quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Prioridade: a família ou meros caprichos???

Pois é, depois da derrota eleitoral que o Bloco de Esquerda obteve nas últimas eleições a que concorreu (sim, porque Louçã apresentou-se às presidenciais como candidato bloquista e não como independente), este pequeno partido não se fez rogado e aproveita agora a relativa acalmia política para voltar à carga com a pretensão dos homossexuais em assumirem-se na sociedade através do casamento...
Não sei se as duas senhoras que agora aparecem em tudo o que é comunicação social estão ou não, directa ou indirectamente, ligadas ao BE, mas que existem muitas coincidências nos momentos escolhidos para avançarem com o pedido de casamento lá isso existem...
O debate sobre os casamentos entre homossexuais parece que está relançado, o que, infelizmente, apenas vai distrair, mais uma vez, a sociedade civil do que, de facto, urge debater: a assumpção de uma política verdadeiramente natalista que permita um aumento do índice de fecundidade, a protecção à verdadeira instituição familiar (pai, mãe e filhos), a introdução de mecanismos de benefícios fiscais às famílias menos abonadas e com maior número de filhos, a protecção às crianças órfãs, a aceleração dos processos de adopção, entre outras matérias. Enfim, mais do que se discutir uma questão completamente estéril como a dos casamentos entre homossexuais (pois a actual lei já contempla as uniões de facto) e que apenas aparece como capricho de grupos minoritários que, constantemente, se auto-vitimizam, importa que o Estado e a sociedade civil abram os olhos para o que, de facto, é importante: defender a família, a infância e as gerações futuras, através de mecanismos que levem ao aumento da natalidade em Portugal...
Sim, porque, se é verdade que muito se fala no artigo 13º da Constituição da República Portuguesa, convém não esquecer o que diz o artigo 36º da lei geral e a defesa que é devida ao casamento e à família...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Estará o clima "louco"?

De facto, a simples circunstância de Lisboa ter a avenida europeia com os maiores índices de poluição atmosférica provocada pela circulação automóvel deveria servir-nos de alerta para os graves erros que estamos a cometer em matéria de ambiente. Não chega descarregarmos as culpas para os grandes responsáveis pelo aquecimento global (nomeadamente os EUA e a China) se, no nosso território não conseguimos implementar medidas sérias que conduzam à redução da emissão dos gases poluentes.
Nas minhas aulas de Geografia eu bem tento sensibilizar os alunos para esta questão, fazendo-os compreender que o clima em Portugal tenderá a ficar cada vez mais instável e dominado por situações extremas e anómalas se nada for feito. Se os meus alunos compreendem esta matéria, porque razão é que alguns políticos mundiais e nacionais continuam a teimar em não se preocupar com o (nosso) ambiente?
Há quem diga que o clima anda "louco". Poderá ser verdade, mas, convém não esquecer que somos nós que andamos a enlouquecer o clima...

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Terroristas no poder. E agora, Soares?

Vindo da Palestina já nada me surpreende! Nem sequer a escolha pelo povo de um partido, para liderar o Governo, que defende a "simples" extinção de um país vizinho e advoga a estratégia dos atentados terroristas suicidas para assassinar cidadãos indefesos.
Seria quase o mesmo que termos na nossa vizinha Espanha uma versão politiqueira da ETA no poder. Só que aqui pela Europa ainda se distingue a democracia séria da ditadura de ideais e fanatismos.
Das duas, uma: ou o Hamas muda de estratégia e, num acto de humildade reconsidera as posições tomadas e a paz será possível de alcançar ou, pelo contrário, a ameaça instalar-se-á em força no Médio Oriente e o novo Governo continuará a mergulhar o povo palestiniano na pobreza absoluta, sem paz à vista.
E, já agora, será que ainda se lembram da famosa frase proferida por Mário Soares aquando dos atentados do 11 de Setembro, segundo o qual se deveria estabelecer o diálogo com grupos terroristas, a fim de que a paz fosse alcançada? Pois bem, depois da derrota sofrida nas recentes eleições presidenciais, porque não aconselhar Soares a fazer uma viagem à Palestina para conversar com o terrorista que está à frente dos destinos do Hamas? E que tal levar com ele Jerónimo e Louçã?

domingo, janeiro 22, 2006

A vitória do bom-senso e da credibilidade...

Cavaco Silva é o novo Presidente da República (PR), eleito por mais de metade dos eleitores que se decidiram por exercer de forma séria e responsável o seu direito (mas também dever) de cidadania. Agora, há que respeitar a decisão da maioria da população e compreender que Cavaco Silva passa a ser o Presidente de todos os portugueses...
Obviamente que me congratulo com esta eleição, pois quem frequenta este blogue sabe a posição que tomei no que respeita a este acto eleitoral. Sempre afirmei que, de entre os candidatos a PR, Cavaco Silva era aquele que inspirava maior confiança, no sentido de exercer de forma séria e rigorosa os poderes que cabem ao PR, quer em termos da relação institucional a desenvolver com os demais órgãos institucionais, quer na representatividade que no exterior fará do nosso País, e ainda como legítimo ouvidor e defensor dos anseios do povo português...
Resta-me apenas apreciar os resultados e reacções dos restantes candidatos. Garcia, Louçã e Jerónimo continuam arrogantes como sempre e ainda não perceberam que o respeito pela decisão tomada pela maioria do povo português não se coaduna com uma estratégia de ódio e raiva. Soares acaba a sua carreira política da pior maneira e arrasta com ele um PS moribundo, dividido e sem rumo. Alegre prova que há espaço na democracia portuguesa para os que não se deixam seguir por partidos políticos, ao mesmo tempo que demonstra o quão instável é a esquerda portuguesa.
Enfim, esperemos que aqueles que não votaram em Cavaco Silva saibam respeitar a decisão da maioria dos portugueses e que se comportem da mesma forma como aqueles que, ao longo dos trinta anos, não votaram Eanes, Soares e Sampaio souberam aceitar o veredicto eleitoral.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Votar em Cavaco Silva: uma questão de bom-senso...

A poucos dias das eleições para o cargo de Presidente da República (PR) chegou a hora de, num último esforço, tentar alertar os eleitores que pensam ir votar no próximo domingo, mas que ainda estão indecisos... Bem sei que me poderão vir dizer que, por esta altura, já ninguém tem dúvidas em quem irá votar, mas digo-vos que, ainda hoje, no meu local de trabalho encontrei quem continue com acesas incertezas...
Ora, numa primeira análise há que ter em conta quem são os candidatos a PR e ponderar um pouco acerca das reais motivações de cada um deles. Dos seis candidatos, três deles apenas têm pretensões político-partidárias, pois sendo os líderes de partidos políticos apenas pretendem capitalizar os votos de anteriores eleições (legislativas e autárquicas). Dos restantes candidatos, um deles (Mário Soares) aparece para este acto eleitoral com o objectivo de fazer com que, palavras do próprio, um outro candidato (Cavaco Silva) seja derrotado. Deste modo, parece-me óbvio que quem entrou nestas eleições numa função pedagógica de assumir ideias próprias e avançar pela positiva, rejeitando ataques absurdos e mal-intencionados para com os demais foram Cavaco Silva e Manuel Alegre.
Chegados aqui, penso que, assumindo uma posição de bom-senso a escolha está entre estes dois candidatos, pelo que teremos que ponderar qual dos dois poderá exercer da melhor forma o cargo de PR. Cavaco Silva tem duas claras vantagens sobre o seu oponente: é conhecido e reconhecido no estrangeiro e, por outro lado, encontra-se numa situação privilegiada em termos de real conhecimento do estado actual de Portugal. Mas, o deputado socialista apresenta uma mais-valia sobre Cavaco. De facto, Alegre tem a vantagem de ser uma pessoa afável e simpática, pela qual ninguém, da esquerda à direita, tem ódios de estimação.
Ora, sabendo-se que Portugal necessita de alguém na PR que seja mais que um mero "corta-fitas" e "prestador" de homenagens, parece-me mais que óbvio que, quem pretende ir votar numa atitude de bom-senso, sem ódios e pela positiva terá em Cavaco Silva a melhor escolha a tomar. Votar em qualquer outro candidato é assumir uma posição derrotista e, inclusivamente, algo desprestigiante para o cargo de que se trata.
No próximo domingo cá estaremos para ver se o povo português é, na sua maioria, um povo de bom-senso ou não...

sábado, janeiro 14, 2006

Felicidade maior não há!

Pois é! E já lá vão três semanas de um estilo de vida que foi completamente renovado... De facto, o nascimento de uma filha altera radicalmente as rotinas, os horários, as preocupações, as prioridades e até a nossa forma de pensar e agir no mundo. Pelo menos, comigo é o que se tem passado.
A querida Diana veio comprovar a minha velha teoria que, de facto, só faz sentido andarmos neste mundo se for para constituirmos família e soubermos dar valor a esse dom que é podermos gerar uma vida... É nestes momentos que imagino a dor que devem sentir aquelas pessoas que querem ter filhos e, por razões diversas, não podem concretizar esse anseio. E, é também nestes momentos que me indigno perante a maldade que tantos pais e maridos fazem às suas esposas e filhos... Como pode alguém ter o despudor de destruir o seu próprio lar familiar, como, nos dias de hoje, parece ser tão frequente???
Digo-vos que, a partir de agora, nada de melhor me pode acontecer na vida, a não ser que venham mais filhos (pelo menos, mais um filho, seria o culminar de um objectivo de vida). É que, ter uma esposa e uma filha como as que tenho a sorte de ter é de uma felicidade enorme.
Num tempo em que o materialismo parece ser a prioridade da generalidade das pessoas (já chateia ter que levar, todas as semanas, com as notícias em redor do Euromilhões), posso afirmar que não há felicidade maior na vida do que aquela que uma esposa e uma filha maravilhosas nos podem dar. Obrigado às minhas queridas Salete e Diana...

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Mais uma prova da (im)parcialidade deste Governo...

Vem isto a propósito de dois estudos que foram efectuados sobre a eficiência e qualidade demonstrada pelos hospitais SA em comparação com os hospitais públicos. Ora, convém recordar que em Novembro último, um estudo divulgado no «site» da Direcção-Geral da Saúde, concluiu que os hospitais SA (com gestão empresarial) são menos eficientes do que os que mantiveram o estatuto público administrativo (SPA). Passados apenas dois meses, um outro estudo, encomendado pelo Governo, aponta conclusões opostas. E o que diz o Governo? Apenas que a investigação que apurou maior eficiência destas unidades hospitalares é mais válida, porque foi encomendada pelo Governo...
Está tudo explicado. Os estudos do TGV e da Ota nunca poderiam contrariar as pretensões do Governo... Assim se explica que qualquer medida que este Governo queira tomar é sempre "salvaguardada" por um qualquer estudo que o Executivo encomende, com base em resultados antecipados. Assim não vale...

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Diferentes entre iguais?

A propósito das candidaturas a Presidente da República, será que alguém me consegue explicar o que faz com que a comunicação social, em geral, esteja a conceder o mesmo direito de antena na actual campanha eleitoral a personalidades que lutam com propósitos bem diferentes? Se já me fazia confusão o protagonismo concedido a pessoas como Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, que apenas entram nestas eleições para capitalizar os votos conseguidos nos últimos actos eleitorais, ao mesmo tempo que aproveitam cada minuto que as televisões, rádios e jornais lhes concedem para denegrir a imagem de Cavaco Silva, o que em última instância, revela uma atitude pouco dignificante de candidato a Presidente da República, já o que se passa em relação a Garcia Pereira é verdadeiramente surreal. Então, não é que o candidato do velhinho PCTP-MRPP, que nem lugar tem em qualquer instância representativa do povo deste País tem merecido da parte dos órgãos de comunicação social um tempo de antena que nada serve a Portugal, a não ser como mera fonte de propaganda político-partidária de alguém que há trinta anos repete o mesmo discurso?
Por esta ordem de ideias, se tivéssemos trinta candidatos a Presidente da República, ocupar-se-ia a totalidade dos noticiários com os jornalistas a seguirem os candidatos para todo o lado e a fazerem-lhes as perguntas de sempre? Seria impossível...
E, não me venham com a conversa da igualdade de direitos, quando estamos a tratar de situações bem diferentes. A candidaturas bem diferentes com tratamentos iguais eu digo não!!!

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Soares até mente para tentar ganhar!!!

Mário Soares vai de mal a pior. O que será que se passa com o candidato socialista à Presidência da República? É que, a cada dia que passa, Soares só evidencia sinais de uma cada vez maior raiva, ódio, deselegância, agressividade e, imagine-se, uma capacidade para mentir e acusar desmesuradamente quem bem lhe apetece...
Depois da agressividade, a roçar a má-educação, que Soares demonstrou no debate com Cavaco Silva na RTP1, depois das acusações de falta de imparcialidade para com a SIC e depois de vir acusar Cavaco Silva de estar dependente do grande capital, só faltava mesmo vir dar uma entrevista ao Diário de Notícias sem tirar uma vírgula ao tipo de estratégia que o candidato socialista tem vindo a evidenciar desde a pré-campanha eleitoral.
Atente-se a algumas tiradas de Mário Soares que demonstram aquilo que é, mas que muita gente tem medo de dizer: um político capaz de mentir descaradamente e sem humildade suficiente para se retratar. Diz ele que a comunicação social está a favor de um único candidato, referindo-se a Cavaco Silva. Não será esta afirmação o suficiente para o apelidar de mentiroso? Afirma seguidamente que, caso seja eleito PR não irá fazer recomendações ao Governo. Então, para que quer ser PR? Para apenas passear pelo mundo à custa dos portugueses? Mais à frente diz que Sócrates é o anti-Guterres. Sem falar na deselegância para com Guterres, haverá assim tantas diferenças entre a criatura e o seu criador (em termos figurativos, claro)? E, imagine-se, afirma que no debate com Cavaco não foi agressivo, mas sim contundente. Haverá maior prova de falta de humildade do que esta? Muito mais haveria a dizer sobre o estilo de Soares, mas fico-me por aqui, sem antes reafirmar aquilo que muita gente tem medo de dizer: Soares, pela idade ou por qualquer outra razão, tem sido alvo de uma condescendência por parte de toda uma opinião pública e publicada, que aceita como banais todas as suas tiradas contra Cavaco Silva. Ora, eu sou frontalmente contra isso e aqui reafirmo: Soares tem tido sinais de má-educação, desonestidade e falta de respeito pela verdade, que são suficientes para dizer sem medos que Soares é capaz de mentir para alcançar os seus objectivos...
Estou certo que o povo português saberá tirar as devidas ilações desta campanha eleitoral...

terça-feira, janeiro 03, 2006

Um futebol "gangsterizado"...

A autêntica novela a que pudemos assistir pela televisão na passada segunda-feira acerca da forma como decorreu a aquisição dos serviços do guarda-redes Moretto pelo Benfica demonstra bem o nível a que desceu o futebol português e a impunidade como determinadas pessoas se servem deste desporto para seu proveito próprio, ignorando os interesses de jogadores, clubes e adeptos...
A guerra entre o FCPorto e o Benfica conta agora com mais um episódio que, decerto, em nada contribuirá para que o futebol em Portugal fique a ganhar. Entretanto, os gangsters que vivem das comissões das vendas dos passes de jogadores continuarão à solta, enquanto que os clubes parecem servir apenas para encher de dinheiro os bolsos deses dirigentes que se dizem desportivos...

sábado, dezembro 31, 2005

Agradecimentos e votos de um grande 2006...

Esta última semana tem sido alucinante (no bom sentido, claro) devido ao nascimento da Diana. A vida mudou muito desde que a Diana passou a tomar conta de (quase) todo o tempo dos pais, nomeadamente do da mãe. Tenho a sorte de ter uma esposa incansável, no sentido de que nada falte à Diana. Nos últimos dias, tudo (preocupações, prioridades, anseios...) tem girado à volta do que é o melhor para a nossa filha. As duas são maravilhosas...
Dado que os meus ritmos de vida pessoal e familiar têm vindo a mudar na última semana, espero no próximo ano retomar em força a escrita aqui no INTIMISTA.
A todos os que me endereçaram os parabéns pelo nascimento da Diana o meu muito obrigado, com votos de um 2006 cheio de alegrias e repleto de boas notícias.

domingo, dezembro 25, 2005

O melhor Natal...

No dia 25 de Dezembro, mais do que a rotina das prendas e do bacalhau, celebra-se o nascimento do Menino Jesus, pelo que a mensagem a reter nesta quadra natalícia deve ser dominada pelo Amor, Paz e Alegria.
Pois bem, este ano o meu Natal foi aquele a que se pode chamar de verdadeiro Natal. Assistir ao nascimento de uma filha na mesma noite em que se lembra o nascimento de Jesus é de uma riqueza espiritual e emocional indescritíveis.
Foi maravilhoso ver a Diana chorar aquando da sua chegada ao mundo, depois de uns longos nove meses de muita emoção e ansiedade.
Obrigado Pai Natal pela melhor prenda que se pode desejar...

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Tempo de Natal

Na passagem de mais uma época natalícia, desejo a todos os frequentadores deste blogue um Natal cheio de alegria e amor, na companhia daqueles que são mais chegados. Contudo, e dado que o Natal não é só prendas e bacalhau, faço votos para que os próximos dias sejam também dedicados a ajudar os mais necessitados e a um pouco de reflexão e meditação sobre a nossa prestação nas diversas comunidades em que nos inserimos (família, amigos, emprego, vizinhança, etc).

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Uma questão de inteligência...

O debate mais esperado da pré-campanha eleitoral presidencial demonstrou o quão grave pode ser para um político não evoluir no tempo e ter um discurso conflituoso, agressivo e deturpador da realidade.
De facto, no debate Cavaco-Soares, ficou bem patente a capacidade que Cavaco Silva teve para se adaptar a este novo tempo mediático, no qual a sociedade civil apresenta um nível mais apurado (embora ainda insuficiente) em termos de acesso à informação que lhe chega dos mais diferentes modos. Por outro lado, Cavaco Silva, no seu estilo professoral preocupa-se em explicar convenientemente as suas ideias, num tom mais humano e até mais sorridente. Quanto a Soares, a desilusão é total. Viu-se, no debate de terça-feira, o mesmo político dos idos anos 70 e 80 do século passado, com Soares a recorrer a um discurso agressivo e mentiroso (mas alguém já ouviu, nesta pré-campanha, Cavaco afirmar que vai acabar com o desemprego, como referiu o candidato socialista?). Soares recorreu à mesma estratégia aquando do debate que teve com Freitas do Amaral há vinte anos atrás, só que desta vez o tiro saiu-lhe pela culatra, visto que o seu interlocutor é outro e o povo já não é tão ignorante como era há duas décadas atrás.

sábado, dezembro 17, 2005

Quantas "Fátimas" mais terão que sofrer?

O recente caso de inúmeras e violentas agressões físicas cometidas pelo próprio pai a uma bebé de apenas 50 dias deixa qualquer pessoa decente em completo estado de consternação e indignação pelo sistema que (não) temos de protecção e defesa dos mais indefesos.
Estando, actualmente, a viver em Viseu e conhecendo muito bem a aldeia onde vivia a pequena Fátima Letícia, foi com extremo repúdio que ouvi algumas das declarações proferidas por algumas das pessoas que tiveram, directa ou indirectamente, responsabilidades na condução do referido caso. Desde a representante da Comissão de Protecção de Menores de Viseu, passando pelo director do Hospital Central de Viseu, até ao próprio Ministro da Segurança Social, é incompreensível que a primeira preocupação destes indivíduos seja o "sacudir" de responsabilidades, ainda antes que se dê início ao apuramento efectivo das mesmas através de um relatório que se espera sério e imparcial...
Fica claro, mais uma vez, que a comunidade envolvente (a dita sociedade civil) tem um papel importantíssimo a desempenhar no sentido de precaver este tipo de situações, ao mesmo tempo que tanto as instituições de saúde, como de educação, têm uma esfera de acção que vai muito mais além das que usualmente se lhe pedem...
Esperemos que, ao menos os casos das infelizes pequenas "Joanas", "Fátimas" e muitas outras crianças desprezadas deste país "sirvam" para despertar as autoridades competentes para este tipo de situações indignas, para que a protecção aos mais indefesos possa ser uma prioridade da sociedade actual.

domingo, dezembro 11, 2005

Dois pesos e duas medidas?

Se bem que este relatório da actual equipa da IGE possa ter tido como objectivo fundamental desmontar a forma conturbada e desorganizada como o ano lectivo 2004/05 se iniciou, o mesmo não deixa de retratar um pouco o modo irresponsável como, muitas vezes, a contratação dos docentes é efectuada em Portugal.
O que mais ressalta à evidência é o facto de ser a própria IGE vir afirmar que são cometidos inúmeros atropelos à legislação no que concerne à colocação de professores, com óbvios prejuízos não só para os próprios docentes, mas também para as escolas e alunos. O principal problema apontado relaciona-se com a excessiva mobilidade da função docente que, quer se queira, quer não, tem consequências ao nível de uma maior taxa de absentismo por parte destes professores que têm de leccionar longe das suas casas.
O que mais me intriga é o facto da IGE apenas apontar recomendações e nada fazer em termos da assumpção de responsabilidades por este tipo de irregularidades cometidas. Então ninguém se responsabiliza por erros que são cometidos nas colocações dos professores, com enormes problemas para a vida destes? Pois é, assim não vale...
Já agora, o "drama" das supostas aulas de "substituição" continua: agora temos o caso de uma escola do Porto, cuja Assembleia de Escola se uniu em torno da inexequibilidade (nos actuais contornos) deste tipo de actividade lectiva.

domingo, dezembro 04, 2005

Como seria hoje Portugal?

Hoje recordou-se a memória de Francisco Sá Carneiro, 25 anos após o seu desaparecimento. Neste tempo todo, não se conseguiu (ainda?) chegar à conclusão se o incidente de Camarate se tratou de mero acidente de origem mecânica ou se, efectivamente, houve "mão" criminosa... Agora, será difícil chegar a certezas, o que não deixa de constituir uma vergonha nacional.
Não sou do tempo de Sá Carneiro. Na época em que este foi Primeiro-Ministro tinha apenas 4 anos, mas lembro-me de como na minha adolescência me habituei a ouvir elogios de saudade dos meus avós maternos e dos meus pais em relação ao fundador do PPD/PSD. A sua influência não foi negligenciada na hora de decidir o meu posicionamento a nível político-partidário...
Mas, como teria sido a história do nosso País caso Sá Carneiro tivesse tido a oportunidade de tomar conta do destino de Portugal por mais anos? Quero acreditar que hoje estaríamos muito melhor do que estamos hoje... Pelo menos ao nível da cultura política!

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Para quando o abrir dos olhos...

Hoje comemora-se, uma vez mais, o dia que lembra o combate que a sociedade tem que travar contra esse flagelo que é o HIV/SIDA. Nesta luta desigual entre uma medicina cada vez mais aprumada, mas limitada, e uma doença que contorna a possibilidade da descoberta da sua cura, torna-se imperioso e premente que os cidadãos abram os olhos para a prevenção. Dito isto, não se compreende que a Igreja Católica continue a condenar em surdina o uso do preservativo como forma de evitar a propagação do HIV/SIDA.
Neste caso, como noutros, seria bom que a Igreja Católica tivesse, pelo menos, a coragem de informar os seus seguidores que não é pecado o uso do preservativo, visto que entre os valores da defesa da fidelidade e descendência e o da promoção da vida, este deve sobrepor-se aos anteriores, por forma a que a taxa de incidência do HIV/SIDA, com risco de mortalidade, diminua consideravelmente. Seria um passo importante a dar pelas instâncias superiores da Igreja Católica e um sinal de abertura aos novos tempos...
Resta-nos o consolo de que ainda há quem, mesmo no interior da Igreja Católica, tenha o bom senso para ver esta realidade e não seguir à risca as "instruções" dos poderes superiores do catolicismo.

domingo, novembro 27, 2005

Polémicas sem sentido...

Algumas das afirmações constantes num novo documento aprovado pelo Papa Bento XVI a 31 de Agosto de 2005 e que foi dado a conhecer na passada semana foram recebidas com alguma revolta e admiração por uma parte significativa da sociedade, católicos incluídos.

Ora bem, esta polémica deveu-se à seguinte afirmação: "a Igreja não poderá admitir no seminário e nas ordens sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais enraizadas ou apoiam o que se chama a cultura gay'". Será que há alguma novidade nesta ideia defendida pelo Papa Bento XVI? Não me parece...

Pode-se criticar a oportunidade da declaração ou até mesmo o teor clarificador e frontal que a mesma incorpora. Há quem diga que, ao omitir-se a posição da Igreja relativamente aos heterossexuais, estamos na presença de um "ataque" aos gays. Mas, convém não esquecer que a Igreja tem como base da sua acção a família, pelo que não pode aceitar que alguém homossexual proclame, "eucaristicamente", a defesa da família, dita, tradicional: pai, mãe e filho(a)s...

Bem sei que recorrendo a estudos das áreas da medicina, da biologia ou da psicologia não fará muito sentido afirmar que a homossexualidade é uma "desordem", como consta da declaração. Mas, a esfera em que a Igreja Católica se move é outra: é a da defesa e promoção de um estilo de vida que vise princípios basilares como a família e a descendência. Ora, a promoção da cultura gay não enquadra nestes postulados, pelo que é normal que para abençoar um casamento ou um baptizado não se possa ser homossexual...

Afinal, porquê tanto frenesim? A mania da vitimização por parte dos gays ou a incapacidade da Igreja Católica para melhor comunicar com uma sociedade cada vez mais parca na defesa de valores e princípios? Talvez as duas razões sejam verdadeiras!!!

segunda-feira, novembro 21, 2005

Ai se fosse por cá!!!

Quem costuma vir a este blogue com alguma regularidade já se deve ter apercebido que discordo em muito do teor dos decretos-lei, despachos ministeriais e circulares que, nos últimos anos, as sucessivas equipas do Ministério da Educação têm "enviado" para as escolas, numa estratégia de reformar aos bocadinhos um sistema que necessita de uma reforma a sério... Também já devem ter constatado que, ao contrário do que o actual Ministério da Educação proclama, defendo uma escola pública que conjugue conceitos como a qualidade e o rigor, imputando aos pais e encarregados de educação a responsabilização que devem ter pela educação dos seus filhos e educandos.
Assim, foi sem surpresa que soube da notícia de que o Governo de Tony Blair pretende introduzir alterações muito sérias no sistema de educação inglês, por forma a responsabilizar os pais pela educação dos seus filhos. Já há muito que defendo que o abono de família não deve ser uma "esmola" concedida de forma indiscriminada aos pais dos jovens que frequentam a escola, podendo, pelo contrário, servir de incentivo para a obtenção de bons resultados escolares. Por outro lado, já noutros artigos aqui defendi que, no caso de alunos que andam na escola apenas para passear os livros (quando os levam!) e apenas se interessam por prejudicar os que querem estudar e fazer a vida "negra" aos professores não basta a aplicação de burocráticos e morosos processos disciplinares que acabam em meros dias de suspensão da escola a que os alunos apelidam de "férias" intercalares, já que nem essas faltas servem para reprovar de ano...
Pois bem, quando é que iremos seguir o exemplo dos ingleses? Quando for tarde demais?