A pré-campanha eleitoral para as próximas autárquicas de Outubro tem dominado a situação política do País, ao mesmo tempo que continua a saga protagonizada pelos sindicatos da função pública e o controlo rosa do aparelho do Estado.
Os debates televisivos tidos entre os candidatos a algumas das principais autarquias do País (neste âmbito não se compreendem os debates sobre Felgueiras ou Gondomar) têm-se revelado, salvo raras excepções, autênticas peças de teatro onde dominam o sarcasmo, a raiva, a mentira e a acusação. Eu cá tenho aproveitado o visionamento destes debates para me rir um pouco das "tiradas" dos nossos políticos. A este nível, é deveras vergonhosa a forma como alguns dos candidatos a Presidentes de Câmara não têm pejo algum em vir aliciar o eleitorado com a promessa de criação de postos de emprego. Esta é a típica promessa (ou compromisso, como alguns lhe gostam de chamar) que equivale a atirar areia para os olhos do Zé-povinho, como se um Presidente de Câmara tivesse uma varinha mágica que permitisse fomentar a criação de emprego!!!
Sócrates foi o primeiro a dar o exemplo com a sua conversa dos 150 000 postos de emprego. Esqueceu-se o nosso Primeiro-ministro que o emprego é uma realidade cada vez mais volátil, dependente da conjuntura económica internacional e da capacidade dos empresários em realizarem investimentos sustentáveis. Quanto aos candidatos a Presidentes de Câmara, estes apenas deviam falar dos seus projectos ao nível das infra-estruturas e equipamentos colectivos e das medidas de índole social e cultural que tencionam tomar, em vez de virem com o "rebuçado" do emprego... Mas, ainda há quem vá na conversa fiada das promessas!!!