Pelos recentes dados do INE, Portugal poderá vir a perder um quarto da sua população até 2050, como resultado da diminuição da taxa de natalidade e do crescimento da taxa de mortalidade. O problema principal reside ao nível dos valores estimados de fecundidade, que em 2050 rondarão os 1,3 crianças por mulher, o que é um valor manifestamente aquém dos 2,1 necessários para o regular índice de renovação das gerações.
Há poucos dias atrás, o Governo apresentou os "100 Compromissos para uma Política da Família", que apesar de englobar algumas medidas em defesa da família, fica algo aquém do que se exigiria de um compromisso devidamente sustentável e preocupado com o futuro populacional do País. Das 100 propostas, nenhuma tem um cariz verdadeiramente natalista, no sentido de discriminar positivamente, em termos fiscais, as famílias que tenham mais filhos.
Numa época em que cada vez há menos casamentos (e que são cada vez mais tardios) e que parece estar na moda o celibato e as uniões de facto não reprodutivas, já para não falar dos casos de homossexualidade, ainda tenho esperança que este Governo e o Ministro Bagão Félix coloquem a mão na consciência e apresentem verdadeiras propostas natalistas, a favor da família e da reprodução consciente e sustentável...
quarta-feira, março 31, 2004
terça-feira, março 30, 2004
O escritor que vive da polémica...
Não penso ler o muito falado romance de José Saramago. Aliás, nunca consegui ler até ao fim um único romance deste polémico escritor... Por um lado, porque sou pouco dado à ficção (aliás, não percebo o que leva tanta gente a ter a necessidade de se recrear com ficções, quando a realidade é tão profícua em conhecimento e enriquecimento intelectual). Por outro lado, considero a escrita de Saramago demasiado "martelada" e assente em determinadas premissas com as quais não me revejo...
Contudo, o que mais me incomoda em Saramago é a sua propensão para, à custa da polémica fácil e do que, moral e politicamente, é controverso ganhar protagonismo para, assim, ser campeão de vendas, mesmo que para isso tenha que questionar e pôr em causa o próprio conceito de democracia...
Contudo, o que mais me incomoda em Saramago é a sua propensão para, à custa da polémica fácil e do que, moral e politicamente, é controverso ganhar protagonismo para, assim, ser campeão de vendas, mesmo que para isso tenha que questionar e pôr em causa o próprio conceito de democracia...
De que se ri a esquerda portuguesa?
A esquerda portuguesa anda numa autêntica roda viva com os resultados das recentes eleições realizadas em Espanha e na França. Mesmo considerando o cariz diferenciado das eleições em causa e as diferentes razões objectivas que levaram a que os principais partidos de esquerda espanhol e francês saíssem vitoriosos dos respectivos actos eleitorias, a esquerda portuguesa não deixou de se regozijar com os resultados obtidos pelas suas congéneres europeias e tem-se desmultiplicado em artigos de opinião, dando "vivas" à suposta vassourada que a direita europeia estará a sofrer.
Atente-se no último artigo de Eduardo Prado Coelho (EPC) onde este se congratula com a recente derrota da direita francesa nas eleções regionais, dando a entender que também Durão Barroso irá colher os frutos da sua (segundo EPC) má governação. Já Mário Soares prefere profetizar a próxima grande derrota da direita, que irá, segundo ele, mudar o mundo: a de Bush nas próximas eleições americanas...
Ora, não percebo esta euforia da esquerda portuguesa com acontecimentos externos que pouco nos dizem respeito, quando internamente nos deparamos com uma esquerda sem propostas alternativas, protagonizada por um partido dominante cujo líder tem défice de carisma, falta de firmeza e se dá à vergonha de não descurar uma coligação governamental com um partido radical que se especializou na "arte" de desinformar e apelar à insurreição popular... Com uma esquerda de tão baixa categoria não sei o que leva alguns a rirem-se do que se passa lá por fora...
Atente-se no último artigo de Eduardo Prado Coelho (EPC) onde este se congratula com a recente derrota da direita francesa nas eleções regionais, dando a entender que também Durão Barroso irá colher os frutos da sua (segundo EPC) má governação. Já Mário Soares prefere profetizar a próxima grande derrota da direita, que irá, segundo ele, mudar o mundo: a de Bush nas próximas eleições americanas...
Ora, não percebo esta euforia da esquerda portuguesa com acontecimentos externos que pouco nos dizem respeito, quando internamente nos deparamos com uma esquerda sem propostas alternativas, protagonizada por um partido dominante cujo líder tem défice de carisma, falta de firmeza e se dá à vergonha de não descurar uma coligação governamental com um partido radical que se especializou na "arte" de desinformar e apelar à insurreição popular... Com uma esquerda de tão baixa categoria não sei o que leva alguns a rirem-se do que se passa lá por fora...
segunda-feira, março 29, 2004
O elo mais fraco...
Mais uma vez, os funcionários públicos vão ser beneficiados relativamente aos trabalhadores do sector privado na questão da tolerância de ponto que o Governo lhes concedeu para a tarde de 8 de Abril, Quinta-Feira Santa. Apesar de ser trabalhador do Estado, revolta-me o laxismo a que chegámos em termos de direitos laborais tidos como banais e adquiridos.
É por esta e por outras que defendo uma completa reforma da Administração Pública, que valorize a competência, a responsabilização e a produtividade, fixando regalias para os que cumprem eficazmente a sua missão e punindo os que pensam apenas no seu posto de trabalho, não como isso mesmo, mas sim como um emprego fixo e vitalício. Urge, pois que este Governo combata os vícios de que padece a Administração Pública portuguesa e que não se deixe "abalar" pela cassete dos Sindicatos. Contudo, muito mais haveria que mudar. A começar, por exemplo, pela abolição das tolerâncias de ponto e de muitos feriados que não têm razão de existir...
É por esta e por outras que defendo uma completa reforma da Administração Pública, que valorize a competência, a responsabilização e a produtividade, fixando regalias para os que cumprem eficazmente a sua missão e punindo os que pensam apenas no seu posto de trabalho, não como isso mesmo, mas sim como um emprego fixo e vitalício. Urge, pois que este Governo combata os vícios de que padece a Administração Pública portuguesa e que não se deixe "abalar" pela cassete dos Sindicatos. Contudo, muito mais haveria que mudar. A começar, por exemplo, pela abolição das tolerâncias de ponto e de muitos feriados que não têm razão de existir...
domingo, março 28, 2004
Menos um na lista...
António Guterres afirmou ontem que não é "candidato a candidato" e que, portanto, não pensa entrar na corrida às eleições para a Presidência da República. Mais uma dor de cabeça para Ferro Rodrigues e uma boa notícia para Soares, que, provavelmente, ainda pensa numa vaga de fundo...
Depois da intervenção de Guterres, ontem em Leiria, fica provado que Guterres se revelou um completo erro de "casting" na política portuguesa, com prestações louváveis na oposição, mas sem firmeza para estar à frente de um Governo... A forma como justificou a sua demissão do cargo de Primeiro-Ministro revela falta de carisma, aborrecimento da política e pouco sentido de Estado.
Entretanto, a guerrilha político-partidária é para durar no PS. Com a direita a sorrir...
Depois da intervenção de Guterres, ontem em Leiria, fica provado que Guterres se revelou um completo erro de "casting" na política portuguesa, com prestações louváveis na oposição, mas sem firmeza para estar à frente de um Governo... A forma como justificou a sua demissão do cargo de Primeiro-Ministro revela falta de carisma, aborrecimento da política e pouco sentido de Estado.
Entretanto, a guerrilha político-partidária é para durar no PS. Com a direita a sorrir...
sábado, março 27, 2004
Ainda acerca da pobreza em Portugal...
Ontem, no programa da SIC Notícias, Expresso da Meia-Noite, falou-se sobre os mais recentes números vindos a público a propósito do fenómeno da pobreza em Portugal. No dito programa, o Professor Bruto da Costa, especialista na matéria, com variadíssimos estudos realizados, explanou de viva voz algumas das considerações sobre este fenómeno, do qual alguns políticos da nossa praça se aproveitaram para fazer guerrilha poítica, com destaque para Ferro Rodrigues, Carlos Carvalhas e, o sempre incontornável, Mário Soares.
Afirmou Bruto da Costa que não se pode dizer que o fenómeno da pobreza se agudizou nos últimos anos e que, muito menos, se deve tentar equiparar a pobreza actual com a pobreza de há vinte anos atrás. E, isto porque o conceito do que é ser-se pobre evolui no tempo e a consciência que cada um tem do seu nível de vida é muito relativa e dependente das expectativas que cada um tem e, inclusivé, da literacia que se possui para responder a inquéritos, muitas vezes, incompreendidos pela população menos instruída.
Não se faça, pois, da pobreza, motivo de disputa político-partidária... Estude-se, seriamente, o fenómeno da pobreza em Portugal e, em vez de o combatermos apenas com obras de caridade, invista-se na educação, na formação profissional e na iniciativa privada...
Afirmou Bruto da Costa que não se pode dizer que o fenómeno da pobreza se agudizou nos últimos anos e que, muito menos, se deve tentar equiparar a pobreza actual com a pobreza de há vinte anos atrás. E, isto porque o conceito do que é ser-se pobre evolui no tempo e a consciência que cada um tem do seu nível de vida é muito relativa e dependente das expectativas que cada um tem e, inclusivé, da literacia que se possui para responder a inquéritos, muitas vezes, incompreendidos pela população menos instruída.
Não se faça, pois, da pobreza, motivo de disputa político-partidária... Estude-se, seriamente, o fenómeno da pobreza em Portugal e, em vez de o combatermos apenas com obras de caridade, invista-se na educação, na formação profissional e na iniciativa privada...
sexta-feira, março 26, 2004
Não há ninguém que o mande calar?
Está a tornar-se algo repetitivo vir aqui tecer algumas considerações sobre as afirmações proferidas por Mário Soares. Mas, ultimamente, os disparates que esta personagem tem dito têm sido tantos, que todos aqueles que votaram neste Governo (e, convém não esquecer, foram a maioria!) não podem ficar calados perante a ofensiva que Soares e seus acólitos têm feito contra a política da maioria PSD/PP. Lá que Soares se queira meter com Portas e o seu partido, é lá com ele; agora, vir de forma recorrente intoxicar a opinião pública menos informada com autênticas mentiras, revela uma falta de respeito pela maioria que aprova a política deste Governo. Ele que deixe essa estratégia guerreira para Ferro Rodrigues e os deputados da oposição!
Desta vez, Mário Soares acusou este Governo de ter colocado Portugal na situação "mais difícil" desde o 25 de Abril de 1974. Ora, será que Soares anda com amnésia e já se esqueceu como se vivia em Portugal nos princípios da década de 80? E, será que não se recorda que foi durante o seu Governo, em 1983, que Portugal teve de recorrer ao programa de estabilização económica do FMI para ultrapassar a grave crise económica que assolou o País?
Deixo aqui apenas alguns números da situação de Portugal em 1983, cujo Governo foi liderado por Mário Soares: a inflação rondava os 26%, o défice orçamental era de 11%, a dívida externa ascendia aos 60% do PNB, a taxa de desemprego era superior a 10%, o salário mínimo era de 13 contos, a taxa de mortalidade infantil era de 2%... Convém não nos esquecermos das dificuldades porque Portugal já passou, para sabermos dar valor ao que temos no presente!
Desta vez, Mário Soares acusou este Governo de ter colocado Portugal na situação "mais difícil" desde o 25 de Abril de 1974. Ora, será que Soares anda com amnésia e já se esqueceu como se vivia em Portugal nos princípios da década de 80? E, será que não se recorda que foi durante o seu Governo, em 1983, que Portugal teve de recorrer ao programa de estabilização económica do FMI para ultrapassar a grave crise económica que assolou o País?
Deixo aqui apenas alguns números da situação de Portugal em 1983, cujo Governo foi liderado por Mário Soares: a inflação rondava os 26%, o défice orçamental era de 11%, a dívida externa ascendia aos 60% do PNB, a taxa de desemprego era superior a 10%, o salário mínimo era de 13 contos, a taxa de mortalidade infantil era de 2%... Convém não nos esquecermos das dificuldades porque Portugal já passou, para sabermos dar valor ao que temos no presente!
quarta-feira, março 24, 2004
Nem um pedido de autorização sabem formular!
Como é que seis mil estudantes podem ir atrás da conversa de dirigentes estudantis que marcam uma manifestação em Lisboa, desde a Cidade Universitária até São Bento, ao longo de vários quilómetros, e nem se lembram de pedir a respectiva autorização ao Governo Civil de Lisboa? Com universitários deste calibre, este país não vai longe...
Quanto às razões do protesto, são as de sempre: manifestam-se pelo reforço da acção social e contra o aumento das propinas, "esquecendo-se" de que os alunos realmente carenciados têm acesso a bolsas de estudo, residências universitárias e isenção de propinas.
Quanto às razões do protesto, são as de sempre: manifestam-se pelo reforço da acção social e contra o aumento das propinas, "esquecendo-se" de que os alunos realmente carenciados têm acesso a bolsas de estudo, residências universitárias e isenção de propinas.
Uma proposta a ponderar
Penso que a proposta apresentada pelo PS para que o horário de votação nas próximas eleições europeias seja alargado até às 22h00 só deverá ser levada a sério se tal medida for aplicada em futuras eleições e não se cinja às do próximo dia 13 de Junho.
Tendo em conta que a abstenção em Portugal tem vindo a aumentar nos últimos anos, sobretudo nas eleições para o Parlamento Europeu, mas também nas demais, e já que todas as campanhas feitas para que se valorize o acto cívico de votar não parecem dar resultado, não me incomoda nada que uma das formas possíveis de diminuir os índices abstencionistas dos portugueses passe por se alargar o horário de votação. Mas, não se deve ficar por aqui...
Não seria tempo de se reformar todo o sistema eleitoral, desde a forma como as eleições decorrem em termos de propanganda eleitoral e do processo "artesanal" como decorrem até à redefinição das regras dos candidatos eleitorais, em termos de limite de mandatos e de alteração dos círculos uninominais?
Finalmente, não me repugnaria nada que o dever cívico de votar se tornasse obrigatório ou então que se punisse de alguma forma todos aqueles que não votam, mas passam todo o tempo a queixar-se dos políticos...
Tendo em conta que a abstenção em Portugal tem vindo a aumentar nos últimos anos, sobretudo nas eleições para o Parlamento Europeu, mas também nas demais, e já que todas as campanhas feitas para que se valorize o acto cívico de votar não parecem dar resultado, não me incomoda nada que uma das formas possíveis de diminuir os índices abstencionistas dos portugueses passe por se alargar o horário de votação. Mas, não se deve ficar por aqui...
Não seria tempo de se reformar todo o sistema eleitoral, desde a forma como as eleições decorrem em termos de propanganda eleitoral e do processo "artesanal" como decorrem até à redefinição das regras dos candidatos eleitorais, em termos de limite de mandatos e de alteração dos círculos uninominais?
Finalmente, não me repugnaria nada que o dever cívico de votar se tornasse obrigatório ou então que se punisse de alguma forma todos aqueles que não votam, mas passam todo o tempo a queixar-se dos políticos...
Está mais que visto quem manda no PS...
O Público noticia hoje que Mário Soares está a tentar envolver António Gueterres na pré-campanha do PS para as eleições europeias. Sob o "disfarce" de um jantar-debate sobre globalização, marcado para o próximo sábado no distrito de Leiria, Mário Soares quer reunir na mesma sala, além dele próprio, Ferro Rodrigues, Sousa Franco e António Guterres, para assim captar a atenção dos meios televisivos e fazer deste acontecimento um verdadeiro show-off mediático, a cheirar a pré-campanha para as eleições do Parlamento Europeu.
Resta saber se algum dos convidados tem a coragem de responder "não" ao convite do pai dos socialistas. Entretanto, fica a certeza que quem manda no PS é, efectivamente, Mário Soares...
Resta saber se algum dos convidados tem a coragem de responder "não" ao convite do pai dos socialistas. Entretanto, fica a certeza que quem manda no PS é, efectivamente, Mário Soares...
terça-feira, março 23, 2004
E se tivesse sido o Bin Laden?
A morte do fundador e líder espiritual do Hamas, Ahmed Yassin, por tropas israelitas foi condenada pela generalidade da comunidade internacional. Depois dos acontecimentos de 11 de Março em Madrid, importa analisar a forma como quase todos os países do Mundo, com excepção dos EUA, receberam a notícia do desaparecimento de alguém que, por trás de um corpo frágil e inofensivo, escondia o prazer pela morte e terror perpretados à população civil israelita. Estamos a falar de um homem que nunca aceitou o Estado de Israel e que afirmou jamais ceder enquanto os judeus não saíssem da "Terra Santa"...
Penso que a condenação do acto israelita é uma espécie de reacção "politicamente" correcta que tem a ver, mais com a gestão das palavras, agora que a Europa está amedrontada pelo perigo terrorista, do que propriamente com o que os líderes das Nações democráticas e livres realmente pensam, mas que não podem, para bem da população, exteriorizá-lo.
A pergunta que faço é a seguinte: E se tivesse sido Bin Laden? Também teríamos assistido a esta condenação generalizada da morte de alguém que vive da morte alheia? Lá no fundo, estou certo que a maioria dos líderes ocidentais estarão à espera que Bin Laden siga o caminho do seu "amigo" Yassin...
A única condenação que faço a Israel é a forma como liquidou este carrasco da morte. Penso que o ideal seria, no futuro, tratar estas autênticas criaturas da morte com mandatos judiciais que permitam às autoridades israelitas capturar os lideres e seguidores das organizações terroristas palestinianas e entregá-los aos tribunais independentes para que, assim, estes os possam julgar... Mas, em casos extremos, medidas extremas!
Penso que a condenação do acto israelita é uma espécie de reacção "politicamente" correcta que tem a ver, mais com a gestão das palavras, agora que a Europa está amedrontada pelo perigo terrorista, do que propriamente com o que os líderes das Nações democráticas e livres realmente pensam, mas que não podem, para bem da população, exteriorizá-lo.
A pergunta que faço é a seguinte: E se tivesse sido Bin Laden? Também teríamos assistido a esta condenação generalizada da morte de alguém que vive da morte alheia? Lá no fundo, estou certo que a maioria dos líderes ocidentais estarão à espera que Bin Laden siga o caminho do seu "amigo" Yassin...
A única condenação que faço a Israel é a forma como liquidou este carrasco da morte. Penso que o ideal seria, no futuro, tratar estas autênticas criaturas da morte com mandatos judiciais que permitam às autoridades israelitas capturar os lideres e seguidores das organizações terroristas palestinianas e entregá-los aos tribunais independentes para que, assim, estes os possam julgar... Mas, em casos extremos, medidas extremas!
domingo, março 21, 2004
Como combater a pobreza...
A pobreza, em qualquer país do mundo, não é de fácil resolução. Contudo, quanto mais desenvolvido for o país, melhores meios haverá, em princípio, que permitam reduzir os casos de pobreza. Um país rico, não significa que tenha o mesmo nível de desenvolvimento. Atente-se por exemplo aos EUA, que apesar de serem o país mais rico do mundo, ficam atrás dos países nórdicos da Europa, em termos de desenvolvimento humano. Mas, mesmo os países mais desenvolvidos do mundo apresentam situações de pobreza, não tão graves como as existentes em Portugal, mas com dimensão considerável.
Ora, vem tudo isto a propósito dos resultados de um estudo levado a cabo por alguns investigadores portugueses, segundo o qual a pobreza em Portugal atinge, pelo menos 200 000 indivíduos. A verdade é que, apesar da melhoria geral das condições de vida dos portugueses, desde a entrada de Portugal na CEE, muito há ainda por fazer nesta problemática.
Ao contrário do que a esquerda pensa, acho que a pobreza não se combate com a política da subsídio-dependência, mas sim com uma política socio-económica sustentável, que permita o fortalecimento de uma classe média auto-suficiente, que liberte o Estado para a incumbência de tratar os casos mais extremos, relacionados com o alcoolismo, a toxicodependência ou outros comportamentos desviantes.
Ora, em relação à pobreza "escondida" existente, sobretudo, nos meios rurais e, na maior parte das vezes, relacionada com a falta de instrução da população residente, penso que este flagelo deverá ser combatido através de uma aposta clara na educação e no fortalecimento das cidades de média dimensão, capazes de servir de "escape" à mão-de-obra disponível no meio rural. Quero com isto dizer que, só tomando políticas de desenvolvimento do interior português e das cidades de média dimensão, como Viseu, Vila Real, Portalegre, Beja e outras é que se poderá diminuir a pobreza ligada à população que depende da agricultura de auto-subsistência e à população que, sem estudos, tem de emigrar ou "refugiar-se" em situações desviantes e de subsídio-dependência...
Claro que os partidos de esquerda têm dificuldade em perceber este ponto de vista e preferem apontar culpas, em vez de estudar soluções... Mas, muito mais haveria que dizer sobre este assunto de tão difícil resolução.
Ora, vem tudo isto a propósito dos resultados de um estudo levado a cabo por alguns investigadores portugueses, segundo o qual a pobreza em Portugal atinge, pelo menos 200 000 indivíduos. A verdade é que, apesar da melhoria geral das condições de vida dos portugueses, desde a entrada de Portugal na CEE, muito há ainda por fazer nesta problemática.
Ao contrário do que a esquerda pensa, acho que a pobreza não se combate com a política da subsídio-dependência, mas sim com uma política socio-económica sustentável, que permita o fortalecimento de uma classe média auto-suficiente, que liberte o Estado para a incumbência de tratar os casos mais extremos, relacionados com o alcoolismo, a toxicodependência ou outros comportamentos desviantes.
Ora, em relação à pobreza "escondida" existente, sobretudo, nos meios rurais e, na maior parte das vezes, relacionada com a falta de instrução da população residente, penso que este flagelo deverá ser combatido através de uma aposta clara na educação e no fortalecimento das cidades de média dimensão, capazes de servir de "escape" à mão-de-obra disponível no meio rural. Quero com isto dizer que, só tomando políticas de desenvolvimento do interior português e das cidades de média dimensão, como Viseu, Vila Real, Portalegre, Beja e outras é que se poderá diminuir a pobreza ligada à população que depende da agricultura de auto-subsistência e à população que, sem estudos, tem de emigrar ou "refugiar-se" em situações desviantes e de subsídio-dependência...
Claro que os partidos de esquerda têm dificuldade em perceber este ponto de vista e preferem apontar culpas, em vez de estudar soluções... Mas, muito mais haveria que dizer sobre este assunto de tão difícil resolução.
sábado, março 20, 2004
Não se podem queixar do tempo!
Com o dia favorável a manifestações (bom tempo, sem chuva, nem frio), foram apenas cerca de 5 000 pessoas que desfilaram pela tarde desde o Largo do Camões até à Praça do Município, em Lisboa, em defesa da paz e da retirada das tropas portuguesas do Iraque. Segundo a comunicação social, a marcha, que foi bastante publicitada, teve a participação de cerca de 90 associações cívicas, entre sindicatos, ONG`s e, inclusivé, partidos de esquerda. Ora, com tanta associação a aderir à marcha, conseguir reunir apenas cerca de 5 000 manifestantes é, deveras, confrangedor, ainda para mais, quando à frente da marcha estiveram personalidades tão conhecidas como os líderes da CGTP, do PCP e do BE...
Se tivesse chovido teriam facilmente arranjado justificação para a reduzida adesão, mas com o tempo que esteve, qual será a desculpa?
Se tivesse chovido teriam facilmente arranjado justificação para a reduzida adesão, mas com o tempo que esteve, qual será a desculpa?
A postura da integridade e da firmeza
A posição de Cavaco Silva relativamente ao combate a travar contra o terrorismo, rejeitando o diálogo com organizações que semeim a morte de forma indiscriminada e defendendo a cooperação entre as democracias, revela bem a diferença existente entre Soares e Cavaco. Aos poucos, o pacato cidadão português (independentemente do seu partido) vai tendo a convicção firme que Cavaco Silva será um excelente Presidente da República, com uma postura institucional de seriedade, integridade e responsabilidade.
Entretanto, o PS resolveu "esconder-se" das recentes declarações de Soares sobre a sua proposta para se dialogar com os terroristas e afirmou não comentar declarações de camaradas do partido. Esquece-se é que já comentou, anteriormente, muitas declarações suas quando estas lhe convinham... Por este andar, parece que só com o desaparecimento (infelizmente!) de Soares é que o PS se libertará das suas amarras!
Entretanto, o PS resolveu "esconder-se" das recentes declarações de Soares sobre a sua proposta para se dialogar com os terroristas e afirmou não comentar declarações de camaradas do partido. Esquece-se é que já comentou, anteriormente, muitas declarações suas quando estas lhe convinham... Por este andar, parece que só com o desaparecimento (infelizmente!) de Soares é que o PS se libertará das suas amarras!
sexta-feira, março 19, 2004
Sondagens para todos os gostos...
Tema: Eleições para o Parlamento Europeu.
Primeira página da revista Visão: PS 47%; PSD/PP 22%.
Uma das primeiras notícias do Jornal da Noite da SIC: PSD/PP 38%; PS 37%.
Será que ainda há gente que se deixa levar pelos números das sondagens?
Primeira página da revista Visão: PS 47%; PSD/PP 22%.
Uma das primeiras notícias do Jornal da Noite da SIC: PSD/PP 38%; PS 37%.
Será que ainda há gente que se deixa levar pelos números das sondagens?
A diferença à vista...
A comunicação feita hoje por Jorge Sampaio aos País revela bem as diferenças de postura e intervenção que distinguem os mandatos de Mário Soares dos de Jorge Sampaio, com este último a destacar-se, positivamente, pelo sentido de Estado que o caracteriza e a independência revelada face às normais guerrilhas político-partidárias...
Como seria se, actualmente, alguém como Mário Soares estivesse no cargo de Presidente da República (PR)? Onde estariam os exemplos de independência, responsabilização e integridade que devem caracterizar a intervenção do PR? Felizmente, Sampaio tem sabido distanciar-se da conduta preconiza pelo seu antecessor...
Como seria se, actualmente, alguém como Mário Soares estivesse no cargo de Presidente da República (PR)? Onde estariam os exemplos de independência, responsabilização e integridade que devem caracterizar a intervenção do PR? Felizmente, Sampaio tem sabido distanciar-se da conduta preconiza pelo seu antecessor...
Dialogar com quem!?
Que adjectivos se poderão utilizar para qualificar a proposta de Mário Soares no sentido de que se deve dialogar com organizações terroristas para fomentar a paz? Convém não nos esquecermos de que falamos de terroristas que pouca ou nenhuma consideração têm pela vida de inocentes e que se servem da morte alheia para proclamar os seus ideais de anti-democracia e anti-liberdade.
Nos últimos tempos, Mário Soares tem-se evidenciado, mais pela controvérsia e pela polémica, do que propriamente pela maturidade e civismo interventivos, o que para um ex-Presidente da República não é nada prestigiante... Ainda para mais, nesta sua última intervenção, Soares tenta servir-se do exemplo da descolonização levada a efeito durante o seu Governo como forma de justificar a hipótese de se dialogar com os terroristas, como se, alguma vez, a descolonização de Angola ou Moçambique fossem exemplos de paz e desenvolvimento...
Não há pachorra para os recorrentes "tiros" ao lado de Mário Soares!
Nos últimos tempos, Mário Soares tem-se evidenciado, mais pela controvérsia e pela polémica, do que propriamente pela maturidade e civismo interventivos, o que para um ex-Presidente da República não é nada prestigiante... Ainda para mais, nesta sua última intervenção, Soares tenta servir-se do exemplo da descolonização levada a efeito durante o seu Governo como forma de justificar a hipótese de se dialogar com os terroristas, como se, alguma vez, a descolonização de Angola ou Moçambique fossem exemplos de paz e desenvolvimento...
Não há pachorra para os recorrentes "tiros" ao lado de Mário Soares!
quinta-feira, março 18, 2004
Uma semana para discutir a educação...
O Presidente Jorge Sampaio anunciou ontem que irá dinamizar a Semana da Educação entre os dias 4 e 7 de Maio, por forma a que o país possa discutir o estado da educação em Potugal, com destaque para os temas do abandono escolar e da escolaridade obrigatória. Penso que também se deveriam discutir outros temas como os da gestão escolar, da indisciplina e das alternativas ao ensino regular.
Esperemos que esta acção do Presidente da República tenha efeitos práticos no sentido de despertar todos os intervenientes na área do ensino (Governo, professores, pais e estudantes) para a resolução dos verdadeiros problemas da educação portuguesa e que não se assista a mais uma multiplicação de discursos que ficam no papel e que poucos efeitos práticos têm...
Esperemos que esta acção do Presidente da República tenha efeitos práticos no sentido de despertar todos os intervenientes na área do ensino (Governo, professores, pais e estudantes) para a resolução dos verdadeiros problemas da educação portuguesa e que não se assista a mais uma multiplicação de discursos que ficam no papel e que poucos efeitos práticos têm...
quarta-feira, março 17, 2004
A casa está arrumada...
Passados dois anos da eleição da maioria PSD-PP para conduzir os destinos de Portugal, começam a sentir-se os primeiros sinais de que a retoma económica está à porta e de que as contas internas estão no sentido do equilíbrio sustentável. Os livros de economia dizem que só pode haver uma verdadeira política social, havendo uma economia forte e firme. Ora, passados dois anos de sacríficios, causados pelo desastre governativo socialista e pela crise económica mundial, o Governo de Durão Barroso parece estar agora em condições de começar a aumentar o investimento público e de aprofundar algumas políticas reformistas que iniciou, com destaque para as reformas da administração pública e da administração tributária, além de concretizar diversas mudanças necessárias ao nível da justiça, da saúde e da educação.
Esperemos que os ventos da bonança avancem pelo país fora e que os próximos dois anos sejam de optimismo e de confiança nas capacidades de Potugal para vencer neste mundo cada vez mais competitivo e globalizante... Derrotemos de uma vez por todas os "velhos do Restelo" deste país! Ainda para mais agora quando esses "servos do fatalismo" se servem do medo do terror para fazer guerrilha política...
Esperemos que os ventos da bonança avancem pelo país fora e que os próximos dois anos sejam de optimismo e de confiança nas capacidades de Potugal para vencer neste mundo cada vez mais competitivo e globalizante... Derrotemos de uma vez por todas os "velhos do Restelo" deste país! Ainda para mais agora quando esses "servos do fatalismo" se servem do medo do terror para fazer guerrilha política...
terça-feira, março 16, 2004
"Não tenham medo"
Ontem fui ver o controverso filme de Mel Gibson, "A Paixão de Cristo", que retrata as últimas doze horas da vida de Jesus Cristo, antes da sua crucificação. Muito se tem escrito sobre o(s) culpado(s) da morte de Jesus: se foram os judeus ou os romanos que permitiram o massacre infligido a Cristo. Penso que esta é uma visão muito redutora e limitada de abordar o filme, pois o essencial da obra de Mel Gibson, é quanto a mim, o despertar das consciências adormecidas que as mais de duas horas de filme potenciam no espectador mais frio e insensível.
Numa das cenas do filme, Jesus diz aos seus discípulos para não terem medo do que estará para contecer brevemente. Referia-se à sua crucificação... Neste tempo, dominado pelo medo do terror, esperemos que o visionamento de "A Paixão de Cristo" desperta nas consciências mais incrédulas e temerosas, a força que se deve ter para combater o terrorismo e todos aqueles que querem inundar de medo as sociedades democráticas e livres...
Numa das cenas do filme, Jesus diz aos seus discípulos para não terem medo do que estará para contecer brevemente. Referia-se à sua crucificação... Neste tempo, dominado pelo medo do terror, esperemos que o visionamento de "A Paixão de Cristo" desperta nas consciências mais incrédulas e temerosas, a força que se deve ter para combater o terrorismo e todos aqueles que querem inundar de medo as sociedades democráticas e livres...
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