leitor que entra nas instalações de uma escola de uma vila do interior do país, escola essa frequentada por alunos do 5º ao 12º ano de escolaridade. Ao passar pelo hall de entrada, junto ao Conselho Executivo da mesma, o leitor encontra um cartaz de dimensões consideráveis, onde consta a figura de um menino, com um ar tranquilo e sereno, a apontar com uma seringa (supõe-se com droga) no braço esquerdo. Por baixo de tal retrato, aparecem os seguintes dizeres: "Aqui não. Obrigado". Que pensará o leitor? Certamente que a primeira ideia que lhe vem à cabeça é a de que se pretende com o dito cartaz incutir nos alunos o princípio de que a droga é um mal, que se deve evitar. Mas em que casos? Com a mensagem transmitida, os alunos, sobretudo, os mais novos (de 11 e 12 anos) podem ficar com a ideia de que não se devem consumir drogas, mas apenas nas instalações escolares! Ora, tal situação, constitui um grave exemplo daquilo que a escola não deve ser: desleixada.
Efectivamente, com a mensagem "Aqui não. Obrigado" é possível levar os alunos a pensar da seguinte forma: "olha, aqui não nos deixam drogar, mas lá fora não há problema". É este tipo de situações que me levam a defender cada vez mais a necessidade de avaliar os professores, de forma rigrosa e imparcial, sobretudo aqueles que estão à frente dos destinos das nossas escolas. Quando alguns dos professores deste país, não sabem dar o exemplo, que se pode esperar dos nossos jovens, que, serão os homens e mulheres de amanhã.
sexta-feira, julho 11, 2003
A crise chega aos festivais de Verão!
Ontem iniciou-se o Festival das Dunas de S. Jacinto, o primeiro de uma série de festivais de música rock que todos os Verões arrastam milhares de jovens, e alguns menos jovens, com as mochilas às costas, a fim de expulsarem toda a energia acumulada nos seus corpos.
No entanto, em ano de crise, estava com alguma curiosidade no sentido de saber se, ao nível deste tipo de festivais, a crise porque estamos a passar teria efeitos ou não na adesão por parte do público. Pois bem, pelas notícias de alguns jornais de hoje, o primeiro dia do Festival das Dunas de S. Jacinto teve pouca participação por parte dos apreciadores do rock.
Duas razões poderão explicar esta situação. Por um lado a já referida crise económica, que obriga as famílias a dispensarem menos dinheiro para os seus filhos e a estabelecerem prioridades ao nível da passagem das férias. Por outro lado, nos últimos anos tem-se assistido à multiplicação de festivais de vários estilos musicais (rock, dance, trance, etc.) de Norte a Sul de Portugal, que, naturalmente, num país de reduzida dimensão como o nosso, obriga a que o público se espalhe pelos vários festivais.
A tendência, penso eu, será para que, no futuro, se mantenham apenas os festivais que consigam aliar um bom programa musical à imprescindível beleza natural dos locais onde se realizam. E nesse particular, os dois festivais com mais pergaminhos que se realizam para os lados do Gerês (Vilar de Mouros e Paredes de Coura) são simplesmente de uma qualidade irrepriensível.
Cá por mim, prefiro o festival rock mais antigo de Portugal e, por isso, lá rumarei este Verão a Vilar de Mouros para disfrutar do encantamento da paisagem minhota e assistir a alguns concertos, dos quais destaco o dos HIM.
No entanto, em ano de crise, estava com alguma curiosidade no sentido de saber se, ao nível deste tipo de festivais, a crise porque estamos a passar teria efeitos ou não na adesão por parte do público. Pois bem, pelas notícias de alguns jornais de hoje, o primeiro dia do Festival das Dunas de S. Jacinto teve pouca participação por parte dos apreciadores do rock.
Duas razões poderão explicar esta situação. Por um lado a já referida crise económica, que obriga as famílias a dispensarem menos dinheiro para os seus filhos e a estabelecerem prioridades ao nível da passagem das férias. Por outro lado, nos últimos anos tem-se assistido à multiplicação de festivais de vários estilos musicais (rock, dance, trance, etc.) de Norte a Sul de Portugal, que, naturalmente, num país de reduzida dimensão como o nosso, obriga a que o público se espalhe pelos vários festivais.
A tendência, penso eu, será para que, no futuro, se mantenham apenas os festivais que consigam aliar um bom programa musical à imprescindível beleza natural dos locais onde se realizam. E nesse particular, os dois festivais com mais pergaminhos que se realizam para os lados do Gerês (Vilar de Mouros e Paredes de Coura) são simplesmente de uma qualidade irrepriensível.
Cá por mim, prefiro o festival rock mais antigo de Portugal e, por isso, lá rumarei este Verão a Vilar de Mouros para disfrutar do encantamento da paisagem minhota e assistir a alguns concertos, dos quais destaco o dos HIM.
quinta-feira, julho 10, 2003
O Regresso da Clubite Aguda!
À medida que se aproxima o mês de Agosto e depois de umas semanas de descanso dos meus ouvidos a propósito das polémicas do futebol (se o penaltie foi bem ou mal marcado, se havia ou não fora de jogo, se a equipa mereceu ou não ganhar) começa-se já a presentir um crescente engarrafamento futebolesco nos nossos serviços noticiosos. Foi o caso de hoje, no principal noticiário da SIC: o jornal da noite abriu com três notícias relativas ao futebol, uma das quais, imagine-se, por causa de uma braçadeira de capitão de equipa.
Nos cafés, o sossego de quem quer ler um jornal ou passar os olhos por um livro também já começa a ser raro: ainda hoje, depois de almoço entrei num café da vila onde trabalho e numa mesa a um canto, lá estavam três criaturas que pareciam estar numa competição para ver qual deles conseguia falar num tom de voz mais elevado acerca do futebol. Deu para me aperceber, sem querer, tal era o ruído, que um era do Sporting e dois do Benfica e falavam sobre a tal questão da braçadeira de capitão do Benfica (se deveria ser o Hélder ou o Simão Sabrosa a ostentar tal pedaço de tecido!). Só faltava solicitar um referendo nacional!
Enfim, certamente que os nossos governantes devem estar à espera que o campeonato começe para se deixar de falar na crise portuguesa e se iniciarem, novamente, as discussões em torno do futebol português. Lá teremos nós de preparar as baterias para aguentar as polémicas em torno do Pinto da Costa, do Filipe Vieira, do Valentim Loureiro, etc. quando tantos assuntos mais importantes deveriam estar nas prioridades dos portugueses. Mas, certamente que, quando os cientistas descobrirem a genética do típico português (homem machão e bom apreciador de mulheres e vinho) lá encontrarão a justificação para esta situação: o gene da clubite aguda!
Nos cafés, o sossego de quem quer ler um jornal ou passar os olhos por um livro também já começa a ser raro: ainda hoje, depois de almoço entrei num café da vila onde trabalho e numa mesa a um canto, lá estavam três criaturas que pareciam estar numa competição para ver qual deles conseguia falar num tom de voz mais elevado acerca do futebol. Deu para me aperceber, sem querer, tal era o ruído, que um era do Sporting e dois do Benfica e falavam sobre a tal questão da braçadeira de capitão do Benfica (se deveria ser o Hélder ou o Simão Sabrosa a ostentar tal pedaço de tecido!). Só faltava solicitar um referendo nacional!
Enfim, certamente que os nossos governantes devem estar à espera que o campeonato começe para se deixar de falar na crise portuguesa e se iniciarem, novamente, as discussões em torno do futebol português. Lá teremos nós de preparar as baterias para aguentar as polémicas em torno do Pinto da Costa, do Filipe Vieira, do Valentim Loureiro, etc. quando tantos assuntos mais importantes deveriam estar nas prioridades dos portugueses. Mas, certamente que, quando os cientistas descobrirem a genética do típico português (homem machão e bom apreciador de mulheres e vinho) lá encontrarão a justificação para esta situação: o gene da clubite aguda!
O fim da caça às "bruxas"
Recentemente, foi noticiado que o Partido Comunista Português (PCP) discorda de uma das medidas vigentes na Reforma do Sistema Político que o Executivo Governativo pretende levar a efeito. Essa medida, tão polémica para os comunistas portugueses, relaciona-se com a obrigatoriedade dos partidos terem de realizar eleições para os seus corpos dirigentes com o recurso ao voto secreto.
Ora, todos sabemos que o PCP tem uma peculiar forma de exercer a sua "democracia" interna, obrigando os seus militantes a votarem de braço no ar. Certamente que os dirigentes do PCP pensam que esta forma de eleição interna é a que melhor permite descobrir os opositores do seu partido, facilitando assim a sua expulsão do PCP. Claro que não o afirmam, mas o voto de braço no ar impossibilita que os elementos discordantes do partido se manifestem, pois caso o façam têm a porta de saída do partido aberta.
Argumentam eles que esta reforma legislativa constitui uma afronta ao livre prosseguimento da actividade do seu partido e uma tentativa clara no sentido da descaracterização da nossa democracia. Com que a democracia fosse o equivalente ao voto de braço no ar! Pura demagogia!
Pois bem, a verdade é que os comunistas estão com medo que, com a possibilidade dos seus militantes poderem contraiar as vontades da direcção através do voto pessoal e secreto, a unanimidade interna passe a ser uma pura ilusão.
Esperemos é que mesmo com o voto secreto, este partido, que continua arreigado ao passado (bem demonstrado nos seus símbolos - a foice e o martelo), deixe que os seus militantes menos ortodoxos se possam exprimir, aos poucos, fazendo valer as suas ideias. Com esta medida, o tempo da caça às bruxas no PCP está para acabar...
Ora, todos sabemos que o PCP tem uma peculiar forma de exercer a sua "democracia" interna, obrigando os seus militantes a votarem de braço no ar. Certamente que os dirigentes do PCP pensam que esta forma de eleição interna é a que melhor permite descobrir os opositores do seu partido, facilitando assim a sua expulsão do PCP. Claro que não o afirmam, mas o voto de braço no ar impossibilita que os elementos discordantes do partido se manifestem, pois caso o façam têm a porta de saída do partido aberta.
Argumentam eles que esta reforma legislativa constitui uma afronta ao livre prosseguimento da actividade do seu partido e uma tentativa clara no sentido da descaracterização da nossa democracia. Com que a democracia fosse o equivalente ao voto de braço no ar! Pura demagogia!
Pois bem, a verdade é que os comunistas estão com medo que, com a possibilidade dos seus militantes poderem contraiar as vontades da direcção através do voto pessoal e secreto, a unanimidade interna passe a ser uma pura ilusão.
Esperemos é que mesmo com o voto secreto, este partido, que continua arreigado ao passado (bem demonstrado nos seus símbolos - a foice e o martelo), deixe que os seus militantes menos ortodoxos se possam exprimir, aos poucos, fazendo valer as suas ideias. Com esta medida, o tempo da caça às bruxas no PCP está para acabar...
A Pseudo-reinvenção da Democracia!
A revista Visão desta semana traz uma entrevista a Manuel Monteiro (MM), o ex-líder do PP e agora fudador de um novo partido, o Partido da Nova Democracia (PND). Nesta entrevista, MM demonstra uma forma de falar extremanente sobranceira, disparando contar tudo e todos e, imagine-se, avisando o PSD de que se prepare para a chegada deste novo partido. MM chega ao ponto de afirmar que o seu PND "vem baralhar o jogo do sistema político tradicional". No mínimo dá vontade de rir!
Num partido com duzentos filiados, do qual a maioria do povo português ainda nem sequer ouviu falar, constitui de facto um abuso a forma como MM parece querer dar a entender que reinventou o conceito da Democracia.
Será que Monteiro quer seguir os passos de partidos como o PRD ou o PSN? Lembram-se deles? Chegaram a estar representados no Parlamento e depois desapareceram.
Nesta entrevista, MM evidencia toda a sua raiva por ter perdido o lugar que hoje pertence a Paulo Portas e parece inflamar de inveja por não poder estar hoje como Ministro de um Governo de direita. MM, ao longo de toda a entrevista evitar falar de Portas, preferindo referir-se sobre outras personalidades da direita portuguesa e filosofar um pouco acerca da sua pseudo-reinvenção da Democracia.
Claro que MM gostaria de ter ficado à frente do Partido Popular para hoje poder estar como Ministro, mas o tiro saiu-lhe pela culatra e depois de ter ficado na sombra durante uns anitos à espera que alguém lhe piscasse o olho, resolveu dar um passo em frente. Talvez para o definitivo suicídio político!
Num partido com duzentos filiados, do qual a maioria do povo português ainda nem sequer ouviu falar, constitui de facto um abuso a forma como MM parece querer dar a entender que reinventou o conceito da Democracia.
Será que Monteiro quer seguir os passos de partidos como o PRD ou o PSN? Lembram-se deles? Chegaram a estar representados no Parlamento e depois desapareceram.
Nesta entrevista, MM evidencia toda a sua raiva por ter perdido o lugar que hoje pertence a Paulo Portas e parece inflamar de inveja por não poder estar hoje como Ministro de um Governo de direita. MM, ao longo de toda a entrevista evitar falar de Portas, preferindo referir-se sobre outras personalidades da direita portuguesa e filosofar um pouco acerca da sua pseudo-reinvenção da Democracia.
Claro que MM gostaria de ter ficado à frente do Partido Popular para hoje poder estar como Ministro, mas o tiro saiu-lhe pela culatra e depois de ter ficado na sombra durante uns anitos à espera que alguém lhe piscasse o olho, resolveu dar um passo em frente. Talvez para o definitivo suicídio político!
quarta-feira, julho 09, 2003
Conversas em Família
A mais recente polémica em torno do Pagamento Especial por Conta (PEC) tem, por agora, dado a evidenciar uma firmeza e rigor inabaláveis por parte da nossa dama de ferro, a Ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, que não se deixou vergar pelas ameaças infundadas das associações de taxistas. Estes tentaram até quase ao último instante esticar a corda, afirmando que, caso as suas pretensões não fossem aceites iriam engarrafar Lisboa de taxistas.
Pois bem, a ministra actuou de forma séria ao explicar ao povo português, em pleno noticiário das oito horas, que o PEC não constitui nenhum novo imposto, mas tão somente um adiantamento a fazer pelos empresários (tanto taxistas como de outros ramos de actividade) e comparável à retenção na fonte dos trabalhadores por conta de outrém.
É este tipo de política que interessa ao país! É importante que os nossos governantes se habituem a vir falar com o povo português, explicando os pressupostos e implicações das suas políticas, de forma a que a sociedade portuguesa esteja devidamente informada, não se deixando enganar pelo que muitos dos nossos jornalistas vêm dizer para a praça pública.
Há uns largos anos atrás, ainda no tempo da ditadura, havia um programa na televisão portuguesa, intitulado "Conversas em Família", onde eram postas em dia as novidades legislativas e outras, a fim de que a população estivesse suficientemente informada. Claro que nesse tempo, as intenções dos governantes eram sobretudo de camuflar a verdade.
Seria muito positivo que este Governo fizesse mais vezes o que fez na questão da polémica do PEC com os taxistas. Que tal uma revitalização de uma espécie de "Conversas em Família", falando "olhos nos olhos" com os portugueses sobre as reformas que se têm vindo a realizar, as medidas que se têm vindo a aplicar e o estado real da nossa economia, educação, saúde, etc. Uma espécie de "Balanço Mensal das Actividades Governativas". Esperemos que o nosso Executivo continue no bom caminho...
Pois bem, a ministra actuou de forma séria ao explicar ao povo português, em pleno noticiário das oito horas, que o PEC não constitui nenhum novo imposto, mas tão somente um adiantamento a fazer pelos empresários (tanto taxistas como de outros ramos de actividade) e comparável à retenção na fonte dos trabalhadores por conta de outrém.
É este tipo de política que interessa ao país! É importante que os nossos governantes se habituem a vir falar com o povo português, explicando os pressupostos e implicações das suas políticas, de forma a que a sociedade portuguesa esteja devidamente informada, não se deixando enganar pelo que muitos dos nossos jornalistas vêm dizer para a praça pública.
Há uns largos anos atrás, ainda no tempo da ditadura, havia um programa na televisão portuguesa, intitulado "Conversas em Família", onde eram postas em dia as novidades legislativas e outras, a fim de que a população estivesse suficientemente informada. Claro que nesse tempo, as intenções dos governantes eram sobretudo de camuflar a verdade.
Seria muito positivo que este Governo fizesse mais vezes o que fez na questão da polémica do PEC com os taxistas. Que tal uma revitalização de uma espécie de "Conversas em Família", falando "olhos nos olhos" com os portugueses sobre as reformas que se têm vindo a realizar, as medidas que se têm vindo a aplicar e o estado real da nossa economia, educação, saúde, etc. Uma espécie de "Balanço Mensal das Actividades Governativas". Esperemos que o nosso Executivo continue no bom caminho...
A Lógica do Vinho
Há situações caricatas na vida social e económica portuguesa, que advêem de um certo imobilismo nacionalista, e que reflectem a existência de pormenores sem qualquer tipo de lógica, mas que a sociedade portuguesa considera como sendo perfeitamente normais.
Uma dessas situações que só em Portugal poderia acontecer é o facto de existirem uma série de produtos regionais que vendem muito à custa do nome que apresentam nos seus rótulos, para além da própria qualidade intrínseca do produto em si mesmo.
Proponho hoje uma reflexão séria sobre o Vinho que é produzido a partir das castas de uvas que crescem nas margens do rio Douro (em Peso da Régua, em Mesão Frio, no Pinhão, etc.) e que é reconhecido interna e externamente por "Vinho do Porto". Bem sei que as gentes da cidade do Porto defendem esta situação como algo normal, que lhes pertence, muitos sem saberem porquê e alguns argumentando com a manutenção de uma tradição meramente histórica.
Contudo, importa saber um pouco da verdadeira história deste tão apreciado vinho. A primeira referência escrita de que se tem conhecimento e ligada ao nome "Vinho do Porto" é referente ao Vinho do Douro exportado pela Alfândega do Porto e que data dos finais do ano de 1678. Para o baptizado dos vinhos dourienses, aos quais se juntava aguardente, conferindo-lhes o seu inconfundível sabor, muito contribuiu o espírito mercantil revelado pelos negociantes ingleses da época, radicados na cidade do Porto. De facto, até se poderá dizer que os verdadeiros expansionistas do "Vinho do Porto" foram os ingleses e não os portugueses da cidade invicta. Sabiam disto?
Assim, terá lógica denominar um vinho que pertence a uma região (a do Douro) como um vinho de uma cidade que actualmente nada tem que ver com este produto? Acho que não! Claro que para esta minha opinão algo controversa muito contribui a minha costela alfacinha!
No entanto, importa realçar que uma das particularidades caricatas do "Vinho do Porto" é ter uma Região Demarcada para a sua produção (a região do rio Douro) e outra zona vocacionada para o seu envelhecimento (o entreposto de Vila Nova de Gaia), não tendo, actualmente, nenhuma afinidade com a cidade que lhe dá o nome, para além dos lucros económicos que confere ao turismo do Porto. É caso para dizer que o Porto até dos vinhos dos outros se aproveita para fazer dinheiro!
Que lógica teria denominar os vidros da Marinha Grande como "vidros de Lisboa" apenas porque são exportados a partir desta cidade? E que tal chamar ao queijo produzido na Serra da Estrela como "queijo alfacinha" por ser comercializado para o Brasil e outros países a partir da capital portuguesa?
Bem sei que, caso algum tripeiro esteja a ler este artigo, certamente já deve estar, por esta altura, com os cabelos em pé e a argumentar com a justificação tradicionalista para a manutenção desta "lógica da batata". Ou será a "lógica do vinho"?
Quanto a mim, prefiro ser pragmático e coerente: espero que um dia alguém tenha a coragem de aplicar a verdadeira denominação de origem ao vinho produzido nas margens do Douro! Até lá, um brinde ao Vinho do Douro!
Uma dessas situações que só em Portugal poderia acontecer é o facto de existirem uma série de produtos regionais que vendem muito à custa do nome que apresentam nos seus rótulos, para além da própria qualidade intrínseca do produto em si mesmo.
Proponho hoje uma reflexão séria sobre o Vinho que é produzido a partir das castas de uvas que crescem nas margens do rio Douro (em Peso da Régua, em Mesão Frio, no Pinhão, etc.) e que é reconhecido interna e externamente por "Vinho do Porto". Bem sei que as gentes da cidade do Porto defendem esta situação como algo normal, que lhes pertence, muitos sem saberem porquê e alguns argumentando com a manutenção de uma tradição meramente histórica.
Contudo, importa saber um pouco da verdadeira história deste tão apreciado vinho. A primeira referência escrita de que se tem conhecimento e ligada ao nome "Vinho do Porto" é referente ao Vinho do Douro exportado pela Alfândega do Porto e que data dos finais do ano de 1678. Para o baptizado dos vinhos dourienses, aos quais se juntava aguardente, conferindo-lhes o seu inconfundível sabor, muito contribuiu o espírito mercantil revelado pelos negociantes ingleses da época, radicados na cidade do Porto. De facto, até se poderá dizer que os verdadeiros expansionistas do "Vinho do Porto" foram os ingleses e não os portugueses da cidade invicta. Sabiam disto?
Assim, terá lógica denominar um vinho que pertence a uma região (a do Douro) como um vinho de uma cidade que actualmente nada tem que ver com este produto? Acho que não! Claro que para esta minha opinão algo controversa muito contribui a minha costela alfacinha!
No entanto, importa realçar que uma das particularidades caricatas do "Vinho do Porto" é ter uma Região Demarcada para a sua produção (a região do rio Douro) e outra zona vocacionada para o seu envelhecimento (o entreposto de Vila Nova de Gaia), não tendo, actualmente, nenhuma afinidade com a cidade que lhe dá o nome, para além dos lucros económicos que confere ao turismo do Porto. É caso para dizer que o Porto até dos vinhos dos outros se aproveita para fazer dinheiro!
Que lógica teria denominar os vidros da Marinha Grande como "vidros de Lisboa" apenas porque são exportados a partir desta cidade? E que tal chamar ao queijo produzido na Serra da Estrela como "queijo alfacinha" por ser comercializado para o Brasil e outros países a partir da capital portuguesa?
Bem sei que, caso algum tripeiro esteja a ler este artigo, certamente já deve estar, por esta altura, com os cabelos em pé e a argumentar com a justificação tradicionalista para a manutenção desta "lógica da batata". Ou será a "lógica do vinho"?
Quanto a mim, prefiro ser pragmático e coerente: espero que um dia alguém tenha a coragem de aplicar a verdadeira denominação de origem ao vinho produzido nas margens do Douro! Até lá, um brinde ao Vinho do Douro!
A Dama de Ferro Superstar!
Na última edição da prestigiada revista dos E.U.A., Business Week, o destaque principal é dado às 25 "estrelas" que estão a protagonizar uma autêntica revolução na Europa, no sentido de esta se tornar cada vez mais desenvolvida e capaz de fazer frente ao colosso norte-americano. Entre as "estrelas "europeias encontra-se a nossa tão controversa Manuela Ferreira Leite, alvo, tanto de amores como de ódios por parte da população portuguesa.
Na revista afirma-se que a ministra das Finanças, quando tomou posse, teve de enfrentar a "maior confusão orçamental da Europa", dando relevo a algumas medidas de rigor que aplicou para resolver o problema do défice. O artigo da dita revista termina com um elogio de esperança nas capacidades da ministra.
Este destaque concedido à nossa Dama de Ferro vem confirmar que, a crise de que tanto se fala agora, é fruto do desgoverno guterrista, que tomou conta do país durante seis anos de forma irresponsável e esbanjadora. O problema é que muitos portugueses continuam a estar obsecados com a sua costela socialista e não demonstram a capacidade lúcida de ver as causas da situação com que agora o país agora está mergulhado.
A Business Week, uma revista especializada na área das Finanças e de cariz imparcial, concedeu diversos elogios à governação da nossa Ministra das Finanças, e, no entanto, por cá a maioria da imprensa continua sem dar relevo à questão. E se fosse o contrário? Se qualquer revista internacional falasse mal deste Governo? Nesse caso, certamente que as nossas televisões abririrão os seus noticiários com grandes destaques de "bota abaixo" à Ferreira Leite.
Daqui se conclui que a comunicação social detém cada vez mais um poder de influência junto da opinião pública portuguesa, e, que esta, devido aos seus elevados índices de iliteracia se deixa enganar com grande facilidade.
Resta-nos ter um pouco de paciência!?
Na revista afirma-se que a ministra das Finanças, quando tomou posse, teve de enfrentar a "maior confusão orçamental da Europa", dando relevo a algumas medidas de rigor que aplicou para resolver o problema do défice. O artigo da dita revista termina com um elogio de esperança nas capacidades da ministra.
Este destaque concedido à nossa Dama de Ferro vem confirmar que, a crise de que tanto se fala agora, é fruto do desgoverno guterrista, que tomou conta do país durante seis anos de forma irresponsável e esbanjadora. O problema é que muitos portugueses continuam a estar obsecados com a sua costela socialista e não demonstram a capacidade lúcida de ver as causas da situação com que agora o país agora está mergulhado.
A Business Week, uma revista especializada na área das Finanças e de cariz imparcial, concedeu diversos elogios à governação da nossa Ministra das Finanças, e, no entanto, por cá a maioria da imprensa continua sem dar relevo à questão. E se fosse o contrário? Se qualquer revista internacional falasse mal deste Governo? Nesse caso, certamente que as nossas televisões abririrão os seus noticiários com grandes destaques de "bota abaixo" à Ferreira Leite.
Daqui se conclui que a comunicação social detém cada vez mais um poder de influência junto da opinião pública portuguesa, e, que esta, devido aos seus elevados índices de iliteracia se deixa enganar com grande facilidade.
Resta-nos ter um pouco de paciência!?
terça-feira, julho 08, 2003
Um Portugal cada vez mais brasileiro?
Nos últimos anos, a crescente corrente imigratória brasileira tem trazido inúmeros benefícios para Portugal, sobretudo no espírito contagiante de alegria e felicidade que as mulheres brasileiras incuntem na população masculina nacional. A excepção, dirão as mulheres portuguesas, consistirá nos excessos que as beldades brasileiras provocam para os lados de Bragança.
Mas, o título deste artigo relaciona-se com outra questão, que nada tem que ver com o que atrás afirmei. Efectivamente, a questão centra-se no facto de Portugal, segundo os últimos dados do relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), se encontrar no primeiro lugar do ranking dos países da União Europeia com uma maior desigualdade entre ricos e pobres. Esta realidade vem confirmar que o nosso país parece, aos poucos, vir a sofrer de um "abrasilamento" não apenas social, mas também económico, pois todos sabemos que o Brasil é dos países com maiores desigualdades sociais e económicas.
Claro que esta evolução nada tem que ver com a presença dos nossos "irmãos" brasileiros em Portugal, pois caso essa relação existisse, certamente, que o Luxemburgo já teria passado para a cauda da Europa com a quantidade de portugueses que lá vivem!
A principal causa para esta tendência de Portugal em aprofundar as diferenças entre ricos e pobres terá mais que ver com o facto dos ricos enriquecerem mais depressa do que os pobres. Claro que os partidários do PCP ou do BE (os do PS talvez se calem pois estiveram no poder há bem pouco tempo!) aproveitarão esta ocasião para vir gritar, qual disco riscado, que esta situação se deve, segundo eles, aos efeitos da globalização e do liberalismo desenfreado que grassa na economia portuguesa. Talvez, cheguem a dizer que a classe social mais baixa portuguesa vive, actualmente, pior que no tempo da ditadura!
Interessa desmistificar esse "papão" que para muitos utópicos socialistas é a globalização da economia. O facto dos ricos enriquecerem mais rapidamente que os pobres não será, com certeza, a situação ideal, mas caso vivessemos numa economia planificada (como idealizam os profetas da esquerda mais ortodoxa portuguesa) a realidade era outra: não haveria ricos, à excepção dos governantes, e tudo o resto seria considerado pobre! Há dúvidas? Vejam a realidade dos países do Leste europeu que até há bem pouco mais de dez anos atrás tinham uma economia estatal e que com a introdução do liberalismo fizeram aumentar o seu PIB/per capita para valores bem elevados, alguns dos quais superiores aos de Portugal (exemplo da República Checa).
Enfim, se por um lado é positivo que tanto ricos como pobres vejam aumentado o seu poder de compra, por outro lado torna-se algo frustante ver o os ricos enriquecerem a um ritmo mais rápido que os pobres. Mas lembremo-nos: os pobres só poderão enriquecer se houver ricos! O resto é pura utopia...
Mas, o título deste artigo relaciona-se com outra questão, que nada tem que ver com o que atrás afirmei. Efectivamente, a questão centra-se no facto de Portugal, segundo os últimos dados do relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), se encontrar no primeiro lugar do ranking dos países da União Europeia com uma maior desigualdade entre ricos e pobres. Esta realidade vem confirmar que o nosso país parece, aos poucos, vir a sofrer de um "abrasilamento" não apenas social, mas também económico, pois todos sabemos que o Brasil é dos países com maiores desigualdades sociais e económicas.
Claro que esta evolução nada tem que ver com a presença dos nossos "irmãos" brasileiros em Portugal, pois caso essa relação existisse, certamente, que o Luxemburgo já teria passado para a cauda da Europa com a quantidade de portugueses que lá vivem!
A principal causa para esta tendência de Portugal em aprofundar as diferenças entre ricos e pobres terá mais que ver com o facto dos ricos enriquecerem mais depressa do que os pobres. Claro que os partidários do PCP ou do BE (os do PS talvez se calem pois estiveram no poder há bem pouco tempo!) aproveitarão esta ocasião para vir gritar, qual disco riscado, que esta situação se deve, segundo eles, aos efeitos da globalização e do liberalismo desenfreado que grassa na economia portuguesa. Talvez, cheguem a dizer que a classe social mais baixa portuguesa vive, actualmente, pior que no tempo da ditadura!
Interessa desmistificar esse "papão" que para muitos utópicos socialistas é a globalização da economia. O facto dos ricos enriquecerem mais rapidamente que os pobres não será, com certeza, a situação ideal, mas caso vivessemos numa economia planificada (como idealizam os profetas da esquerda mais ortodoxa portuguesa) a realidade era outra: não haveria ricos, à excepção dos governantes, e tudo o resto seria considerado pobre! Há dúvidas? Vejam a realidade dos países do Leste europeu que até há bem pouco mais de dez anos atrás tinham uma economia estatal e que com a introdução do liberalismo fizeram aumentar o seu PIB/per capita para valores bem elevados, alguns dos quais superiores aos de Portugal (exemplo da República Checa).
Enfim, se por um lado é positivo que tanto ricos como pobres vejam aumentado o seu poder de compra, por outro lado torna-se algo frustante ver o os ricos enriquecerem a um ritmo mais rápido que os pobres. Mas lembremo-nos: os pobres só poderão enriquecer se houver ricos! O resto é pura utopia...
O Canudo da Angústia!
Pelos mais recentes dados do Instituto Nacional da Estatística, dos mais de 400 mil portugueses desempregados que se encontram registados nos Centros de Emprego, cerca de 35% são licenciados (e alguns deles dotados até de mestrado e doutoramento). Ou seja, os contribuintes portugueses encontram-se, actualmente, a financiar cursos superiores que se destinam a formar indivíduos destinados ao desemprego.
Tendo em conta que a tendência dos próximos anos será para nos confrontarmos com uma época de "vacas magras", com o desemprego a aumentar nas camadas da população com mais estudos, importa tomar medidas para evitar este desperdício de dinheiro e de massa humana literada.
Que fazer? Primeiro, há que apoiar o Executivo governativo no sentido de alterar a Lei de Bases do Ensino Superior, com o objectivo de colocar em funcionamento somente os cursos superiores que fazem, actualmente, falta ao país. Neste âmbito, não há que ter medo de fechar muitos dos cursos de letras e outros, continuando a impor limites na entrada de alunos para cursos que não fornecem mais valias para o país. Por outro lado, o financiamento do Ensino Superior tem que deixar de estar dependente do número de alunos inscritos, para, gradualmente, estar afecto à qualidade do ensino ministrado. Desta forma, os professores das universidades, sobretudo os efectivos, devem ser avaliados de forma rigorosa, não se aproveitando das suas regalias actuais para realizarem trabalhos de investigação particulares, e, deixando o ensino das matérias para os professores auxiliares.
Seguidamente, importará reforçar o ensino profissionalizante nas escolas públicas, mas, desde que este seja dotado de rigor e exigência, o que não acontece, actualmente, em muitas das escolas profissionais de cariz particular. O que se passa, hoje em dia, em muitas das escolas profissionais privadas é uma autêntica vergonha, com a utilização de fundos comunitários em prol de um ensino com um nível de exigência extremamente reduzido (numa escola profissional só não tira um curso quem não quer!). É necessário dotar a economia portuguesa de uma verdadeira mão-de-obra qualificada de nível médio, pois o investimento exterior só será canalizado para Portugal se tivermos mais do que "simples pensadores" altamente qualificados ou jovens profissionais especializados em "enroscar lâmpadas"!
Outro aspecto importante no sentido de evitar o desperdício de "indivíduos com canudo" será não especializar tanto o ensino superior como se fez nas últimas décadas: um engenheiro tem de diversificar as suas capacidades e não especializar-se apenas num único ramo (hoje abundam engenharias de todos os tipos, havendo muitas que nem se sabe para que servem!). Que fará um licenciado em engenharia da linguagem? Talvez blogar?
Finalmente, ao nível laboral, há que ser exigente com o trabalhador português que trabalha em Portugal! E isto porquê? Todos sabemos que os portugueses que trabalham na França, Alemanha, Luxemburgo e Suiça são dos mais produtivos da União Europeia. Porque não acontece o mesmo em Portugal? Apenas devido à influência dos sindicatos e à mentalidade do típico trabalhador português, que preferiria trabalhar ao fim de semana e descansar de segunda a sexta feira. Esperemos que o Governo consiga fazer cumprir o novo Código Laboral, que em princípio, será aprovado.
Talvez, assim, a posse de um canudo deixe de significar uma angústia para muitos dos licenciados portugueses e Portugal consiga, finalmente, saltar para o pelotão da frente da Europa mais desenvolvida.
Tendo em conta que a tendência dos próximos anos será para nos confrontarmos com uma época de "vacas magras", com o desemprego a aumentar nas camadas da população com mais estudos, importa tomar medidas para evitar este desperdício de dinheiro e de massa humana literada.
Que fazer? Primeiro, há que apoiar o Executivo governativo no sentido de alterar a Lei de Bases do Ensino Superior, com o objectivo de colocar em funcionamento somente os cursos superiores que fazem, actualmente, falta ao país. Neste âmbito, não há que ter medo de fechar muitos dos cursos de letras e outros, continuando a impor limites na entrada de alunos para cursos que não fornecem mais valias para o país. Por outro lado, o financiamento do Ensino Superior tem que deixar de estar dependente do número de alunos inscritos, para, gradualmente, estar afecto à qualidade do ensino ministrado. Desta forma, os professores das universidades, sobretudo os efectivos, devem ser avaliados de forma rigorosa, não se aproveitando das suas regalias actuais para realizarem trabalhos de investigação particulares, e, deixando o ensino das matérias para os professores auxiliares.
Seguidamente, importará reforçar o ensino profissionalizante nas escolas públicas, mas, desde que este seja dotado de rigor e exigência, o que não acontece, actualmente, em muitas das escolas profissionais de cariz particular. O que se passa, hoje em dia, em muitas das escolas profissionais privadas é uma autêntica vergonha, com a utilização de fundos comunitários em prol de um ensino com um nível de exigência extremamente reduzido (numa escola profissional só não tira um curso quem não quer!). É necessário dotar a economia portuguesa de uma verdadeira mão-de-obra qualificada de nível médio, pois o investimento exterior só será canalizado para Portugal se tivermos mais do que "simples pensadores" altamente qualificados ou jovens profissionais especializados em "enroscar lâmpadas"!
Outro aspecto importante no sentido de evitar o desperdício de "indivíduos com canudo" será não especializar tanto o ensino superior como se fez nas últimas décadas: um engenheiro tem de diversificar as suas capacidades e não especializar-se apenas num único ramo (hoje abundam engenharias de todos os tipos, havendo muitas que nem se sabe para que servem!). Que fará um licenciado em engenharia da linguagem? Talvez blogar?
Finalmente, ao nível laboral, há que ser exigente com o trabalhador português que trabalha em Portugal! E isto porquê? Todos sabemos que os portugueses que trabalham na França, Alemanha, Luxemburgo e Suiça são dos mais produtivos da União Europeia. Porque não acontece o mesmo em Portugal? Apenas devido à influência dos sindicatos e à mentalidade do típico trabalhador português, que preferiria trabalhar ao fim de semana e descansar de segunda a sexta feira. Esperemos que o Governo consiga fazer cumprir o novo Código Laboral, que em princípio, será aprovado.
Talvez, assim, a posse de um canudo deixe de significar uma angústia para muitos dos licenciados portugueses e Portugal consiga, finalmente, saltar para o pelotão da frente da Europa mais desenvolvida.
A Síndrome de Castro ataca de novo!
Há uns dias atrás o tão enebriátrico Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, veio a terreiro afirmar que os deputados da Nação se preparavam para atacar o princípio democrático da livre representatividade, por se pretender limitar os mandatos dos representantes eleitos a dois ou três mandatos.
Esta afirmação, vinda de quem vem, só demonstra que a Síndrome de Castro voltou a atacar, desta feita, para os lados do Atlântico. Por vezes, alguns dos políticos portugueses, parecem querer imitar ou tentar-se fazer passar pela personagem de Fidel Castro, esse dinossauro da ditadura e da repressão de todos aqueles que não concordam com as suas teorias. Pelo menos, Alberto João Jardim ainda não chegou ao ponto de tentar igualar o seu vizinho atlântista Castro na realização de discursos que demoram mais de dez horas. Mas para isso, há uma justificação plausível: Jardim não tem propriamente uma capacidade argumentativa que lhe permita falar durante muito tempo sem ingerir uns quantos copos de vinho ou imperiais! Poderemos até dizer que Castro está para os charutos, como Jardim está para os finos!
Bem, mas a questão principal que aqui importa realçar é a da intenção que o Governo tem de limitar os mandatos dos Presidentes de Câmara e outros titulares de cargos políticos. Penso que constitui uma boa medida, mas que não se pode ficar por aí. Não é de aceitar que um Presidente de Câmara que cumpra dois mandatos tenha o direito a receber uma reforma compensatória choruda ao longo do resto da vida, como acontece actualmente! Importa moralizar esta questão, tendo em conta que os eleitos do povo não devem encarar a política a pensar na reforma que mais tarde irão receber, mas sim como um serviço de cidadania!
A moralização da política passa por uma série de medidas que urge aplicar: transparência no financiamento aos partidos e aos candidatos a eleições, limitação de mandatos, adequação das regalias financeiras e de representatividade, fiscalização efectiva dos eleitos, etc. Mas, estas questões não poderão dar resultado caso não se alterem as formas de financiamento de toda administração autárquica (câmaras municipais, juntas de freguesia, empresas municipais). A ver vamos se este Governo tem a coragem suficiente para mexer nestas questões que já devem estar "mumificadas". Pode ser que assim os políticos se vacinem contra a Síndrome de Castro!
Esta afirmação, vinda de quem vem, só demonstra que a Síndrome de Castro voltou a atacar, desta feita, para os lados do Atlântico. Por vezes, alguns dos políticos portugueses, parecem querer imitar ou tentar-se fazer passar pela personagem de Fidel Castro, esse dinossauro da ditadura e da repressão de todos aqueles que não concordam com as suas teorias. Pelo menos, Alberto João Jardim ainda não chegou ao ponto de tentar igualar o seu vizinho atlântista Castro na realização de discursos que demoram mais de dez horas. Mas para isso, há uma justificação plausível: Jardim não tem propriamente uma capacidade argumentativa que lhe permita falar durante muito tempo sem ingerir uns quantos copos de vinho ou imperiais! Poderemos até dizer que Castro está para os charutos, como Jardim está para os finos!
Bem, mas a questão principal que aqui importa realçar é a da intenção que o Governo tem de limitar os mandatos dos Presidentes de Câmara e outros titulares de cargos políticos. Penso que constitui uma boa medida, mas que não se pode ficar por aí. Não é de aceitar que um Presidente de Câmara que cumpra dois mandatos tenha o direito a receber uma reforma compensatória choruda ao longo do resto da vida, como acontece actualmente! Importa moralizar esta questão, tendo em conta que os eleitos do povo não devem encarar a política a pensar na reforma que mais tarde irão receber, mas sim como um serviço de cidadania!
A moralização da política passa por uma série de medidas que urge aplicar: transparência no financiamento aos partidos e aos candidatos a eleições, limitação de mandatos, adequação das regalias financeiras e de representatividade, fiscalização efectiva dos eleitos, etc. Mas, estas questões não poderão dar resultado caso não se alterem as formas de financiamento de toda administração autárquica (câmaras municipais, juntas de freguesia, empresas municipais). A ver vamos se este Governo tem a coragem suficiente para mexer nestas questões que já devem estar "mumificadas". Pode ser que assim os políticos se vacinem contra a Síndrome de Castro!
Subscrever:
Mensagens (Atom)