quinta-feira, julho 31, 2003

Uma decisão de aplaudir!

O veto presidencial de Jorge Sampaio às alterações à lei-quadro de criação de municípios, decidida hoje, não constitui mais do que a solução lógica que se poderia esperar do Presidente da República, depois da confusão suscitada pela maioria governamental há umas semanas atrás.
De facto, o PSD e o PP foram os principais culpados pela onda de indignação que percorreu o país, pela pretensa ascensão de Fátima e Canas de Senhorim a concelhos, sobretudo em tempo de crise e quando as condições destas duas freguesias são insuficientes para tal decisão.
Por isso, aqui deixo o meu aplauso ao veto de Jorge Sampaio. Só quero ver agora como vão reagir os habitantes de Fátima e Canas... Vou-me fartar de rir... Áh! Áh! Áh!

O General piegas!

Depois da exoneração do Chefe do Estado-Maior do Exército, Silva Piegas, perdão Silva Viegas, a pedido deste, invocando falta de confiança no Ministro da Defesa, Paulo Portas, realiza-se hoje um jantar que irá juntar nove Generais que já exerceram em tempos este destacado cargo militar. O objectivo da realização desta reunião à mesa parece ser o de pressionar Paulo Portas para que, mais uma vez, este sinta as suas "orelhas a arder". O General "queixinhas" irá contar aos seus amiguinhos o que o fez sair do cargo que ocupava e dará azo a que os políticos da oposição e a comunicação social mais hostil atire "bombas" ao ministro Paulo Portas.
Ao longo dos últimos meses, tanto PS, PCP e BE, como alguns militares frustados (como o General Loureiro dos Santos) e alguma comunicação social, tudo têm feito para que Paulo Portas se demita e, assim, o Governo de Durão Barroso possa cair e dar origem a eleições antecipadas. Tudo é aproveitado para deitar achas para a fogueira de Paulo Portas! Será que esta gente não vê que, neste momento, o melhor para o país é deixar que este Governo resolva os problemas que o Governo de Guterres deixou?

A conversa do pois-pá!

Nos vários noticiários televisivos das 13H horas de hoje, tivémos a oportunidade de apreciar o conteúdo de umas das milhares de escutas telefónicas feitas a Ferro Rodrigues no âmbito do caso Casa Pia. Não vou questionar a pertinência de tais escutas, nem a sua validade jurídica para o caso em questão. Para isso servem os jurístas.
Apenas quero pronunciar-me sobre a conversa tida entre o líder do PS, Ferro Rodrigues e o líder parlamentar do PS, António Costa, e que nos foi dada a conhecer na íntegra em todos os serviços noticiosos de hoje.
Na dita conversa telefónica, que durou cerca de dois minutos, os dois intervenientes utilizam de forma recorrente expressões como "pá" e "pois"! Então, Ferro Rodrigues parece viciado no termo "pá" e utiliza-o constantemente para se dirigir ao seu interlocutor. António Costa é mais comedido e cinge-se a um constante "pois, pois".
Através destes verdadeiros "apanhados" telefónicos ficamos a saber como falam de facto os nossos políticos, e não por meio dos seus discursos pomposos e preparados, cheios de palavras caras e bonitas, que não passam de autênticos "termos de circunstância". Efectivamente, os nossos políticos dão a imagem de que têm uma capacidade oratória fenomenal (alguns, uma excepção, têem-na de facto), mas a maioria comportam-se como Ferro Rodrigues: pela frente falam de uma maneira, mas por trás só dizem "pá", "pois" e outras banalidades!

Libéria: a desordem completa!

Ontem à noite a SIC-Notícias emitiu uma reportagem-choque que retrata a guerra civil que ocorre na Libéria há já alguns anos. Mais uma vez, foi a SIC-Notícias que exerceu o verdadeiro serviço público que deveria ser ponto de ordem na RTP.
O que ontem passou na televisão deixa qualquer pessoa consternada sobre a forma como a vida humana pode ser tão deprezível. Cidadãos de um mesmo país envolvem-se há vários anos numa verdadeira batalha campal com a intenção de dominarem o poder político. Dos dois lados da barricada encontram-se os afectos ao Presidente Charles Taylor e os rebeldes que tentam a sua destituição. Nesta guerra civil vale tudo: alguns "combatentes" chegam ao ponto absurdo de comerem corações dos inimigos como forma de, dizem eles, "ganharem forças". E muitos destes "combatentes" têm idades que rondam os 12 anos.
Enfim, uma completa desumanização que grassa na Libéria e noutros países do continente africano que nos faz interrogar sobre que fututro poderá ter a África quando o cérebro de muitos africanos ávidos de guerra parece ter um completo déficit de neurónios!

quarta-feira, julho 30, 2003

Isto sim, é discriminação!

Para o próximo mês de Agosto está prevista a abertura de uma escola do ensino secundário na cidade de Nova Yorque, destinada exclusivamente a gays, lésbicas e transsexuais. Isto sim, é o que se pode denominar pelo absurdo da discriminação: ter escolas que recebem alunos, tendo em conta apenas a sua orientação sexual!
Que dirão as organizações portuguesas que congregam entre si este tipo de cidadãos portadores de "disfunções sexuais", acerca da abertura desta escola que constitui em si mesma o pior do que a discriminação sexual pode levar a efeito. De facto, não são essas pessoas que defendem a ideia de que se deve combater a discriminação, o racismo e a xenofobia (e com toda a razão!)? Pois bem, se a Opus Gay e outras organizações desse género vierem defender o que se prepara para fazer em Nova Yorque, estão apenas a revelar a insustentabilidade dos seus princí­pios, pois, efectivamente, quem está a exercer uma atitude discriminatória é o conjunto de gays, lésbicas e transsexuais que se preparam para se inscreverem nessa escola norte-americana.
Seria, efectivamente, um retrocesso no tempo voltarmos a ter escolas destinadas só a cidadãos negros ou raparigas, ou como está prestes a ocorrer em Nova Yorque, a pessoas que sofrem de uma qualquer "disfunção sexual"! Claro que nos próximos dias muito se irá falar acerca desta questão, mas gostaria de saber a opinião dos gays portugueses sobre este tema.
Uma coisa é certa para mim: se vierem defender a criação de escolas para frequência exclusiva desse tipo pessoas, a minha reacção para com elas (que já não é de bom grado) irá ser de total desprezo, pois quem fomenta a discriminação sexual são, de facto, essas organizações. E ainda falam em igualdade de direitos! Essas pessoas que sofrem, quanto a mim, de "perturbações do foro psicológico" devem é tomar juízo e integrarem-se na sociedade sem fazer "alarme" das suas tendências sexuais! Eles que crescam intelectulamente, pois não é com este tipo de ideias (escolas só para gays!) que conseguem a compreensão do resto da sociedade. A minha não a terão certamente!

terça-feira, julho 29, 2003

A propósito da idade da reforma.

Um dia destes tive uma conversa animada com um amigo meu que defende a ideia de que a idade da reforma não deve aumentar, como pretende o Governo português e outros por essa Europa fora. A minha formação académica em Geografia permite-me estar mais à vontade nestas questões sociais e, por isso, penso que, de facto, se torna inevitável que este Governo liderado por Durão Barroso não tenha receio em fazer aumentar a idade da aposentação.
Várias razões sociológicas, próprias dos países mais desenvolvidos, levam a que se concretize esta medida. A mais importante está relacionada com o aumento da esperança média de vida da população. Em Portugal, em 2001, a mesma era já de 73,5 anos para os homens e 80,3 anos para as mulheres, sendo ambos os valores inferiores à média da União Europeia que lhes correspondem: 75,3 e 81,4.
Ora, ao nível da sustentabilidade das Finanças Públicas, o principal campo de impacto de uma tal alteração estrutural – outros são os sistemas de saúde e de educação – é o sistema de segurança social, nomeadamente ao nível das pensões de velhice e reforma. O envelhecimento da população portuguesa e a diminuição da percentagem de população activa, devido à baixa da natalidade, repercutir-se-á num problema claro de entender: a população activa que desconta é cada vez menor em proporção com a população que usufrui das reformas e pensões do Estado.
Sendo que a taxa de natalidade em Portugal, nos próximos anos, continuará reduzida, o pagamento de pensões de reforma durante vários anos associado ao aumento da esperança média de vida poderia conduzir, dentro de alguns anos, Portugal a uma grave crise financeira.
Para Portugal, tal como para muitos países europeus, mais pessoas idosas a trabalhar poderá significar uma diminuição das despesas do Estado com as pensões de reforma, e ao mesmo tempo uma forma de combater a diminuição da força de trabalho, uma tendência que, devido ao aumento do número de mulheres a trabalhar e à consequente diminuição das taxas de natalidade, se tem vindo a acentuar nos últimos anos.
Os sistemas de reforma, que muitos portugueses pouco informados defendem, foram concebidos no início do século passado, numa altura em que se começava a trabalhar por volta dos 13 anos e aos 60 anos era-se velho. Actualmente, uma pessoa com 60 anos não é velha e o primeiro emprego surge, regra geral, depois dos 20 anos. Com os cuidados de saúde que se têm actualmente e com a diminuição do desgaste físico, uma pessoa chega à idade da reforma ainda em condições de continuar a trabalhar. Por esta razão, é fácil de entender a necessidade de alargar o período de trabalho. Claro que explicar esta realidade a sindicatos de esquerda ou aos comunistas se torna uma tarefa mais árdua, mas não impossível!

Sampaio e o susto na capital!

Hoje acordámos com a notícia de que se registou, por volta das 6.30H da manhã um sismo de 5,4 na escala de Richter, em Lisboa e na Zona Sul do território continental. Na Madeira, o Alberto João Jardim trata de provocar outro tipo de abalos! Por cá, muitas pessoas conseguiram sentir o abalo em suas casas, embora o mesmo não tenha provocado, felizmente, quaisquer danos materiais.
Eu pergunto: será que este abalo sentido na capital portuguesa se deveu ao facto do Presidente Jorge Sampaio ter juntado os principais intervenientes judiciários na noite de ontem para um jantar onde certamente o ambiente terá sido de cortar à faca?
De vez em quando, Jorge Sampaio lembra-se de se transformar numa espécie de "benemérito" com a intenção de dar a imagem de que se preocupa com tudo o que ocorre de menos bom no país. Agora anda com a mania da Justiça na cabeça e, por isso resolveu juntar à mesa de um banquete presidencial as figuras mais destacadas da Justiça portuguesa, tais como o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o presidente do Tribunal Constitucional, o procurador-geral da República e o bastonário da Ordem dos Advogados, entre outros. Enfim, um conjunto de personalidades que pela frente parecem muito amigos, mas que pelas costas libertam "cobras e lagartos" de uns e outros.
Cá para mim o que Sampaio pretende é tentar fazer os possíveis para ilibar o seu amiguinho Paulo Pedroso e forçar a que se fique com a ideia de que Ferro Rodrigues nada tem que ver com o caso Pedófilia da Casa Pia, de forma a que o mesmo se mantenha como líder do PS até umas próximas eleições legislativas.
Efectivamente, os últimos passos de Jorge Sampaio de cada vez que surje mais uma "bomba" do caso Casa Pia mostram que as consequências se assemelham a autênticos sismos que abalam as hostes socialistas, Presidente Sampaio incluído. Como decorrerão os próximos episódios desta verdadeira novela?


segunda-feira, julho 28, 2003

Para quando um pouco de juízo?

A propósito de espectáculos circenses, não é apenas em Cuba que alguns líderes políticos se prestam a fazer figuras de autênticas personagens de filmes cómicos de terceira categoria! Também, em Portugal, temos, infelizmente, o direito a assistir a espectáculos desta natureza.
Ontem, na Madeira ocorreu um verdadeiro vendaval de discursos, qual deles o melhor na arte de bem representar figuras cómicas! Aposto que o primeiro lugar foi ganho por Jaime Ramos, secretário-geral do PSD-Madeira e braço direito do Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim.
O delfim do líder madeirense tem aprendido com o seu mestre e nota-se um verdadeiro esforço no sentido de o tentar igualar na capacidade de fazer rir os outros. Desta vez, veio exigir a "libertação" e "autonomia total" da pátria madeirense, num tom agressivo no qual só faltou um pouco de sangue, já que suor e lágrimas houve em abundância.
Quando é que será que chega à Madeira (e já agora também aos Açores, mas em menor porção!) uma boa dose de juízo aos líderes insulares no sentido de que os mesmos tenham um pingo de vergonha pelas figuras a que se prestam? O caso da Madeira parece que só terá solução quando Alberto João Jardim e seus acólitos sairem do poleiro ou quando nós, continentais, nos fartemos daquelas gentes e lhes façamos a vontade de os deixar à deriva, prontos a caírem do abismo! Dos Açores falarei noutra ocasião, pois o caso patológico não me parece tão grave!

À espera da morte!

Este fim de semana tivémos a oportunidade de assitir a mais um episódio, digno de um verdadeiro espectáculo noveleiro, protagonizado pela figura circense de Fidel Castro. O ditador cubano aproveitou o seu último discurso, que durou várias horas, para demonstrar a sua teimosia e arrogância, vindo afirmar que o "seu" povo não necessita da ajuda humanitária proveniente dos governos de países livres e democráticos da União Europeia, Portugal incluído.
Será que teremos de esperar pelo desaparecimento físico do líder cubano para que a esperança democrática chegue a esta ilha comunista da América Central? Será que, tal como ocorreu em muitos países do mundo, torna-se necessário que, também em Cuba, o ditador morra para que o povo possa, enfim, esmerar a viver num país onde os cidadãos possam escolher os seus governantes através de eleições livres e democráticas?
E, como é possível que os comunistas portugueses continuem a fazer figura de parvos distraídos, não admitindo que Cuba é, de facto, um país onde impera um regime de ditadura comunista? Será que, também aqui em Portugal, se está pacientemente à espera que o patriarca Álvaro Cunhal "feche os olhos" para que surja uma luz de verdade ao fundo do túnel?

sexta-feira, julho 25, 2003

Pior só nos carrinhos de choque!

Conduzir em Lisboa a uma sexta feira é simplesmente uma aventura! Por isso, hoje propus-me em deixar o carro parado à porta de casa e utilizar um dos transportes públicos disponíveis na capital portuguesa. Tive de me deslocar a vários pontos da cidade e o meio de transporte que achei mais adequado foi o metropolitano. Este constitui, sem dúvida, nesta cidade infestada de betão e stress a forma apropriada para uma deslocação rápida, eficiente, suficientemente calma e inclusivé barata comparada com o autocarro ou o táxi.
Nas horas de ponta os tímpanos dos ouvidos começam a queixar-se com a barulheira que inunda as avenidas e ruas de Lisboa. Ao longo das avenidas novas, desde a Praça do Comércio até ao Campo Grande, a cada paragem no semáforo vermelho é possível vislumbrar as caras amuadas e empastadas de suor dos condutores lisboetas. Uns reclamam com o condutor da frente ou do lado, outros começam aos gritos às mulheres que os acompanham, outros tiram do maço de cigarros, enfim o stress acumulado naqueles corpos evidencia-se à distância.
Neste aspecto, entre outros, a qualidade de vida nas grandes cidades portuguesas é completamente irrisória! Sobretudo em Lisboa e no Porto, a opção de se andar de automóvel torna-se uma verdadeira aventura amarga que não deixa recordações a ninguém. Pior só nos carrinhos de choque, apesar de haver pessoas que se conseguem divertir nestes! Agora o que se passe em Lisboa é, neste particular um verdadeiro inferno!
Cada vez mais me convenço que vir a Lisboa é como comer hamburgueres: só apetece de vez em quando e para matar saudades!

Uma aventura na selva...

Ontem fui por volta da meia-noite, com a minha namorada e um amigo, até a um bar situado na zona do Saldanha, em Lisboa. Ao entrarmos, deparámo-nos com um verdadeiro panorama contraditório, para o melhor e para o pior! No bar encontravam-se dezenas de pessoas, que depois de uma breve análise sociológica se poderiam agrupar em três grandes grupos: um primeiro agrupando pessoas normais que apenas tinham a intenção de tomar uns copos e trocar dois dedos de conversa (nós, claro, estávamos aí incluí­dos); um outro conjunto de pessoas nas quais se destacavam umas raparigas todas jeitosas e devidamente aprumadas à caça de machos, e, finalmente, um grupo de "homens" de características algo suspeitas, dado os seus "tiques" demasiado enfemininados.
Este último grupo de pessoas, que davam, quanto a mim um toque algo "arrepiante" ao bar, e a que alguns denominam de "rabetas" ou "paneleiros" parece estar a aumentar cada vez mais aqui para os lados da capital! Ainda me lembro que, há uns dez anos atrás, quando vim estudar para Lisboa, qualquer pessoa minimamente informada sabia que esse género de pessoas, que não conseguem passar despercebidas, se juntavam em locais que lhes pareciam prédestinados. Destacavam-se nesse tempo o Frágil e mais alguns bares do Bairro Alto e da 24 de Julho. Agora, qualquer pessoa arrisca-se a ir tomar um copo com a namorada ou uns amigos a um qualquer bar de Lisboa e a ter de levar com os comportamentos algo desviantes desses seres humanos cada vez menos raros...
Claro que uma árvore não faz a floresta, mas neste caso particular, a maioria dos gays portugueses parece estar nesta altura a atravessar uma fase de quererem assumir aquilo que são, sem terem a preocupação de, pelo menos, tentarem passar um pouco mais despercebidos aos transeuntes. Como é que essa gente se quer inserir normalmente na sociedade em que vivemos, quando são eles próprios a demonstrarem descaradamente aquilo que são? Já parecem aquelas pessoas que se julgam pertencer ao jet-set e fazem tudo por aparecer nas revistas cor-de-rosa. A alguns deles, só lhes falta andar com um rótulo na testa a dizer "Eu tenho orgulho em ser gay"!
Sinceramente, para se inserir numa sociedade livre e aberta, penso que jamais se pode ir contra a liberdade dos outros. Ora, o que muitos gays fazem, sobretudo quando se encontram em grupo, é assumirem uma postura que é tudo menos discreta, chegando ao ponto de falarem num tom de voz mais elevado, mas também mais melodioso, para se fazerem ouvir, assemelhando-se mais a umas mulheres esganiçadas do que a verdadeiros homens.
Por vezes, ir a um bar já equivale quase como que ir a uma selva, onde os bichos raros já somos nós! Só espero que esta fase por que parecem atravessar os gays passe depressa, para podermos voltar aos velhos tempos em que se podia ir para um qualquer bar, café ou discoteca sem ter de aturar as manias desses tipos tão "lélés"!

quinta-feira, julho 24, 2003

A mulher, esse "bichinho" raro...

Este post destina-se apenas a homens. Por isso, se é mulher aconselho-a a não continuar a leitura. Combinado?
Nós homens, temos que ser muito pacientes com a psicologia feminina, tantas vezes difícil de compreender. Nos últimos dias tenho-me apercebido de que o calor do Verão provoca nas mulheres portuguesas (não sei ainda se também nas estrangeiras?) um síntoma de irritabilidade que para nós, homens, é complicado de aturar. Dou vários exemplos: ou estão mais gordinhas, ou estão ainda muito branquinhas, ou querem comer gelados e não podem, ou começam a comparar-se com outras, enfim, uma série de manias que se evidenciam quando a temperatura aumenta.
Então a conduzirem é uma desgraça! Põem-se a olhar tantas vezes para o espelho que são um verdadeiro perigo na estrada! E as conversas à mesa do café? Que seca! "A Maria anda a armar-se em boazona"; "Já viste como a Ana anda vestida?"; "Olha como a Susana engordou!"; "Já sabes que a Paula se vai casar com o palerma do Fernando?"; "Olha ali a Teresa com outro rapaz!"; "A Lídia tem a mania que conquista todos os rapazes". Em conclusão, torna-se quase insuportável aturar duas ou mais mulheres juntas ao café ou em qualquer outro sítio!
Que fazer então face a esta situação deveras complicada para nós homens? Aqui deixo duas soluções: deixá-las conversar e dar um passeio pela praia sem que elas saibam. Sempre dá para arregalar os olhos! Ou então ir jogar uma partida de snoocker a um bar bem frequentado pelo género feminino, mas desde que se ouça uma musiquinha de fundo para que elas não se façam ouvir!
Entretanto, há que ter muita paciência até que chegue o Outono! Até lá, as mulheres portuguesas vão continuar com as suas conversas desinteressantes e que apenas são um sinal de como elas se deixam invadir por atitudes tão mesquinhas como a inveja e o ciúme.

quarta-feira, julho 23, 2003

Conflitos entre jornais...

Nos últimos dias, o Público e o Diário de Notícias parecem estar entretidos ao despique a propósito das escutas telefónias a que Ferro Rodrigues foi ou não alvo depois da prisão de Paulo Pedroso. O Público fala em quase 2000 escutas ao telemóvel de Ferro Rodrigues, enquanto o Diário de Notícias afirma que tal situação não se verificou.
É impressionante constatar como dois órgãos de comunicação social tidos como imparciais conseguem ter notícias de primeira página completamente antagónicas! Que se passará com os jornalistas portugueses? Em que informações é que os leitores poderão confiar se um jornal diz uma coisa e o outro diz precisamente o contrário? Se já é difícil acreditar nos políticos em quem mais se poderá confiar?
Às vezes parece que os órgãos de comunicação social (jornais, rádios e televisões) parecem estar tão por dentro dos acontecimentos, que se chegam a subtituir até aos próprios acontecimentos! Chega a dar a entender que políticos, juízes, advogados e jornalistas andam todos numa roda viva, com a cabeça no ar, ora afirmando uma coisa, ora desdizendo o anteriormente dito!
Uma coisa é certa: esta questão das supostas escutas telefónicas ao Ferro Rodrigues já chateia. Será que os jornais tidos como os mais credíveis já se politizaram, tentando imitar os conflitos existentes entre os partidos políticos?

O cúmulo da estupidez!

O que aconteceu há dois dias em Espanha, com a ocorrência de mais um atentado terrorista levado a cabo pela ETA em duas estâncias turísticas de Benidorm e Alicante constitui o exemplo tipico de como a mente humana se revela tantas vezes como refém da mais pura mesquinhez estúpida. Os terroristas do País Basco, com a intenção de fazer valer as suas reivindicações, não têm o mínimo de respeito e consideração pela vida humana de inocentes, realizando verdadeiras acções que apenas evidenciam ódio e raiva. Como pensam alcançar os seus objectivos com este tipo de actos ofensivos da liberdade de cada um?
Nós, que em Portugal ficamos assustados com qualquer ameaça de bomba que não passa disso mesmo (ainda há pouco tempo as gentes de Esmoriz ameaçaram com uma bomba na linha de caminho de ferro do norte que não se concretizou!), imaginemos o que sentirão os espanhóis que todos os dias são perseguidos pelas intenções malévolas da ETA! Como se pode governar um país que vê em risco a sua capacidade turística devido às ameaças e concretizações de uma organização terrorista que parece assemelhar-se ao mais puro fanatismo político? Aznar revela uma frontalidade que deveria servir de exemplo a muitos políticos portugueses...
Que seria de Portugal se agora uma qualquer organização exigisse a independência de uma região? Que seria de Portugal se agora as gentes de uma qualquer freguesia exigisse a sua passagem a concelho? Provavelmente, com o medo que muitos governantes de Portugal demonstram, facilmente de deixariam vergar pelos anseios dos terroristas!
Com o tipo de acções que a ETA executa, todos os seus anseios (por mais justos que sejam) devem ser negados. Por isso, apoio todos aqueles que são contra a ETA e os seus desejos independentistas...

terça-feira, julho 22, 2003

Cuidado com as máfias!

No passado fim de semana ocorreu-me uma situação que apenas demonstra ao ponto a que chegou este país que se diz de brandos costumes, mas onde na verdade impera a mentira, a ganância e o vale-tudo!
Em Caminha, no Minho, apareceu-me um sujeito que disse querer-me vender uma câmara de vídeo digital da marca Sony, que em qualquer loja da especialidade custaria à volta de 1000 euros. O sujeito propos-me vender a máquina de filmar por apenas 600 euros. Justificou a pressa de vender aquela e outras máquinas que tinha consigo devido ao facto das mesmas terem sobrado de um negócio que havia feito com um gerente bancário. Apenas exigia dinheiro fresco.
Mostrou-me o produto, embalado numa caixa da Sony, com o devido número de série e código de barras, deixou-me experimentar a máquina (posso assegurar que funcionava) e disse-me para analisar a máquina à vontade, assegurando-me que a mesma era completamente nova.
Tentei, por curiosidade, saber até que preço o sujeito estaria disponível para me vender a máquina. Não baixou dos 400 euros. Resolvi não comprar o produto, mas vim mais tarde a saber que a jogada do mafioso é muito simples: adquire máquinas digitais de filmar da marca Mustek (uma marca praticamente desconhecida) que estão à venda no mercado por cerca de 200 euros e depois coloca diversos rótulos autocolantes Sony por cima dos locais onde diz Mustek, dando a entender que está a vender um produto da marca Sony. Até o livro de instruções tem a capa alterada de Mustek para Sony. Quem adquire a máquina não sabe que o mesmo é da marca Mustek, nem tão-pouco sonha que a máquina vem com uma disquete de filmagem com capacidade para apenas 2 minutos. Se quiser uma disquete de máxima capacidade de filmagem (que nas máquinas de marca Mustek é de apenas 20 minutos) terá de desembolsar cerca de 100 euros.
Conclusão: andam por aí verdadeiras redes organizadas que se dedicam à venda de produtos de contrafacção, com milhares de euros de lucro e que são difíceis de apanhar pelas autoridades competentes. Nem os marroquinos fariam melhor!

Em espera... até quando?

Uma das situações que mais me irrita neste país, onde ser funcionário público equivale a ser quase como que um alentejano preguiçoso, é quando necessito de recorrer a qualquer repartição pública para obter uma simples informação e a mesma insiste em não sair da cepa torta.
Aconteceu-me ontem, quando tive que telefonar para um dos muitos serviços do Ministério da Educação para alterar uma simples data de nascimento. Primeiro, depois de muitas tentativas, tive que estar à espera vários minutos para que atendessem o telefone, depois apareceu-me uma senhora que me disse para esperar que passasse a ligação a outra funcionária, para depois esperar mais quinze minutos e...nada!
Conclusão: gastei dinheiro no telefone, perdi trinta minutos à espera , não resolvi o assunto e ainda ganhei uns quantos cabelos brancos sem querer!
Cada vez mais me convenço que é urgente uma nova reforma na Administração Pública. Caso contrário, continuaremos a andar tão devagar que até um caracol nos ultrapassará...

O bombo da festa!

Ontem, num dos noticiários televisivos vi uma imagem do Ferro Rodrigues em andar apressado a bater "forte e feio" num bombo. Até parecia que o Durão Barroso se tinha transformado por uns instantes naquele instrumento musical ao qual Ferro Rodrigues batia com tanta força, que até aqueles olhos esbugalhados pareciam querer saltar da sua cara. Só faltava gritar: "batamos no monstro que quer destruir o PS!".

Novela à portuguesa!

Nos últimos dias temos sido confrontados com diversas notícias respeitantes à vida privada de Pinto da Costa. Tudo se resume a uma série de confrontos verbais (e dizem que até físicos!) entre o Presidente do F.C.Porto e a sua ainda esposa no papel.
Mas, o que me deixa estupefacto com esta situação toda é a figura a que algumas pessoas se prestam (neste caso Pinto da Costa) que vêm para a praça pública, recorrendo a conferências de imprensa, para explicarem a sua versão dos factos. Quando o Presidente do F.C.Porto afirma que não se deixa afectar pelas mentiras que aparecem nas primeiras páginas dos jornais, e de seguida, convoca as televisões, rádios e jornais para mostrar extractos bancários e documentos que, supostamente, defendem a sua posição, Pinto da Costa está a rebaixar-se e não a ignorar, como afirma que faz, as notícias que chegam à praça pública.
Quando a vida que se quer privada é posta à disposição de todos através de conferências de imprensa apenas se está a incentivar a devassa da privacidade, correndo-se o risco de se fazer figura de protagonista de novela brasileira. Tudo bem, que no Verão as notícias não abundam, mas nada justifica que se tome uma medida tão mesquinha de aparecer na televisão a dizer quanto dinheiro se dá à filha, a mostrar cheques, a falar de divórcios litigiosos, enfim, uma multiplicação de factos que deveriam ficar guardados no seio da família.
Das duas uma: ou Pinto da Costa tem a consciência pesada e viu-se na obrigação de vir explicar a sua versão dos factos, ou, estando inocente, pretende fazer um espectáculo que apenas servirá de entretém e risota para benfiquistas e sportinguistas. Ou então, há uma terceira hipótese: Pinto da Costa pretende distrair-nos a todos para não se falar da possível saída de Deco para Espanha! Uma coisa é certa: Pinto da Costa parece ser como o Vinho do Porto: quanto mais velho...

segunda-feira, julho 21, 2003

Para o ano há mais!

E lá acabou mais um Festival de Vilar de Mouros! Este ano, com um cartaz menos "chamativo", mas com uma adesão que não ficou aquém do esperado, pelo menos na primeira noite. Dos grupos que vi actuar na sexta feira, que quanto a mim apresentava os grupos mais conceituados, destaco dois pela positiva, um pela surpresa que suscitou e um pela negativa.
Comecemos pelo pior da noite: os Sepultura. Não sei como é que há gente que consegue suportar com o barulho que os tipos fazem. O vocalista parece que passa o concerto a "ladrar" e quando se percebe o que diz, tudo se resume a um "enlatado de asneiras porcas". De vez em quando lá falava em português, tentando ser simpático. Mas, enfim, simplesmente não consigo aguentar com o estilo de música (será que se pode chamar música?) que estes brasileiros praticam.
A surpresa positiva: os Planet Hemp. Também oriundos do Brasil, estes rapazes esforçaram-se por dar a conhecer o seu rock pesado, mas bem mais perceptível que o dos seus conterrâneos Sepultura. Embora estejam dependentes muito do som das guitarras eléctricas, os Planet Hemp tentam inovar no sentido de compatibilizar um som agressivo com a voz algo "titubeante" do vocalista. Valeu pela surpresa.
Agora o melhor da noite: HIM e Guano Apes. Destaco os primeiros pelo profissionalismo que demonstraram. Os cinco elementos do grupo finlandês encaixam na perfeição uns nos outros e ouvi-los em casa ou ao vivo é quase igual na claridade com que se percebem as músicas. O som dos instrumentos foi perfeito e a voz de Valo estava, apesar das dezenas de cigarros que constantemente fumou durante o concerto, simplesmente igual a si mesma. Depois há que destacar que os HIM não se limitaram às músicas do último álbum, tendo tocado todos os seus sucessos. Por outro lado, Valo estava bem disposto, algo sobranceiro e demasido vaidoso, mas que lhe permitiu falar com o público, explicando o significado de algumas letras, chegando mesmo a revelar as circunstâncias como algumas foram escritas. Resumindo: valeu a pena! Quanto ao segundo destaque, os Guano Apes, estiveram iguais a si próprios, como se sentissem em família. Sendo a enémisa vez em que estão em Portugal, os alemães tocaram todos os grandes êxitos na perfeição e a vocalista deslumbrou-nos com uma energia, que lhe valeu um encore.
Quanto ao resto, o ambiente de sempre, embora este ano ajudado pelo tempo que se fez sentir pela terra minhota. Foi pena o cartaz das outras noites ter privilegiado a música alternativa, que originou menor adesão por parte do público, mas o espírito de Vilar de Mouros manteve-se! Para o ano há mais...

sexta-feira, julho 18, 2003

Em pleno Vilar de Mouros!

Quem diria que em pleno Festival de Vilar de Mouros poderia estar a escrever no meu blogue! É verdade, até aqui, numa aldeia recolhida da confusão urbana, se pode ter acesso às mais recentes tecnologias da informação. E isto devido à presença deste festival, que proporciona aos seus participantes muito mais do que simples música. Sem contar, e depois de já ter passado pela tenda do artesanato, do palco de música portuguesa e do recinto dos "comes e bebes", vim parar ao camião da Fundação de Divulgação das Tecnologias de Informação, de Viana do Castelo onde pude aceder à Internet.
Por aqui, o tempo está agradável, com uma temperatura amena. Já começa a aparecer muita gente de estilos completamente dí­spares. Como hoje há concerto dos Sepultura vislumbram-se por aí muitos jovens vestidos de negro e cheios de tatuagens no corpo. Trazem botas da tropa e o cabelo comprido. São os denominados "metálicos".
Mas, o que mais me surpreendeu até agora, são aquelas raparigas (algumas bem novas!) que vêm de propósito (algumas de Espanha) para assistir ao concerto dos finlandeses HIM. Encontram-se já junto ao palco para os verem melhor e o seu traje é quase "diabolizante": estão todas vestidas de preto, munidas de piercings, brincos e anéis vistosos e com uma maquilhagem que parece saí­da de um filme de terror! Que pensarão os pais destas jovens? Será que apenas se "trajaram" de propósito para este festival, ou no dia-a-dia também se apresentarão assim? Não sei, mas que uma parte significativa da população jovem portuguesa se estão a deixar influenciar de forma, diria algo, perturbadora, por tendências que vêm de fora, isso é indiscutível. Não sou tão conservador ao ponto de pensar que tais comportamentos são errados, mas, num país de brandos costumes como o nosso, parece que a velocidade a que os jovens portugueses aderem a estas novas modas estrangeiradas não é a mesma com que evolui a mentalidade da generalidade da população. Enfim, não direi que estamos perante a geração rasca, mas talvez a geração libertina!
Bem, os concertos no palco principal estão quase a começar. Vou agora preparar-me para entrar em "ebulição cósmica"! Depois conto como foi...