quarta-feira, outubro 22, 2003

Histórias açoreanas...

O gerente do Banco Comercial dos Açores (BCA) foi apanhado pela Polícia Judiciária, que descobriu que a dita pessoa se aproveitou do seu privilegiado lugar no banco para transferir à volta de um milhão de contos para diversas contas suas, espalhadas por alguns paraísos fiscais. É caso para dizer que o dito açoreano não se contentou com alguns milhares de contos e optou por se tentar apoderar de uma quantia algo "singela". No final, o tiro saiu-lhe pela culatra...
Também nos Açores, mas agora na área musical, surgiu à pouco tempo uma nova versão do Zé Cabra, de seu nome Sandro G, que lançou um CD com o sugestivo título de "Galinha". Não sei se este título se referirá a ele mesmo, mas basta apenas ouvir uma música deste açoreano para perceber que o mesmo não chega sequer aos calcanhares de um galo, tão mau é o seu jeito para cantar. O Zé Cabra ainda dava para rir, mas este nem isso...

Um muro controverso!

Foi ontem votada na Assembleia Geral das Nações Unidas uma resolução contra a construção do muro de "protecção" que tem por objectivo separar fisicamente Israel da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Esta resolução teve 144 votos a favor, 4 votos contra e 11 abstenções, o que demonstra bem a opinião generalizada sobre este novo "muro de Berlim".
Esta é uma questão controversa, pois, por um lado é fácil imaginar como será viver em Israel sob a ameaça permanente dos atentados suicidas, mas, por outro ainda temos bem frescas na memória as imagens do muro que separava a RFA da RDA. No entanto, será a construção deste muro a forma mais correcta e eficaz de parar com o terrorismo que se vive em Israel? Duvido.
Por isso, continuo a pensar que nesta questão só haverá progressos quando acontecer o que ocorreu, por exemplo em Angola. Infelizmente, penso que será necessário esperar que Arafat "desapareça" para que haja progressos nesta questão...

Um dia de aulas só para alguns...

As associações de estudantes universitários marcaram para hoje o primeiro dia de greve dedicado à luta contra as propinas. Pelo que ouvi na comunicação social verificou-se uma grande adesão por parte das faculdades, com excepção das três maiores Faculdades de Direito do país. A Antena 1 chegou a afirmar que, em Lisboa, no Porto e em Coimbra, os estudantes de Direito "não quiseram saber da greve para nada". Pelo contrário, nas Faculdades de Letras, as salas de aula encontravam-se vazias, mas os bares estavam cheios de alunos.
Conclusão: muitas vezes dá a entender que a questão das propinas é apenas um álibi para muitos estudantes passarem um dia na borga, sem se terem de preocupar com as aulas. Não será?

Uma explicação ingénua...

No caminho para casa, depois de um dia de trabalho, no noticiário das 22 horas da TSF ouvi os pontos principais da declaração que o Presidente da República (PR) deu a propósito das recentes confusões tidas entre o poder político e o poder judicial. O teor utilizado por Jorge Sampaio, falando em "novela judiciária" pareceu-me o equivalente a uma tomada de posição defensiva em relação à suspeita de personalidades do PS terem tentado, ou pelo menos pensado, em influenciar o PR a intervir no caso Paulo Pedroso.
Não me lembro de ter ouvido Jorge Sampaio pronunciar-se aquando de uma série de suspeitas que envolviam Paulo Portas no caso Universidade Moderna. Mas, agora, relativamente ao caso Paulo Pedroso, o PR interviu com uma declaração que tem como principal preocupação "tirar a água do seu capote". Para legitimar as suas palavras, Jorge Sampaio, ingenuamente, vem falar nos eleitores que votaram em si e que o "conhecem bem", dando a entender que é Presidente apenas de uma parte dos portugueses.
Sinceramente, acho que para dizer o que disse, mais valia a Sampaio ter ficado calado!

terça-feira, outubro 21, 2003

O ameaçado...

Ferro Rodrigues tem vido a afirmar que se sente vítima de uma tentativa de assassinato político. E isto porque nos últimos dias têm vindo a público excertos de escutas telefónicas (muito provavelmente verdadeiras) tidas entre o líder do PS e uma série de seus camaradas. O problema é o teor das afirmações de Ferro Rodrigues, que o tem deixado ser justificação para as mesmas.
Várias conclusões parecem-me óbvias. Primeiro, as controversas afirmações que Ferro Rodrigues proferiu devem mesmo ter-se verificado, pois o mesmo não as negou e apenas disse que foram apresentadas fora do contexto. Segundo, as palavras utilizadas são de uma baixeza intelecual, que demonstram que tipo de pessoa é o líder do PS. Terceiro, muito falta ainda por esclarecer nas tentativas que algumas pessoas ligadas ao PS (Ferro Rodrigues, António Costa e talvez Jorge Sampao) fizeram para tentar travar a investigação a Paulo Pedroso. Quarto, é estranho como aparecem tão facilmente excertos de escutas telefónicas na comunicação social.
Mas, com toda esta história o que sai mais "queimado" é Ferro Rodrigues, que à vista do eleitorado fica com a imagem de alguém que, para além de não ter jeito para discursos em público (isso já se sabia), não tem perfil para Primeiro Ministro, dada a sua falta de educação e cultura intelectual, bem demonstrada nas suas últimas apariçoes.
Quem se ficam a rir são Paulo Portas e Durão Barroso, que mesmo a cometerem algumas asneiras e a caírem em algumas "ratoeiras" não sentem qualquer tipo de oposição por parte do PS. Aliás, neste momento a oposição ao Governo tem vido a ser feita pelo PCP e BE. A continuar assim, o Governo ficará com caminho livre para tomar mais algumas medidas controversas e eleitoralmente incorrectas (mas talvez necessárias economicamente)...

Nem 8 nem 80...

Hoje fui assitir a um colóquio organizado pelo Sindiacto de Professores da Região Centro, dedicado à reforma da Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE), e depois de algumas horas a ouvir representantes do sindicato e de todos os partidos com representação na Assembleia da República (com excepção do PP), cheguei ao fim ainda mais confuso do que quando entrei para o auditório a fim de ser elucidado.
E isto porque, para a mesma questão, ouvi opiniões completamente antagónicas acerca do que o Governo pretende fazer com a LBSE. Enquanto que os representantes do sindicato e os deputados do PS, PCP e BE disseram "cobras e lagartos" da proposta do Governo (com maior insistência para o sindicato), o deputado do PSD apontou considerações totalmente opostas às anteriores.
Ou seja, uns afirmaram que com a aprovação da proposta do Governo se vai assistir à destruição do sistema público de ensino, enquanto que o representante do PSD afirmou que com esta nova Lei os professores e os alunos ficarão a ganhar. Cada um argumentou à sua maneira e chegou-se ao final do debate com as mesmas ideias com que o mesmo começou. Uns contra e outros a favor, sem que ninguém tivesse ao menos tirado uma vírgula às suas considerações...
Com este colóquio apenas cheguei a uma conclusão: não é com ideias dogmáticas (de sindicatos ou de partidos) que se conseguem atingir consensos imprescindíveis a uma alteração de uma lei tão importante como é a LBSE.

domingo, outubro 19, 2003

As mulheres portuguesas e as noites de sábado!

O processo de emancipação das mulheres portuguesas tem vindo a ocorrer nos últimos anos impregnado de contradições, que revelam como muitas mulheres confundem o conceito de emancipação com o de desresponsabilização. Como prova desta minha opinião (provavelmente controversa para muita gente), apenas quero deixar neste artigo (já que outros se seguirão) um exemplo de uma situação muito fácil de constatar.
Quem estiver atento ao ambiente de um bar ou discoteca (e estou a falar daquelas que têm qualidade acima da média) a um sábado à noite, certamente chegará a uma série de conclusões.
Primeiro que tudo, cada vez se vêm mais grupos de três, quatro ou cinco mulheres, que se deslocam para estes locais de diversão nocturna, o que, por um lado é positivo, pois é sinal de que as mulheres portuguesas estão mais desinibidas, mas por outro é reflexo de que, ou não têm namorado ou marido, ou então não estão para aí viradas (há uma terceira hipótese que diz respeito às denominadas "mulheres fáceis").
Outra observação facilmente constatável é o comportamento que muitas portuguesas têm num bar ou discoteca: adoram bebidas espirituosas ou cockails com álcool, fumam de forma desalmada e, muitas delas, vestem-se (ou melhor, despem-se)de tal forma que mais parecem estar num show de strip-tease.
Mas, o melhor está para vir lá para as três ou quatro horas da manhã: aumenta cada vez mais o número de mulheres que, por efeito do álcool se sujeitam a fazer figura, ou de "entretem descartável" ao fim de uma noite, ou de dançarina com uma imperial numa mão e o inevitável cigarrito na outra.
Enfim, o facto é que as discotecas de agora nada têm que ver com as discotecas dos anos noventa. As actuais mais parecem depósitos de gente apertada, onde abunda o cheiro a tabaco e suor e se ouvem "músicas" que mais parecem ter saído de uma obra de construção civil...

sábado, outubro 18, 2003

Ordem e disciplina...

Duas das principais premissas do regime de Salazar eram o respeito pela ordem e disciplina que todos os cidadãos, independentemente da sua idade ou condição social, deveriam ter, tanto pelo regime, como nas suas relações familiares, laborais, sociais ou outras.
Agora, a ordem e a disciplina são meros conceitos vagos, sobretudo para a nossa juventude, que se comporta como se a liberdade fosse o mesmo que libertinagem. É por esta razão que penso que seria bom aplicar no nosso sistema de educação qualquer medida que "obrigasse" os nossos jovens e adolescentes a perceberem que só com ordem e disciplina se consegue "singrar" honestamente na vida.
Não defendo que se introduza em Portugal a medida adoptada recentemente pelo governo russo, que introduziu uma disciplina obrigatória de manejo de armas nos 10º e 11º anos de escolaridade. Não será necessário ir tão longe! Mas, que tal introduzir nas nossas escolas qualquer coisa parecida com uma disciplina de "introdução às boas maneiras" (IBM), valorizada de tal forma que, quem não tivesse nota positiva, não poderia progredir de ano? Talvez com esta IBM, muitas das nossas crianças escapassem ao futuro da outra IBM (introdução aos baldes de massa).
Proponho que seja Paulo Portas o Ministro com a incubência de aplicar esta verdadeira medida reformadora.

O "cagãozito"

A afirmação que Ferro Rodrigues proferiu no dia da detenção de Paulo Pedroso ("estou-me cagando para o segredo de justiça") evidencia a postura do líder do PS em relação à justiça e aos tribunais. Por um lado, Ferro Rodrigues não tem em conta os limites pelos quais qualquer cidadão (sendo ou não político) se deve reger relativamente à sua intervenção num caso de justiça, ainda para mais quando o envolvido não é ele, mas sim um camarada de partido. Por outro lado, a forma trauliteira como utiliza o calão com os seus correligionários, mostra bem como anda o PS nos últimos tempos.
A teoria de Durão Barroso em como o PS anda a tentar instrumentalizar a justiça, vitimizando-se, foi, assim confirmada, e resta agora esperar para vermos o que dirá Ferro Rodrigues deste seu "apanhado".
Mais grave ainda foi a prova de como o PS tentou pressionar Sampaio para interceder junto de Souto Moura para este camuflar o envolvimento de Pedroso no caso da pedofilia. Que dirá o Presidente da República desta situação. Novamente nada???

sexta-feira, outubro 17, 2003

Em cada 100 são 20!

Ontem falava com uns amigos meus sobre a decisão do Governo em sacrificar mais uma vez os funcionários públicos, para fazer face à crise que o país atravessa. Tentei convencê-los de que, neste país, a grande maioria daqueles que trabalham para o Estado, desde médicos, enfermeiros, professores, funcionários administrativos, entre muitos outros, são, neste momento uma camada da população com uma situação estável e segura, pois sabem que o Estado não vai à falência e de que o salário ao dia 23 de cada mês não faltará. Não consegui que reconsiderassem, e continuaram na deles, "de que todos deveriam receber aumentos por igual".
Seria bom que, todos aqueles que são funcionários públicos lessem o Público de hoje para se aperceberem da pobreza que grassa por este Portugal fora. De facto, são cerca de 20% os portugueses que vivem abaixo do limiar da pobreza e aposto que nenhum desses 2 000 000 cidadãos é funcionário público. Pela ONU, é considerado pobre em Portugal, todo aquele que tem um rendimento abaixo dos 350 euros mensais (uns míseros 70 contos), sendo a maioria deles os idosos pensionistas, empregados de baixos rendimentos, pequenos agricultores e camponeses.
Pois bem, chama-se a isto falta de solidariedade, quando um médico, um enfermeiro, um juíz, um professor ou outro qualquer trabalhador com vínculo ao Estado vem reclamar que todos devem receber aumentos salariais por igual! A equidade não dispensa a solidariedade...

Falta de categoria...

Até que enfim! Finalmente ouvi uma declaração de Mário Soares com algum sentido! É verdade, o papá dos socialistas afirmou hoje aos jornalistas que não tem categoria para prestar conselhos aos deputados da Nação. Foi no âmbito de uma declaração sobre o caso Pedroso que Soares admitiu que já não tem perfil para estas lides da política.
Será que ainda alguém acredite que o "bochechas" possa ser um candidato credível para as Presidenciais? Acho que foi ele próprio a dar a resposta...

quinta-feira, outubro 16, 2003

25 anos de uma lenta evolução...

Hoje cumprem-se os vinte e cinco anos de pontificado de Karol Wojtyla à frente da Igreja Católica. Neste quarto de século o mundo não parou de evoluir, sobretudo no âmbito da mentalidade humana. Comportamentos que há dez anos eram completamente proibidos e discriminados, são agora aceites como banais. Povos que antes viviam oprimidos na ditadura, são hoje povos abertos à modernidade e à liberdade de pensamento e de acção.
No entanto, a Igreja Católica não evoluiu ao ritmo esperado e hoje depara-se com uma série de problemas difíceis de resolver: os padres envelhecem e escasseiam, os católicos praticantes são cada vez em menor número, a juventude afasta-se do catolicismo, novas seitas aparecem e multiplicam-se, etc. Por outro lado, o Papa é a imagem desta Igreja que envelhece, à qual lhe parecem faltar as forças.
Urge reformar a Igreja Católica. Certamente que este processo só será feito num próximo pontificado, mas, mesmo assim há que dar valor à forma como Karol Wojtyla se esforçou no papel de envangelização dos povos e união das várias religiões. Esperava-se mais, mas a velocidade a que o mundo evolui é demais para a máquina desta Igreja à qual parece faltar óleo, que é como quem diz, sangue novo...

quarta-feira, outubro 15, 2003

Os funcionários públicos que paguem a crise!

Com a apresentação pelo Governo da proposta do Orçamento de Estado para 2004, uma primeira conclusão parece evidente: a redução do défice orçamental tem de passar por cortes nas despesas correntes, e dentro destas, as mais fáceis de aplicar têm a ver com o não aumento dos salários dos funcionários públicos.
Compreende-se a medida do Governo por três razões diferentes. Primeiro, porque na União Europeia, Portugal é o país que mais funcionários públicos tem por cada 100 mil habitantes, o que não quer dizer que os serviços públicos funcionem como mereceríamos. Depois, pelo facto de todos sabermos que o funcionário público médio português é aquele indivíduo que sabe que no dia 23 de cada mês o ordenado já "canta" na sua conta bancária, o que o deixe em claras vantagens relativamente ao trabalhador do sector privado, sobretudo neste tempo de crise. Finalmente, a produtividade da função pública portuguesa não é de molde a que esta mereça receber aumentos salariais acima do crescimento dessa mesma produtividade.
Em conclusão, que sejam os que têm uma vida mais segura e que trabalham a passo de caracol a pagar a crise (apesar de haver excepções). Acho bem. Se fosse do Governo, faria o mesmo...

Esperava-se mais...

O Benfica venceu por 1-0 a equipa belga do La Louviére, mas não convenceu. Apesar do ataque estar entrosado (com excepção de Nuno Gomes, o que é compreensível), a defesa ainda não se comporta à altura de um clube de 1ª linha. Continuam os sobressaltos entre centrais, com destaque para o inconstante Argel e o lento Hélder. Por outro lado, Miguel não é um defesa direito de raíz, pois ataca mais do que defende. Restam o excelente guarda-redes e os médios atacantes que têm trabalhado muito e, ultimamente bem.
A destacar, o excelente golo de Féher.

Nunca digas nunca...

Todos os dias somos confrontados com a situação de políticos que prometem nunca mais exercer um determinado cargo e, que mais tade, parecem esquecer-se daquilo que afirmaram anteriormente e dizem o dito por não dito. Lembro-me dos casos de Alberto João Jardim, que afirmou no anterior mandato nunca mais se candidatar a Presidente do Governo Regional da Madeira, de Pedro Santana Lopes, que afirmou nunca mais regressar à política, depois de uma controvérsia de um programa da SIC e de Manuel Monteiro, que quando deixou a presidência do PP afirmou não precisar da política para nada. Mais tarde todos esqueceram aquilo que antes tinham afirmado!
Agora surge a notícia de que o ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Martins da Cruz, se prepara para regressar à sua função de diplomata, depois de ter afirmado à ano e meio que, depois de exercer o cargo de Ministro no presente Governo, nunca mais regressaria à diplomacia.
Mais uma para a colecção das incoerências dos políticos...

Caladinho...

A direcção do PS deu instruções a Paulo Pedroso, que hoje regressa, de forma incoerente, ao seu lugar de deputado para se manter calado acerca da sua libertação da prisão preventiva. Pedroso queria discursar no Parlamento para dar explicações sobre a sua versão dos factos, mas o PS já viu que a opinião pública portuguesa não gostou do triste espectáculo dado na semana passada pelos socialistas na Assembleia da República, pelo que o melhor é manter Paulo Pedroso bem caladinho. Seria bom que pensassem fazer o mesmo com Ferro Rodrigues...

A cidade que passou a bairro!

Na versão europeia da revista TIME desta semana surge em grande destaque uma reportagem intitulada "O novo bairro de prostituição europeu". Para espanto de todos nós, este "novo bairro" é nada mais nada menos que a pacata cidade de Bragança. E, esta denominação deve-se, segundo a revista, à presença de umas quantas dezenas de brasileiras por terras transmontanas que se dedicam a "entreter" os homens transmontanos de barba rija que à noite depois do trabalho gostam de se regalar com as "carícias" das moças brasileiras. Enfim, nada que não aconteça por esse país fora e, inclusivamente, por toda a Europa.
O que talvez deixou os jornalistas da TIME espantados foi o facto de em Bragança algumas das esposas dos maridos entretidos terem criado uma associação, denominada Mães de Bragança, com a intenção de expulsar as brasileiras. Se os homens de Trás-os-Montes têm barba rija, as mulheres não lhes ficam atrás! E com toda esta confusão, até o nosso Governo já decidiu suspender a publicidade do Euro 2004 da revista americana.
Mas, o que mais me deixou intrigado com esta história toda não foi a notícia em si mesma, pois "entretenimento" nocturno deste tipo é o que não falta por esse país fora. O que me surpreendeu foi mesmo o facto da revista TIME considerar Bragança como um simples bairro (do género do bairro vermelho de Amesterdão, na Holanda), o que deixa a entender que estes jornalistas precisam de umas lições de Geografia...

segunda-feira, outubro 13, 2003

A histérica que nos diverte!

Acabei de me rir à fartazana! A tentativa de entrevista que a dirigente socialista Ana Gomes concedeu ainda há poucos minutos à TVI divertiu-me imenso. Primeiro, a senhora parecia que estava sob o efeito de ectasy e não parava de falar (parecia uma verdadeira matraca e até se engasgava de tanto gritar). Depois, entrou em contradição várias vezes, reagindo de forma menos adulta e educada às perguntas do jornalista. Mais parecia que estava num comício! E, finalmente, veio com a conversa do choradinho, afirmando que "como mãe e avó exige que se faça justiça em relação a todos os casos de pedófilia". É preciso ter lata!
É incrível como algumas pessoas da política não vêm que quando abrem a boca só dizem disparates. Depois de Alberto João Jardim, Tino de Rans e Manuel Monteiro, temos agora esta dirigente socialista a divertir-nos cada vez que faz uma aparição pública...

Provavelmente, a pior banda portuguesa de sempre...

Chamam-se Blasted Mechanism ou coisa parecida e estão, provavelmente, na lista das piores bandas musicais de sempre com origem em Portugal. Fazem ou tentam fazer um som rock-agrunhado, se é que se pode qualificar o som que emitem. Na voz parece estar um senhor a quem chamam de Karkov que canta numa língua pouco perceptível, se é que a mesma existe. Pelo menos, nas músicas que ouvi nada percebi da mensagem que o grupo quer fazer passar. Será que querem?
Para serem coerentes com a música que fazem, os elementos dos Blasted usam em palco uns trajes a imitar os extre-terrestres, certamente pela vontade de quererem cantar para uns seres que os pudessem compreender. Quando se puder chegar a Marte, talvez alguém se lembre de colocar estes senhores na nave espacial e deixá-los na companhia dos marcianos...
Só não percebo como é que este grupo ainda consegue ser convidado para festivais de música. Talvez seja para animar a malta e igualar a figura que fazem um Quim Barreiros ou um Emanuel, na versão rockeira-agrunhada...
Cuidado que a Antena 3 (que até é a rádio que mais ouço) passa música destes autênticos extra-terrestres...

Puxão de orelhas!

A socialista Ana Gomes, representante do PS para as questões internacionais, levou hoje um valente puxão de orelhas do seu camarada de partido José Lamego, e tudo porque a senhora, talvez com dor de cotovelo, criticou Lamego por este ter sido aceite o convite do governo PSD-PP para ir fazer parte da Administração do Iraque.
Ana Gomes afirmou que José Lamego teve uma atitude baixa. José Lamego retorquiu, pedindo à senhora para não ser reles! Que pensará disto tudo Ferro Rodrigues? Certamente que as suas orelhas devem estar bem vermelhinhas...