terça-feira, dezembro 16, 2003
A pior mensagem de Natal...
Este senhor teve a ousadia de proclamar a pior mensagem de Natal que alguma vez ouvi, tendo tido a péssima ideia de se aproveitar da figura do "menino Jesus" para dizer uma piada amarga e reveladora de uma grande falta de gosto. Já tinha uma má impressão do homem, que foi confirmada com este episódio, no mínimo, "bafiento". O homem não anda mesmo bom da cabeça...
Sinais de intolerânica...
A mais recente sondagem realizada sobre o fenómeno da imigração em Portugal revela sérios problemas de intolerância, a roçar a discriminação e a xenofobia, por parte de um povo que, historicamente, sempre teve grandes afinidades com o fenómeno migratório.
Esta situação tem origem numa mentalidade retrógrada que a população portuguesa revela ter, ao julgal que as principais causas para os problemas do desemprego e da insegurança em Portugal se cingem à esfera da imigração. Claro que alguns políticos têm culpas no cartório (sobretudo Paulo Portas!), mas a mudança desta reacção portuguesa à imigração passa por fomentar a educação cívica, não apenas dos jovens, mas também de adultos... Informação e esclarecimento são os antídotos para acabar com esta visão discriminatória do fenómeno da imigração...
Esta situação tem origem numa mentalidade retrógrada que a população portuguesa revela ter, ao julgal que as principais causas para os problemas do desemprego e da insegurança em Portugal se cingem à esfera da imigração. Claro que alguns políticos têm culpas no cartório (sobretudo Paulo Portas!), mas a mudança desta reacção portuguesa à imigração passa por fomentar a educação cívica, não apenas dos jovens, mas também de adultos... Informação e esclarecimento são os antídotos para acabar com esta visão discriminatória do fenómeno da imigração...
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Falemos da nossa guerra!
A guerra civil que já dura nas estradas de Portugal há vários anos parece não cessar. Só este ano, segundo a Brigada de Trânsito da GNR já se verificaram 1113 vítimas mortais resultantes de acidentes rodoviários. Todas as semanas vemos as estatísticas do número de acidentes, mortos e feridos, umas vezes em sentido ascendente, outras descendente, mas sem que se verifique uma melhoria substancial desta triste realidade portuguesa.
Mesmo com o reforço do patrulhamento das estradas ou com o aumento das penalizações às infrações cometidas pelos condutores portugueses parece que os resultados em termos da diminuição da sinistralidade rodoviária não se concretiza.
Causas para esta situação calamitosa? Há muitas e para todos os gostos! Uns dizem que a culpa é da má construção das estradas portuguesas, feitas aos zigue-zagues e com inclinações contrárias nas curvas. Outros colocam a responsabilidade no excesso de velocidade dos condutores portugueses. Outros falam ainda nas ultrapassagens perigosas, na condução sob o efeito de alcóol, etc. Há ainda quem culpe as autoridades de trânsito de apenas se preocuparem com a caça à multa e não na acção preventiva e pedagógica. Conclusão: todos dão palpites e colocam as culpas nos outros.
Pois bem, esta situação que envergonha Portugal deve-se, tão simplesmente, à falta de educação que a maioria dos condutores portugueses revela ao volante. Mas, atenção, esta falta de educação não se resume à má prestação dos portugueses na estrada. Ela é visível no modo como o povo português se comporta no seu dia-a-dia em sociedade: utilização frequente e desmesurada de palavrões, falta de respeito pelos horários, mania das grandezas, desrespeito pelos compromissos assumidos, gosto pela preguiça e pelo descanso, enfim, uma série de comportamentos típicos do português comum que apenas demonstram que o nosso povo é de facto de uma falta de educação exasperante.
Mas, a culpa dos acidentes continuará a ser, para a maioria, das estradas e do excesso de velocidade...
Mesmo com o reforço do patrulhamento das estradas ou com o aumento das penalizações às infrações cometidas pelos condutores portugueses parece que os resultados em termos da diminuição da sinistralidade rodoviária não se concretiza.
Causas para esta situação calamitosa? Há muitas e para todos os gostos! Uns dizem que a culpa é da má construção das estradas portuguesas, feitas aos zigue-zagues e com inclinações contrárias nas curvas. Outros colocam a responsabilidade no excesso de velocidade dos condutores portugueses. Outros falam ainda nas ultrapassagens perigosas, na condução sob o efeito de alcóol, etc. Há ainda quem culpe as autoridades de trânsito de apenas se preocuparem com a caça à multa e não na acção preventiva e pedagógica. Conclusão: todos dão palpites e colocam as culpas nos outros.
Pois bem, esta situação que envergonha Portugal deve-se, tão simplesmente, à falta de educação que a maioria dos condutores portugueses revela ao volante. Mas, atenção, esta falta de educação não se resume à má prestação dos portugueses na estrada. Ela é visível no modo como o povo português se comporta no seu dia-a-dia em sociedade: utilização frequente e desmesurada de palavrões, falta de respeito pelos horários, mania das grandezas, desrespeito pelos compromissos assumidos, gosto pela preguiça e pelo descanso, enfim, uma série de comportamentos típicos do português comum que apenas demonstram que o nosso povo é de facto de uma falta de educação exasperante.
Mas, a culpa dos acidentes continuará a ser, para a maioria, das estradas e do excesso de velocidade...
domingo, dezembro 14, 2003
Agora dizem-se todos satisfeitos...
A notícia que hoje domina os media tem sido comentada por personalidades de todos os quadrantes políticos com regozijo. De facto, parece que com a captura de Saddam Hussein, todos aqueles que se dizem contra esta guerra ao terrorismo se transformaram por um dia em verdadeiros defensores da liberdade e da democracia. Hoje, todos os Louçãs e Carvalhas deste país têm vindo para a comunicação social afirmar que estão com o povo iraquiano, neste momento de alívio e alegria pelo ex-ditador ter sido capturado.
Não seria melhor, em nome da coerência, terem ficarem calados em relação a um acontecimento que só foi possível concretizar porque mais de trinta países se uniram em torno da guerra ao terrorismo. Nem nesta altura ganham vergonha...
Não seria melhor, em nome da coerência, terem ficarem calados em relação a um acontecimento que só foi possível concretizar porque mais de trinta países se uniram em torno da guerra ao terrorismo. Nem nesta altura ganham vergonha...
O Bispo e o aborto
A capa do Expresso deste sábado traz em grande destaque uma chamada à entrevista que o Bispo do Porto concede ao semanário com o título "Aborto não devia ser penalizado". Esta afirmação retirada do contexto leva a supor que o Bispo, pura e simplesmente, concorda com a liberalização do aborto. Ora, depois de ler a entrevista, parece-me que tal ideia não corresponde à realidade. Efectivamente, D. Armindo não coloca o aborto como o centro da questão, mas sim o conceito da famíla. À questão se concorda com a penalização das mulheres que praticam o aborto, o Bispo coloca-se ao lado dos que defendem a sua despenalização, mas vai mais além explicando que "a única solução para o problema é a criação de condições sociais para que as famílias possam criar os filhos".
Relativamente à questão da despenalização da prática do aborto tenho uma posição talvez demasiado rígida, mas assumida. De facto, penso que existem uma série de questões onde a responsabilidade individual deve ser valorizada, de forma a que cada um de nós, enquanto cidadãos providos de direitos e deveres, sejamos postos à prova. Coloco neste conjunto de situações, a prática do aborto e o consumo de drogas ilegais. E isto porquê? Simplesmente, porque, enquanto professor, penso que, como diz o povo, "é de pequenino que se torçe o pepino" e, logo, acho que o Estado, como percursor da sociedade deve dar o exemplo aos mais jovens de como estes se devem comportar em relação ao aborto ou à toxicodependência. Sendo assim, só com atitudes firmes e rigorosas é que se pode levar a que as gerações futuras tenham amplo respeito pela vida.
Não chega afirmar que cada um é dono do seu corpo e que pode fazer o que bem quiser com ele, desde abortar ou consumir drogas. O Estado não pode ser de contemplações com este tipo de visão ultra-liberal. O Estado tem de actuar, com vista a defender um conjunto de valores que são básicos quando se vive em sociedade: o primeiro desses valores é a vida.
E, não me venham dizer que nenhuma mulher pratica o aborto de livre vontade ou de cara alegre. É que, volto a frisar, a questão não é essa, nem esse é argumento para se ser a favor da despenalização do aborto. Digam-me, se se não penalizar algo que é ilegal e imoral, o que é que se pode fazer para levar as pessoas a não praticarem essa ilegalidade? Utilizando simples palavras!
Podem-me chamar conservador ou retrógrado. Não me importo, desde que me possam também chamar defensor da vida...
Relativamente à questão da despenalização da prática do aborto tenho uma posição talvez demasiado rígida, mas assumida. De facto, penso que existem uma série de questões onde a responsabilidade individual deve ser valorizada, de forma a que cada um de nós, enquanto cidadãos providos de direitos e deveres, sejamos postos à prova. Coloco neste conjunto de situações, a prática do aborto e o consumo de drogas ilegais. E isto porquê? Simplesmente, porque, enquanto professor, penso que, como diz o povo, "é de pequenino que se torçe o pepino" e, logo, acho que o Estado, como percursor da sociedade deve dar o exemplo aos mais jovens de como estes se devem comportar em relação ao aborto ou à toxicodependência. Sendo assim, só com atitudes firmes e rigorosas é que se pode levar a que as gerações futuras tenham amplo respeito pela vida.
Não chega afirmar que cada um é dono do seu corpo e que pode fazer o que bem quiser com ele, desde abortar ou consumir drogas. O Estado não pode ser de contemplações com este tipo de visão ultra-liberal. O Estado tem de actuar, com vista a defender um conjunto de valores que são básicos quando se vive em sociedade: o primeiro desses valores é a vida.
E, não me venham dizer que nenhuma mulher pratica o aborto de livre vontade ou de cara alegre. É que, volto a frisar, a questão não é essa, nem esse é argumento para se ser a favor da despenalização do aborto. Digam-me, se se não penalizar algo que é ilegal e imoral, o que é que se pode fazer para levar as pessoas a não praticarem essa ilegalidade? Utilizando simples palavras!
Podem-me chamar conservador ou retrógrado. Não me importo, desde que me possam também chamar defensor da vida...
sábado, dezembro 13, 2003
Formas de se estar na política...
Todo o Homem é um ser político, já dizia o filósofo. No entanto, muitas pessoas nem notam que estando a favor ou contra a política em si mesma, basta falar na sua face mais visível (no Governo, nos ministros, nos deputados e nas suas medidas ou não-medidas) para se constituir como um ser político.
A este propósito, existem várias formas de se estar na política.
Primeiro, temos aqueles que estão na política por convicção: desde pequenos que gostam da política e do confronto de ideias; geralmente são simpatizantes ou até militantes de algum partido e aproveitam qualquer diálogo para defenderem a sua "dama". Muitas vezes não têm qualquer benefício em serem tão activos, aliás têm é trabalho! Pertencem às chamadas "bases" dos partidos.
Depois temos aqueles que pensam a política pela sua própria cabeça, não se inibindo de criticar o partido pelo qual nutrem simpatia: cada vez são menos e, geralmente, são mal vistos pelos seus companheiros de partido. Dou os exemplos de Luís Sá e João Amaral no PCP (estes bem sofreram na pele as críticas feitas ao partido), de Pacheco Pereira no PSD e Manuel Maria Carrilho no PS.
Temos ainda aqueles que estão na política por conveniência e cujo principal propósito é aproveitarem-se da política para "orientarem" a sua vida. Talvez constituam a maior parte dos nossos deputados, que seguem à risca a linha do partido, inibindo-se de criticar o seu partido.
Finalmente, não nos podemos esquecer daqueles que estão na política sem o saberem: refiro-me aos que dizem não querer saber da política para nada, que criticam os políticos por serem todos iguais, mas que no fundo estão sempre a falar (mal) da política e dos políticos e, que para cúmulo das coisas afirmam querer mudar o rumo das coisas, mas que não vão votar. Neste grupo estão a maior parte das pessoas: dizem detestar a política, mas estão sempre a falar nela...
A este propósito, existem várias formas de se estar na política.
Primeiro, temos aqueles que estão na política por convicção: desde pequenos que gostam da política e do confronto de ideias; geralmente são simpatizantes ou até militantes de algum partido e aproveitam qualquer diálogo para defenderem a sua "dama". Muitas vezes não têm qualquer benefício em serem tão activos, aliás têm é trabalho! Pertencem às chamadas "bases" dos partidos.
Depois temos aqueles que pensam a política pela sua própria cabeça, não se inibindo de criticar o partido pelo qual nutrem simpatia: cada vez são menos e, geralmente, são mal vistos pelos seus companheiros de partido. Dou os exemplos de Luís Sá e João Amaral no PCP (estes bem sofreram na pele as críticas feitas ao partido), de Pacheco Pereira no PSD e Manuel Maria Carrilho no PS.
Temos ainda aqueles que estão na política por conveniência e cujo principal propósito é aproveitarem-se da política para "orientarem" a sua vida. Talvez constituam a maior parte dos nossos deputados, que seguem à risca a linha do partido, inibindo-se de criticar o seu partido.
Finalmente, não nos podemos esquecer daqueles que estão na política sem o saberem: refiro-me aos que dizem não querer saber da política para nada, que criticam os políticos por serem todos iguais, mas que no fundo estão sempre a falar (mal) da política e dos políticos e, que para cúmulo das coisas afirmam querer mudar o rumo das coisas, mas que não vão votar. Neste grupo estão a maior parte das pessoas: dizem detestar a política, mas estão sempre a falar nela...
sexta-feira, dezembro 12, 2003
Um valente puxão de orelhas
Pacheco Pereira escreve no Público de ontem um artigo brilhante sobre a questão presidencial, onde desmonta por completo a estratégia de Santana Lopes em relação à sua mania de querer colocar a questão das eleições presidenciais como um tema da actualidade, com vista, claro, à sua candidatura.
Neste artigo, Pacheco Pereira deixa bem claro que o facto de o Presidente da Câmara de Lisboa suscitar nesta altura o tema presidencial só favorece o próprio Santana Lopes, o PP e inclusivé a própria oposição, que assim se diverte a ver o PSD perder tempo com um assunto que neste tempo é tudo menos pertinente.
Este artigo também permite concluir que o PSD é um partido de homens e mulheres livres, onde cada um pensa pela sua própria cabeça e pode dar a conhecer as suas ideias, sem ser considerado uma espécie de "encapuçado". O mesmo não se poderá dizer do PS, onde, por exemplo Manuel Maria Carrilho é quase atirado às urtigas pelos seus camaradas de partido, por ter opiniões divergentes de Ferro Rodrigues.
Neste artigo, Pacheco Pereira deixa bem claro que o facto de o Presidente da Câmara de Lisboa suscitar nesta altura o tema presidencial só favorece o próprio Santana Lopes, o PP e inclusivé a própria oposição, que assim se diverte a ver o PSD perder tempo com um assunto que neste tempo é tudo menos pertinente.
Este artigo também permite concluir que o PSD é um partido de homens e mulheres livres, onde cada um pensa pela sua própria cabeça e pode dar a conhecer as suas ideias, sem ser considerado uma espécie de "encapuçado". O mesmo não se poderá dizer do PS, onde, por exemplo Manuel Maria Carrilho é quase atirado às urtigas pelos seus camaradas de partido, por ter opiniões divergentes de Ferro Rodrigues.
Ódios de estimação...
Mário Soares e Paulo Portas parecem estar, definitivamente, em rota de colisão. Depois de Mário Soares ter vindo afirmar que Portas "está mais à direita que o fascismo", agora foi a vez de Portas acusar o "pai" dos socialistas de ter realizado «a pior descolonização de que há memória na Europa».
Será que Soares e Portas não ganham juízo suficiente para deixarem de mandar "bocas" um ao outro? Soares tem mais é de se preocupar com o estado decrépito a que chegou o seu partido de estimação. Por isso, deveria isso sim "puxar as orelhas" a Ferro Rodrigues, tal como o fez Sousa Franco na entrevista que concedeu esta semana à revista Visão. Quanto a Portas, seria bom que apostasse mais em fazer o seu trabalho de Ministro e poupasse o "avôzinho" Soares a ataques inconsequentes. Se quiser atacar alguém, bem poderá ocupar-se com o Bloco de Esquerda ou o Partido Comunista.
E assim vai a nossa política, com "avôzinhos" e "netinhos" a atacarem-se uns aos outros, como se não tivessem mais nada que fazer...
Será que Soares e Portas não ganham juízo suficiente para deixarem de mandar "bocas" um ao outro? Soares tem mais é de se preocupar com o estado decrépito a que chegou o seu partido de estimação. Por isso, deveria isso sim "puxar as orelhas" a Ferro Rodrigues, tal como o fez Sousa Franco na entrevista que concedeu esta semana à revista Visão. Quanto a Portas, seria bom que apostasse mais em fazer o seu trabalho de Ministro e poupasse o "avôzinho" Soares a ataques inconsequentes. Se quiser atacar alguém, bem poderá ocupar-se com o Bloco de Esquerda ou o Partido Comunista.
E assim vai a nossa política, com "avôzinhos" e "netinhos" a atacarem-se uns aos outros, como se não tivessem mais nada que fazer...
quinta-feira, dezembro 11, 2003
Só mais um escândalo, por favor...
A revista Visão de hoje traz a público a notícia de um suposto envolvimento de ministros do PSD e do PP num alegado favorecimento do Governo em relação à Universidade Lusíada. Quanto à veracidade da notícia em si nada tenho a dizer, pois não sou investigador, nem tão pouco juíz. Quanto ao resto, apenas quero fazer duas considerações.
Por um lado, agudiza-se o clima de desconfiança que se vive em Portugal, com a comunicação social, desde televisões e rádios até jornais, ávidos na procura de escândalos (não interessa se verdadeiros ou não), que lhes permitam aumentar as audiências ou o número de tiragens. Neste momento, muitos jornalistas parecem-se cada vez mais com investigadores da Judiciária ou do SIS.
Por outro lado, o facto de a oposição ao Governo não ser feita pelos partidos da Assembleia da República, mas sim pelos media, que neste último caso da Universidade Lusíada, até obrigou o Governo a ter de se explicar. O Parlamento é cada vez mais a casa das vaidades, pois a verdadeira política faz-se nos noticiários das 20 horas e nas capas dos jornais.
Por um lado, agudiza-se o clima de desconfiança que se vive em Portugal, com a comunicação social, desde televisões e rádios até jornais, ávidos na procura de escândalos (não interessa se verdadeiros ou não), que lhes permitam aumentar as audiências ou o número de tiragens. Neste momento, muitos jornalistas parecem-se cada vez mais com investigadores da Judiciária ou do SIS.
Por outro lado, o facto de a oposição ao Governo não ser feita pelos partidos da Assembleia da República, mas sim pelos media, que neste último caso da Universidade Lusíada, até obrigou o Governo a ter de se explicar. O Parlamento é cada vez mais a casa das vaidades, pois a verdadeira política faz-se nos noticiários das 20 horas e nas capas dos jornais.
quarta-feira, dezembro 10, 2003
O argumento mais fácil...
O historiador Fernando Rosas (F.R.), reconhecido simpatizante do Bloco de Esquerda, publica hoje no Público um artigo intitulado "Um País Refém do Fundamentalismo", onde tece algumas considerações sobre a situação pós-aborto em Portugal. De facto, F.R. não fala sobre as crianças que ficaram por nascer, orientando-se sim para um discurso, quase de "escárnio e maldizer" em relação à direita portuguesa e aos grupos pró-vida que condenam o aborto.
Para o historiador bloquista, não interessa discutir a moral e a ética que uma mulher e um homem devem ter em relação à concepção, planeada ou não, de uma nova vida. Para F.R. o importante é realçar que a mulher é "dona e senhora" do seu corpo e, que por isso, pode fazer o que quiser com ele, porventura, desde servir de barriga de aluguer ou até vender o corpo durante uma noite a troco de alguns euros.
Ora, em relação ao aborto, interessa ir muito mais além do que simplesmente condenar, como faz F.R. a realização do julgamento em tribunal de mulheres que abortaram. Efectivamente, penso que se torna urgente fazer ver a todos os "Fernandos Rosas" deste país que o aborto é condenável, seja em que situação for (exceptuando quando é a vida da própria mãe que está em risco ou a vida do novo ser que pode ser prejudicada). De resto, o acto de conceber um novo ser não pode ser posto num dos lados da balança, quando do outro estão meras questões económicas ou financeiras. Para esses casos, o Estado encarregar-se-á de tomar conta dessas crianças que não tiveram culpa de vir ao mundo num seio familiar problemático.
É por esta razão que o Direito não deve ignorar as situações daquelas mulheres e homens que são complacentes com a destruição de uma vida, nem que seja para ensinar à sociedade a distinção entre o bem e o mal...
Para o historiador bloquista, não interessa discutir a moral e a ética que uma mulher e um homem devem ter em relação à concepção, planeada ou não, de uma nova vida. Para F.R. o importante é realçar que a mulher é "dona e senhora" do seu corpo e, que por isso, pode fazer o que quiser com ele, porventura, desde servir de barriga de aluguer ou até vender o corpo durante uma noite a troco de alguns euros.
Ora, em relação ao aborto, interessa ir muito mais além do que simplesmente condenar, como faz F.R. a realização do julgamento em tribunal de mulheres que abortaram. Efectivamente, penso que se torna urgente fazer ver a todos os "Fernandos Rosas" deste país que o aborto é condenável, seja em que situação for (exceptuando quando é a vida da própria mãe que está em risco ou a vida do novo ser que pode ser prejudicada). De resto, o acto de conceber um novo ser não pode ser posto num dos lados da balança, quando do outro estão meras questões económicas ou financeiras. Para esses casos, o Estado encarregar-se-á de tomar conta dessas crianças que não tiveram culpa de vir ao mundo num seio familiar problemático.
É por esta razão que o Direito não deve ignorar as situações daquelas mulheres e homens que são complacentes com a destruição de uma vida, nem que seja para ensinar à sociedade a distinção entre o bem e o mal...
Os nossos futuros políticos!!!
Depois da Associação Académica de Coimbra ter protestado contra a política de propinas deste Governo, fechando a cadeado a Universidade de Coimbra, agora foi a vez da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa se ter lembrado de repetir a estratégia utilizada pelos seus colegas de Coimbra. Curioso, este o procedimento utilizado por estudantes de Direito, futuros advogados, que por conhecerem (penso eu) a Lei Geral deveriam, por uma questão de lógica e coerência, optar por formas de protesto que fossem, pelo menos, legais. Ora, pelo que tenho lido, o encerramento a cadeado da Faculdade é um protesto ilegal e sujeito a procedimento judicial. Afirmou-o, por exemplo, o conhecido constitucionalista Vital Moreira.
Se pensarmos que, actualmente, a maioria dos nossos políticos e governantes são personalidades licenciadas em Direito por estas duas Faculdades, que agora costumam ser fechadas a cadeado pelos seus alunos, mal será se este costume se repetir, com estes universitários "insurrectos" e rebeldes a virem tornar-se nos nossos futuros governantes. Esperemos que não...
Se pensarmos que, actualmente, a maioria dos nossos políticos e governantes são personalidades licenciadas em Direito por estas duas Faculdades, que agora costumam ser fechadas a cadeado pelos seus alunos, mal será se este costume se repetir, com estes universitários "insurrectos" e rebeldes a virem tornar-se nos nossos futuros governantes. Esperemos que não...
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Simplesmente linda...
Neste fim-de-semana prolongado fui até à minha terra natal matar saudades da família e da própria cidade. Já há alguns meses que não ia à Covilhã e gostei do que vi. Uma cidade que não pára, que vai agora crescendo ordenadamente (depois dos erros urbanísticos cometidos no passado), que aposta na juventude e na cultura, que apoia os mais desfavorecidos e que não vira costas para a sua maior riqueza: a Serra da Estrela. Aproveitei o facto de nestes dias ter nevado para ir até à Serra admirar a natureza, que nesta região combina o branco da neve, com o verde dos pinheiros e o escuro do granito. Simplesmente espectacular!
Para quem ainda não sabe onde passar o fim-de-ano e queira fugir à confusão das discotecas e das grandes cidades, aqui deixo um conselho: vão até Serra da Estrela e contemplem o que a natureza tem de melhor. Vale a pena...
Para quem ainda não sabe onde passar o fim-de-ano e queira fugir à confusão das discotecas e das grandes cidades, aqui deixo um conselho: vão até Serra da Estrela e contemplem o que a natureza tem de melhor. Vale a pena...
sábado, dezembro 06, 2003
Os trocadilhos de Ferrinho.
Já há uns tempos que não escrevia nada sobre o PS e o seu líder. Ora, hoje ao folhear o Público deparei-me com um título que demonstra bem a falta de cultura política de que Ferro Rodrigues padece. Ao brincar às palavras com o Pacto de Estabilidade e Crescimento, o líder do PS apenas dá a entender que opta, cada vez mais, por um género de fazer política muito parecido com o utilizado por Francisco Louçã, do BE. De facto, quem costuma ter este tipo de afirmações, meio jocosas, meio graçolas, são os militantes da esquerda mais revolucionária e extremista, que tudo fazem para captar a atenção e, quiçá, alguns votos das classes mais baixas.
É cada vez mais evidente que Ferro Rodrigues não tem perfil de estadista. Mas, a questão não é só a imagem que o líder do PS passa de si; é também a substância e o conteúdo daquilo que afirma, que se confunde com o que diz um humorista de segundo ou terceiro nível. Efectivamente, Ferro Rodrigues faz o género do típico político queimado, gasto e ultrapassado, que está na política, tal como um comediante está para um Hamlet de Shakespeare...
É cada vez mais evidente que Ferro Rodrigues não tem perfil de estadista. Mas, a questão não é só a imagem que o líder do PS passa de si; é também a substância e o conteúdo daquilo que afirma, que se confunde com o que diz um humorista de segundo ou terceiro nível. Efectivamente, Ferro Rodrigues faz o género do típico político queimado, gasto e ultrapassado, que está na política, tal como um comediante está para um Hamlet de Shakespeare...
É verdade, até nos Açores...
Depois do Padre Frederico da Madeira e do Bibi da Casa Pia, foi agora a vez dos Açores serem sobressaltados com a notícia de que a pedofilia chegou a São Miguel, e não foi há pouco tempo... Já alguns tempos que está a decorrer uma investigação da Polícia Judiciária na ilha açoreana para averiguar o suposto envolvimento de figuras públicas açoreanas neste crime horrendo.
Conheço alguns açoreanos que se vanglorizam de os Açores serem uma espécie de arquipélago "virgem", onde, apesar de haver alguma pobreza, essa é apenas material e não humana. Afirmam eles que o espírito açoreano é diferente do continental e que as pessoas dos Açores são mais unidas (só se for em excesso!). Pois bem , esse tempo, se existiu, já passou há muito... Acordem para a realidade: infelizmente, o mal e o bem chegam a todo o lado!
Compreendo que esta notícia deve ter abalado as hostes açoreanas. Agora, virgem só mesmo a natureza... Aqui deixo um abraço de conforto aos meus amigos açoreanos!
Conheço alguns açoreanos que se vanglorizam de os Açores serem uma espécie de arquipélago "virgem", onde, apesar de haver alguma pobreza, essa é apenas material e não humana. Afirmam eles que o espírito açoreano é diferente do continental e que as pessoas dos Açores são mais unidas (só se for em excesso!). Pois bem , esse tempo, se existiu, já passou há muito... Acordem para a realidade: infelizmente, o mal e o bem chegam a todo o lado!
Compreendo que esta notícia deve ter abalado as hostes açoreanas. Agora, virgem só mesmo a natureza... Aqui deixo um abraço de conforto aos meus amigos açoreanos!
sexta-feira, dezembro 05, 2003
Jantar de quê???
A nova táctica utilizada pelo sindicalismo português como forma de protesto foi nos dada a conhecer ontem à noite pelo Sindicato dos Profissionais de Polícia. Este novo procediemento de protesto é, nada mais nada menos que, uma boa refeição...
É verdade, ontem à noite esta associação sindical organizou o que os seus dirigentes apelidaram de "jantar de protesto". Que bem que soa! O Governo deve estar agora à espera que esta nova forma de luta seja alargada aos demais sindicatos. Assim, trocar-se-iam as incovenientes manifestações e greves por almoços e jantares de confraternização.
No final do jantar chegou a melhor novidade: o Sindicato dos Profissionais de Polícia ameaça avançar com uma série de protestos contra a falta de condições de trabalho e o novo regime de promoções, que podem passar pelo "perdão" de multas. Concordo com a ideia. Em vez de passarem tantas multas, os polícias que se preocupem mais com os crescentes índices de insegurança e criminalidade!
É verdade, ontem à noite esta associação sindical organizou o que os seus dirigentes apelidaram de "jantar de protesto". Que bem que soa! O Governo deve estar agora à espera que esta nova forma de luta seja alargada aos demais sindicatos. Assim, trocar-se-iam as incovenientes manifestações e greves por almoços e jantares de confraternização.
No final do jantar chegou a melhor novidade: o Sindicato dos Profissionais de Polícia ameaça avançar com uma série de protestos contra a falta de condições de trabalho e o novo regime de promoções, que podem passar pelo "perdão" de multas. Concordo com a ideia. Em vez de passarem tantas multas, os polícias que se preocupem mais com os crescentes índices de insegurança e criminalidade!
quarta-feira, dezembro 03, 2003
A cidade "perseguida"...
O jornal Público e a Universidade Católica têm levado a efeito um ciclo de conferências que se debruçam sobre o tema "Olhares Cruzados sobre o Porto". Estas conferências são dinamizadas por conhecidas personalidades da política, do empresariado e da cultura da cidade do Porto.
Pelo que tenho lido na comunicação social sobre as intervenções dos dinamizadores destas conferências, todos andam à volta, não de olhares cruzados (como insinua o tema!), mas sim de um olhar de esguelha dirigido para sul, em particular para Lisboa. Das duas conferências já realizadas (faltam três) ressalta sempre a ideia de que o Porto não se consegue libertar da sua esquizofrénica mania da perseguição de que é alvo a partir do poder político instalado em Lisboa.
Por exemplo, o deputado socialista Santos Silva afirmou que o Porto deve abandonar "o complexo de ser o segundo da classe, o filho enjeitado, de ser tripeiro". Ora, este é precisamente o comportamento de pessoas como Pinto da Costa, Nuno Cardoso ou Luís Filipe Menezes, que continuamente se vêm queixar de que o Porto só não se desenvolve mais porque Lisboa não deixa. Também Pacheco Pereira defendeu "a necessidade de o Porto se afirmar como uma cidade cosmopolita", o que o conseguirá apenas se se deixar de comparar sistematicamente com Lisboa. Já na primeira conferência o cientista Sobrinho Simões tinha defendido a "teoria de que o Porto sofre, e muito, por estar sempre a ocupar o segundo lugar no pódio".
Ou seja, a ideia que se tem é que o Porto só não se desenvolve como gostaria porque enquanto tiver o "fantasma" de Lisboa a assombrá-lo não consegue atingir os seus objectivos. Não concordo nada com esta ideia, pois se tal fosse verdade também não seria possível ver cidades de média dimensão, como Braga ou Aveiro, crescerem, pois Lisboa ofuscaria qualquer tentativa de desenvolvimento de outras cidades que não a própria Lisboa. O que se passa no Porto é muito mais simples do que uma mera incapacidade de crescer porque Lisboa não deixa. A questão prende-se muito mais, por exemplo, com o facto de as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia terem vivido durante muitos anos de costas voltadas uma para a outra, que impossibilitou um desenvolvimento sustentável e equilibrado destas duas cidades. Também o facto de algumas personalidades (como Nuno Cardoso em relação ao Porto - Capital Europeia da Cultura) terem prestado um mau serviço na dinamização de eventos, que poderiam ser importantes para o Porto não podem ser esquecidos no rol das culpas.
Enfim, penso que é hora de o Porto se deixar de se vitimizar. Sigam os exemplos de cidades como La Corunha ou Barcelona, ou a nível interno, de Aveiro ou Braga... Mexam-se...
Pelo que tenho lido na comunicação social sobre as intervenções dos dinamizadores destas conferências, todos andam à volta, não de olhares cruzados (como insinua o tema!), mas sim de um olhar de esguelha dirigido para sul, em particular para Lisboa. Das duas conferências já realizadas (faltam três) ressalta sempre a ideia de que o Porto não se consegue libertar da sua esquizofrénica mania da perseguição de que é alvo a partir do poder político instalado em Lisboa.
Por exemplo, o deputado socialista Santos Silva afirmou que o Porto deve abandonar "o complexo de ser o segundo da classe, o filho enjeitado, de ser tripeiro". Ora, este é precisamente o comportamento de pessoas como Pinto da Costa, Nuno Cardoso ou Luís Filipe Menezes, que continuamente se vêm queixar de que o Porto só não se desenvolve mais porque Lisboa não deixa. Também Pacheco Pereira defendeu "a necessidade de o Porto se afirmar como uma cidade cosmopolita", o que o conseguirá apenas se se deixar de comparar sistematicamente com Lisboa. Já na primeira conferência o cientista Sobrinho Simões tinha defendido a "teoria de que o Porto sofre, e muito, por estar sempre a ocupar o segundo lugar no pódio".
Ou seja, a ideia que se tem é que o Porto só não se desenvolve como gostaria porque enquanto tiver o "fantasma" de Lisboa a assombrá-lo não consegue atingir os seus objectivos. Não concordo nada com esta ideia, pois se tal fosse verdade também não seria possível ver cidades de média dimensão, como Braga ou Aveiro, crescerem, pois Lisboa ofuscaria qualquer tentativa de desenvolvimento de outras cidades que não a própria Lisboa. O que se passa no Porto é muito mais simples do que uma mera incapacidade de crescer porque Lisboa não deixa. A questão prende-se muito mais, por exemplo, com o facto de as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia terem vivido durante muitos anos de costas voltadas uma para a outra, que impossibilitou um desenvolvimento sustentável e equilibrado destas duas cidades. Também o facto de algumas personalidades (como Nuno Cardoso em relação ao Porto - Capital Europeia da Cultura) terem prestado um mau serviço na dinamização de eventos, que poderiam ser importantes para o Porto não podem ser esquecidos no rol das culpas.
Enfim, penso que é hora de o Porto se deixar de se vitimizar. Sigam os exemplos de cidades como La Corunha ou Barcelona, ou a nível interno, de Aveiro ou Braga... Mexam-se...
terça-feira, dezembro 02, 2003
A crise e a família...
Parece que a crise económica por que Portugal atravessa faz com que as famílias portuguesas se unam mais em torno das dificuldades. Saiba porquê...
Os números da nossa desgraça...
Muito se tem falado das razões que levam a que Portugal esteja na cauda da União Europeia (UE) em termos de desenvolvimento. Neste âmbito, ultimamente tenho apreciado com agrado as declarações de Jorge Sampaio, que tem colocado o cerne desta questão nos problemas de que o sistema educativo português padece.
De facto, após o 25 de Abril e sobretudo a seguir à entrada de Portugal na CEE, os nossos governos (sobretudo os de Cavaco Silva) fizeram um esforço notável no que respeita à construção das infraestruturas necessárias para que a população portuguesa pudesse ter um acesso condigno à educação. No entanto, o aumento do número de escolas, de bibliotecas e de outros equipamentos não foi acompanhado da necessária revisão de todo o sistema educacional, que potenciasse que a população estudantil portuguesa pudesse ter razoáveis níveis de aproveitamento nos estudos.
E aí estão, mais uma vez, os números que vêm confirmar a desgraça que Portugal patenteia ao nível da educação:
- Abandono escolar precoce, ou seja, percentagem da população entre os 18 e os 24 anos com apenas o ensino básico e que não está a estudar ou em formação (2002) - Portugal: 45,5%; UE: 18,8%;
- Competências básicas; ou seja, percentagem de alunos com capacidade de leitura igual ou inferior ao nível 1 da escala de competência em leitura (2000) - Portugal: 26,3%; UE: 17,2%
Muito ainda terá que ser feito para que o sistema de educação em Portugal dê a volta necessária. Não chega legislar, alargando a escolaridade obrigatória até ao 12º ano de escolaridade ou aos 18 anos de idade. Têm também que se mudar as mentalidades, valorizando e premiando o trabalho, o esforço, a responsabilidade e a exigência...
De facto, após o 25 de Abril e sobretudo a seguir à entrada de Portugal na CEE, os nossos governos (sobretudo os de Cavaco Silva) fizeram um esforço notável no que respeita à construção das infraestruturas necessárias para que a população portuguesa pudesse ter um acesso condigno à educação. No entanto, o aumento do número de escolas, de bibliotecas e de outros equipamentos não foi acompanhado da necessária revisão de todo o sistema educacional, que potenciasse que a população estudantil portuguesa pudesse ter razoáveis níveis de aproveitamento nos estudos.
E aí estão, mais uma vez, os números que vêm confirmar a desgraça que Portugal patenteia ao nível da educação:
- Abandono escolar precoce, ou seja, percentagem da população entre os 18 e os 24 anos com apenas o ensino básico e que não está a estudar ou em formação (2002) - Portugal: 45,5%; UE: 18,8%;
- Competências básicas; ou seja, percentagem de alunos com capacidade de leitura igual ou inferior ao nível 1 da escala de competência em leitura (2000) - Portugal: 26,3%; UE: 17,2%
Muito ainda terá que ser feito para que o sistema de educação em Portugal dê a volta necessária. Não chega legislar, alargando a escolaridade obrigatória até ao 12º ano de escolaridade ou aos 18 anos de idade. Têm também que se mudar as mentalidades, valorizando e premiando o trabalho, o esforço, a responsabilidade e a exigência...
segunda-feira, dezembro 01, 2003
A cidade mais jovem...
Ontem passei o dia em Braga, conhecida por ser a cidade mais jovem da Europa. Depois de ter dado aulas por aquelas bandas há já cinco anos, as diferenças de então para cá são poucas: continua-se a comer e a beber bem, as pessoas são afáveis e hospitaleiras, as bracarenses continuam bonitas, a noite é animada e a cidade e vilas em redor continuam belas de se visitar... Ainda bem!
Carrilho e a igualdade
Afirmação de Manuel Maria Carrilho transcrita pelo Público: "A avaliação do mundo e de um conjunto de propostas tem de ser visto à luz das novas circunstâncias, mas nunca esquecendo que o princípio da igualdade é o que separa a esquerda da direita".
Para quem concorda com esta ideia absurda de Carrilho, com a qual quer fazer crer que a esquerda defende mais o princípio da igualdade que a direita, aqui deixo os princípios programáticos da direita, onde tal ideia é desmascarada por completo. Isto para que socialistas e comunistas deixem de vir continuamente afirmar para a praça pública que a direita não defende, nem aplica a igualdade de direitos, deveres e oportunidades entre cidadãos.
Esta gente da esquerda arcaica está enganada. De facto, a direita defende que todos devem ser iguais perante a lei e que esta deve defender o princípio da afirmação da sociedade civil, esse sim esquecido pela esquerda que, quando se apanha no poder cria muitas vezes sérios obstáculos à liberdade de iniciativa, optando pela estatização, em contraponto com a iniciativa privada.
Seria bom que estes esquerdistas deixassem de "resgatar" para si o princípio doutrinário da igualdade, pois tal atitude é descabida e fora de tempo...
Para quem concorda com esta ideia absurda de Carrilho, com a qual quer fazer crer que a esquerda defende mais o princípio da igualdade que a direita, aqui deixo os princípios programáticos da direita, onde tal ideia é desmascarada por completo. Isto para que socialistas e comunistas deixem de vir continuamente afirmar para a praça pública que a direita não defende, nem aplica a igualdade de direitos, deveres e oportunidades entre cidadãos.
Esta gente da esquerda arcaica está enganada. De facto, a direita defende que todos devem ser iguais perante a lei e que esta deve defender o princípio da afirmação da sociedade civil, esse sim esquecido pela esquerda que, quando se apanha no poder cria muitas vezes sérios obstáculos à liberdade de iniciativa, optando pela estatização, em contraponto com a iniciativa privada.
Seria bom que estes esquerdistas deixassem de "resgatar" para si o princípio doutrinário da igualdade, pois tal atitude é descabida e fora de tempo...
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