Ontem fui assistir ao filme "O Dia Depois de Amanhã", que funciona como um autêntico "panfleto" de alerta para os perigos que a Humanidade pode vir a sofrer, caso os países mais desenvolvidos do mundo, com destaque para os EUA, continuem a insistir numa política de "brincar" com a Natureza.
Mais importante do que analisar minuciosamente o argumento do filme e a forma como a ficção se pode ou não transformar em realidade, importa realçar a mensagem que o filme pretende transmitir, por forma a consciencializar a população em geral para os perigos das alterações climáticas que o efeito de estufa está a provocar na planeta Terra.
O facto do realizador Roland Emmerich ter recorrido a cenas de uma excessiva espectacularidade, não deve servir de embuste para menosprezar esta obra, que tem uma função muito mais cívica, do que apenas servir de entretenimento ao espectador. Por outro lado, a crítica que é feita, directamente, à Administração Bush e a ironia de serem, desta vez, os EUA a terem que pedir auxílio ao México, numa situação de crise, funcionam como duas pedras no lamaçal que é o actual processo de relações entre os países do Norte e os do Sul.
Enfim, este é um filme que vai mais além do que a simples tarefa de entreter o espectador através da monumentalidade e da espectacularidade das cenas feitas em computador. A defesa e o respeito pelo Ambiente deve ser a mensagem que valerá a pena interiorizar deste filme, sobretudo para os governantes dos países mais poluídores...
segunda-feira, maio 31, 2004
sexta-feira, maio 28, 2004
Eleições entre música e futebol...
Começou hoje, pelo menos formalmente, a campanha para as eleições europeias. Contudo, com a comunicação social a conceder total destaque ao futebol, nomeadamente ao EURO 2004, e aos vários festivais de música que se aproximam (com enfâse para o Rock in Rio), a verdade é que a campanha para as eleições europeias parece vir a passar completamente ao lado do interesse dos portugueses.
Com o povo português completamente absorvido pelas notícias que andam à volta do FCP campeão europeu, a novela Mourinho, a prestação da selecção nacional no EURO 2004 e o início dos festivais de Verão de música, as eleições que se aproximam para o Parlamento Europeu arriscam-se a bater todos os recordes de abstenção até agora verificados. A juntar a estas contrariedades, há ainda a acrescentar o desinteresse provocado pelos debates amorfos e inócuos que se avizinham entre os cabeças de lista dos vários partidos. Se, por um lado, teremos Deus Pinheiro e Sousa Franco a discutirem a prestação económica do actual e do anterior Governos, é quase certo que do outro lado assistiremos à habitual guerrilha de palavras para ver qual dos partidos de esquerda (PCP ou BE) mais desce de nível.
Enfim, o próximo mês promete ser de autêntica overdose de futebol e música. Os políticos "agradecem"...
Com o povo português completamente absorvido pelas notícias que andam à volta do FCP campeão europeu, a novela Mourinho, a prestação da selecção nacional no EURO 2004 e o início dos festivais de Verão de música, as eleições que se aproximam para o Parlamento Europeu arriscam-se a bater todos os recordes de abstenção até agora verificados. A juntar a estas contrariedades, há ainda a acrescentar o desinteresse provocado pelos debates amorfos e inócuos que se avizinham entre os cabeças de lista dos vários partidos. Se, por um lado, teremos Deus Pinheiro e Sousa Franco a discutirem a prestação económica do actual e do anterior Governos, é quase certo que do outro lado assistiremos à habitual guerrilha de palavras para ver qual dos partidos de esquerda (PCP ou BE) mais desce de nível.
Enfim, o próximo mês promete ser de autêntica overdose de futebol e música. Os políticos "agradecem"...
quinta-feira, maio 27, 2004
Festa com o Benfica na boca...
O FCP sagrou-se vencedor da Liga dos Campeões e logo muitos adeptos portistas tiveram que vir para as ruas comemorar a justa vitória averbada, não com vivas ao seu clube, mas sim mandando bocas ao Glorioso...
Claro que nem todos os portistas são mal-educados e, adeptos fanáticos há-os em todos os clubes. Mas, a forma como muita gente da cidade do Porto e arredores fomenta o ódio a Lisboa é, no mínimo, deplorável. E, agora, já nem o Mourinho poupam nas críticas...
Parabéns ao FCP. Mas, não se esqueçam que o Benfica ainda há uns dias atrás ganhou aos campeões da Europa...
Claro que nem todos os portistas são mal-educados e, adeptos fanáticos há-os em todos os clubes. Mas, a forma como muita gente da cidade do Porto e arredores fomenta o ódio a Lisboa é, no mínimo, deplorável. E, agora, já nem o Mourinho poupam nas críticas...
Parabéns ao FCP. Mas, não se esqueçam que o Benfica ainda há uns dias atrás ganhou aos campeões da Europa...
quarta-feira, maio 26, 2004
Sintoma de precaridade...
Segundo dados do INE, o número de crianças nascidas fora do casamento representa já um quarto do total de nascimentos em Portugal (25,5% em 2002). Esta realidade deve-se a vários factores, entre os quais se destacam o aumento das uniões de facto, o crescimento da taxa de divórcios e a preferência crescente pelo celibato.
Contudo, este é também um sinal de precaridade por valores que há uns anos atrás eram tidos quase como que intocáveis. Como acentuam prestigiados sociólogos do Instituto de Ciências Sociais ouvidos pelo Público, "longe de poderem ser vistos como a realização do ideal moderno da relação conjugal, os actuais nascimentos fora do casamento são antes um sintoma de precariedades várias".
Quer se queira, quer não, a verdade é que a banalização dos nascimentos fora do casamento cria na sociedade e, sobretudo, nas camadas mais jovens, um certo desrespeito por normas civilizacionais que, até há bem pouco tempo eram convenientemente preservadas.
Nascer no seio de uma "família" complexa e desregulada, com um pai que tem filhos de outra mulher com quem está casado ou com uma mãe que já o foi antes noutra família, cria uma instabilidade emocional nessas crianças, que, muitas vezes, está na origem de comportamentos de risco que essas crianças adoptam. Por outro lado, o acompanhamento que os legítimos pais deveriam fazer para com os seus filhos, nestas circunstâncias de instabilidade, não é, muitas vezes, o melhor, com consequências negativas ao nível escolar e social.
Seja como for, os portugueses continuam a preferir o casamento e a maior parte continua a casar-se na Igreja Católica, o que é prova de como as ideias libertárias de alguns ainda não são regra. Felizmente...
Contudo, este é também um sinal de precaridade por valores que há uns anos atrás eram tidos quase como que intocáveis. Como acentuam prestigiados sociólogos do Instituto de Ciências Sociais ouvidos pelo Público, "longe de poderem ser vistos como a realização do ideal moderno da relação conjugal, os actuais nascimentos fora do casamento são antes um sintoma de precariedades várias".
Quer se queira, quer não, a verdade é que a banalização dos nascimentos fora do casamento cria na sociedade e, sobretudo, nas camadas mais jovens, um certo desrespeito por normas civilizacionais que, até há bem pouco tempo eram convenientemente preservadas.
Nascer no seio de uma "família" complexa e desregulada, com um pai que tem filhos de outra mulher com quem está casado ou com uma mãe que já o foi antes noutra família, cria uma instabilidade emocional nessas crianças, que, muitas vezes, está na origem de comportamentos de risco que essas crianças adoptam. Por outro lado, o acompanhamento que os legítimos pais deveriam fazer para com os seus filhos, nestas circunstâncias de instabilidade, não é, muitas vezes, o melhor, com consequências negativas ao nível escolar e social.
Seja como for, os portugueses continuam a preferir o casamento e a maior parte continua a casar-se na Igreja Católica, o que é prova de como as ideias libertárias de alguns ainda não são regra. Felizmente...
segunda-feira, maio 24, 2004
Assim não...
Na passada quinta-feira, a Assembleia da República aprovou, sob proposta do Governo, a nova Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) apenas com os votos dos deputados da maioria PSD/PP.
Quando se trata de alterar uma Lei de Bases, seja da educação ou de qualquer outro sector, é imprescindível que, para que a mesma tenha algum efeito positivo prático, haja um largo consenso parlamentar. Só assim poderemos ter a certeza de que um novo Governo, de outra cor partidária, não desfaça o que o anterior fez.
Ora, o que se passou com esta nova LBSE foi de uma completa falta de bom senso, tanto por parte do Governo, como por parte da oposição. Por um lado, os partidos da oposição tiveram uma postura de travão, evidenciando desde o início pouca vontade em colaborar na aprovação de uma Lei que trespassa todo o sistema educacional português e que, desde logo, serve de pilar ao nosso desenvolvimento humano. Por outro lado, o Governo, apesar da maioria confortável que o sustenta, pouco ou nada aceitou das propostas avançadas pela oposição.
De um Governo quer-se e exige-se que governe e decida, mas quando estão em causa leis como esta, seria bom que a maioria PSD/PP e o PS se entendessem para que a esta nova LBSE durasse pelo menos tanto tempo como a anterior, ou seja, quase vinte anos...
Mal anda a nossa Educação quando o PSD e o PS fazem uma autêntica guerrilha partidária de uma questão tão importante para o nosso país como esta...
Quando se trata de alterar uma Lei de Bases, seja da educação ou de qualquer outro sector, é imprescindível que, para que a mesma tenha algum efeito positivo prático, haja um largo consenso parlamentar. Só assim poderemos ter a certeza de que um novo Governo, de outra cor partidária, não desfaça o que o anterior fez.
Ora, o que se passou com esta nova LBSE foi de uma completa falta de bom senso, tanto por parte do Governo, como por parte da oposição. Por um lado, os partidos da oposição tiveram uma postura de travão, evidenciando desde o início pouca vontade em colaborar na aprovação de uma Lei que trespassa todo o sistema educacional português e que, desde logo, serve de pilar ao nosso desenvolvimento humano. Por outro lado, o Governo, apesar da maioria confortável que o sustenta, pouco ou nada aceitou das propostas avançadas pela oposição.
De um Governo quer-se e exige-se que governe e decida, mas quando estão em causa leis como esta, seria bom que a maioria PSD/PP e o PS se entendessem para que a esta nova LBSE durasse pelo menos tanto tempo como a anterior, ou seja, quase vinte anos...
Mal anda a nossa Educação quando o PSD e o PS fazem uma autêntica guerrilha partidária de uma questão tão importante para o nosso país como esta...
quinta-feira, maio 20, 2004
As universidades-cogumelo...
Durão Barroso iniciou a presente semana com uma visita a Viseu para inaugurar o remodelado Museu Grão Vasco, mas o que deu mais que falar foi o anúncio da criação de uma nova universidade pública, desta vez, em Viseu. A notícia foi, obviamente, bem acolhida pelas forças vivas da cidade beirã, mas de resto, a generalidade dos meios académicos, com destaque para o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, não recebeu com bons olhos a novidade.
Vamos aos factos. Portugal tem 14 universidades públicas e 16 politécnicos que representam 98 escolas de ensino tecnológico. Por outro lado, todos os anos há dezenas de cursos superiores públicos, cujas vagas ficam com mais de metade das vagas por preencher. Viseu tem neste momento duas instituições privadas de ensino superior (a Universidade Católica e o Instituto Piaget) e uma instituição de cariz pública (o Instituto Superior de Viseu, com vários pólos espalhados pela cidade), prefazendo no total, cerca de 13000 estudantes. Além disso, a cidade de Viseu localiza-se a a 1 hora de distância de Coimbra e Aveiro, cidades que já possuem universidades de renome, ao mesmo tempo que as rivalidades já se começaram a notar com Leiria a reclamar a pretensão de também querer uma universidade pública na cidade. Fica a questão: quais as razões que levaram Durão Barroso a anunciar a criação de uma nova universidade pública em Viseu?
Se a solução é passar o Politécnico a Universidade ainda se poderá compreender a medida legislativa. Agora, se o Governo apenas está preocupado em satisfazer as reinvindicações de Fernando Ruas e dos viseenses, criando uma nova universidade de raíz, talvez se tenha aberto uma autêntica "caixa de pandora"...
Vamos aos factos. Portugal tem 14 universidades públicas e 16 politécnicos que representam 98 escolas de ensino tecnológico. Por outro lado, todos os anos há dezenas de cursos superiores públicos, cujas vagas ficam com mais de metade das vagas por preencher. Viseu tem neste momento duas instituições privadas de ensino superior (a Universidade Católica e o Instituto Piaget) e uma instituição de cariz pública (o Instituto Superior de Viseu, com vários pólos espalhados pela cidade), prefazendo no total, cerca de 13000 estudantes. Além disso, a cidade de Viseu localiza-se a a 1 hora de distância de Coimbra e Aveiro, cidades que já possuem universidades de renome, ao mesmo tempo que as rivalidades já se começaram a notar com Leiria a reclamar a pretensão de também querer uma universidade pública na cidade. Fica a questão: quais as razões que levaram Durão Barroso a anunciar a criação de uma nova universidade pública em Viseu?
Se a solução é passar o Politécnico a Universidade ainda se poderá compreender a medida legislativa. Agora, se o Governo apenas está preocupado em satisfazer as reinvindicações de Fernando Ruas e dos viseenses, criando uma nova universidade de raíz, talvez se tenha aberto uma autêntica "caixa de pandora"...
terça-feira, maio 18, 2004
A apologia da greve
Com a Revolução de Abril iniciou-se em Portugal um processo de verdadeira conquista dos direitos e liberdades inerentes à salutar condição humana. Este foi um dos grandes benefícios que o 25 de Abril nos trouxe, mas que nos últimos anos tem perdido o seu carácter de nobreza e de civismo. Digo isto porque, actualmente, não há abertura de noticiário televisivo que não dê destaque ao anúncio de mais uma greve ou manifestação desencadeadas por uma qualquer associação sindical. Eles são médicos, professores, funcionários judiciais, enfermeiros e muitos outros que, trabalhando para o Estado se "encostam" à certeza de que o Estado não vai a falência, usando e abusando de um direito que deveria ser tido como de excepção...
Em Portugal, cada vez que a direita está no poder parece haver uma sintonia entre os partidos de esquerda (sobretudo o PCP) e as grandes organizações sindicais (com destaque para a CGTP e a UGT), que se concretiza numa apologia à greve dirigida aos trabalhadores do Estado. O que nos últimos dias se tem passado com constantes ameaças de greve marcadas para os dias do EURO e do Rock in Rio é a prova de como os sindicatos são cada vez mais meros tentáculos político-partidários que visam destronar a direita do poder.
Em Portugal, cada vez que a direita está no poder parece haver uma sintonia entre os partidos de esquerda (sobretudo o PCP) e as grandes organizações sindicais (com destaque para a CGTP e a UGT), que se concretiza numa apologia à greve dirigida aos trabalhadores do Estado. O que nos últimos dias se tem passado com constantes ameaças de greve marcadas para os dias do EURO e do Rock in Rio é a prova de como os sindicatos são cada vez mais meros tentáculos político-partidários que visam destronar a direita do poder.
segunda-feira, maio 17, 2004
Finalmente...
Passados oito anos de jejum, finalmente a equipa de futebol do Benfica conquistou um troféu e, logo, contra a equipa que ao longo da presente época mais deu nas vistas na Europa do futebol.
Em 120 minutos de muita emoção e espectáculo, o Benfica suplantou a equipa de Mourinho, que lá foi sobrevivendo ao ímpeto vermelho, muito à custa da arte de Deco.
No final, valeu a festa do Glorioso por todo o país e, ficámos com a certeza que o treinador do Porto está perfeitamente ao nível de Pinto da Costa. Ou seja, quando perde, não se sabe comportar e as declarações que proferiu no final do jogo só demonstra que a arbitragem, mesmo quando imparcial, tudo justifica para as mentes mais deturpadas.
Parabéns BENFICA! E, uma justa homenagem aos benfiquistas Féher e Baião.
Em 120 minutos de muita emoção e espectáculo, o Benfica suplantou a equipa de Mourinho, que lá foi sobrevivendo ao ímpeto vermelho, muito à custa da arte de Deco.
No final, valeu a festa do Glorioso por todo o país e, ficámos com a certeza que o treinador do Porto está perfeitamente ao nível de Pinto da Costa. Ou seja, quando perde, não se sabe comportar e as declarações que proferiu no final do jogo só demonstra que a arbitragem, mesmo quando imparcial, tudo justifica para as mentes mais deturpadas.
Parabéns BENFICA! E, uma justa homenagem aos benfiquistas Féher e Baião.
quinta-feira, maio 13, 2004
A força do "diz que disse"...
Ontem fui ao cinema ver o filme "Os Friedman", um documentário verídico feito a partir de diversos testemunhos e de vários vídeos caseiros de uma família americana que se vê envolvida num pretenso caso de pedofilia que vai abalar por completo o relacionamento entre os diversos membros da família (o pai, a mãe e os seus três filhos). Este é um excelente documentário que permite ao espectador reflectir sobre o poder que um simples boato pode ter na vida de cada um de nós. Mais do provar a inocência ou culpa dos acusados de abusos sexuais de menores (o pai e o seu filho Jesse), o realizador tenta despertar-nos para o perigo que uma simples acusação judicial pode ter na vida de uma pessoa e da sua família.
Num tempo em que, por cá, tanto se fala do caso Casa Pia e em que o comum do cidadão português tende a ter como que uma opinião já formada acerca da culpa dos acusados, "Os Friedman" é o exemplo claro de como uma acusação é, quase sempre, tida como sinónimo de culpa. O documentário tem outros motivos de interesse relacionados com o facto de os vídeos caseiros prestarem um ar dramático (mas sem ser falso) a uma história que realmente aconteceu. O espectador facilmente se vê como que envolvido nas discussões familiares dos Friedman...
Para quem ainda não viu o filme e ainda o pode fazer, aqui deixo o meu conselho de o visionar com "olhos de ver"...
Num tempo em que, por cá, tanto se fala do caso Casa Pia e em que o comum do cidadão português tende a ter como que uma opinião já formada acerca da culpa dos acusados, "Os Friedman" é o exemplo claro de como uma acusação é, quase sempre, tida como sinónimo de culpa. O documentário tem outros motivos de interesse relacionados com o facto de os vídeos caseiros prestarem um ar dramático (mas sem ser falso) a uma história que realmente aconteceu. O espectador facilmente se vê como que envolvido nas discussões familiares dos Friedman...
Para quem ainda não viu o filme e ainda o pode fazer, aqui deixo o meu conselho de o visionar com "olhos de ver"...
segunda-feira, maio 10, 2004
Quem tem medo das avaliações?
A notícia avançada hoje de que Jorge Sampaio já promulgou o decreto-lei do Governo que institui o novo sistema de avaliação dos funcionários públicos foi recebida pelas organizações sindicais com consternação e notório desconforto. Tanto a CGTP como a UGT já afirmaram que, mesmo com a promulgação por Sampaio do referido decreto-lei, tudo farão para que o novo sistema de avaliação no funcionalismo público não seja posto em prática.
Ora, a verdade é que os trabalhadores da Função Pública em geral estão mal habituados e têm medo de ser avaliados, pois com o actual sistema de progressões automáticas na carreira, qualquer funcionário público, mesmo que seja pouco atencioso ou pouco produtivo, facilmente sobe de escalão, o que é injusto precisamente em relação aos trabalhadores da Função Pública que honram, condignamente, o seu posto. É que também há funcionários públicos que trabalham bem. Pena é que sejam uma minoria a julgar pela opinião dos utentes dos serviços públicos.
Com tanta oposição ao novo sistema de avaliação dos funcionários públicos, que se destaca por ser mais rigoroso que o actual, a ideia que passa é que a maioria dos trabalhadores da Função Pública tem receio de que com uma avaliação rigorosa se possa deixar de subir na carreira de forma tão facilitada como acontece actualmente.
Resta perguntar: não seria hora de também os sindicatos serem avaliados pelo Estado? É que com tantos sindicatos, como acontece, por exemplo no sector da Educação, mais parece que o sindicalismo português se tornou para muitos funcionários públicos num autêntico "tacho dourado"...
Ora, a verdade é que os trabalhadores da Função Pública em geral estão mal habituados e têm medo de ser avaliados, pois com o actual sistema de progressões automáticas na carreira, qualquer funcionário público, mesmo que seja pouco atencioso ou pouco produtivo, facilmente sobe de escalão, o que é injusto precisamente em relação aos trabalhadores da Função Pública que honram, condignamente, o seu posto. É que também há funcionários públicos que trabalham bem. Pena é que sejam uma minoria a julgar pela opinião dos utentes dos serviços públicos.
Com tanta oposição ao novo sistema de avaliação dos funcionários públicos, que se destaca por ser mais rigoroso que o actual, a ideia que passa é que a maioria dos trabalhadores da Função Pública tem receio de que com uma avaliação rigorosa se possa deixar de subir na carreira de forma tão facilitada como acontece actualmente.
Resta perguntar: não seria hora de também os sindicatos serem avaliados pelo Estado? É que com tantos sindicatos, como acontece, por exemplo no sector da Educação, mais parece que o sindicalismo português se tornou para muitos funcionários públicos num autêntico "tacho dourado"...
quinta-feira, maio 06, 2004
Breve análise da Semana da Educação
Durante a presente semana tem estado a decorrer uma Presidência Aberta dedicada ao tema da educação. Jorge Sampaio optou por dar destaque às questões do abandono escolar e da escolaridade obrigatória, estando, ao longo destes dias, de visita a diversas escolas do país que possuem programas específicos de combate a este flagelo nacional que é o abandono escolar. Também não seria má ideia se Sampaio fizesse uma visita "surpresa" às escolas onde o problema do abandono escolar é uma realidade ignorada pela comunidade local, desde os eleitos camarários até aos administradores escolares e encarregados de educação.
Contudo, esta Semana da Educação tem sido marcada, vergonhosamente para o Ministro David Justino, pela confusão que foi a publicação das listas provisórias de ordenação dos professores, onde se prevê que a taxa de erros na dita lista será de 100%. Ou seja, mais de 130 mil professores, estarão, por estes dias, com a cabeça em água, não sabendo se poderão ou não vir a ser excluídos ou prejudicados na próxima fase de colocação de docentes. As aulas devem estar a decorrer às "mil maravilhas"... Quanto a esta situação, no mínimo, lamentável, Jorge Sampaio não fez (ainda) qualquer referência concreta, não tendo ainda, aliás, proferido qualquer palavra em defesa da dignidade dos professores, dando quase a entender que se esquece que o abandono escolar só poderá ser, efectivamente, combatido quando o rigor e a firmeza forem realidades concretas nas nossas escolas.
A verdade é que a educação em Portugal só poderá vencer quando os professores, as famílias e os alunos estiverem sujeitos a uma esfera onde impere a responsabilização, o rigor e a exigência. Não é com a descida da fasquia que teremos orgulho nos resultados a atingir pela nossa comunidade estudantil. Também neste sector da vida portuguesa tenho saudades dos tempos em que o nível era de maior exigência e respeito pelo sector da educação...
Contudo, esta Semana da Educação tem sido marcada, vergonhosamente para o Ministro David Justino, pela confusão que foi a publicação das listas provisórias de ordenação dos professores, onde se prevê que a taxa de erros na dita lista será de 100%. Ou seja, mais de 130 mil professores, estarão, por estes dias, com a cabeça em água, não sabendo se poderão ou não vir a ser excluídos ou prejudicados na próxima fase de colocação de docentes. As aulas devem estar a decorrer às "mil maravilhas"... Quanto a esta situação, no mínimo, lamentável, Jorge Sampaio não fez (ainda) qualquer referência concreta, não tendo ainda, aliás, proferido qualquer palavra em defesa da dignidade dos professores, dando quase a entender que se esquece que o abandono escolar só poderá ser, efectivamente, combatido quando o rigor e a firmeza forem realidades concretas nas nossas escolas.
A verdade é que a educação em Portugal só poderá vencer quando os professores, as famílias e os alunos estiverem sujeitos a uma esfera onde impere a responsabilização, o rigor e a exigência. Não é com a descida da fasquia que teremos orgulho nos resultados a atingir pela nossa comunidade estudantil. Também neste sector da vida portuguesa tenho saudades dos tempos em que o nível era de maior exigência e respeito pelo sector da educação...
segunda-feira, maio 03, 2004
Salazar e as claques...
O que ontem se passou no Estádio Alvalade XXI, depois de Geovanni ter marcado o golo da vitória do Benfica sobre o Sporting revela, para além da falta de meios e de carácter de parte das forças de segurança portuguesas (sobretudo dos agentes da PSP que estiveram no estádio), a total incapacidade dos dirigentes do Sporting em conseguirem ter "mão" nas claques por si apoiadas.
Por um lado, foi vergonhosa a forma, no mínimo displicente, como os poucos polícias que apareceram no relvado, demonstraram ter para tentar suster as bestas enfurecidas. Aquela imagem do polícia agarrado ao adepto leonino a caminho do túnel de saída como se de dois amigos se tratassem é quase um convite à violência. Por outro lado, exigia-se que os dirigentes do SCP tivessem tido uma reacção "automática" de impedir que aquelas bestas pudessem entrar no estádio do SCP. É que só não vê quem não quer que são sempre os mesmos indivíduos a armar confusão. Imagine-se o que não teria acontecido caso o árbitro tivesse assinalado alguma grande penalidade duvidosa a favor do Benfica...
É caso para dizer que para estas criaturas que respiram violência, o regresso de Salazar ao poder não faria qualquer mal. Bem pelo contrário. Talvez assim soubessem ter um pouco de mais respeito e civismo!
Por um lado, foi vergonhosa a forma, no mínimo displicente, como os poucos polícias que apareceram no relvado, demonstraram ter para tentar suster as bestas enfurecidas. Aquela imagem do polícia agarrado ao adepto leonino a caminho do túnel de saída como se de dois amigos se tratassem é quase um convite à violência. Por outro lado, exigia-se que os dirigentes do SCP tivessem tido uma reacção "automática" de impedir que aquelas bestas pudessem entrar no estádio do SCP. É que só não vê quem não quer que são sempre os mesmos indivíduos a armar confusão. Imagine-se o que não teria acontecido caso o árbitro tivesse assinalado alguma grande penalidade duvidosa a favor do Benfica...
É caso para dizer que para estas criaturas que respiram violência, o regresso de Salazar ao poder não faria qualquer mal. Bem pelo contrário. Talvez assim soubessem ter um pouco de mais respeito e civismo!
sábado, maio 01, 2004
A vida é para a frente...
Depois de eu e a minha esposa termos passado por uma experiência difícil de superar no imediato (sobretudo para ela), a vida tem de voltar à normalidade possível, com a esperança de que melhores dias virão e convictos de que o pessimismo e o derrotismo não nos levam a nenhum lado.
Tanto eu como a Salete queremos, antes de mais, agradecer as palavras amigas e de conforto que recebemos aqui no Intimista, vindas de pessoas que não conhecemos pessoalmente, mas que nos deixaram sensibilizados. A todos, o nosso muito obrigado...
Esta foi uma daquelas experiências que julgamos só acontecer aos outros, mas que na realidade, depois do que observámos no hospital onde a Salete esteve internada, acontece, infelizmente, com alguma regularidade. Pelo que passámos, tanto eu, como a Salete, apronfundámos ainda mais a nossa ideia de que a liberalização do aborto não constitui mais do que o abrir de portas à banalização de um crime, que é retirar a vida a um ser que, na verdade, está formado e que age e reage... Perturba-me sobretudo a ideia de se poder vir a permitir a morte de seres humanos (independentemente do tempo de gestação) que não sofrem de qualquer anomalia e que não colocam em risco a vida das suas mães, com a justificação de que o direito a ser "dona de uma barriga" é mais importante que o direito à vida...
Depois de duas semanas de contacto com muitos casos de aborto expontâneo e de casos em que o feto não sobreviveu, naturalmente, à gestação, com mães e pais chorando o desaparecimento dos seus filhos, fico ainda mais convencido que o aborto só deve continuar a ser válido para os casos de excepção já previstos na lei. Agora, retirar a vida a seres indefesos só porque não são desejados, não passa, quanto a mim, de um autêntico acto de infanticídio...
Tanto eu como a Salete queremos, antes de mais, agradecer as palavras amigas e de conforto que recebemos aqui no Intimista, vindas de pessoas que não conhecemos pessoalmente, mas que nos deixaram sensibilizados. A todos, o nosso muito obrigado...
Esta foi uma daquelas experiências que julgamos só acontecer aos outros, mas que na realidade, depois do que observámos no hospital onde a Salete esteve internada, acontece, infelizmente, com alguma regularidade. Pelo que passámos, tanto eu, como a Salete, apronfundámos ainda mais a nossa ideia de que a liberalização do aborto não constitui mais do que o abrir de portas à banalização de um crime, que é retirar a vida a um ser que, na verdade, está formado e que age e reage... Perturba-me sobretudo a ideia de se poder vir a permitir a morte de seres humanos (independentemente do tempo de gestação) que não sofrem de qualquer anomalia e que não colocam em risco a vida das suas mães, com a justificação de que o direito a ser "dona de uma barriga" é mais importante que o direito à vida...
Depois de duas semanas de contacto com muitos casos de aborto expontâneo e de casos em que o feto não sobreviveu, naturalmente, à gestação, com mães e pais chorando o desaparecimento dos seus filhos, fico ainda mais convencido que o aborto só deve continuar a ser válido para os casos de excepção já previstos na lei. Agora, retirar a vida a seres indefesos só porque não são desejados, não passa, quanto a mim, de um autêntico acto de infanticídio...
domingo, abril 25, 2004
Dias de angústia...
Os últimos dias têm sido terríveis para mim e para a minha esposa (principalmente para ela). A perda de um filho, ainda no ventre da mãe, mas já motivo de muito amor e carinho, não é de fácil superação. Nestes momentos de profunda tristeza e dor, tudo o resto é motivo de desinteresse... Mas, a vida tem de continuar, na certeza de que o Pedrinho ficará para sempre no nosso coração!
segunda-feira, abril 19, 2004
A maior riqueza é o conhecimento...
Iniciou-se hoje o terceiro período de aulas nas escolas portuguesas. Um período que costuma ser o mais curto, mas também o mais angustiante para alunos e professores. Por um lado, estão os bons alunos, cujas provas globais e exames nacionais irão constituir testes decisivos às suas capacidades para uma possível subida das notas finais. Por outro, lá teremos que aturar aquele conjunto de alunos que, tendo obtido péssimos resultados nos períodos anteriores, vão para este último período de aulas apenas para chatear a cabeça dos professores... Para estes casos (e hoje apareceram-me na escola onde lecciono alguns que tiveram mais de oito negativas no período passado!), cada vez mais me convenço que só com medidas que responsabilizem os pais pelas atitudes dos seus educandos é que se poderia acabar com esta mediocridade nacional que constitui o insucesso escolar.
Mas, este dia deve ser lembrado, não como de mais um regresso às aulas, mas sim como o dia em que foi dado mais um passo para que Portugal se desenvolva cada vez mais em termos do conhecimento e da cultura... Depois do apoio concedido ao regresso de investigadores portugueses ao nosso país, a inauguração da Biblioteca do Conhecimento On Line, que coloca à disposição dos investigadores portugueses 3.500 revistas científicas internacionais, é a prova da aposta deste Governo na investigação e na educação.
Mas, este dia deve ser lembrado, não como de mais um regresso às aulas, mas sim como o dia em que foi dado mais um passo para que Portugal se desenvolva cada vez mais em termos do conhecimento e da cultura... Depois do apoio concedido ao regresso de investigadores portugueses ao nosso país, a inauguração da Biblioteca do Conhecimento On Line, que coloca à disposição dos investigadores portugueses 3.500 revistas científicas internacionais, é a prova da aposta deste Governo na investigação e na educação.
Declarações que deveriam valer a prisão!
A entrevista a Omar Bakri Mohammed, fundamentalista islâmico e ferveroso adepto do terrorismo, que a revista Pública edita na edição de ontem do jornal Público, deveria ser lida por todos aqueles que têm adoptado uma postura moderada e comedida relativamente aos grupos terroristas ligados ao Hamas e à Al-Qaeda.
O que esta criatura demonstra é um total desrespeito pelo valor da vida, afirmando coisas monstruosas, que lhe deveriam, no mínimo, valer um mandato de captura judicial e consequente julgamento em tribunal por fomento de actos terroristas. A verdade é que, se esta coisa vivesse em Israel, já teria tido o mesmo destino dos seus amigos Yassin e Rantissi. Por isso mesmo, optou por se fixar em Londres e incentivar a maldita "Jihad islâmica"...
Deixo apenas aqui alguns exemplos das barbaridades proferidas por esta coisa:
Pergunta: Os atentados de 11 de Setembro foram legítimos?
Resposta: Claro que sim. A América atacou o Afeganistão, a Somália, o Sudão, o Iraque, apoia regimes ditatoriais nos países árabes, estacionou tropas em território muçulmano. Há o direito de retaliar. Al-Qaeda atacou a América. É a acção e a reacção. Vocês são terroristas, nós somos terroristas. O terrorismo é a forma de agir do século XXI.
Pergunta: Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
Resposta: Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
Pergunta: Mas havia muçulmanos entre as vítimas.
Resposta: Isso está previsto. Segundo o Islão, os muçulmanos que morrerem num ataque serão aceites imediatamente no paraíso como mártires. Quanto aos outros, o problema é deles. Deus mandou-lhes mensagens, os muçulmanos levaram-lhes mensagens, eles não acreditaram. Deus disse: "Quando os descrentes estão vivos, guia-os, persuade-os, faz o teu melhor. Mas quando morrem, não tenhas pena deles, nem que seja o teu pai ou mãe, porque o fogo do Inferno é o único lugar para eles".
O que esta criatura demonstra é um total desrespeito pelo valor da vida, afirmando coisas monstruosas, que lhe deveriam, no mínimo, valer um mandato de captura judicial e consequente julgamento em tribunal por fomento de actos terroristas. A verdade é que, se esta coisa vivesse em Israel, já teria tido o mesmo destino dos seus amigos Yassin e Rantissi. Por isso mesmo, optou por se fixar em Londres e incentivar a maldita "Jihad islâmica"...
Deixo apenas aqui alguns exemplos das barbaridades proferidas por esta coisa:
Pergunta: Os atentados de 11 de Setembro foram legítimos?
Resposta: Claro que sim. A América atacou o Afeganistão, a Somália, o Sudão, o Iraque, apoia regimes ditatoriais nos países árabes, estacionou tropas em território muçulmano. Há o direito de retaliar. Al-Qaeda atacou a América. É a acção e a reacção. Vocês são terroristas, nós somos terroristas. O terrorismo é a forma de agir do século XXI.
Pergunta: Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
Resposta: Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
Pergunta: Mas havia muçulmanos entre as vítimas.
Resposta: Isso está previsto. Segundo o Islão, os muçulmanos que morrerem num ataque serão aceites imediatamente no paraíso como mártires. Quanto aos outros, o problema é deles. Deus mandou-lhes mensagens, os muçulmanos levaram-lhes mensagens, eles não acreditaram. Deus disse: "Quando os descrentes estão vivos, guia-os, persuade-os, faz o teu melhor. Mas quando morrem, não tenhas pena deles, nem que seja o teu pai ou mãe, porque o fogo do Inferno é o único lugar para eles".
sexta-feira, abril 16, 2004
O que fazer com a prostituição?
Assisti hoje, no canal Odisseia, a um documentário sobre o fenómeno da prostituição em diversos países da Europa, com destaque para o caso da Holanda, onde a prostituição é legal. Este é um fenómeno social que não considera fronteiras e, sendo considerado, meio a brincar, meio a sério, como a mais antiga profissão do mundo, não é de fácil resolução.
Em Portugal, há quem defenda a legalização deste flagelo, com destaque para os partidos mais radicais de esquerda, por forma a, segundo eles, conceder uma melhor segurança ao nível da saúde das mulheres que optaram por dar este rumo à sua vida. Por outro lado, afirmam os defensores desta medida, o índice das doenças sexualmente transmissíveis, com destaque para a SIDA e a hepatite C, teria uma quebra considerável com a legalização da prostituição.
Ora, depois de ter visionado o referido documentário no canal Odisseia, onde reparei que as "trabalhadoras do sexo" na Holanda são tratadas como um simples meio de fazer dinheiro para os empresários legais que as colocam em cotação numa espécie de bolsa de valores do sexo, reforcei ainda mais a minha opinião de que legalizar a prostituição é um perigoso caminho a tomar, tanto ao nível da dignificação da condição feminina, como no que concerne a um conjunto de ideais e valores que o Estado tem como função preservar e fomentar.
A verdade é que a prostituição, legalizada ou não, consiste numa forma extrema de discriminação sexual. Legalizar este tipo de violência feminina retiraria qualquer tipo de liberdade às mulheres, bem como os seus direitos de cidadania, abrindo as portas a um tipo de comércio que, actualmente, é considerado ilegal e tratando as mulheres como uma simples mercadoria e objecto de satisfação para aqueles que têm poder de compra. Se as mulheres se podem transformar numa comodidade legitima para quem as procura, então é-lhes atribuída uma cidadania de segunda categoria. Legalizar uma situação destas é deturpar o próprio princípio da democracia.
Ora, é, no mínimo contraditório, assistir-se ao discurso de uma esquerda que, ao mesmo tempo que combate, desenfreadamente, a liberalização da economia e o comércio internacional sem fronteiras, vem apelar à legalização de um fenómeno que transforma as mulheres numa simples mercadoria transacionável de forma lícita... Mas, mais estranho foi ver a JSD ter vindo, em tempos atrás, defender esta medida. Felizmente que o PSD soube pôr os laranjinhas na ordem... Mas, quem abrirá as consciências da esquerda radical portuguesa?
Solução para o problema: instruir e educar a população dentro dos valores e princípios da verdade e do respeito, combatendo toda a espécie de fenómeno que fomenta o tráfico de seres humanos...
Em Portugal, há quem defenda a legalização deste flagelo, com destaque para os partidos mais radicais de esquerda, por forma a, segundo eles, conceder uma melhor segurança ao nível da saúde das mulheres que optaram por dar este rumo à sua vida. Por outro lado, afirmam os defensores desta medida, o índice das doenças sexualmente transmissíveis, com destaque para a SIDA e a hepatite C, teria uma quebra considerável com a legalização da prostituição.
Ora, depois de ter visionado o referido documentário no canal Odisseia, onde reparei que as "trabalhadoras do sexo" na Holanda são tratadas como um simples meio de fazer dinheiro para os empresários legais que as colocam em cotação numa espécie de bolsa de valores do sexo, reforcei ainda mais a minha opinião de que legalizar a prostituição é um perigoso caminho a tomar, tanto ao nível da dignificação da condição feminina, como no que concerne a um conjunto de ideais e valores que o Estado tem como função preservar e fomentar.
A verdade é que a prostituição, legalizada ou não, consiste numa forma extrema de discriminação sexual. Legalizar este tipo de violência feminina retiraria qualquer tipo de liberdade às mulheres, bem como os seus direitos de cidadania, abrindo as portas a um tipo de comércio que, actualmente, é considerado ilegal e tratando as mulheres como uma simples mercadoria e objecto de satisfação para aqueles que têm poder de compra. Se as mulheres se podem transformar numa comodidade legitima para quem as procura, então é-lhes atribuída uma cidadania de segunda categoria. Legalizar uma situação destas é deturpar o próprio princípio da democracia.
Ora, é, no mínimo contraditório, assistir-se ao discurso de uma esquerda que, ao mesmo tempo que combate, desenfreadamente, a liberalização da economia e o comércio internacional sem fronteiras, vem apelar à legalização de um fenómeno que transforma as mulheres numa simples mercadoria transacionável de forma lícita... Mas, mais estranho foi ver a JSD ter vindo, em tempos atrás, defender esta medida. Felizmente que o PSD soube pôr os laranjinhas na ordem... Mas, quem abrirá as consciências da esquerda radical portuguesa?
Solução para o problema: instruir e educar a população dentro dos valores e princípios da verdade e do respeito, combatendo toda a espécie de fenómeno que fomenta o tráfico de seres humanos...
quinta-feira, abril 15, 2004
Revolução com evolução...
Nos últimos dias, muito se tem discutido sobre o teor dos cartazes espalhados um pouco por todo o país, onde se faz referência aos trinta anos que passam sobre o 25 de Abril de 1974, referência essa acompanhada do termo "evolução". Ora, a esquerda não gostou que se retirasse a consoante "r" ao termo revolução, e logo veio dizer que a direita quer menorizar toda a envolvência histórica que deve ser dada à Revolução do 25 de Abril...
A este propósito, o editorial do Público de hoje, escrito por José Manuel Fernandes, dá, como se costuma dizer, "uma no cravo e outra na ferradura", abarcando a ideia de que o 25 de Abril foi, efectivamente, uma revolução que permitiu a evolução e progresso do nosso país, o que torna inócuo qualquer debate que tenha lugar sobre esta questão...
Ora, é esta ideia que a esquerda deveria compreender e assimilar, por forma a entender que, para todos aqueles que não viveram o 25 de Abril (e é sobretudo aos jovens que deve ser dirigido o teor dos ditos cartazes), considerar esta data como a porta de saída da ditadura e da censura, que permitiu o desenvolvimento de Portugal, é, de facto, interligar a revolução à própria evolução. Retornar às velhas ideologias maçadoras e nada atractivas para a juventude portuguesa seria comemorar o 25 de Abril, retrocedendo no tempo e fechando os olhos ao futuro...
A este propósito, o editorial do Público de hoje, escrito por José Manuel Fernandes, dá, como se costuma dizer, "uma no cravo e outra na ferradura", abarcando a ideia de que o 25 de Abril foi, efectivamente, uma revolução que permitiu a evolução e progresso do nosso país, o que torna inócuo qualquer debate que tenha lugar sobre esta questão...
Ora, é esta ideia que a esquerda deveria compreender e assimilar, por forma a entender que, para todos aqueles que não viveram o 25 de Abril (e é sobretudo aos jovens que deve ser dirigido o teor dos ditos cartazes), considerar esta data como a porta de saída da ditadura e da censura, que permitiu o desenvolvimento de Portugal, é, de facto, interligar a revolução à própria evolução. Retornar às velhas ideologias maçadoras e nada atractivas para a juventude portuguesa seria comemorar o 25 de Abril, retrocedendo no tempo e fechando os olhos ao futuro...
quarta-feira, abril 14, 2004
Dialogar com moderados? Claro que sim...
Depois da disparatada ideia de Soares, de que se deveria dialogar com terroristas, já ter caído em saco roto, chega-nos agora a notícia de que os EUA solicitaram o apoio ao Irão, país que se tem vindo a "reconverter", aos poucos, ao Ocidente, a fim de que este possa ajudar à resolução do conflito iraquiano. Esta boa nova surge depois de Freitas do Amaral, num excelente artigo publicado na revista Visão, ter criticado Soares, defendendo a ideia de que o Ocidente deve "estender a mão aos árabes moderados", combatendo "apenas os radicais".
Ora, o que Bush e Blair têm vindo a fazer é, precisamente, separar o trigo do joio, apoiando as Nações que recuaram nos arsenais nucleares e que começam a dar sinais de que caminham para uma gradual democratização, ao mesmo tempo que não dão tréguas a todos aqueles que defendem o terrorismo como forma de aniquilar o Ocidente.
Por outro lado, o emissário da ONU para o Iraque afirmou hoje que tudo se prepara para que no próximo dia 30 de Junho se processe a transferência de poderes para as autoridades iraquianas e que as primeiras eleições livres e democráticas podem ocorrer já em Janeiro de 2005. Nem tudo são más notícias...
Ora, o que Bush e Blair têm vindo a fazer é, precisamente, separar o trigo do joio, apoiando as Nações que recuaram nos arsenais nucleares e que começam a dar sinais de que caminham para uma gradual democratização, ao mesmo tempo que não dão tréguas a todos aqueles que defendem o terrorismo como forma de aniquilar o Ocidente.
Por outro lado, o emissário da ONU para o Iraque afirmou hoje que tudo se prepara para que no próximo dia 30 de Junho se processe a transferência de poderes para as autoridades iraquianas e que as primeiras eleições livres e democráticas podem ocorrer já em Janeiro de 2005. Nem tudo são más notícias...
segunda-feira, abril 12, 2004
De leitura obrigatória para bloquistas...
Na revista Visão desta semana é publicada uma excelente entrevista a Tony Anatrella, padre e psiquiatra francês, que deveria ser de leitura obrigatória para todos aqueles que tem uma postura libertária em termos de valores e ideais pelos quais se deve reger uma sociedade civilizada. Refiro-me, nomeadamente, aos simpatizantes e militantes do Bloco de Esquerda, que tendem a sofrer de um síndrome gravíssimo, que é confundir o conceito de liberdade com o de libertinagem.
A referida entrevista incide sobretudo no tema da toxicodependência e no perigo que seria caso partíssemos para a legalização das drogas, como defende o Bloco de Esquerda. Afirma Anatrella e, muito bem que, "legalizando a droga, não é o produto que fica liberalizado, mas sim as razões que levam ao consumo que ficam validadas".
Ora, é precisamente aqui que residem os perigos de se legalizarem comportamentos que, em nada contribuem para a construção de uma sociedade valorativa, responsável e respeitadora dos princípios mais básicos da vida humana. Comportamentos ignóbeis como a legalização do consumo de drogas, da prostituição ou dos casamentos entre homossexuais devem ser totalmente rejeitados pelo Estado, se este tiver como preocupação a promoção de uma verdadeira atitude consciente, firme e responsabilizadora na sociedade em geral e, na juventude, em particular.
Numa palavra: a liberdade só se atinge com a pedagogia da exigência e não com a teoria do "Deus dará"...
A referida entrevista incide sobretudo no tema da toxicodependência e no perigo que seria caso partíssemos para a legalização das drogas, como defende o Bloco de Esquerda. Afirma Anatrella e, muito bem que, "legalizando a droga, não é o produto que fica liberalizado, mas sim as razões que levam ao consumo que ficam validadas".
Ora, é precisamente aqui que residem os perigos de se legalizarem comportamentos que, em nada contribuem para a construção de uma sociedade valorativa, responsável e respeitadora dos princípios mais básicos da vida humana. Comportamentos ignóbeis como a legalização do consumo de drogas, da prostituição ou dos casamentos entre homossexuais devem ser totalmente rejeitados pelo Estado, se este tiver como preocupação a promoção de uma verdadeira atitude consciente, firme e responsabilizadora na sociedade em geral e, na juventude, em particular.
Numa palavra: a liberdade só se atinge com a pedagogia da exigência e não com a teoria do "Deus dará"...
Subscrever:
Mensagens (Atom)