A inauguração da Casa da Música tem suscitado o debate sobre o grau de importância desta obra para o País e para a cidade do Porto. E, a verdade é que há quem defenda com unhas e dentes a dita Casa ou quem se incomode com o "desperdício" de tanto dinheiro público.
Eu sou dos que não rejubilam entusiasticamente com esta obra, mas também sou daqueles que consideram que no Porto já fazia falta uma verdadeira Casa da Cultura. O problema é que o equipamento que hoje foi inaugurado ultrapassa os limites do razoável em termos de dinheiro gasto e da qualidade estética urbanística. Claro que os gostos dificilmente se discutem, mas o insistir numa estratégia de contratar arquitectos "conceituados" para realizarem projectos que se baseiam apenas num gosto pessoal, sem a intervenção daqueles que depois irão usufruir do espaço construído, parece-se ser sinónimo de abuso e de puro egoísmo. E, o resultado é o que se vê: uma obra que obedece apenas a um cunho pessoal, ignorando, por completo, a opinião dos utilizadores do espaço...
Para mim é mais que óbvio: a Casa da Música pode ser considerada, a par de muitos outros edifícios culturais existentes no País, como um projecto alucinante (pela falta de estética), abusador (pelo dinheiro gasto) e que evidencia sinais de prepotência e de vaidade pessoal (pelo recurso a mais um arquitecto que apenas pensa em realizar uma obra que dê que falar pela sua ousadia). Ou seja, mais uma vez pensou-se à grande e à francesa...
quinta-feira, abril 14, 2005
segunda-feira, abril 11, 2005
PSD: um partido activo...
O PSD tem um novo líder e, do Congresso que ontem terminou, fica a clara ideia de que este é, de facto, um partido onde o salutar confronto de ideias e de propostas não impede que eleita a direcção, os militantes, dos mais conhecidos até aos anónimos de base, coloquem o País à frente das normais divisões internas. Claro que existem sempre excepções, mas são elas que confirmam a regra...
Deste Congresso sai um PSD mais forte e unido em torno do seu novo líder e pronto a fazer o que se espera do principal partido da oposição: avaliar o trabalho do Governo, alertar os portugueses para os perigos da inércia reformista que costuma caracterizar os Governos do PS e avançar com as propostas coerentes e sérias de que o País tanto necessita.
A vitória de Marques Mendes não foi tão robusta como muitos anunciavam, mas também não o tinha que ser, visto que o PSD sempre foi um partido pouco unanimista em tempo de Congressos. Esta é, aliás, a força do PSD: a frontalidade, o debate, a controvérsia e a liberdade de expressão, que se transformam em união de esforços quando o País precisa do PSD.
Marques Mendes terá um longo e difícil caminho a percorrer pela frente, sendo que António Borges aparece como uma alternativa credível no caso do novo líder não conseguir entrar no "coração" e "razão" do povo português. Menezes foi uma agradável surpresa em termos de votos conquistados no Congresso, mas não creio que tenha uma segunda oportunidade como a que teve agora para fazer passar a sua proposta.
O PSD muda de rumo e o País é quem mais fica a ganhar. Caso o Governo PS insista na atitude passiva e amorfa de fazer de conta que não governa, o PSD cá estará para relembrar os portugueses das promessas não cumpridas por Sócrates...
Deste Congresso sai um PSD mais forte e unido em torno do seu novo líder e pronto a fazer o que se espera do principal partido da oposição: avaliar o trabalho do Governo, alertar os portugueses para os perigos da inércia reformista que costuma caracterizar os Governos do PS e avançar com as propostas coerentes e sérias de que o País tanto necessita.
A vitória de Marques Mendes não foi tão robusta como muitos anunciavam, mas também não o tinha que ser, visto que o PSD sempre foi um partido pouco unanimista em tempo de Congressos. Esta é, aliás, a força do PSD: a frontalidade, o debate, a controvérsia e a liberdade de expressão, que se transformam em união de esforços quando o País precisa do PSD.
Marques Mendes terá um longo e difícil caminho a percorrer pela frente, sendo que António Borges aparece como uma alternativa credível no caso do novo líder não conseguir entrar no "coração" e "razão" do povo português. Menezes foi uma agradável surpresa em termos de votos conquistados no Congresso, mas não creio que tenha uma segunda oportunidade como a que teve agora para fazer passar a sua proposta.
O PSD muda de rumo e o País é quem mais fica a ganhar. Caso o Governo PS insista na atitude passiva e amorfa de fazer de conta que não governa, o PSD cá estará para relembrar os portugueses das promessas não cumpridas por Sócrates...
quarta-feira, abril 06, 2005
A minha escolha...
No próximo fim-de-semana irá realizar-se um dos Congressos do PSD mais importantes de sempre na vida interna do partido. Dois candidatos perfilam-se a alcançar a liderança do partido: Marques Mendes e Luís Filipe Menezes. Considero-os pessoas bastante diferentes uma da outra e com ideias distintas sobre o partido e o País, o que constitui uma vantagem para este Congresso. De facto, aquele que for eleito líder do PSD irá personalizar o rumo que os militantes querem dar ao partido: continuar o rumo de centro-direita, que sempre caracterizou o PSD e que é defendido por Marques Mendes ou fazer uma inversão para o centro-esquerda, como pretende Menezes.
Penso que o PSD deverá seguir a linha de rumo que quase sempre caracterizou o partido, numa lógica de centro-direita reformador e com ideias, tanto liberais no respeitante à economia, mas também defensoras de uma preocupação social assente no aumento da riqueza, por forma a distribuí-la a bem da população... Neste sentido, acho que Marques Mendes é aquele que, neste momento, está melhor colocado para assumir a liderança do partido, além de que Menezes apresenta de uma série de handicaps: a sua instabilidade emocional, a sua falta de carisma e a sua ambiguidade e volte-face em muitas matérias. Aliás, Menezes já provou que tem capacidades para a vida autárquica, mas não para se assumir como líder da oposição de um Governo maioritário. Pelo contrário, Marques Mendes está habituado a combates parlamentares, local onde o PSD, ao longo dos próximos quatro anos, terá que desempenhar uma importante função de alerta para o rumo que o PS irá dar ao País...
Por estas razões apoio Marques Mendes à liderança do partido. Quanto a ser o futuro candidato do PSD a Primeiro-Ministro nas próximas eleições legislativas a conversa é outra, e até lá o tempo será fértil em novos acontecimentos da vida interna deste grande partido que é o PSD.
Penso que o PSD deverá seguir a linha de rumo que quase sempre caracterizou o partido, numa lógica de centro-direita reformador e com ideias, tanto liberais no respeitante à economia, mas também defensoras de uma preocupação social assente no aumento da riqueza, por forma a distribuí-la a bem da população... Neste sentido, acho que Marques Mendes é aquele que, neste momento, está melhor colocado para assumir a liderança do partido, além de que Menezes apresenta de uma série de handicaps: a sua instabilidade emocional, a sua falta de carisma e a sua ambiguidade e volte-face em muitas matérias. Aliás, Menezes já provou que tem capacidades para a vida autárquica, mas não para se assumir como líder da oposição de um Governo maioritário. Pelo contrário, Marques Mendes está habituado a combates parlamentares, local onde o PSD, ao longo dos próximos quatro anos, terá que desempenhar uma importante função de alerta para o rumo que o PS irá dar ao País...
Por estas razões apoio Marques Mendes à liderança do partido. Quanto a ser o futuro candidato do PSD a Primeiro-Ministro nas próximas eleições legislativas a conversa é outra, e até lá o tempo será fértil em novos acontecimentos da vida interna deste grande partido que é o PSD.
sexta-feira, abril 01, 2005
Um exemplo para todos...
Já há algumas semanas que pretendo escrever um artigo sobre o Papa e o estado actual da Igreja Católica mas, por esta ou aquela razão, este propósito tem vindo a ser adiado. Enfim, desculpas de mau pagador, como costuma dizer o povo...
No entanto, as últimas notícias que têm vindo a público sobre o debilitado estado de saúde do Papa obrigam-me a que escreva umas breves palavras a propósito do exemplo que este homem tem dado ao mundo nos últimos tempos, no sentido de fazer passar a mensagem de coragem a uma sociedade que, cada vez mais, esquece os mais fracos, nomeadamente, os idosos. Num tempo que vive o imediato, se centra no materialismo e vai atrás do facilitismo, a atitude de João Paulo II em mostrar e não esconder o sofrimento de que o ser humano não pode escapar quando a doença se apodera de nós constitui a prova de que esta Igreja continua a ter como postulado basilar a defesa da vida humana, por muito que qualquer razão "deturpadora" a tente desprezar.
O momento que marcará um novo rumo na Igreja Católica estará, por certo, dependente da hora em que João Paulo II deixe de ter condições (sobretudo intelectuais) para conduzir os destinos desta Igreja. Tanto pode ser amanhã como daqui a meses ou anos, pois a vida humana a Deus pertence e só Ele sabe quando a caminhada chega ao fim... No entanto, esperemos que os católicos consigam perceber que esta é apenas mais uma etapa normal da história da Igreja Católica. De qualquer forma, este Papa será, para sempre recordado, como aquele que mais defendeu a vida humana acima de quaisquer interesses carnais ou materialistas. A cultura da vida ficará como a sua principal herança!
No entanto, as últimas notícias que têm vindo a público sobre o debilitado estado de saúde do Papa obrigam-me a que escreva umas breves palavras a propósito do exemplo que este homem tem dado ao mundo nos últimos tempos, no sentido de fazer passar a mensagem de coragem a uma sociedade que, cada vez mais, esquece os mais fracos, nomeadamente, os idosos. Num tempo que vive o imediato, se centra no materialismo e vai atrás do facilitismo, a atitude de João Paulo II em mostrar e não esconder o sofrimento de que o ser humano não pode escapar quando a doença se apodera de nós constitui a prova de que esta Igreja continua a ter como postulado basilar a defesa da vida humana, por muito que qualquer razão "deturpadora" a tente desprezar.
O momento que marcará um novo rumo na Igreja Católica estará, por certo, dependente da hora em que João Paulo II deixe de ter condições (sobretudo intelectuais) para conduzir os destinos desta Igreja. Tanto pode ser amanhã como daqui a meses ou anos, pois a vida humana a Deus pertence e só Ele sabe quando a caminhada chega ao fim... No entanto, esperemos que os católicos consigam perceber que esta é apenas mais uma etapa normal da história da Igreja Católica. De qualquer forma, este Papa será, para sempre recordado, como aquele que mais defendeu a vida humana acima de quaisquer interesses carnais ou materialistas. A cultura da vida ficará como a sua principal herança!
domingo, março 27, 2005
Será possível perdoar-lhes?
Nos últimos tempos Viseu tem vindo para as primeiras páginas dos jornais e para a abertura de noticiários televisivos pelas piores razões: ou é a Universidade que já não vai andar para a frente, ou são as milícias populares que voltam a dar que falar...
No primeiro caso, fica mais uma vez clara a estratégia assumida por Sócrates em fugir às questões difíceis e preferir a criação de comissões para estudar dossiers, em vez de decidir e respeitar os compromissos assumidos pelo anterior Governo. Apesar de não concordar com a criação de mais uma Universidade no nosso País, não sou contra a possibilidade de o Instituto Politécnico de Viseu passar a ser um estabelecimento universitário especializado em cursos relacionados com a inovação tecnológica.
Quanto ao assunto que por aqui em Viseu mais se fala, muito por culpa da imagem que alguns querem fazer passar de Viseu como sendo uma cidade provinciana e sem cultura, nem urbanidade (não devem visitar Viseu há muito tempo!), penso que, mais do que uma questão de identidade local, o facto de haver (ou não) um gang que se dedica a perseguir gays pela cidade trata-se apenas de um caso de polícia. A maior ou menor capacidade de aceitar as atitudes públicas da comunidade homossexual depende, não tanto do local onde se vive (se em Lisboa, em Viseu ou numa aldeia de Trás-os-Montes), mas sim da cultura individual de cada um e da forma como essas atitudes são levadas a cabo, numa sociedade que se deve reger, entre outros, pelo valor do respeito pela privacidade (e não exibicionismo) de cada um. A mim pouco me importa que em Viseu exista um bar frequentado por gays ou que em local apropriado um casal gay faça o que lhe der na cabeça. Pelo contrário, já me incomoda que num parque de descanso do IP5 não possa parar o meu carro, arriscando-me a ser assediado por um tipo que gosta de homens. Mas, que fique claro que também não sou a favor de milícias populares que perseguem pessoas, quaisquer que sejam as razões. E também me incomoda que se recorra à violência como prova da heterossexualidade de alguém. As autoridades judiciais servem para alguma coisa. Para os que se exibem e para os que se julgam defensores à força dos bons costumes...
Em tempo de Páscoa, resta-me fazer votos para que Sócrates saiba respeitar as decisões assumidas pelo anterior Governo e que se deixe de falar de Viseu como uma cidade onde impera a discriminação e a intolerância. Bem pelo contrário...
No primeiro caso, fica mais uma vez clara a estratégia assumida por Sócrates em fugir às questões difíceis e preferir a criação de comissões para estudar dossiers, em vez de decidir e respeitar os compromissos assumidos pelo anterior Governo. Apesar de não concordar com a criação de mais uma Universidade no nosso País, não sou contra a possibilidade de o Instituto Politécnico de Viseu passar a ser um estabelecimento universitário especializado em cursos relacionados com a inovação tecnológica.
Quanto ao assunto que por aqui em Viseu mais se fala, muito por culpa da imagem que alguns querem fazer passar de Viseu como sendo uma cidade provinciana e sem cultura, nem urbanidade (não devem visitar Viseu há muito tempo!), penso que, mais do que uma questão de identidade local, o facto de haver (ou não) um gang que se dedica a perseguir gays pela cidade trata-se apenas de um caso de polícia. A maior ou menor capacidade de aceitar as atitudes públicas da comunidade homossexual depende, não tanto do local onde se vive (se em Lisboa, em Viseu ou numa aldeia de Trás-os-Montes), mas sim da cultura individual de cada um e da forma como essas atitudes são levadas a cabo, numa sociedade que se deve reger, entre outros, pelo valor do respeito pela privacidade (e não exibicionismo) de cada um. A mim pouco me importa que em Viseu exista um bar frequentado por gays ou que em local apropriado um casal gay faça o que lhe der na cabeça. Pelo contrário, já me incomoda que num parque de descanso do IP5 não possa parar o meu carro, arriscando-me a ser assediado por um tipo que gosta de homens. Mas, que fique claro que também não sou a favor de milícias populares que perseguem pessoas, quaisquer que sejam as razões. E também me incomoda que se recorra à violência como prova da heterossexualidade de alguém. As autoridades judiciais servem para alguma coisa. Para os que se exibem e para os que se julgam defensores à força dos bons costumes...
Em tempo de Páscoa, resta-me fazer votos para que Sócrates saiba respeitar as decisões assumidas pelo anterior Governo e que se deixe de falar de Viseu como uma cidade onde impera a discriminação e a intolerância. Bem pelo contrário...
segunda-feira, março 21, 2005
É urgente valorizar o respeito e a autoridade...
Neste fim de semana, mais um caso de homicídio (neste caso duplo-homicídio) veio agitar a opinião pública portuguesa. Este acontecimento, para além da tragédia familiar que o acompanha, não deve ser considerado apenas como um caso isolado e descontextualizado da realidade social em que vivemos. De facto, ele constitui uma espécie de sinal dos tempos que identifica o estado arbitrário e desregulado a que chegou a sociedade portuguesa.
Desde meados dos anos 80 que se tem vindo a estabelecer nas sociedades ocidentais, em geral, e, por arrastamento no nosso País um pensamento ultra-liberal, com repercussões ao nível do desrespeito por uma série de princípios que "regulavam" as sociedades mais avançadas. Princípios básicos como a educação, o civismo ou o respeito pelos mais velhos são cada vez mais meras recordações de outros tempos...
Vejam-se os casos de diversas profissões que, actualmente, são "olhadas" de lado e quase rebaixadas: professores, polícias, políticos, entre outras. Se no caso destes últimos a culpa pode ser imputada à própria classe política que se auto-digladia, já no que respeita aos docentes e forças de segurança, a razão da sua desvalorização social deve ser imputada à elevada permissividade com que o Estado, enquanto pessoa de bem, deixou alastrar à sociedade em geral no que ao cumprimento de determinadas regras civilizacionais.
Em Portugal caminha-se para uma situação em que o professor é visto quase como a "baby-sister" dos jovens portugueses e o agente de polícia é tido como o sujeito que passa multas de estacionamento e foge das zonas perigosas.
Urge que sejam tomadas medidas para que estas classes profissionais sejam devidamente valorizadas e respeitadas pela sociedade civil, sendo que só com o impulso de autoridade (não digo autoritarismo) é que se poderá defender duas das profissões que mais decisivas são na elevação da qualidade de vida das populações.
Desde meados dos anos 80 que se tem vindo a estabelecer nas sociedades ocidentais, em geral, e, por arrastamento no nosso País um pensamento ultra-liberal, com repercussões ao nível do desrespeito por uma série de princípios que "regulavam" as sociedades mais avançadas. Princípios básicos como a educação, o civismo ou o respeito pelos mais velhos são cada vez mais meras recordações de outros tempos...
Vejam-se os casos de diversas profissões que, actualmente, são "olhadas" de lado e quase rebaixadas: professores, polícias, políticos, entre outras. Se no caso destes últimos a culpa pode ser imputada à própria classe política que se auto-digladia, já no que respeita aos docentes e forças de segurança, a razão da sua desvalorização social deve ser imputada à elevada permissividade com que o Estado, enquanto pessoa de bem, deixou alastrar à sociedade em geral no que ao cumprimento de determinadas regras civilizacionais.
Em Portugal caminha-se para uma situação em que o professor é visto quase como a "baby-sister" dos jovens portugueses e o agente de polícia é tido como o sujeito que passa multas de estacionamento e foge das zonas perigosas.
Urge que sejam tomadas medidas para que estas classes profissionais sejam devidamente valorizadas e respeitadas pela sociedade civil, sendo que só com o impulso de autoridade (não digo autoritarismo) é que se poderá defender duas das profissões que mais decisivas são na elevação da qualidade de vida das populações.
quinta-feira, março 17, 2005
Ser contra é ser racista??? Tomem juízo!
Não concordo com a entrada de Cabo Verde no seio da União Europeia, tal como não sou muito favorável à adesão da Turquia a este grupo político... Vem isto a propósito da ideia defendida por Adriano Moreira e Mário Soares de "equipararem" este arquipélago do Atlântico às regiões autónomas das Canárias, Madeira ou Açores. Segundo estes reformados da política, o facto de Cabo Verde constituir um País africano em nada deve contrariar o poder vir a fazer parte da UE. Ora, para mim, essa é precisamente a razão principal pela qual discordo da entrada de Cabo Verde ou de qualquer outro País de África ou da Ásia nesta importante organização política, que teve um cariz eminentemente geográfico na sua fundação. Se é de uma união europeia de que falamos não faz qualquer sentido receber países do Médio Oriente ou de qualquer outra região do mundo, por muito que sejam boas as intenções de tal proposta...
E, por favor, não me apelidem de racista ou xenófobo por ter esta opinião. Tenho a firme ideia de que os antigos países colonizadores deviam contribuir de forma muito mais activa e responsável na resolução de muitos problemas provocados pela desastrosa política de descolonização praticada, no caso português, durante o Governo de Mário Soares. Mas, atenção, a ajuda às antigas colónias deve ser devidamente vigiada e controlada no sentido de não fomentar desvios e proveitos alheios.
Cabo Verde na UE? Tenham é paciência e deixem-se de ilusões....
E, por favor, não me apelidem de racista ou xenófobo por ter esta opinião. Tenho a firme ideia de que os antigos países colonizadores deviam contribuir de forma muito mais activa e responsável na resolução de muitos problemas provocados pela desastrosa política de descolonização praticada, no caso português, durante o Governo de Mário Soares. Mas, atenção, a ajuda às antigas colónias deve ser devidamente vigiada e controlada no sentido de não fomentar desvios e proveitos alheios.
Cabo Verde na UE? Tenham é paciência e deixem-se de ilusões....
domingo, março 13, 2005
Uma questão de lobbies...
No discurso de tomada de posse, José Sócrates decidiu avançar com uma medida que, aos olhos de muitos, parece ser essencial e reveladora de coragem política. Refiro-me à possibilidade dos medicamentos de venda sem receita médica poderem ser comercializados em grandes superfícies, nomeadamente nos hipermercados.
Logo veio a DECO concordar com a medida, enquanto que o lobbie das farmácias alertou para os perigos da venda livre de medicamentos que não necessitam de receita médica. Será que alguém reparou que o lobbie dos hipermercados, com Belmiro de Azevedo à cabeça, ficou calado? É que não sejamos ingénuos: esta medida favorece os hipermercados, não se percebendo quais os reais benefícios para o cidadão comum.
Sócrates defende esta medida com a necessidade de reduzir o preço dos medicamentos. Mas, então, porque não avança com o estabelecimento do preço único aplicado aos medicamentos, como já acontece com os livros? É que deixar de vender medicamentos exclusivamente nas farmácias para se poder passar a comprá-los em hipermercados terá como óbvia consequência o aumento indiscriminado do consumo de medicamentos, acompanhado de um possível incremento de muitas patologias. Veja-se o caso da Alemanha...
Lá teremos o zé povinho a ir ao Continente fazer as suas comprinhas de fim-se-semana e abastecer o seu carrinho de compras com mais umas quantas aspirinas e paracetamol, abrindo o caminho para o perigo da auto-medicação. Já estou a ver os anúncios de preço baixo no corredor dos medicamentos, apelando à compra desses produtos.
Entretanto, Belmiro de Azevedo e companhia devem esfregar as mãos de contentes...
Logo veio a DECO concordar com a medida, enquanto que o lobbie das farmácias alertou para os perigos da venda livre de medicamentos que não necessitam de receita médica. Será que alguém reparou que o lobbie dos hipermercados, com Belmiro de Azevedo à cabeça, ficou calado? É que não sejamos ingénuos: esta medida favorece os hipermercados, não se percebendo quais os reais benefícios para o cidadão comum.
Sócrates defende esta medida com a necessidade de reduzir o preço dos medicamentos. Mas, então, porque não avança com o estabelecimento do preço único aplicado aos medicamentos, como já acontece com os livros? É que deixar de vender medicamentos exclusivamente nas farmácias para se poder passar a comprá-los em hipermercados terá como óbvia consequência o aumento indiscriminado do consumo de medicamentos, acompanhado de um possível incremento de muitas patologias. Veja-se o caso da Alemanha...
Lá teremos o zé povinho a ir ao Continente fazer as suas comprinhas de fim-se-semana e abastecer o seu carrinho de compras com mais umas quantas aspirinas e paracetamol, abrindo o caminho para o perigo da auto-medicação. Já estou a ver os anúncios de preço baixo no corredor dos medicamentos, apelando à compra desses produtos.
Entretanto, Belmiro de Azevedo e companhia devem esfregar as mãos de contentes...
quinta-feira, março 10, 2005
O estilo de Sócrates...
Apenas duas semanas, desde o dia em que se realizaram as eleições legislativas, foram suficientes para perceber o estilo de fazer política com que José Sócrates irá governar Portugal.
As suas escolhas para os elementos da sua nova equipa governamental deixam transparecer duas características óbvias: um claro facilitismo, por ter recorrido a mais de dez ex-Ministros ou Secretários de Estado do antigo governo de Guterres que, não nos esqueçamos, se demitiu por manifesta incapacidade, e uma evidente contradição, por ter colocado à frente da mais importante pasta uma pessoa que, face ao resto do governo, não tem nada que ver com as promessas feitas por Sócrates na campanha eleitoral. Aliás, a este propósito, escolher para a pasta das Finanças alguém que já veio mostrar que não está para aturar as ideias de Sócrates revela, no mínimo, uma boa dose de imobilismo e falta de liderança por parte do novo Primeiro-Ministro. O mesmo se poderia dizer do convite feito a Freitas do Amaral e que prova a falta de frontalidade de ambas as personagens em terem combiando esta negociata antes das eleições.
Mas, o que mais me surpreendeu foi a velocidade e a "cara de pau" com que o novo Governo (mesmo ainda ser estar empossado) já veio desdizer o que tinha dito na campanha eleitoral: os impostos vão ter que ser aumentados e o fim das receitas extraordinárias é só para cumprir no final da legislatura. Quanto ao desemprego o novo Primeiro-Ministro já prefere dizer nada... Enfim, aqueles que votaram o PS à espera de milagres (que devem ter sido a maioria) vão ter que enfiar a carapuça na cabeça...
Imagine-se que até Sampaio já vem com discursos que não teve a coragem de fazer durante o consulado de Santana. Mas, o melhor estará apara vir com a apresentação do Programa de Governo, que já não irá ser elaborado por Vitorino, pois não? Esse também soube entrar no filme dos enganos...
As suas escolhas para os elementos da sua nova equipa governamental deixam transparecer duas características óbvias: um claro facilitismo, por ter recorrido a mais de dez ex-Ministros ou Secretários de Estado do antigo governo de Guterres que, não nos esqueçamos, se demitiu por manifesta incapacidade, e uma evidente contradição, por ter colocado à frente da mais importante pasta uma pessoa que, face ao resto do governo, não tem nada que ver com as promessas feitas por Sócrates na campanha eleitoral. Aliás, a este propósito, escolher para a pasta das Finanças alguém que já veio mostrar que não está para aturar as ideias de Sócrates revela, no mínimo, uma boa dose de imobilismo e falta de liderança por parte do novo Primeiro-Ministro. O mesmo se poderia dizer do convite feito a Freitas do Amaral e que prova a falta de frontalidade de ambas as personagens em terem combiando esta negociata antes das eleições.
Mas, o que mais me surpreendeu foi a velocidade e a "cara de pau" com que o novo Governo (mesmo ainda ser estar empossado) já veio desdizer o que tinha dito na campanha eleitoral: os impostos vão ter que ser aumentados e o fim das receitas extraordinárias é só para cumprir no final da legislatura. Quanto ao desemprego o novo Primeiro-Ministro já prefere dizer nada... Enfim, aqueles que votaram o PS à espera de milagres (que devem ter sido a maioria) vão ter que enfiar a carapuça na cabeça...
Imagine-se que até Sampaio já vem com discursos que não teve a coragem de fazer durante o consulado de Santana. Mas, o melhor estará apara vir com a apresentação do Programa de Governo, que já não irá ser elaborado por Vitorino, pois não? Esse também soube entrar no filme dos enganos...
sexta-feira, março 04, 2005
Será este um Governo PS com uma política de direita?
Finalmente, e depois de tanta compreensão da comunicação social pelo acto de formação do Governo de Sócrates (situação que não aconteceu com Santana Lopes, cujas especulações noticiosas foram constantes), ficámos a saber os nomes dos Ministros que irão acompanhar o novo Primeiro-Ministro durante os próximos tempos.
Duas palavras podem definir a nova equipa governamental: confirmação e ironia. Confirmação em relação a muitos daqueles que tiveram responsabilidade no abandono de Guterres do Governo a meio do mandato, confirmando a sua incapacidade para tomar conta do País e que, recorde-se, deixou Portugal à beira do "pântano". Aí estão novamente, para além do próprio Sócrates, figuras da herança guterrista como os antigos Ministros ou Secretários de Estado António Costa, Pedro Silva Pereira, Luís Amado, Alberto Costa, Vieira da Silva, Correia de Campos, Santos Silva e Mariano Gago. Quanto à ironia, ela diz respeito às personalidades convidadas para as Finanças e Economia e que, pelo que se sabe, nada têm que ver com a visão da esquerda conservadora que Sócrates deixou "escapar" na campanha eleitoral. Aliás, o novo Ministro das Finanças é conhecido por ter uma visão bastante liberal da economia, o que não corresponde às expectativas de muitos daqueles que votaram no PS. Muitos entendidos até dizem que por ter estado a trabalhar nos EUA, Campos e Cunha, o novo homem forte das Finanças, ficaria melhor num Governo de centro-direita...
E, o que dizer da inclusão de Freitas do Amaral neste Governo? Apenas a confirmação de que existem pessoas que negoceiam lugares antes das eleições, assumindo a figura de autênticos "vira-casacas".
A ver vamos até quando dura o estado de graça desta equipa? Eu cá penso que irá aguentar até à altura em que o novo Ministro das Finanças se fartar da "tralha" guterrista.
Duas palavras podem definir a nova equipa governamental: confirmação e ironia. Confirmação em relação a muitos daqueles que tiveram responsabilidade no abandono de Guterres do Governo a meio do mandato, confirmando a sua incapacidade para tomar conta do País e que, recorde-se, deixou Portugal à beira do "pântano". Aí estão novamente, para além do próprio Sócrates, figuras da herança guterrista como os antigos Ministros ou Secretários de Estado António Costa, Pedro Silva Pereira, Luís Amado, Alberto Costa, Vieira da Silva, Correia de Campos, Santos Silva e Mariano Gago. Quanto à ironia, ela diz respeito às personalidades convidadas para as Finanças e Economia e que, pelo que se sabe, nada têm que ver com a visão da esquerda conservadora que Sócrates deixou "escapar" na campanha eleitoral. Aliás, o novo Ministro das Finanças é conhecido por ter uma visão bastante liberal da economia, o que não corresponde às expectativas de muitos daqueles que votaram no PS. Muitos entendidos até dizem que por ter estado a trabalhar nos EUA, Campos e Cunha, o novo homem forte das Finanças, ficaria melhor num Governo de centro-direita...
E, o que dizer da inclusão de Freitas do Amaral neste Governo? Apenas a confirmação de que existem pessoas que negoceiam lugares antes das eleições, assumindo a figura de autênticos "vira-casacas".
A ver vamos até quando dura o estado de graça desta equipa? Eu cá penso que irá aguentar até à altura em que o novo Ministro das Finanças se fartar da "tralha" guterrista.
terça-feira, março 01, 2005
De mansinho...
Já há mais de uma semana que decorreram as eleições legislativas e, depois da vitória do PS, o País parece ter entrado num ambiente de letargia e hipnotismo, sem notícias-bomba, nem ondas de contra-informação. A comunicação social abrandou o seu ímpeto inconformista com que se empenhou tanto durante os quatro meses de vigência santanista à frente dos destinos do Governo de Portugal.
O que mudou em Portugal? Diria que, por enquanto, mais do que uma mudança de Governo (visto que ainda não sabemos como será a equipa de Sócrates), assistimos a um novo estilo de fazer informação, com aberturas de noticiários menos especulativas e com primeiras páginas de jornal bem mais sérias e incontroversas. Dá a ideia que com Santana Lopes no poder, os jornalistas tinham um ímpeto de ataque, à procura da mais pequena coisa sem importância para a transformar num alarido total...
Sócrates não se pode queixar da comunicação social, provando-se agora que tinha lógica o que muita gente afirmava: "Sócrates está a ser levado ao colo pelos jornalistas". A ver vamos o que nos reserva a equipa socialista: se desconhecidos independentes, mas competentes; se os velhos do Restelo socialistas...
O que mudou em Portugal? Diria que, por enquanto, mais do que uma mudança de Governo (visto que ainda não sabemos como será a equipa de Sócrates), assistimos a um novo estilo de fazer informação, com aberturas de noticiários menos especulativas e com primeiras páginas de jornal bem mais sérias e incontroversas. Dá a ideia que com Santana Lopes no poder, os jornalistas tinham um ímpeto de ataque, à procura da mais pequena coisa sem importância para a transformar num alarido total...
Sócrates não se pode queixar da comunicação social, provando-se agora que tinha lógica o que muita gente afirmava: "Sócrates está a ser levado ao colo pelos jornalistas". A ver vamos o que nos reserva a equipa socialista: se desconhecidos independentes, mas competentes; se os velhos do Restelo socialistas...
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Agora, a responsabilidade governativa é absoluta...
Tenho de confessar que nunca pensei que o PS conseguisse a maioria absoluta que o povo português lhe concedeu nestas eleições. Ao longo dos próximos tempos muito se dirá sobre as causas destes resultados e os tempos difíceis que o País irá enfrentar. Neste artigo muito sintético quero apenas deixar algumas notas:
1. A vitória do PS e da esquerda portuguesa são absolutas, o que prova que a maioria do povo português não compreendeu as medidas difíceis que a anterior coligação governamental teve que tomar, nem se identificou com as propostas que Santana Lopes protagonizou ao longo da campanha em termos de legislação laboral, aumento da idade da reforma, fim das SCUT`s, continuação da política de propinas nas universidades, etc., enfim, as medidas rigorosas que se impunham ao País para diminuir o défice orçamental e enfrentar os nossos parceiros comunitários. O eleitorado não gosta de verdades desagradáveis...
2. O próximo Governo liderado por Sócrates tem todas as condições para continuar a política de crescimento económico dos últimos tempos e não poderá refugiar-se na herança que o PSD-PP lhe deixam em termos de défice, inflação e contenção da despesa pública, visto que nestes três aspectos a realidade é bem positiva. Em termos de desemprego, o PS sabia muito bem a realidade que o País enfrenta, no que concerne à concorrência da China e dos países do Leste europeu, pelo que nos próximos quatro anos qualquer aumento do desemprego apenas atestará da responsabilidade que foi termos um partido em campanha eleitoral prometer que o desemprego seria combatido e reduzido. A ver vamos quem enganou os portugueses...
3. O PS muito poderá agradecer ao Presidente da República o favor que este lhe fez ao convocar estas eleições num momento sempre difícil para um Governo (a meio da legislatura), quando a fazê-lo, o deveria ter feito antes de Durão ter aceite o cargo que lhe foi proposto. Até na declaração antes das eleições, Sampaio reforçou a ideia de crise e de mudança. "Obrigado, caro Jorge", dirá Sócrates...
4. Os partidos perdedores saem de cena de diferentes formas: o PP, unido em torno do seu líder e com um resultado que, na prática, não desmerece o esforço de Portas e o PSD, dividido e envergonhado, esperando-se tempos difíceis e de cortar à faca no próximo Congresso. Sobre a atitude de Santana, penso que numa noite de derrota como a de ontem, nenhuma decisão de cabeça quente deveria ter sido tomada em termos de futuro, pelo que os próximos dias serão importantes para clarificar a intenção de Santana em relação à liderança do partido. Esperemos que o País não se distraia com o PSD, esquecendo-se das tarefas que o próximo Governo terá que tomar...
1. A vitória do PS e da esquerda portuguesa são absolutas, o que prova que a maioria do povo português não compreendeu as medidas difíceis que a anterior coligação governamental teve que tomar, nem se identificou com as propostas que Santana Lopes protagonizou ao longo da campanha em termos de legislação laboral, aumento da idade da reforma, fim das SCUT`s, continuação da política de propinas nas universidades, etc., enfim, as medidas rigorosas que se impunham ao País para diminuir o défice orçamental e enfrentar os nossos parceiros comunitários. O eleitorado não gosta de verdades desagradáveis...
2. O próximo Governo liderado por Sócrates tem todas as condições para continuar a política de crescimento económico dos últimos tempos e não poderá refugiar-se na herança que o PSD-PP lhe deixam em termos de défice, inflação e contenção da despesa pública, visto que nestes três aspectos a realidade é bem positiva. Em termos de desemprego, o PS sabia muito bem a realidade que o País enfrenta, no que concerne à concorrência da China e dos países do Leste europeu, pelo que nos próximos quatro anos qualquer aumento do desemprego apenas atestará da responsabilidade que foi termos um partido em campanha eleitoral prometer que o desemprego seria combatido e reduzido. A ver vamos quem enganou os portugueses...
3. O PS muito poderá agradecer ao Presidente da República o favor que este lhe fez ao convocar estas eleições num momento sempre difícil para um Governo (a meio da legislatura), quando a fazê-lo, o deveria ter feito antes de Durão ter aceite o cargo que lhe foi proposto. Até na declaração antes das eleições, Sampaio reforçou a ideia de crise e de mudança. "Obrigado, caro Jorge", dirá Sócrates...
4. Os partidos perdedores saem de cena de diferentes formas: o PP, unido em torno do seu líder e com um resultado que, na prática, não desmerece o esforço de Portas e o PSD, dividido e envergonhado, esperando-se tempos difíceis e de cortar à faca no próximo Congresso. Sobre a atitude de Santana, penso que numa noite de derrota como a de ontem, nenhuma decisão de cabeça quente deveria ter sido tomada em termos de futuro, pelo que os próximos dias serão importantes para clarificar a intenção de Santana em relação à liderança do partido. Esperemos que o País não se distraia com o PSD, esquecendo-se das tarefas que o próximo Governo terá que tomar...
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
Ainda é possível ganhar...
Ontem a comitiva do PSD, liderada por Santana Lopes, foi recebida em Viseu num ambiente de confiança e alegria, que nada teve que ver com o espírito de derrota e de descrença na vitória que toda a esquerda tem tentado contagiar naqueles que se consideram como de centro-direita. Claro que para estas recepções calorosas muito contribuem as máquinas partidárias, que incentivam muita gente dos concelhos limítrofes a ir de autocarro pago aos comícios e arruadas. Mas, isso não acontece só com o PSD, mas sim também com o PS e o PP. Porventura só o PCP e o BE não actuam da mesma maneira: o PCP por falta de apoio generalizado, à excepção do baluarte alentejano e o BE, por manifesta incapacidade eleitoral...
Mas, o que me interessa aqui destacar é que a possibilidade da maioria absoluta para o PS parece já não ter base de sustentação, o que, a confirmar-se, significará, primeiro que tudo, uma derrota pessoal de Sampaio (que, lembremo-nos, convocou estas eleições para proporcionar estabilidade governativa ao País). No entanto, estas eleições revelaram-se também como responsáveis pela continuação de tempos difíceis para Portugal, visto que constituíram, por exclusiva culpa de Sampaio, um momento de ruptura quando o nosso País estava já numa fase crescente de confiança económica e social.
Chegados ao momento de votar, existem duas vias possíveis:
1. A vitória do PS (sem maioria absoluta, pois não valerá a pena falarmos em utopias), tornando o País refém de partidos radicais e anti-europeus como o PCP e o BE ou sujeitando Portugal a mais um governo que não conseguirá completar até ao fim a legislatura.
2. A vitória do PSD, que, com a assumpção do acordo com o PP, poderá levar o nosso País a um Governo estável e reformador, com capacidade para tomar as medidas difíceis de que Portugal precisa para enfrentar os próximos tempos.
A escolha parece-me óbvia. Eu já decidi. E você?
Mas, o que me interessa aqui destacar é que a possibilidade da maioria absoluta para o PS parece já não ter base de sustentação, o que, a confirmar-se, significará, primeiro que tudo, uma derrota pessoal de Sampaio (que, lembremo-nos, convocou estas eleições para proporcionar estabilidade governativa ao País). No entanto, estas eleições revelaram-se também como responsáveis pela continuação de tempos difíceis para Portugal, visto que constituíram, por exclusiva culpa de Sampaio, um momento de ruptura quando o nosso País estava já numa fase crescente de confiança económica e social.
Chegados ao momento de votar, existem duas vias possíveis:
1. A vitória do PS (sem maioria absoluta, pois não valerá a pena falarmos em utopias), tornando o País refém de partidos radicais e anti-europeus como o PCP e o BE ou sujeitando Portugal a mais um governo que não conseguirá completar até ao fim a legislatura.
2. A vitória do PSD, que, com a assumpção do acordo com o PP, poderá levar o nosso País a um Governo estável e reformador, com capacidade para tomar as medidas difíceis de que Portugal precisa para enfrentar os próximos tempos.
A escolha parece-me óbvia. Eu já decidi. E você?
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Já não há respeito!!!
Ontem assistimos por parte de algumas personalidades bem conhecidas da praça pública ao que pior se podia esperar do respeito que é devido ao desaparecimento físico da Irmã Lúcia. Então não é que, no momento em que o silêncio e a meditação eram os gestos mais condignos a ter depois do falecimento da Irmã Lúcia, algumas personalidades da política e da Igreja Católica vieram criticar a atitude de alguns partidos que decidiram suspender as suas actividades de campanha por respeito ao luto nacional? Chegou-se ao ponto de vermos o antigo Bispo de Setúbal vir afirmar que alguns partidos quiseram tirar partido da morte da Irmã Lúcia, o que evidencia que há quem não olhe a meios para vir julgar os outros, mesmo em momentos em que o recato seria o que mais se lhes exigiria!
Já não falo das afirmações proferidas por Manuel Monteiro ou por Francisco Louçã, mas esperava-se mais respeito por parte de pessoas como o D. Januário Torgal e D. Manuel Martins que vieram para a comunicação social dar destaque pela negativa a uma decisão de partidos políticos que têm nas suas fileiras militantes e simpatizantes católicos e que aprovam a atitude tomada pela liderança dos seus partidos.
Como diz o povo, há alturas em que o silêncio é de ouro... Este foi um deles, abruptamente interrompido por alguns indivíduos que apenas parecem ter como objectivo vir a terreiro armados em autênticos juízes de intenções...
Já não falo das afirmações proferidas por Manuel Monteiro ou por Francisco Louçã, mas esperava-se mais respeito por parte de pessoas como o D. Januário Torgal e D. Manuel Martins que vieram para a comunicação social dar destaque pela negativa a uma decisão de partidos políticos que têm nas suas fileiras militantes e simpatizantes católicos e que aprovam a atitude tomada pela liderança dos seus partidos.
Como diz o povo, há alturas em que o silêncio é de ouro... Este foi um deles, abruptamente interrompido por alguns indivíduos que apenas parecem ter como objectivo vir a terreiro armados em autênticos juízes de intenções...
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Surpresas da campanha...
Como a vida de professor tem as suas vantagens, eu e a minha esposa aproveitámos estas mini-férias de Carnaval, de quase uma semana, para, durante uns dias, dar uma escapadela e passear um pouco por algumas regiões da nossa preferência.
O fim-de-semana foi passado em Lisboa, onde, como habitualmente, visitámos a zona de Belém e os bairros históricos, com destaque para os alfarrabistas do Bairro Alto. Fomos também assistir à vitória do Glorioso no Estádio da Luz frente à Académica e confraternizámos com os nossos amigos de Penha de França, onde o meu pai tem um estabelecimento comercial e costumamos passar uns bons tempos cada vez que aí vamos.
Na segunda-feira fomos para a Covilhã, local de residência da parte materna da minha família. No caminho resolvemos fazer uma visita à capital do Gótico, a bonita cidade de Santarém. Qual não foi o nosso espanto quando, ao lancharmos numa das pastelarias da zona histórica da cidade, fomos surpreendidos pelo candidato a Primeiro-Ministro José Sócrates que estava a oferecer rosas às senhoras que encontrava. Tanto eu como a Salete ficámos com a ideia de ver um homem pouco afável e nada espontâneo nos seus gestos. Aliás, o que valeu a Sócrates é que estava acompanhado por uma banda musical que ia animando as hostes socialistas. Recordei-me, então, do que o meu pai me havia dito no dia anterior: no Liceu da Covilhã, onde o meu pai e Sócrates foram colegas de escola, este tinha a fama (e proveito) de ser aluno-cábula e adorava colar cartazes do PSD. Sócrates era, nessa altura, um ferrenho JSD que viria, mais tarde, a mudar-se para o PS por zangas internas na JSD-Covilhã. Ou seja, a força da conveniência foi maior que o rigor da convicção...
Depois de termos passado uma alegre noite na minha cidade-natal, a Covilhã, partimos então para Espanha, rumo a Salamanca a fim de aproveitar a terça-feira de Carnaval. Mais uma vez, visitámos os monumentos desta bela cidade espanhola e divertimo-nos com a animada noite de "nuestros hermanos". Continuo a não gostar da gastronomia espanhola, nem da mania da "siesta" dos nossos vizinhos, mas não me restam dúvidas que, em termos de alegria, os espanhóis superam-nos. Por mera curiosidade, resolvi meter conversa com alguns espanhóis sobre as eleições de Portugal e, curiosamente, ouvi boas impressões em relação a Santana Lopes e alguma indiferença a propósito de Sócrates.
De regresso a Portugal, soube da não-notícia sobre Cavaco Silva e da forma, cada vez mais arrogante, como Sócrates tem vindo a pautar a sua campanha eleitoral. Ou seja, nada de novo...
O fim-de-semana foi passado em Lisboa, onde, como habitualmente, visitámos a zona de Belém e os bairros históricos, com destaque para os alfarrabistas do Bairro Alto. Fomos também assistir à vitória do Glorioso no Estádio da Luz frente à Académica e confraternizámos com os nossos amigos de Penha de França, onde o meu pai tem um estabelecimento comercial e costumamos passar uns bons tempos cada vez que aí vamos.
Na segunda-feira fomos para a Covilhã, local de residência da parte materna da minha família. No caminho resolvemos fazer uma visita à capital do Gótico, a bonita cidade de Santarém. Qual não foi o nosso espanto quando, ao lancharmos numa das pastelarias da zona histórica da cidade, fomos surpreendidos pelo candidato a Primeiro-Ministro José Sócrates que estava a oferecer rosas às senhoras que encontrava. Tanto eu como a Salete ficámos com a ideia de ver um homem pouco afável e nada espontâneo nos seus gestos. Aliás, o que valeu a Sócrates é que estava acompanhado por uma banda musical que ia animando as hostes socialistas. Recordei-me, então, do que o meu pai me havia dito no dia anterior: no Liceu da Covilhã, onde o meu pai e Sócrates foram colegas de escola, este tinha a fama (e proveito) de ser aluno-cábula e adorava colar cartazes do PSD. Sócrates era, nessa altura, um ferrenho JSD que viria, mais tarde, a mudar-se para o PS por zangas internas na JSD-Covilhã. Ou seja, a força da conveniência foi maior que o rigor da convicção...
Depois de termos passado uma alegre noite na minha cidade-natal, a Covilhã, partimos então para Espanha, rumo a Salamanca a fim de aproveitar a terça-feira de Carnaval. Mais uma vez, visitámos os monumentos desta bela cidade espanhola e divertimo-nos com a animada noite de "nuestros hermanos". Continuo a não gostar da gastronomia espanhola, nem da mania da "siesta" dos nossos vizinhos, mas não me restam dúvidas que, em termos de alegria, os espanhóis superam-nos. Por mera curiosidade, resolvi meter conversa com alguns espanhóis sobre as eleições de Portugal e, curiosamente, ouvi boas impressões em relação a Santana Lopes e alguma indiferença a propósito de Sócrates.
De regresso a Portugal, soube da não-notícia sobre Cavaco Silva e da forma, cada vez mais arrogante, como Sócrates tem vindo a pautar a sua campanha eleitoral. Ou seja, nada de novo...
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
Um debate que soube a pouco...
No final do primeiro e único debate entre Santana Lopes e José Sócrates fiquei com a clara ideia da razão pela qual Sócrates, desde o início desta campanha, evitou confrontar-se com Santana Lopes num frente-a-frente que pudesse de uma vez por todas esclarecer os mais indecisos. Digo isto porque Sócrates se apresentou como o aluno-cábulo, que decora tudo no dia anterior ao teste, para depois se esquecer do que disse. De facto, vimos um líder do PS quase "robotizado", sem espontaneidade, nem sentido de improvisação e, imagine-se, vestindo a pele de vítima e de coitadinho, à qual só faltou um choradinho à moda de Sampaio para cativar uns quantos votos. Nem o melhor actor de cinema faria melhor...
Ao invés, e ao contrário do que seria de supor, vimos um Santana Lopes com sentido de Estado, demonstrando a obra feita e explicando aos portugueses a forma coerente e rigorosa como em quatro meses se tomaram tantas medidas polémicas e difíceis, mas necessárias a Portugal.
Pena é que nem todas as questões pudessem ter sido abordadas e que o formato do debate fosse prejudicial ao verdadeiro confronto de argumentos entre os dois candidatos a Primeiro-Ministro, para já não falar dos próprios jornalistas que me pareceram ter confundido e atrapalhado ainda mais o debate que se queria mais vivo e aberto...
Enfim, esperemos que nas duas semanas de campanha que faltam aqueles que continuam indecisos percebam o que está em causa. Como afirmava Santana: ou se continua com a política reformadora do Governo liderado pelo PSD ou teremos que voltar à velha "trupe" socialista que muito dialoga, mas pouco faz...
Ao invés, e ao contrário do que seria de supor, vimos um Santana Lopes com sentido de Estado, demonstrando a obra feita e explicando aos portugueses a forma coerente e rigorosa como em quatro meses se tomaram tantas medidas polémicas e difíceis, mas necessárias a Portugal.
Pena é que nem todas as questões pudessem ter sido abordadas e que o formato do debate fosse prejudicial ao verdadeiro confronto de argumentos entre os dois candidatos a Primeiro-Ministro, para já não falar dos próprios jornalistas que me pareceram ter confundido e atrapalhado ainda mais o debate que se queria mais vivo e aberto...
Enfim, esperemos que nas duas semanas de campanha que faltam aqueles que continuam indecisos percebam o que está em causa. Como afirmava Santana: ou se continua com a política reformadora do Governo liderado pelo PSD ou teremos que voltar à velha "trupe" socialista que muito dialoga, mas pouco faz...
segunda-feira, janeiro 31, 2005
Agora calam-se...
Pois é, as eleições no Iraque correram melhor do aquilo que se julgava e o povo iraquiano demonstrou que a sua vontade de ter liberdade e democracia no seu País é maior do que o medo do terror e a teoria do "deixa andar"...
Depois de longos meses de um ruído ensurdecedor por parte dos que se auto-apelidam de "anti-Bush", este é já o segundo sapo vivo que tiveram que engolir em pouco tempo: depois da vitória de Bush nos EUA, só mesmo uma forte adesão do povo iraquiano a estas eleições para calar aqueles que se diziam "amiguinhos" do povo iraquiano. Agora ficaram calados!!!
A História ensina que foram raras as ocasiões em que os valores democráticos venceram sem custos humanos (o caso português é uma excepção à regra) e, infelizmente, tivemos que assistir a muitas baixas em solo iraquiano para que estas eleições pudessem ter ocorrido. O caminho é longo, mas fica a lição: ainda há quem lute pela democracia!
Depois de longos meses de um ruído ensurdecedor por parte dos que se auto-apelidam de "anti-Bush", este é já o segundo sapo vivo que tiveram que engolir em pouco tempo: depois da vitória de Bush nos EUA, só mesmo uma forte adesão do povo iraquiano a estas eleições para calar aqueles que se diziam "amiguinhos" do povo iraquiano. Agora ficaram calados!!!
A História ensina que foram raras as ocasiões em que os valores democráticos venceram sem custos humanos (o caso português é uma excepção à regra) e, infelizmente, tivemos que assistir a muitas baixas em solo iraquiano para que estas eleições pudessem ter ocorrido. O caminho é longo, mas fica a lição: ainda há quem lute pela democracia!
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Programas eleitorais? Para quê?
Será que alguém ainda se lembra do que vinha escrito nos programas eleitorais do PS em 1995 e 1999 ou do PSD em 2002? Não creio... Vem isto a propósito do que muito se tem escrito sobre o conteúdo dos programas eleitorais que PSD e PS apresentaram recentemente. Convém lembrar que os ditos programas não passam de propósitos ambiciosos que, legitimamente, cada partido pensa poder vir a cumprir, caso a conjuntura socio-económica lhe seja favorável. Claro que há promessas que soam a puro populismo: a criação de 150 mil novos empregos proposta pelo PS (quantos serão destruídos?) ou a diminuição do peso do Estado de 48% para 40% do PIB ambicionada pelo PSD (à custa de quanto desemprego?)...
Mais do que discutir números interessa discutir a forma de estar na política dos principais intervenientes nesta campanha! E, se Santana Lopes pode ser considerado como intempestivo, pelo menos é alguém que não tem medo de lobbies, nem de propostas reformadoras. Já José Sócrates, dá a ideia de alguém que não tem força para combater o imobilismo, deixando transparecer falta de coragem e de ambição quando aparece em público.
A verdade é que nos últimos quatro meses, apesar de alguma confusão, Santana Lopes deixou a imagem de alguém que pretende enfrentar os lobbies instalados em muitos sectores da população portuguesa, pretendendo introduzir taxas diferenciadoras na saúde e educação, acabar com o sigilo bancário, reformar a Administração Pública e a Segurança Social, aumentar os impostos aos bancos, etc. Já Sócrates, rodeado do que resta do pior guterrismo, mais parece o "fantoche" de Vitorino, sem ideias novas, nem propostas que enfrentem o estado actual de coisas.
Mais do que discutir números interessa discutir a forma de estar na política dos principais intervenientes nesta campanha! E, se Santana Lopes pode ser considerado como intempestivo, pelo menos é alguém que não tem medo de lobbies, nem de propostas reformadoras. Já José Sócrates, dá a ideia de alguém que não tem força para combater o imobilismo, deixando transparecer falta de coragem e de ambição quando aparece em público.
A verdade é que nos últimos quatro meses, apesar de alguma confusão, Santana Lopes deixou a imagem de alguém que pretende enfrentar os lobbies instalados em muitos sectores da população portuguesa, pretendendo introduzir taxas diferenciadoras na saúde e educação, acabar com o sigilo bancário, reformar a Administração Pública e a Segurança Social, aumentar os impostos aos bancos, etc. Já Sócrates, rodeado do que resta do pior guterrismo, mais parece o "fantoche" de Vitorino, sem ideias novas, nem propostas que enfrentem o estado actual de coisas.
domingo, janeiro 23, 2005
A campanha começa a aquecer...
Quando, formalmente, ainda estamos em pré-campanha eleitoral, os debates entre alguns líderes partidários e a constante troca de acusações começam já a alertar a opinião pública para aquilo que nos espera ao longo das próximas semanas.
O tiro de partida começou logo com a completa falta de educação demonstrada por Louçã quando este afirmou que Portas devia estar calado sobre o referendo do aborto por este não saber o que é ser-se pai. Como é possível que um líder partidário consiga descer tão baixo e evidenciar tiques de totalitarismo exacerbado. Louçã ainda se há-de arrepender do que disse... Do lado do PCP a cassete continua e ora se atacam os "amigos" da esquerda bloquista e socialista, ora os alvos são o PSD e PP.
E o que dizer de Sócrates? Uma completa desilusão, na aplicação de uma estratégia de fuga ao debate de ideias e ao confronto de opiniões e na defesa de um programa eleitoral inócuo, sem propostas inovadoras que sejam diferentes das apresentadas pelo PSD. Enfim, Sócrates consegue ser pior do que o mais amorfo Guterres.
E Santana, o que tem mostrado? Sem dúvida, uma força e vontade enormes que o tão bem caracterizam, no sentido de chamar a atenção aos portugueses que urge "atacar" os interesses dos lobbies que são contra as reformas de que Portugal necessita, desde a reforma laboral e administrativa à concretização das mudanças em curso na saúde, na segurança social e no ambiente, entre outras áreas. Na actual conjuntura, só um partido reformador como o PSD e um homem sem medo como Santana Lopes podem fazer com que Portugal prossiga o caminho do desenvolvimento.
O tiro de partida começou logo com a completa falta de educação demonstrada por Louçã quando este afirmou que Portas devia estar calado sobre o referendo do aborto por este não saber o que é ser-se pai. Como é possível que um líder partidário consiga descer tão baixo e evidenciar tiques de totalitarismo exacerbado. Louçã ainda se há-de arrepender do que disse... Do lado do PCP a cassete continua e ora se atacam os "amigos" da esquerda bloquista e socialista, ora os alvos são o PSD e PP.
E o que dizer de Sócrates? Uma completa desilusão, na aplicação de uma estratégia de fuga ao debate de ideias e ao confronto de opiniões e na defesa de um programa eleitoral inócuo, sem propostas inovadoras que sejam diferentes das apresentadas pelo PSD. Enfim, Sócrates consegue ser pior do que o mais amorfo Guterres.
E Santana, o que tem mostrado? Sem dúvida, uma força e vontade enormes que o tão bem caracterizam, no sentido de chamar a atenção aos portugueses que urge "atacar" os interesses dos lobbies que são contra as reformas de que Portugal necessita, desde a reforma laboral e administrativa à concretização das mudanças em curso na saúde, na segurança social e no ambiente, entre outras áreas. Na actual conjuntura, só um partido reformador como o PSD e um homem sem medo como Santana Lopes podem fazer com que Portugal prossiga o caminho do desenvolvimento.
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Sampaio com as orelhas a arder...
Desta vez, nem Sampaio foi poupado. Depois das criticas absurdas à visita de trabalho de Morais Sarmento a S. Tomé e Princípe, com o PS a analisar ao pormenor os gastos de deslocação e alojamento do Ministro, foi agora a vez de o Presidente da República levar um "puxão de orelhas" dos sindicatos têxteis pelo facto de na sua visita à China ter levado consigo alguns empresários portugueses que estão interessados em, e diga-se, de forma legítima, internacionalizarem os seus negócios.
Claro que numa economia aberta e global, é importante que as empresas nacionais consigam internacionalizar-se e expandir o seu negócio extra-fronteiras. Só que Sampaio esqueceu-se que convinha dar a ideia que a sua visìta à China devia também servir de incentivo a que multinacionais chinesas e outras do Sudeste Asiático investissem am Portugal, em vez de ter passado cinco dias a "suplicar" às autoridades chinesas para terem pena do nosso País e não inundarem o mercado português de produtos baratos.
Sampaio tem o hábito de publicar uns livros sobre as suas Presidências Abertas. Seria bom que Sampaio também tivesse a preocupação de informar os portugueses sobre as mais-valias das suas viagens de Estado ao estrangeiro. É que não chega vermos o Presidente dançar com umas chinesinhas ou emocionar-se ao ouvir um poema lusitano, quando os empresários apenas estão interessados em aumentarem os seus lucros.
Quem semeia ventos arrisca-se a ter que se confrontar com tempestades. Desta vez, foi Sampaio quem se disponibilizou ao ridiculo.
Claro que numa economia aberta e global, é importante que as empresas nacionais consigam internacionalizar-se e expandir o seu negócio extra-fronteiras. Só que Sampaio esqueceu-se que convinha dar a ideia que a sua visìta à China devia também servir de incentivo a que multinacionais chinesas e outras do Sudeste Asiático investissem am Portugal, em vez de ter passado cinco dias a "suplicar" às autoridades chinesas para terem pena do nosso País e não inundarem o mercado português de produtos baratos.
Sampaio tem o hábito de publicar uns livros sobre as suas Presidências Abertas. Seria bom que Sampaio também tivesse a preocupação de informar os portugueses sobre as mais-valias das suas viagens de Estado ao estrangeiro. É que não chega vermos o Presidente dançar com umas chinesinhas ou emocionar-se ao ouvir um poema lusitano, quando os empresários apenas estão interessados em aumentarem os seus lucros.
Quem semeia ventos arrisca-se a ter que se confrontar com tempestades. Desta vez, foi Sampaio quem se disponibilizou ao ridiculo.
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