segunda-feira, novembro 21, 2005

Ai se fosse por cá!!!

Quem costuma vir a este blogue com alguma regularidade já se deve ter apercebido que discordo em muito do teor dos decretos-lei, despachos ministeriais e circulares que, nos últimos anos, as sucessivas equipas do Ministério da Educação têm "enviado" para as escolas, numa estratégia de reformar aos bocadinhos um sistema que necessita de uma reforma a sério... Também já devem ter constatado que, ao contrário do que o actual Ministério da Educação proclama, defendo uma escola pública que conjugue conceitos como a qualidade e o rigor, imputando aos pais e encarregados de educação a responsabilização que devem ter pela educação dos seus filhos e educandos.
Assim, foi sem surpresa que soube da notícia de que o Governo de Tony Blair pretende introduzir alterações muito sérias no sistema de educação inglês, por forma a responsabilizar os pais pela educação dos seus filhos. Já há muito que defendo que o abono de família não deve ser uma "esmola" concedida de forma indiscriminada aos pais dos jovens que frequentam a escola, podendo, pelo contrário, servir de incentivo para a obtenção de bons resultados escolares. Por outro lado, já noutros artigos aqui defendi que, no caso de alunos que andam na escola apenas para passear os livros (quando os levam!) e apenas se interessam por prejudicar os que querem estudar e fazer a vida "negra" aos professores não basta a aplicação de burocráticos e morosos processos disciplinares que acabam em meros dias de suspensão da escola a que os alunos apelidam de "férias" intercalares, já que nem essas faltas servem para reprovar de ano...
Pois bem, quando é que iremos seguir o exemplo dos ingleses? Quando for tarde demais?

quarta-feira, novembro 16, 2005

Os nacionais, os imigrantes e os sem Pátria...

Ainda não escrevi nada sobre a situação vivida nas últimas três semanas em muitas das cidades francesas, com a desordem pública e o desrespeito pela lei que tem imperado nas noites dos arredores de Paris e de muitas outras cidades da França...
Muito poderia dizer sobre este fenómeno social, enunciando um conjunto de teorias da sociologia que explicam o desenrolar deste tipo de ocorrências... Muitos são aqueles que têm criticado a política de imigração dos Governos franceses dos últimos anos e a forma como os imigrantes que não arranjem emprego são excluídos da sociedade francesa. Outros preferem carregar baterias contra a falta de estratégia que tem sido notada no que concerne à incapacidade da França em assimilar os filhos dos imigrantes que já nasceram em terras francesas e que se sentem como que desprovidos de qualquer Pátria. Outros há que incidem a sua análise no escancarar de portas à imigração africana que durante muitos anos foi sintoma de falta de lucidez e de detonador destes problemas sociais...
Ora, está provado que a Europa, continente cada vez mais envelhecido e crescentemente egoísta, onde o número médio de filhos por mulher é pouco mais do que um (manifestamente insuficiente para a renovação de gerações e para as reais necessidades em termos de população activa) precisa de imigrantes, venham eles do Leste Europeu, do Norte de África, do continente americano ou da Ásia. Mas, esta realidade não implica que não se regulem as entradas, sob o risco de passarmos de uma situação deficitária para uma crise de excesso de imigrantes. Por outro lado, urge que se desenvolvam medidas de cariz social que visem contrariar o que durante muitos anos foi apanágio dos europeus: isolar e "guetizar" os imigrantes de cor de pele diferente e os seus descendentes, nomeadamente os originários das antigas colónias africanas...
A educação e a qualificação são meios essenciais para atingir os fins da integração. Muito há para fazer neste âmbito, pelo que não devem ser desaproveitados recursos que fomentem a instrução desta população, mss nunca descurando o respeito pela ordem pública... Será que os nossos governantes conseguem ver isto ou estão à espera que ocorra uma versão portuguesa do inferno francês?

quinta-feira, novembro 10, 2005

A diferença entre ser-se discreto ou provocatório...

Nos últimos dias foi notícia em alguns jornais (não sei se passou nas televisões) o caso de duas alunas de uma escola secundária de Vila Nova de Gaia que se queixaram de terem sido humilhadas e discriminadas pelo facto de se assumirem como lésbicas. Esta situação desencadeou-se depois das referidas alunas terem sido, segundo as mesmas, provocadas e insultadas por uma funcionária da escola por irem de mãos dadas, já depois de terem sido, por diversas "apanhadas" a darem beijos nos corredores da escola. Segundo as alunas, também a Vice-Presidente do Conselho Executivo actuou de forma errada, tendo-as apelidado de "lésbicas" e afirmado que da escola para fora poderiam ter os comportamentos que bem entendessem. Por parte da escola ficou-se a saber que estas são duas alunas problemáticas, que faltam muito e cujo aproveitamento escolar é negativo...
Pois bem, enquanto professor, mais do que fazer juízos de valores ou criticar uma das partes e "absolver" a outra, penso que será importante que as escolas reflictam muito bem sobre este tipo de situações, incorporando nos seus Regulamentos Internos o que fazer em casos análogos. Se bem que seja diferente, muitas escolas já prevêem o que fazer no caso dos alunos serem "apanhados" a fumar ou na posse de objectos contundentes. Mas, não seria melhor estipular a proibição de determinados comportamentos e atitudes entre alunos que possam sugerir condutas de cariz provocatório para com a comunidade educativa em geral? Atente-se que há escolas onde convivem alunos com idades compreendidas entre os 11 e os 20 anos... Independentemente dos namoros serem entre heterossexuais ou homossexuais, um estabelecimento escolar é um local onde a reserva, o ser-se discreto e a boa conduta devem prevalecer. Na escola onde lecciono já passei por casais de namorados que fazem questão de dar nas vistas em poses que tendem, no mínimo, a incomodar quem passa ao lado... Porque não proibir gestos e atitudes que de discreto não têm nada? Não me falem em coarctar a liberdade pessoal e individual das pessoas. Como se costuma dizer, a liberdade de cada um acaba quando a do outro é posta em causa... Apenas se trata de impor limites a certos comportamentos que tendem a perturbar o normal desenrolar das actividades educativas...
Quanto a juízos de valor, apenas direi que quem parece ter-se aproveitado deste caso para fazer um pouco mais de politiquice foi, como não poderia deixar de ser, o Bloco de Esquerda. Sempre é algum tempo de antena que se consegue ter, não é?
Já agora, depois de o Presidente da CONFAP (Confederação das Associações de Pais) ter afirmado que "é inaceitável pensar que é com regulamentos ou com falsos moralismos que se vai probir seja o que for", não será melhor lembrar ao senhor Albino Almeida que tem sido a aplicação, nos Regulamentos Internos das escolas, da proibição de fumar em recinto escolar a forma mais acertada e com melhores resultados no sentido dos alunos deixarem de fumar nas escolas? Na escola onde lecciono tem sido...

sábado, novembro 05, 2005

A (bem)dita Pátria...

Já não é novidade para ninguém que alguma da nossa comunicação social dá destaque a notícias que nem nos rodapés dos noticiários televisivos deveriam passar e que quase ignora por completo acontecimentos de relevante interesse público e que, estes sim, deveriam ser destaque de abertura e de primeira página...
Mas, mesmo assim, não deixei de me surpreender com a forma, digamos provinciana (e que me desculpem todos aqueles que se consideram provincianos!), como quase toda a comunicação social portuguesa (escrita, radiofónica e televisiva) noticiou o nascimento de uma neta dos Reis de Espanha... Mas, que raio! Será que é assim tão importante para os portugueses saber o peso, o tamanho, a cor dos olhos e outros pormenores de mais uma criança que veio ao mundo? Enfim, não há dúvida que a classe dos jornalistas reflecte muito da forma como o português comum e típico pensa.
Claro que, se os espanhóis soubessem do que se falou e escreveu por cá acerca deste não acontecimento, fartar-se-iam de rir à nossa custa. Provavelmente, até se aperceberam, tal o elevado número de jornalistas portugueses que se deslocaram ao país vizinho para fazer directos em horário nobre televisivo...
Esta postura da nossa comunicação social é ainda mais engraçada (ou não) se tivermos em conta que há por aí agora muita gente de esquerda que quer ressuscitar a palavra Pátria. Sabem a quem me refiro, não sabem? Pois é, Mário Soares e Manuel Alegre (quem diria!) usam e abusam agora do termo Pátria em qualquer circunstância... É a estratégia do piscar de olho ao eleitorado do centro-direita, não é??? Eles que diziam cobras e lagartos do "Deus, Pátria e Família"... São as ironias da vida...

quarta-feira, novembro 02, 2005

Uma pequena amostra do que aí vem...

Quem hoje assistiu pela TVI à primeira grande entrevista concedida por Mário Soares depois deste ter apresentado a sua candidatura à Presidência da República ficou com uma pequena amostra do caminho difícil que espera Cavaco Silva ao longo dos próximos dois meses...
Só os mais distraídos e menos atentos à política portuguesa é que podem ter ficado admirados com a postura, no mínimo, arrogante e maldosa com que Soares se referiu repetidamente a propósito de Cavaco Silva. Aliás, em vez de ter sido a jornalista a conduzir a entrevista vimos um Mário Soares a aproveitar todas as questões para atacar o seu adversário Cavaco Silva, tendo-o mesmo apelidado de intermitente, silenciador e desconhecedor de política internacional. Soares chegou ao ponto de ler afirmações proferidas por Cavaco Silva em contextos diferentes, ao mesmo tempo que tudo fez para tentar passar a mensagem de Cavaco Silva poderá colocar em causa os direitos dos trabalhadores portugueses, esquecendo-se que é ao Governo de Sócrates que cabe conduzir a política económica e social do País.
Fica claro que a campanha eleitoral não será fácil para Cavaco Silva, sobretudo porque Soares e os restantes candidatos de esquerda não se cansarão de assustar os portugueses com a imagem do Cavaco Silva "papão". Os ataques pessoais serão mais que muitos e a equipa liderada por Soares tudo fará para denegrir a imagem de Cavaco.
Esperemos que o povo português tenha a lucidez suficiente para não se deixar levar neste tipo de ataques pessoais e consiga alhear-se de uma campanha de esquerda que apenas funciona pela negativa e na base do ódio e da raiva...

segunda-feira, outubro 31, 2005

1 de Novembro: um feriado discutível...

Em muitos países do mundo, no dia 1 de Novembro celebra-se o "Dia de Todos os Santos". Este é um feriado de origem católica, embora seja "aproveitado" pela generalidade da população, quer se seja católico ou não para fazer uma folgazinha ao trabalho...
Este é daqueles dias, como a terça-feira de Carnaval e outros, em que não consigo compreender qual a razão que leva o Estado a continuar a institui-lo como feriado nacional, quando aposto que a maior parte da população não o celebra, nem sequer sabe qual o seu significado. Aliás, convém lembrar para os mais distraídos que no dia 1 de Novembro é feriado para que, segundo a Igreja Católica, se "agradeça a existência daquelas pessoas que alcançaram a perfeita introspecção das suas almas Divinas e se ore para que no devido tempo da nossa perfeição, nos possamos juntar aos líderes da Luz"! Será que na prática é isto que acontece? Não me parece...
Depois, não nos podemos esquecer que a maioria da população nem sequer quer saber da Festa de Todos os Santos, nem tão pouco do Dia dos Fiéis Defuntos. Aliás, muitos aproveitam o feriado para passear e, este ano, muitos até o reforçam como fim-de-semana alargado, fazendo "ponte" na segunda-feira...
Eu próprio, que sou católico, não preciso deste feriado para homenagear os meus familiares que já partiram. Todos os dias me lembro dos meus avós e não preciso de me deslocar ao cemitério do dia 1 ou 2 de Novembro para me recordar deles. Aliás, considero absurdo que os cemitérios se encham de gente nestes dias, quando o domingo é já por si um dia de celebração festiva para os católicos...
Por outro lado, a haver feriado, pelo menos poder-se-ia "deslocá-lo" para um dia mais junto ao fim-de-semana para, assim evitar o que, mais uma vez, aconteceu: o País a meio gás durante um dia e parado no seguinte...

terça-feira, outubro 25, 2005

Diferenças mais que óbvias

Como se costuma dizer, os dados estão lançados rumo às eleições para a Presidência da República Portuguesa. Havendo cinco candidaturas assumidas, interessa realçar as diferenças que existem entre os respectivos candidatos e perceber qual o tipo de motivação que os levou a avançar rumo à conquista do lugar de Chefe de Estado.
De Louçã e Jerónimo de Sousa pouco há a dizer. Ambos dão corpo a candidaturas de âmbito partidário, com o objectivo claro de aproveitarem os tempos de antena disponíveis e dispararem "cobras e lagartos" cheios de ódio contra a direita portuguesa.
De Mário Soares e Manuel Alegre, poder-se-á dizer que as suas motivações são diversas, embora envoltas num mesmo propósito prioritário: enfrentar Cavaco Silva numa segunda volta. Soares pretende ter o seu derradeiro e único "frente-a-frente" da sua vida contra Cavaco Silva, já que em nenhuma eleição anterior ambos se enfrentaram. Soares, mais do que nunca, deseja afrontar Cavaco Silva e "atirar-lhe à cara" tudo o que lhe vai na alma, aproveitando os debates televisivos e o interesse da opinião pública. Mais do que nunca, Soares quer fazer a "vida negra" a Cavaco Silva, ao mesmo tempo que sonha com a hipótese de poder vir a receber as luzes dos holofotes durante mais cinco anos. É que Soares é parecido com Manuel Maria Carrilho num aspecto: não consegue viver sem as luzes da ribalta.
Já Manuel Alegre pretende capitalizar o muito do mal-estar que predomina em torno deste Governo, pelo que aproveita o facto de muita da esquerda portuguesa não se rever em Soares para tentar vir a ocupar o cargo de Presidente da República. Por outro lado, e tendo em conta a condição do voto útil, Alegre tem a esperança que numa segunda volta destas eleições possa dar corpo a muito do ressentimento que parte do eleitorado português tem para com Cavaco Silva.
E, de Cavaco? O que poderemos dizer? Muito simples. Depois de dez anos onde a sobriedade e o distanciamento a nível partidário foram provas concretas da capacidade de independência de Cavaco Silva, é chegada a hora de Portugal poder ter como seu Chefe de Estado uma personalidade que dê vida própria a este importante cargo. Não chega termos um Presidente da República que se limita a fazer discursos de incentivo ao povo e cheios de moralidade, ao mesmo tempo que passa metade do seu tempo em cerimónias protocolares e viagens de representação. Este é o cargo e o momento apropriados para Cavaco Silva. É Portugal quem fica a ganhar...

quarta-feira, outubro 19, 2005

Pois é! A resposta está na educação...

Quem diria que numa conferência com dois dos mais reputados pensadores da economia mundial se tenha chegado à conclusão (como se fosse uma grande novidade!) de que a educação é a resposta certa para ultrapassar a crise por que passa Portugal. Pois é! Numa recente iniciativa de um grupo bancário, vieram a Portugal, dois Prémios Nobel da Economia falar sobre a actual situação da economia portuguesa e ambos referiram-se à aposta na educação como um ponto fulcral para que o nosso País possa, de uma vez por todas, seguir o rumo certo no sentido de conseguir fazer face a outras economias mundiais (nomeadamente a China e dos países do Leste europeu) e, assim, aproximar-se das principais potências europeias...
No entanto, verificamos que, apesar das nossas despesas na área da educação serem muito próximas (em percentagem do PIB) das realizadas por países como a Finlândia ou a Alemanha, o facto é que o retorno em termos de sucesso escolar em Portugal é deveras confrangedor. Daqui se conclui que, mais do que aumentar a despesa pública na educação, interessa que saibamos racionalizar os gastos. É que os gastos supérfluos na educação devem ser, actualmente, mais que muitos...
Por outro lado, algumas das medidas que estão a ser implementadas por este Governo são de proveito muito duvidoso. "Enfiar" os alunos na escola durante todo o dia, com mais de dez disciplinas, sem recursos convenientes e exigindo que estes "metam" na cabeça fórmulas, conhecimentos teóricos e outras matérias de pertinência duvidosa, sem perceber que o sucesso escolar passa em grande medida pela forma como se ensina e pelos recursos afectos a este processo, é meio caminho andado para o insucesso escolar.
Depois, não nos podemos esquecer do ensino superior existente no nosso País e da forma como uma boa parte do ensino universitário e politécnico português não passa de um mero saber enciclopédico, desprezando a investigação e a ligação à vida real. Gastar mais dinheiro é importante, mas não chega. É importante exigir mais do Ensino Superior Público Português. Isto já para não falar da reduzida exigência que existe em algumas instituições de ensino superior públicas e, sobretudo privadas, em Portugal.
Mas, continuo a pensar que enquanto não houver uma nova reforma do ensino básico e secundário em Portugal continuaremos a destacar-nos pela negativa ao nível dos rankings europeus da educação.

domingo, outubro 16, 2005

Ai Portugal, Portugal...

E, isto porquê? Apenas porque vivemos num País em que meio "mundo" tenta enganar o outro meio "mundo". Pego no jornal e leio a letras garrafais: "Laboratórios farmacêuticos condenados por cartelização". Miséria! É uma vergonha termos um País onde empresas que fabricam medicamentos essenciais a milhares de portugueses se organizam e combinam preços para aumentarem os seus lucros, já de si enormes, à custa dos contribuintes e dos doentes. E qual é o resultado da condenação? Uma multa pecuniária, sem haver lugar a um processo-crime...
Mas, há mais! No país da UE onde há mais desigualdade entre ricos e pobres, pode-se ler no jornal que, em menos de um ano, já quase cem mil pessoas desempregadas recusaram um trabalho oferecido pelos Centros de Emprego do IEFP. Mas, afinal para onde vamos? Damo-nos ao "luxo" de termos desempregados a rejeitarem empregos. E, depois, ainda há quem culpe os imigrantes da crise que grassa pelo País. Mas, claro, crise só para alguns...
O mínimo que se pode dizer é que não podemos deixar de nos sentir indignados e inconformados quando notícias deste género se multiplicam a olhos vistos, num País onde alguns dos valores básicos pelos quais se deve reger uma sociedade equilibrada e decente começam a definhar...

quarta-feira, outubro 12, 2005

Era uma vez...

Era uma vez um jovem que, desde cedo, vendo-se confrontado com a ausência de um pai (que pouco tempo dava à família e tinha nos seus "amigos" a prioridade do seu tempo) teve no seu avô a imagem daquele "velho", que com a sua sabedoria e argúcia, fazia brilhar de orgulho os olhos do pequeno jovem.
Assim, desde muito novo que o rapaz começou a acompanhar o seu avô, em vivências e aventuras que a memória guardará para sempre. Fosse em tertúlias de café que o avô tinha com os da sua idade e para as quais fazia questão de levar o neto ávido de curiosidade; fosse nos passeios que ambos faziam pelos caminhos escondidos da Serra da Estrela, munidos apenas de um saco de maçãs e de uma garrafa de água; fosse nas esplanadas das praias da Figueira da Foz e de S. Pedro de Moel, no tempo das férias de Verão, nas quais as mulheres iam para o areal tomar banhos de sol e eles os dois ficavam numa qualquer esplanada virada para o mar, com o avô a contar histórias com mais de meio século; fosse na velha oficina de encadernação em que o avô dava largas à sua vocação de artista (encadernador de livros), com o jovem rapaz a aprender com o velho mestre avô a arte de bem encadernar; enfim, muitas foram as horas nas quais avô e neto passaram juntos belos e inesquecíveis momentos...
Esse jovem sempre viu o avô como o seu grande ídolo, pelo que desde novo foi decisivamente influenciado pelos ensinamentos que o avô lhe foi dando, assumindo a defesa de valores para os quais o seu velho mestre sempre se esforçou: o respeito, o esforço, a dedicação e a verdade... Assim, com o passar dos anos, o jovem rapaz foi moldando a sua maneira de ser, sem nunca esquecer os conselhos que o seu avô lhe prestou.
Agora que o seu avô deixou o mundo dos vivos, o jovem sabe o que seu velho mestre estará para sempre presente junto de si, em lembranças e recordações de momentos maravilhosos por ambos vividos e, inclusivamente, nas formas de pensar e estar na vida assumidas por esse rapaz, qual fã que segue os passos do seu ídolo.
Esta história é verídica. O rapaz sou eu e o velho mestre o meu avô. Jamais te esquecerei, querido avô...

segunda-feira, outubro 10, 2005

Autárquicas 2005: uma breve reflexão

Os resultados destas eleições autárquicas evidenciam, em primeiro lugar, que a maioria dos portugueses estão satisfeitos com o trabalho desenvolvido pelos "seus" autarcas, apesar de tudo o que se diz e se sabe sobre o endividamento de muitos municípios e as ligações perigosas que alguns autarcas parecem ter com o lobbie da construção civil...
Por outro lado, não admitir que o PSD e a sua liderança saem reforçados destas eleições é não querer admitir que a estratégia levada a cabo por Marques Mendes deu excelentes resultados, da qual a derrota em Faro constitui a excepção que confirma a regra. Depois, há que aceitar os factos: o PS, nas pessoas de Jorge Coelho e José Sócrates, saem amplamente derrotados, visto que os candidatos por eles apoiados a cidades tão importantes como Lisboa, Porto, Sintra, Coimbra ou Gaia tiveram resultados aquém dos esperados, alguns dos quais vergonhosos. Outros derrotados que deveriam aprender a lição e afastar-se de vez da política foram Carrilho e Soares (pai e filho).
Quanto à questão que se tem levantado sobre se o Governo deve tirar ilações desta derrota socialista, penso que tal não se deve colocar. Os portugueses sabem distinguir os actos eleitorais e não acredito que alguém fosse votar num candidato do PSD, da CDU ou de outro partido apenas para penalizar o Governo. Agora que Sócrates sai fragilizado, enquanto líder do partido que apoia o Governo, disso não restam dúvidas.
E o que dizer do trio de independentes de que tanto se fala? Penso que os eleitores desses três concelhos avaliaram de forma positiva a acção desenvolvida nos respectivos municípios por Valentim, Fátima e Isaltino, ignorando a falta de ética que estes demonstraram. Mas, fica claro que ainda há que legislar muito para que algum caciquismo seja derrubado a nível autárquico e para que a ética política seja valorizada para bem de todos nós. Aliás, a postura de Valentim na hora de cantar vitória demonstra bem que há quem tenha muito medo de perder o poder. Porque será?
Seguem-se as presidenciais...

sábado, outubro 08, 2005

Por um final de vida com dignidade...

Hoje, 8 de Outubro, comemorou-se o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. Tal como em muitas outras ocasiões, hoje falou-se um pouco sobre este fenómeno nos noticiários televisivos e jornais, para depois se passar mais um ano no silêncio e esquecimento. Até é provável que muita gente desconheça o significado de "cuidados paliativos" e nem sequer se dê ao trabalho de reflectir sobre este novo desafio com que as sociedades desenvolvidas se confrontam...
É que com o aumento da esperança média de vida e o reforço da medicação tem vindo a aumentar o número de pessoas que têm um final de vida cheio de sofrimento, numa espécie de morte degenerativa. Com uma população cada vez mais envelhecida e, muitas vezes, esquecida e abandonada pelos mais novos (até pelos próprios filhos!) cabe ao Estado, na sua vertente social, prestar o apoio efectivo e qualificado aos que são confrontados com doenças prolongadas e incuráveis. Portugal apenas possui sete hospitais preparados para cuidar destes doentes, pelo que, num País onde o envelhecimento é cada vez mais notório, urge apostar na criação de estruturas e na formação de profissionais especializados a este nível.
Sei do que falo, visto que tenho assistido, de há dois anos a esta parte, ao sofrimento que tem tomado conta do meu avô e que tem sido, dentro do possível, minimizado pela acção que tem sido desenvolvida pelos excelentes profissionais do Serviço de Medicina Paliativa do Hospital do Fundão.
Ninguém sabe o dia de amanhã, mas não desejo a ninguém o final de vida que tem tomado conta do meu avô. Apesar do sofrimento que o aflige, ele tem a sorte de ter uma família que o tem apoiado continuamente e a excelência de um serviço hospitalar especializado nos cuidados paliativos. Mas, pensemos nos milhares de idosos que são simplesmente abandonados às portas da morte! E, não me venham com a conversa da eutanásia...
Aqui deixo o meu sincero agradecimento a todos os profissionais (médicos, enfermeiros e auxiliares) que dão do seu melhor em benefício daqueles que têm o azar de ter um final de vida em sofrimento. E, ao meu querido avô, que "espera" agora que Deus o chame, o meu muito obrigado por todos os ensinamentos de vida que me deu e moldaram, em muito, a minha personalidade.

terça-feira, outubro 04, 2005

Que dizer das eleições do próximo domingo?

A poucos dias de mais um acto eleitoral, não acredito que ainda haja eleitores que não sabem em quem irão votar. O mesmo não direi em relação aos que, de tão desiludidos que estão com os políticos, ainda não sabem se irão dar-se ao "trabalho" de votar...
Depois de semanas onde se gastaram "rios" de dinheiro, com propaganda aberrante, sem grande utilidade e, em alguns casos, de muito mau gosto, é tempo de cada munícipe participar na escolha do seu "governo" local. De facto, no próximo domingo deve-se votar apenas com o propósito de escolher o melhor candidato a Presidente de Câmara, independentemente do seu partido ou ideologia política. Dou o exemplo da cidade de onde sou natural: a Covilhã, cidade outrora operária, conhecida como a "Manchester Portuguesa" e de forte tendência de esquerda (nas últimas legislativas o covilhanense Sócrates registou mais de 60% dos votos locais), tem à frente do município um homem do PSD, mas que tem tido o apoio dos covilhanenses, por via do excelente trabalho que o mesmo tem vindo a desenvolver em prol do concelho. Isto só prova que votar contra ou a favor da acção do Governo em eleições autárquicas não faz qualquer tipo de sentido.
Por outro lado, o eleitorado tende a criar certos laços de cumplicidade com o Presidente de Câmara, quando este aposta num estilo de populismo ou até bairrismo desenfreado contra os ventos de mudança. Assim, se explica que candidatos suspeitos de crimes de corrupção, mas detentores de simpatia popular, como Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Ferreira Torres, tenham grandes hipóteses de ganhar no próximo domingo.
Nas grandes cidades, mais do que os programas eleitorais, é o perfil dos candidatos que decide quem tem mais hipóteses de vencer. Ora, se em Lisboa a vitória de Carmona poderá ter origem na rejeição do estilo de Carrilho, já no caso do Porto, poderá ser o estilo independente e rigoroso, mas também afável e simpático de Rui Rio a dar-lhe o segundo mandato consecutivo.
Confundir eleições autárquicas com maior ou menor descontentamento pelo desempenho de Sócrates parece-me um disparate. Mas, o que é mais grave é ver que alguns portugueses não se importam de depositar confiança em candidatos que simplesmente não deveriam poder apresentar-se a eleições democráticas...

sexta-feira, setembro 30, 2005

Sócrates, do que esperas?

Sócrates anda numa roda viva, com anúncios quase diários de novos planos e projectos, segundo ele, de grande impulso inovador. Eles são os Projectos de Potencial Interesse Nacional, o Plano da Ota e do TGV, o Plano Nacional de Emprego, o Programa "Novas Oportunidades", o Programa Inov Jovem, entre muitos outros planos...
No entanto, Sócrates e a sua equipa parece que andam distraídos relativamente a um assunto crucial e de extrema importância para a própria sustentabilidade do nosso País: a recessão demográfica que tem vindo a atingir Portugal!
Esta semana vieram a público diversas conclusões acerca da situação populacional portuguesa. Cada vez há menos nascimentos, visto que o número médio de filhos por mulher em idade fértil é pouco mais que um (1,4), ao mesmo tempo que a proporção de população idosa continua a aumentar, "engordando" as despesas do Estado com as reformas e os subsídios à terceira idade.
E o Governo? O que diz em relação a este estado de coisas? Nada, absolutamente nada... Ou melhor, este Governo parece estar bem mais interessado com a política de despenalização do aborto, em vez de se preocupar com medidas que visem fomentar a natalidade, implementando, por exemplo, um plano de acção que proporcione melhores condições sociais e financeiras aos casais que querem ter filhos...
Por este andar, no ano 2050 Portugal será um País de velhos, a suplicar por imigrantes, com vista a fazer frente à falta de população activa, ao mesmo tempo que muitos dos direitos da população idosa simplesmente serão retirados, por falta de sustentabilidade financeira para cumprir com os encargos socais de um população cada vez mais idosa!

segunda-feira, setembro 26, 2005

Atirar areia para os olhos...

A pré-campanha eleitoral para as próximas autárquicas de Outubro tem dominado a situação política do País, ao mesmo tempo que continua a saga protagonizada pelos sindicatos da função pública e o controlo rosa do aparelho do Estado.
Os debates televisivos tidos entre os candidatos a algumas das principais autarquias do País (neste âmbito não se compreendem os debates sobre Felgueiras ou Gondomar) têm-se revelado, salvo raras excepções, autênticas peças de teatro onde dominam o sarcasmo, a raiva, a mentira e a acusação. Eu cá tenho aproveitado o visionamento destes debates para me rir um pouco das "tiradas" dos nossos políticos. A este nível, é deveras vergonhosa a forma como alguns dos candidatos a Presidentes de Câmara não têm pejo algum em vir aliciar o eleitorado com a promessa de criação de postos de emprego. Esta é a típica promessa (ou compromisso, como alguns lhe gostam de chamar) que equivale a atirar areia para os olhos do Zé-povinho, como se um Presidente de Câmara tivesse uma varinha mágica que permitisse fomentar a criação de emprego!!!
Sócrates foi o primeiro a dar o exemplo com a sua conversa dos 150 000 postos de emprego. Esqueceu-se o nosso Primeiro-ministro que o emprego é uma realidade cada vez mais volátil, dependente da conjuntura económica internacional e da capacidade dos empresários em realizarem investimentos sustentáveis. Quanto aos candidatos a Presidentes de Câmara, estes apenas deviam falar dos seus projectos ao nível das infra-estruturas e equipamentos colectivos e das medidas de índole social e cultural que tencionam tomar, em vez de virem com o "rebuçado" do emprego... Mas, ainda há quem vá na conversa fiada das promessas!!!

quarta-feira, setembro 21, 2005

Qualificar? Sim, mas com exigência!

A prioridade concedida por este Governo à qualificação da população portuguesa, nomeadamente da que está em idade adulta, é de elogiar e assenta numa estratégia que vem da famosa Estratégia de Lisboa e que, em grande medida, redundou num grande fracasso por toda a UE.
Mas, mais do que princípios teóricos ou o simples enumerar de intenções, interessa contextualizar as propostas que o actual Executivo tem em vista levar a cabo. Ora, a verdade é que Sócrates e a sua equipa governamental parecem não perceber que quanto maior é a escalada, maior pode ser a queda. Afirmar que com um novo Programa "Novas Oportunidades" se conseguirá, até 2010, aumentar as qualificações de um milhão (?) de portugueses e triplicar a oferta de cursos técnicos e profissionais, sem entender que muito do esforço terá que ser feito a montante dos problemas, é o mesmo que deitar areia para os olhos dos portugueses e preparar o caminho para, uma vez mais, esbanjar dinheiros públicos como tem sido feito com o conjunto de "investimentos" que têm vindo a ser realizados ao nível de muitos programas de formação profissional, onde os formadores são muito bem pagos e os alunos saem dessas acções com um diploma na mão, mas, muitas vezes, a saber o mesmo de quando entraram nesses programas...
Será que Sócrates quer formar à pressa um milhão de portugueses sem seguir regras básicas, como as do rigor, do esforço ou da exigência? É que formar por formar não leva a lado nenhum... Veja-se o que se passa com grande parte das escolas profissionais, onde a exigência é francamente reduzida. Ou o caso de muitos centros de formação deste País, onde se gastam milhões de euros todos os anos com alunos e formadores e cujo resultado final tem deixado muito a desejar. As empresas que o digam...
Só com rigor, disciplina e esforço da parte de quem ensina e aprende é que poderemos formar pessoal qualificado a nível técnico e de cursos médios e profissionais que possam proporcionar às empresas portugueses aumentos de produtividade, de forma a competir eficazmente num mercado cada vez mais exigente... O resto é conversa!!!

domingo, setembro 18, 2005

Assim não...

A forma esbanjadora e a roçar o estilo da "peixaria" como têm decorrido muitas das campanhas para a eleição das próximas equipas camarárias em muitas das principais cidades portuguesas, como Lisboa, Porto, Sintra, Oeiras ou Coimbra constitui um autêntico atentado ao respeito que os candidatos autárquicos deveriam ter, ao menos, pelos seus concidadãos...
Quem assistiu, na semana passada, à "verborreia" vergonhosa que caracterizou o debate entre Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho transmitido na SIC-Notícias deve ter sentido que aqueles dois senhores apenas tiveram a preocupação de mostrar os "podres" do adversário, em vez de elucidarem o eleitorado acerca das suas propostas. Também no Porto se nota que os dois principais candidatos à Câmara Municipal (Rui Rio e Francisco Assis) mal se podem ver, tal é a raiva que grassa pela cidade nortenha por causa do Túnel de Ceuta e do Mercado do Bolhão.
Depois há que acrescentar o "encharcar" de poluição visual que inundou o País, de norte a sul, num estilo que não olha a meios para gastar dinheiro e depositar verdadeiros "monos" que em nada contribuem, penso eu, para que a decisão final do voto seja tomada...
Os comícios a sério ainda não começaram, mas estas parecem ser umas eleições que apenas irão demonstrar que os políticos cada vez mais se parecem com os dirigentes do futebol: discutem, odeiam-se, maltratam-se e dão o exemplo inverso daquele que deveria ser dado às novas gerações. E, depois ainda há quem se admire da juventude que temos...

sábado, setembro 10, 2005

Contra um Portugal de corporações, mude-se a lei!

Pois é, depois de políticos e sindicatos terem estado dois meses sem nos "chatear" e dos incêndios florestais terem ocupado as capas de jornais e as aberturas dos noticiários televisivos, chegamos à época do "volta à carga". Sócrates e companhia recomeçam o ano político afirmando que o País está a recuperar e a voltar ao rumo certo (parece esquecer-se que as exportações continuam a diminuir e que o investimento registou uma forte quebra!), enquanto que os sindicatos corporativos voltam a marcar manifestações e greves, fazendo de Portugal um dos países da UE onde menos se trabalha por motivos de contestação laboral...
Há que ter a coragem de impor limites ao modo subversivo como algumas associações sindicais, quais autênticas corporações, se aproveitam de alguns direitos para prejudicarem a maioria dos portugueses e impedirem o desenvolvimento de Portugal. Altere-se a lei, que com quase 30 anos já pede reforma!!!

quinta-feira, setembro 08, 2005

Demolições, rissóis e uns copos...

Só mesmo em Portugal para termos tanto frenesim em redor da demolição de duas torres na região de Tróia. E só mesmo Belmiro de Azevedo para vir falar em espectáculo, depois da SIC ter decidido transmitir em directo a implosão dos dois edifícios. Mas, o mais caricato, digno da elevação de uma mera banalidade de engenharia a um acontecimento que obrigou à presença do Primeiro-Ministro e de dezenas figuras do Estado português foi vermos, na SIC-Notícias, Sócrates falar da concretização seu primeiro PIN (projecto de Potencial Interesse Nacional), enquanto nas suas costas estava uma multidão a comer rissóis e bolinhos, bem regados com sumos e vinhos da região... A típica atitude portuguesa: aproveitar qualquer cerimónia para encher a barriga!!!
Quanto aos "coitados" de Grândola, que tiveram direito a uma écran gigante para verem o tal "espectáculo", foi surrealista ver a jornalista da SIC questionar a alguns habitantes da vila alentejana se acreditavam que o projecto turístico de Tróia poderá vir ser a estratégia para contrariar o desemprego daquela região. Já estou mesmo a ver a população desempregada de Grândola, sem estudos, nem qualificações a servir à mesa dos restaurantes de Tróia! Que rico serviço...
Há que compreender que o turismo não pode ser elevado à qualidade de único "salvador" da Pátria e que os portugueses têm capacidade para muito mais do que simplesmente "vender" praia e sol...

segunda-feira, setembro 05, 2005

Candidaturas pela negativa

A cerca de um mês das eleições autárquicas e a mais de meio ano das eleições presidenciais, os três partidos de esquerda já avançaram com as suas candidaturas ao cargo de Presidente da República (PR). Sim, é verdade! E não me venham com a conversa de que as eleições presidenciais são unipessoais e independentes dos partidos, porque, até agora o que temos visto foi a intervenção activa do PS, do PCP e do BE na apresentação dos seus candidatos ao cargo de PR.
No entanto, mais do que me admirar com esta postura uniforme da esquerda portuguesa, o que mais me surpreende é a actuação pela negativa com que Soares, Jerónimo e Louçã anunciaram aos portugueses as suas candidaturas. De facto, estes senhores demonstram ter em comum um ódio a Cavaco Silva que não se compreende...
Soares vem falar na necessidade de unir o País em torno da sua candidatura, quando o próprio bem sabe que Cavaco Silva teve mais de 48% dos votos nas últimas eleições a que se apresentou há dez anos atrás. Depois, vemos Jerónimo de Sousa vir com a conversa de que a direita não pode chegar à Presidência da República, quando ele bem sabe que quem conduz a política económica de um país é o Governo. Finalmente, temos a cassete do Louçã que apenas sabe atacar de forma grosseira e malcriada Cavaco Silva, parecendo esquecer-se que tal atitude é ofensiva para centenas de milhares de portugueses.
Enfim, apesar de uma esquerda dividida em três candidaturas, que Cavaco agradece e deixa Sócrates pior que estragado, não há dúvidas de que Soares, Jerónimo e Louçã tem algo em comum: o estilo baixo e arrogante de quem se apresenta a votos pela negativa... O costume!!!