A notícia que na sexta-feira passada foi avançada pelos Sindicatos dos Trabalhadores do Estado e pelos partidos da oposição (estes em pleno Parlamento) de que as comparticipações da ADSE irião ser reduzidas para mais de metade é das mentiras mais grosseiras que nos últimos tempos veio a lume, apenas com o intuito de baralhar a opinião pública e "incendiar" o estado anímico dos funcionários públicos.
O Jornal de Negócios publica hoje um estudo rigoroso das propostas do Governo acerca desta matéria, a partir do qual se chega à conclusão que se prevê um corte global, não de 60%, mas sim de 2,2%, muito longe dos números avançados pelos sindicatos, PS, PCP e BE.
Por um lado, é pena que organizações sindicais e partidos políticos com responsabilidades venham para a opinão pública fomentar a mais pura desinformação. Por outro lado, sejamos justos: a verdade é que a ADSE deveria ser completamente "reformada", pois constitui mais um exemplo de discriminação relativamente aos trabalhadores do sector privado, pois o justo seria haver um único sistema de comparticipações que englobasse de igual modo os funcionários do sistema público e privado.
Mas, quem é que ousará mexer nos chamados "direitos inamovíveis" de 700 mil eleitores?
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
segunda-feira, fevereiro 02, 2004
Sindicatos com medo de uma Ordem...
No Encontro Nacional de Professores que hoje começou em Braga, a Associação Nacional de Professores (ANP) vem defender a criação de uma Ordem dos Professores. Contudo, esta proposta não é consensual e as duas principais organizações sindicais (FENPROF e FNE) já vieram criticar esta ideia.
Esta é a prova cabal de como estas organizações sindicais não olham a meios para se "engordarem" a si mesmas, preocupando-se, sobretudo, com os milhares de contos mensais que entram nos seus cofres, provenientes das cotas dos seus associados, em vez de assumirem uma postura séria e adulta de defesa da classe docente. Se os advogados, os médicos, os enfermeiros e outras classes nobres têm uma Ordem que defende os direitos dos seus e é exigente no que concerne à sua avaliação, porque razão é que a FENPROF e a FNE têm medo de avançar para uma Ordem dos Professores?
Será porque, deste modo, muitos sindicalistas perderiam as regalias de que usufruem? Como professor, defendo a criação de uma Ordem dos Professores que seja exigente para com todos os professores, distinguindo aqueles que são verdadeiramente docentes daqueles que "dão" (ou vendem) umas aulas apenas para engordarem o seu orçamento familiar.
É este tipo de postura que faz com que, cada vez mais, me sinta afastado do sindicalismo português...
Esta é a prova cabal de como estas organizações sindicais não olham a meios para se "engordarem" a si mesmas, preocupando-se, sobretudo, com os milhares de contos mensais que entram nos seus cofres, provenientes das cotas dos seus associados, em vez de assumirem uma postura séria e adulta de defesa da classe docente. Se os advogados, os médicos, os enfermeiros e outras classes nobres têm uma Ordem que defende os direitos dos seus e é exigente no que concerne à sua avaliação, porque razão é que a FENPROF e a FNE têm medo de avançar para uma Ordem dos Professores?
Será porque, deste modo, muitos sindicalistas perderiam as regalias de que usufruem? Como professor, defendo a criação de uma Ordem dos Professores que seja exigente para com todos os professores, distinguindo aqueles que são verdadeiramente docentes daqueles que "dão" (ou vendem) umas aulas apenas para engordarem o seu orçamento familiar.
É este tipo de postura que faz com que, cada vez mais, me sinta afastado do sindicalismo português...
domingo, fevereiro 01, 2004
Futebol: o retrato da sociedade portuguesa...
A acreditar no que aconteceu e nas afirmações que alguns dos intervenientes proferiram no final do jogo de ontem entre Sporting e Porto, muitas das intenções que os agentes desportivos do futebol assumiram após a morte de Féher, não passaram de puras mentiras... O que ontem se ouviu da boca do treinador do Porto, José Mourinho, é demasiado grosseiro para que alguém acredite que o futebol português se transforme para melhor nos próximos tempos. É que as mentalidades são difíceis de mudar e com uma classe desportiva como a que temos no futebol, a baixeza intelectual continuará a perdurar.
Como é que se poderão "fixar" valores e referências na juventude portuguesa, quando o fenómeno mais mediático e que mais faz vibrar os jovens está cheio de exemplos vergonhosos?
Como é que se poderão "fixar" valores e referências na juventude portuguesa, quando o fenómeno mais mediático e que mais faz vibrar os jovens está cheio de exemplos vergonhosos?
sábado, janeiro 31, 2004
Medida de esquerda? Chamem-lhe o que quiserem.
O Público de hoje dá a conhecer que o Ministério da Justiça vai alargar este ano a todo o país a substituição das penas de multa ou inferiores a um ano de prisão por trabalho comunitário. Já ouvi vários socialistas afirmarem que esta é uma medida de esquerda, pois, segundo eles, a direita é mais repressiva no que concerne ao tema da segurança.
Pois bem, a verdade é que nos seis anos que o PS esteve à frente dos destinos do País, pouco ou nada se fez na questão da reinserção dos presos e, é agora, a direita a propôr uma medida que valoriza as capacidades dos condenados de pequenos delitos, já como o tinha feito aquando da aposta nas pulseiras electrónicas.
Esta é uma medida de louvar, pois a substituição de multas ou penas leves pelo trabalho comunitário beneficia o condenado e a sociedade. Pouco interessa saber se é de esquerda ou de direita. É deste Governo e ponto final.
Pois bem, a verdade é que nos seis anos que o PS esteve à frente dos destinos do País, pouco ou nada se fez na questão da reinserção dos presos e, é agora, a direita a propôr uma medida que valoriza as capacidades dos condenados de pequenos delitos, já como o tinha feito aquando da aposta nas pulseiras electrónicas.
Esta é uma medida de louvar, pois a substituição de multas ou penas leves pelo trabalho comunitário beneficia o condenado e a sociedade. Pouco interessa saber se é de esquerda ou de direita. É deste Governo e ponto final.
sexta-feira, janeiro 30, 2004
Em defesa da família. Sempre!
Um dos temas que neste blogue costuma registar mais comentários é o que anda à volta do "triângulo" família-casamento-homossexulalidade. Proponho-me, agora e aqui, apresentar a minha opinião fundamentada, de modo a esclarecer todos aqueles que afirmam não compreender a postura dos que defendem o conceito tradicional da família (tradicional enquanto união de um homem com uma mulher).
Convém, primeiramente, chamar a atenção de que sou católico, mas que tenho também o discernimento e capacidade suficientes de pensar pela minha cabeça. Depois, quero alertar os mais precipitados que tenho uma visão aberta da realidade actual, pelo que nada me move contra a condição homossexual.
O que não admito na minha forma de ver um mundo cada vez mais globalizado e liberto de preconceitos (e ainda bem nalguns aspectos!) é a banalização com que alguns pretendem considerar o conceito de família, enquanto instituição que se materializa, quanto a mim, na união estável e leal de um homem e uma mulher. Não me podem obrigar a alterar o significado de um conceito que tem milhares de anos e pelo qual rejo a minha forma de estar na vida, sobretudo enquanto cidadão que constituiu a sua própria família.
Nada me move contra os casais homossexuais enquanto isso mesmo, casais, mas daí a virem invocar que são uma família e que exigem que lhes seja permitido casar e adoptar crianças vai uma distância, que quanto a mim é incomportável.
A sociedade actual passa por mudanças ao nível das mentalidades e dos comportamentos, cuja velocidade dificulta a análise fria e serena de novas realidades, como é o caso da união entre homossexuais. Não me deixo levar por essa velocidade. Pelo contrário, penso não haver qualquer obstáculo a que se constituam casais homossexuais, mas já no que se refere a que a estes sejam concedidos os direitos e deveres inerentes ao de uma família, já não me parece razoável. E, isto por uma razão muito simples: a família, enquanto união de um homem e uma mulher, é, para mim, a célula fundamental da sociedade e, deve ser a partir dela que se deve fomentar a descendência. Logo, a formação e educação de uma criança deverá ser concedida, quanto a mim, apenas aos casais heterossexuais, pois uma criança que cresça num ambiente dominado pela homossexualidade terá sempre dificuldade (nem que seja inconscientemente) de descobrir e exteriorizar a sua tendência sexual, já para não falar da falta que lhe fará a figura do pai ou da mãe.
Dito isto, volto a frisar que nada me move contra os homossexuais e aqueles que se querem constituir como casais, mas têm de compreender que, e desculpem-me a comparação se for ofensiva, tal como alguém que nasceu sem jeito para a pintura não poderá aspirar a ser um grande pintor, também aqueles que nasceram homossexuais, não poderão, no meu entender, desejar contrair matrimónio e, muito menos adoptar crianças.
O mundo não nasceu igual para todos...
Convém, primeiramente, chamar a atenção de que sou católico, mas que tenho também o discernimento e capacidade suficientes de pensar pela minha cabeça. Depois, quero alertar os mais precipitados que tenho uma visão aberta da realidade actual, pelo que nada me move contra a condição homossexual.
O que não admito na minha forma de ver um mundo cada vez mais globalizado e liberto de preconceitos (e ainda bem nalguns aspectos!) é a banalização com que alguns pretendem considerar o conceito de família, enquanto instituição que se materializa, quanto a mim, na união estável e leal de um homem e uma mulher. Não me podem obrigar a alterar o significado de um conceito que tem milhares de anos e pelo qual rejo a minha forma de estar na vida, sobretudo enquanto cidadão que constituiu a sua própria família.
Nada me move contra os casais homossexuais enquanto isso mesmo, casais, mas daí a virem invocar que são uma família e que exigem que lhes seja permitido casar e adoptar crianças vai uma distância, que quanto a mim é incomportável.
A sociedade actual passa por mudanças ao nível das mentalidades e dos comportamentos, cuja velocidade dificulta a análise fria e serena de novas realidades, como é o caso da união entre homossexuais. Não me deixo levar por essa velocidade. Pelo contrário, penso não haver qualquer obstáculo a que se constituam casais homossexuais, mas já no que se refere a que a estes sejam concedidos os direitos e deveres inerentes ao de uma família, já não me parece razoável. E, isto por uma razão muito simples: a família, enquanto união de um homem e uma mulher, é, para mim, a célula fundamental da sociedade e, deve ser a partir dela que se deve fomentar a descendência. Logo, a formação e educação de uma criança deverá ser concedida, quanto a mim, apenas aos casais heterossexuais, pois uma criança que cresça num ambiente dominado pela homossexualidade terá sempre dificuldade (nem que seja inconscientemente) de descobrir e exteriorizar a sua tendência sexual, já para não falar da falta que lhe fará a figura do pai ou da mãe.
Dito isto, volto a frisar que nada me move contra os homossexuais e aqueles que se querem constituir como casais, mas têm de compreender que, e desculpem-me a comparação se for ofensiva, tal como alguém que nasceu sem jeito para a pintura não poderá aspirar a ser um grande pintor, também aqueles que nasceram homossexuais, não poderão, no meu entender, desejar contrair matrimónio e, muito menos adoptar crianças.
O mundo não nasceu igual para todos...
quinta-feira, janeiro 29, 2004
Descalabro, afirma o Ministro.
E com toda a razão! Os resultados das provas de aferição realizadas aos alunos dos 4º, 6º e 9º ano de escolaridade em 2002 foram hoje divulgados e são arrepiantes. Nos próximos dias muito se irá escrever sobre as causas destes resultados e avançar-se-ão com medidas que visem mudar o panorama.
Como professor, aqui deixo apenas uma dessas causas que, quanto a mim, provoca a desmotivação dos alunos pelo estudo. Como é possível que com um currículo com mais de dez disciplinas se consiga ter uma aprendizagem de conhecimentos minímamente equilibrada? Repare-se que, por exemplo, no 7º ano de escolaridade os alunos têm um quadro curricular composto pelas áreas de Língua Portuguesa, Inglês, Francês, História, Geografia, Ciências Naturais, Matemática, Físico-Química, Educação Visual, Educação Física, Área de Projecto, Estudo Acompanhado, Formação Cívica e alguns alunos ainda têm Religião e Moral e pertencem a diversos clubes.
Ora, como é possível exigir a muitos dos nossos alunos que consigam "encaixar" tanta matéria diferente nas suas cabeças, leccionada quase sempre por professores diferentes e com disciplinas que têm apenas uma vez por semana?
Como professor, aqui deixo apenas uma dessas causas que, quanto a mim, provoca a desmotivação dos alunos pelo estudo. Como é possível que com um currículo com mais de dez disciplinas se consiga ter uma aprendizagem de conhecimentos minímamente equilibrada? Repare-se que, por exemplo, no 7º ano de escolaridade os alunos têm um quadro curricular composto pelas áreas de Língua Portuguesa, Inglês, Francês, História, Geografia, Ciências Naturais, Matemática, Físico-Química, Educação Visual, Educação Física, Área de Projecto, Estudo Acompanhado, Formação Cívica e alguns alunos ainda têm Religião e Moral e pertencem a diversos clubes.
Ora, como é possível exigir a muitos dos nossos alunos que consigam "encaixar" tanta matéria diferente nas suas cabeças, leccionada quase sempre por professores diferentes e com disciplinas que têm apenas uma vez por semana?
Proibir um véu islâmico? (continuação)
No debate que se tem desenrolado sobre a recente proposta de lei do Governo francês, a propósito da proibição do uso ostensivo de símbolos religiosos nas escolas do Estado, a maioria dos intervenientes parece querer fugir ao termo "ostensivo" que a lei incorpora no seu texto. Ou seja, aqueles que estão contra esta proposta de lei defendem a sua posição, argumentando que a liberdade religiosa (independentemente dos seus princípios) é superior a qualquer tipo de imposição legal.
No entanto, penso que esta proposta de lei não vai contra a liberdade religiosa, precisamente porque no seu texto surge a palavra "ostensivo", no sentido de não quebrar essa liberdade. O que se pretende, penso eu, não é proibir o uso de um qualquer símbolo da religião muçulmana, judaica ou outra, mas sim proibir o seu uso ostensivo, o que equivale a dizer que todo o símbolo externo que signifique, por exemplo, um sinal de menorização ou inferioridade, como o é o véu islâmico quando usado de forma ostensiva, é assim proibido.
Esta proposta de lei não proíbe o uso de símbolos discretos, seja a cruz ao pescoço de um católico, uma estrela de David no casaco de um judeu ou a mão de Fátima na carteira de uma muçulmana. Agora, tudo o que signifique castração de direitos ou inferiorização da mulher (e o véu islâmico significa isso mesmo) é, desta forma, proibido. Ora, tal ideia não me choca, ainda para mais nas escolas, onde as crianças devem assimilar a igualdade de direitos que deve haver entre homens e mulheres.
No entanto, penso que esta proposta de lei não vai contra a liberdade religiosa, precisamente porque no seu texto surge a palavra "ostensivo", no sentido de não quebrar essa liberdade. O que se pretende, penso eu, não é proibir o uso de um qualquer símbolo da religião muçulmana, judaica ou outra, mas sim proibir o seu uso ostensivo, o que equivale a dizer que todo o símbolo externo que signifique, por exemplo, um sinal de menorização ou inferioridade, como o é o véu islâmico quando usado de forma ostensiva, é assim proibido.
Esta proposta de lei não proíbe o uso de símbolos discretos, seja a cruz ao pescoço de um católico, uma estrela de David no casaco de um judeu ou a mão de Fátima na carteira de uma muçulmana. Agora, tudo o que signifique castração de direitos ou inferiorização da mulher (e o véu islâmico significa isso mesmo) é, desta forma, proibido. Ora, tal ideia não me choca, ainda para mais nas escolas, onde as crianças devem assimilar a igualdade de direitos que deve haver entre homens e mulheres.
quarta-feira, janeiro 28, 2004
Proibir um véu ofensivo? Porque não?
Nos últimos tempos, muito se tem escrito e falado sobre uma proposta de lei que vai ser votada na Assembleia Nacional Francesa no próximo mês e que prevê a proibição de utilização de sinais que manifestem ostensivamente a confissão religiosa dos alunos nas escolas, colégios e liceus públicos. Esta proposta está a ser, em larga medida, criticada e recusada pela população muçulmana a viver em França e o seu debate já chegou a Portugal, nos órgãos de comunicação social e aqui, na blogosfera.
A minha opinião é muito simples em relação a este assunto. Penso que a palavra "ostensivamente" aplicada na proposta de lei é clara no sentido de evitar que as jovens muçulmanas se desloquem para a escola com a cabeça escondida. Não vale a pena comparar a utilização de um crucifixo ao pescoço de uma jovem católica (que em nada é uma atitude ostensiva) com um véu islâmico, este sim um símbolo castrador da liberdade das mulheres muçulmanas.
Por isso, esta proposta de lei não me choca em nada, visto que o que se pretende é tão simplesmente acabar com os símbolos religiosos que são ofensivos para a igualdade de direitos entre homens e mulheres. E, a verdade é que o véu islâmico o é... Se é necessário legislar para impôr a igualdade entre homens e mulheres que se legisle! Por alguma razão existem as leis...
A minha opinião é muito simples em relação a este assunto. Penso que a palavra "ostensivamente" aplicada na proposta de lei é clara no sentido de evitar que as jovens muçulmanas se desloquem para a escola com a cabeça escondida. Não vale a pena comparar a utilização de um crucifixo ao pescoço de uma jovem católica (que em nada é uma atitude ostensiva) com um véu islâmico, este sim um símbolo castrador da liberdade das mulheres muçulmanas.
Por isso, esta proposta de lei não me choca em nada, visto que o que se pretende é tão simplesmente acabar com os símbolos religiosos que são ofensivos para a igualdade de direitos entre homens e mulheres. E, a verdade é que o véu islâmico o é... Se é necessário legislar para impôr a igualdade entre homens e mulheres que se legisle! Por alguma razão existem as leis...
terça-feira, janeiro 27, 2004
Política baixa...
Perante a recente notícia avançada pelo Jornal de Negócios de que o Ministério da Justiça, tutelado por Celeste Cardona, reteve os descontos para a Segurança Social feitos a 580 trabalhadores com contratos a prazo em 2003, num montante superior a 670 mil euros, já se veio dizer que esta situação configura um crime fiscal perante o qual a Ministra da Justiça deve ser responsabilizada e, caso se venha a confirmar, eventualmente, condenada a pena de prisão. Pois bem, esta ideia parece-me um completo disparate! Ouvi hoje na SIC, o fiscalista Saldanha Sanches, vir aventar com a possiblidade de que a Ministra Celeste Cardona poderá vir a ser constituída arguida num eventual processo de crime fiscal.
Claro que toda a esquerda parlamentar já veio exigir a "cabeça" da Ministra, num claro sinal de baixeza política. Não digo que o Estado agiu bem na retenção dos descontos (muito pelo contrário!), mas será que o que aconteceu não foi um simples congelamento dos ditos descontos para a Segurança Social, enquanto a situação laboral dos trabalhadores não for regularizada. Alguém acredita que a Ministra da Justiça agiu com dolo nesta questão?
O que a esquerda vem provar é que rejubila com estes pseudo-escândalos, tendo em vista a queda de Ministros e do próprio Governo...
Claro que toda a esquerda parlamentar já veio exigir a "cabeça" da Ministra, num claro sinal de baixeza política. Não digo que o Estado agiu bem na retenção dos descontos (muito pelo contrário!), mas será que o que aconteceu não foi um simples congelamento dos ditos descontos para a Segurança Social, enquanto a situação laboral dos trabalhadores não for regularizada. Alguém acredita que a Ministra da Justiça agiu com dolo nesta questão?
O que a esquerda vem provar é que rejubila com estes pseudo-escândalos, tendo em vista a queda de Ministros e do próprio Governo...
A ameaça de sempre...
No fim-de-semana passado voltaram as ameaças da população de Canas de Senhorim pela criação de um novo concelho. Afirmou o Presidente da Junta de Fregueisa de Canas que a população jamais sossegará enquanto não for criado o concelho de Canas.
Seria bom que se aproveitasse a actual Reforma da Administração do Território em curso para esclarecer esta situação, potenciadora de divisões populacionais e de outras tentativas de separatismos concelhios.
É bom que se saiba que a freguesia de Canas de Senhorim é demasiado pequena, tanto em área, como em termos populacionais para vir reclamar a sua constituição em concelho e que as razões históricas nada têm que ver com a possibilidade de se constituírem novos concelhos. Aliás, é provável que Portugal até tenha concelhos a mais, originando o "esfumar" de muito dinheiro pelas suas classes dirigentes...
Para quando o esclarecimento pela classe política desta questão canense?
Seria bom que se aproveitasse a actual Reforma da Administração do Território em curso para esclarecer esta situação, potenciadora de divisões populacionais e de outras tentativas de separatismos concelhios.
É bom que se saiba que a freguesia de Canas de Senhorim é demasiado pequena, tanto em área, como em termos populacionais para vir reclamar a sua constituição em concelho e que as razões históricas nada têm que ver com a possibilidade de se constituírem novos concelhos. Aliás, é provável que Portugal até tenha concelhos a mais, originando o "esfumar" de muito dinheiro pelas suas classes dirigentes...
Para quando o esclarecimento pela classe política desta questão canense?
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Atitude de adultos...
Depois da tragédia que abalou o país na noite de ontem, com o falecimento de Miklos Fehér em pleno relvado, o ambiente que hoje se vivia na escola era diferente do habitual. Entrei na escola e deparei-me com diversos grupos de alunos agarrados a jornais, para se enteirarem do ocorrido. O próprio pavilhão de aulas estava menos barulhento que o costume e na sala dos professores não se ouviam risadas nem graçolas.
O que mais me sensibilizou foi, quando cheguei à sala de aula do 8ºD e alguns alunos me pediram para que eu deixasse a turma fazer um minuto de silêncio em memória ao jogador do Benfica. Não esperava tal atitude, mas gostei e, por instantes, senti-me estar junto, não de uns jovens irrequietos e barulhentos, mas sim de uns homens e mulheres de palmo e meio...
O que mais me sensibilizou foi, quando cheguei à sala de aula do 8ºD e alguns alunos me pediram para que eu deixasse a turma fazer um minuto de silêncio em memória ao jogador do Benfica. Não esperava tal atitude, mas gostei e, por instantes, senti-me estar junto, não de uns jovens irrequietos e barulhentos, mas sim de uns homens e mulheres de palmo e meio...
domingo, janeiro 25, 2004
Lisboa: cidade com vida
Depois de ter vivido em Lisboa durante cinco anos, optei por me fixar e constituir família numa cidade de média dimensão do interior do país, no caso, Viseu. No entanto, continuo a ir a Lisboa, onde tenho família e amigos. Geralmente, desloco-me à capital ao fim-de-semana, onde a confusão é menor e se consegue "aproveitar" melhor o que a cidade tem para oferecer aos que a ela se deslocam.
Depois de ter passado o dia e a noite de ontem em Lisboa, tirei algumas constatações: a cidade continua a atrair muitos turistas estrangeiros que ficam maravilhados com os monumentos da nossa capital e a hospitalidade das pessoas; nos últimos tempos parece-me que se está a banalizar a colocação de placards publicitários nas paredes dos prédios devolutos da cidade, o que não é nada bonito para a imagem de Lisboa; a "praga" dos arrumadores de automóveis continua e parece alastrar; a variedade de espectáculos culturais parece estar a melhorar; os bairros históricos continuam, apesar das dificuldades, com vida.
Enfim, Lisboa, continua de braços abertos para os que a querem visitar. Pelo menos ao fim-de-semana. Mas, pode-se fazer sempre mais e melhor pela nossa capital...
Depois de ter passado o dia e a noite de ontem em Lisboa, tirei algumas constatações: a cidade continua a atrair muitos turistas estrangeiros que ficam maravilhados com os monumentos da nossa capital e a hospitalidade das pessoas; nos últimos tempos parece-me que se está a banalizar a colocação de placards publicitários nas paredes dos prédios devolutos da cidade, o que não é nada bonito para a imagem de Lisboa; a "praga" dos arrumadores de automóveis continua e parece alastrar; a variedade de espectáculos culturais parece estar a melhorar; os bairros históricos continuam, apesar das dificuldades, com vida.
Enfim, Lisboa, continua de braços abertos para os que a querem visitar. Pelo menos ao fim-de-semana. Mas, pode-se fazer sempre mais e melhor pela nossa capital...
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Até os polícias!!!
No dia em que os sindicatos da Função Pública se dedicaram a uma jornada de greve ao trabalho, as associações sócio-profissionais que representam os agentes de segurança da PSP vieram ameaçar o Governo de que pretendem usufruir do direito à greve. Era o que faltava!
A continuar com este tipo de reivindicações, qualquer dia temos os sindicatos a exigirem que o Governo não lhes corte com o salário nos dias de greve...
A continuar com este tipo de reivindicações, qualquer dia temos os sindicatos a exigirem que o Governo não lhes corte com o salário nos dias de greve...
Questões para sindicalistas responderem
1ª O número de funcionários públicos em Portugal não é excedentário em relação à média da UE e às necessidades vigentes?
2ª O salário médio na Função Pública não é maior em relação ao que é pago no Regime Geral?
3ª O número de horas semanais de trabalho na Função Pública não é menor em relação ao horário de trabalho semanal do sector privado?
4ª Os funcionários públicos não têm privilégios a mais, relativamente aos trabalhadores do sector privado (exemplo do número de dias que podem faltar com justificação, concessão de subsídio de refeição, horário fléxivel, intervalos para tomar o café, etc.)?
5ª Na Função Pública as subidas de escalão não são, actualmente e na prática, feitas de forma automática, com quase todos os funcionários públicos a terem nota de avaliação máxima?
6ª Os utentes da Função Pública, regra geral, não se queixam da forma lenta, antipática e confusa com que são atendidos na maioria das repatições públicas?
Quantas destas perguntas não terão respostas positiva? Quem se atreve a responder "não"?
2ª O salário médio na Função Pública não é maior em relação ao que é pago no Regime Geral?
3ª O número de horas semanais de trabalho na Função Pública não é menor em relação ao horário de trabalho semanal do sector privado?
4ª Os funcionários públicos não têm privilégios a mais, relativamente aos trabalhadores do sector privado (exemplo do número de dias que podem faltar com justificação, concessão de subsídio de refeição, horário fléxivel, intervalos para tomar o café, etc.)?
5ª Na Função Pública as subidas de escalão não são, actualmente e na prática, feitas de forma automática, com quase todos os funcionários públicos a terem nota de avaliação máxima?
6ª Os utentes da Função Pública, regra geral, não se queixam da forma lenta, antipática e confusa com que são atendidos na maioria das repatições públicas?
Quantas destas perguntas não terão respostas positiva? Quem se atreve a responder "não"?
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Esfregar de mãos...
Hoje à tarde, muitos dos funcionários públicos que afirmam ir fazer greve amanhã, estarão de malas aviadas para um fim-de-semana prolongado. Médicos, enfermeiros, professores, funcionários judiciais e muitos outros aproveitarão, mais uma vez, a convocação de uma greve para uma sexta-feira com o objectivo de fazerem umas mini-férias, longe do trabalho, que tanto desprezam. Mais uma vez, uma greve da treta!
Mas que sentido de responsabilidade!
Ontem vinha a vir do trabalho para casa e, como sempre, tinha o rádio sintonizado na TSF. Fiquei perplexo quando ouvi os resultados de um inquérito efectuado pela Ordem dos Advogados a todos os seus associados. O que mais me surpreendeu foi a forma descansada e quase orgulhosa como o seu Bastonário se referiu à percentagem de advogados que responderam ao referido inquérito: 45,7%. Afirmou Júdice que a taxa de respostas foi "invulgarmente elevada neste tipo de estudos". Dá vontade de rir...
Então num estudo realizado pela sua Ordem, sem qualquer tipo de custos para os inquiridos e respeitando a confidencialidade, nem sequer metade dos advogados se dá ao trabalho de responder a um simples inquérito e de o mandar à sua Ordem... Isto é que temos uma advocacia no nosso país!
Então num estudo realizado pela sua Ordem, sem qualquer tipo de custos para os inquiridos e respeitando a confidencialidade, nem sequer metade dos advogados se dá ao trabalho de responder a um simples inquérito e de o mandar à sua Ordem... Isto é que temos uma advocacia no nosso país!
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Bush sem papas na língua
No discurso de Bush sobre o Estado da União, o Presidente dos EUA afirmou a sua vontade de criar uma lei que proíba os casamentos de casais homossexuais, como resposta à aprovação em Novembro último do casamento entre homossexuais no Estado de Massachusetts. Por outro lado, o governo de Bush planeia destinar 1 bilião e meio de dólares para promover casamentos, especialmente entre os casais de baixos rendimentos.
Depois de há uns meses atrás ter-se visto tanta publicidade na televisão em torno de duas mulheres portuguesas que se "casaram" no Canadá, surge esta intenção de Bush em valorizar o conceito da família. Com o risco de me chamarem conservador e retrógrado, concordo inteiramente com estas medidas. Claro que os grupos de defesa dos homossexuais lá virão dizer mais uma vez que estão a ser perseguidos...
Não me repugna nada que dois homens queiram viver juntos; agora em relação a casarem-se e, como pretendem alguns, adoptarem cianças, por favor, tomem juízo. Por este andar e se não se tomarem medidas, daqui a uns tempos, a minoria ainda se torna em maioria!
Depois de há uns meses atrás ter-se visto tanta publicidade na televisão em torno de duas mulheres portuguesas que se "casaram" no Canadá, surge esta intenção de Bush em valorizar o conceito da família. Com o risco de me chamarem conservador e retrógrado, concordo inteiramente com estas medidas. Claro que os grupos de defesa dos homossexuais lá virão dizer mais uma vez que estão a ser perseguidos...
Não me repugna nada que dois homens queiram viver juntos; agora em relação a casarem-se e, como pretendem alguns, adoptarem cianças, por favor, tomem juízo. Por este andar e se não se tomarem medidas, daqui a uns tempos, a minoria ainda se torna em maioria!
Que silêncio...
O Governo português assinou hoje com o seu congénere espanhol o acordo do MIBEL, que cria o Mercado Ibérico de Electricidade. Achei interessante a forma silenciosa com os blogues de esquerda reagiram a este acontecimento. Quando se deu a liberalização dos preços dos combustíveis fartaram-se de falar; agora que se promoveu a liberalização dos preços da electricidade ficaram calados...
terça-feira, janeiro 20, 2004
Um debate estéril...
O debate a que ontem assistimos, no Programa Prós & Contras da RTP1, sobre a questão do aborto revelou-se, mais uma vez, estéril e pejado de informações incorrectas, no sentido de confundir as pessoas. Mas, a grande divergência entre as partes do sim e do não, que ontem foi bastante visível, centra-se no facto de uns terem como foco de atenção a liberdade de escolha que deve ser dada à mulher, enquanto que os outros direccionam a sua atenção para o problema da inviolabilidade do direito à vida do feto.
Enquanto a questão for dicotómica, como ontem o foi, chegar-se-á sempre ao final destes debates, que supostamente devem esclarecer, ainda mais confundidos e com opiniões extremistas e radicais. Por isso, deve-se primeiro esclarecer os termos em que devem ser debatidas as questões, para não acontecer o que a ontem se assistiu: três horas de muita conversa, mas pouco esclarecimento. Áh, e já agora, convém que os moderadores deste tipo de debates tentem, pelo menos, disfarçar a sua parcialidade... Só assim valerá a pena realizar debates sobre a questão do aborto.
Enquanto a questão for dicotómica, como ontem o foi, chegar-se-á sempre ao final destes debates, que supostamente devem esclarecer, ainda mais confundidos e com opiniões extremistas e radicais. Por isso, deve-se primeiro esclarecer os termos em que devem ser debatidas as questões, para não acontecer o que a ontem se assistiu: três horas de muita conversa, mas pouco esclarecimento. Áh, e já agora, convém que os moderadores deste tipo de debates tentem, pelo menos, disfarçar a sua parcialidade... Só assim valerá a pena realizar debates sobre a questão do aborto.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
Será desta?
O Presidente da República (PR) defendeu hoje, no encerramento da sessão solene de abertura do ano judicial, que o segredo de Justiça deve vincular também os jornalistas, apelando a uma reflexão sobre a necessidade de alteração da lei vigente.
Concordo inteiramente com esta ideia, mas será que alguém vai levar a sério o que disse Sampaio, depois das inúmeros queixumes que nos últimos tempos o PR tem vindo a fazer? E convém alertar que não chega reflectir; urge agir. Claro que a "bola" está agora do lado dos legisladores, impondo-se a existência de uma lei dura e firme contra a impunidade a que chegou o segredo de Justiça. Talvez só com a caticação da carteira de jornalista ou com a pribição de publicação de órgãos de comunicação social é que os jornalistas venham a ter mais respeito pelo segredo de justiça...
E convém não esquecer que as penas devem incluir tanto os que publicam a informação em segredo de Justiça, como aqueles que servem de pseudo-fonte jornalística. Veremos o que farão os deputados em termos de legislação.
Concordo inteiramente com esta ideia, mas será que alguém vai levar a sério o que disse Sampaio, depois das inúmeros queixumes que nos últimos tempos o PR tem vindo a fazer? E convém alertar que não chega reflectir; urge agir. Claro que a "bola" está agora do lado dos legisladores, impondo-se a existência de uma lei dura e firme contra a impunidade a que chegou o segredo de Justiça. Talvez só com a caticação da carteira de jornalista ou com a pribição de publicação de órgãos de comunicação social é que os jornalistas venham a ter mais respeito pelo segredo de justiça...
E convém não esquecer que as penas devem incluir tanto os que publicam a informação em segredo de Justiça, como aqueles que servem de pseudo-fonte jornalística. Veremos o que farão os deputados em termos de legislação.
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