sexta-feira, março 10, 2006

A diferença entre ter nível e não ter educação... Uma lição para as novas gerações do que não se deve ser!

Depois do que escrevi no artigo anterior e das opiniões veiculadas por alguns dos leitores deste blogue, seria lógico que apresentasse de seguida a primeira impressão acerca da postura do novo Presidente da República. Claro que ainda é muito cedo para avançar com certezas, mas o primeiro discurso de Cavaco, após a sua investidura, permite apontar o rumo da sua magistratura. Assim, fica claro que, mais do que um Presidente "agarrado" a mordomias e caprichos de banquetes e palacetes, teremos em Cavaco alguém interessado em apontar caminhos certos, alertar para os perigos e erros a que qualquer governação está sujeita, vigiar possíveis despesismos e a promoção do controlo partidário do aparelho de Estado, evitar a lógica dos lobbies e das cunhas, enfim, é certo que Cavaco se preocupará muito mais com os temas que são prioritários para os portugueses: a aposta no crescimento económico e o combate ao desemprego, a qualificação dos recursos humanos, a credibilização da justiça, a sustentabilidade da segurança social e a credibilização do sistema político e combate à corrupção. Por outro lado, também na área da política externa será concedida prioridade à lusofonia e a UE, embora não acredite que venhamos a ver Cavaco entrar na lógica da banalização das visitas de Estado e condecorações a que assistimos nos últimos vinte anos...
Mas, o que mais me surpreendeu foi a forma como alguns partidos e individualidades que também se candidataram às últimas eleições presidenciais se comportaram na tomada de posse do novo Presidente. É que, apesar de saber da raiva que alguns têm por Cavaco, a má-educação falou mais alto do que o respeito e a integridade, pelo que foi com enorme surpresa que soube que os deputados do PCP e do BE, acompanhados de Mário Soares, (não) souberam respeitar, uma vez mais, o veredicto do povo português. E, dizem-se eles democratas...
Tenho a certeza que a grande maioria do povo português reprova esta atitude destes senhores e saberá dar-lhes a resposta certa: PCP e BE nunca deixarão de ser pequenos partidos e Soares acabou de deixar escrita a sua "morte" política.
Cavaco sabe que não terá um mandato descansado e será o Presidente da República que, depois do 25 de Abril de 1974, sofrerá mais contestação popular, dado que ainda há quem, neste país, não distinga confronto de cariz partidário de respeito pela democracia.
Nunca fui um grande adepto da forma como Sampaio exerceu os seus dois mandatos, e muito menos os de Soares, mas, apesar de nunca ter votado em Sampaio, sempre que estive em cerimónias com a sua presença soube ser bem-educado, cumprimentá-lo e respeitá-lo. Cavaco sabe que não terá a vida fácil... É que ainda há quem pense e actue como se a democracia não existisse em Portugal!

sexta-feira, março 03, 2006

Adeus Sampaio. Não vais deixar saudades...

Sampaio está prestes a despedir-se de dez anos à frente do da Presidência da República e que ficam marcados por um estilo baseado de forma excessiva na emotividade, na lamúria, nos discursos repetidos até à exaustão e numa série de caprichos que fazem pensar que Sampaio se serviu do cargo que ocupou mais para proveito próprio e não tanto para influenciar o rumo de Portugal...
Aliás, por alguma razão é que eleições as últimas foram apelidadas como decisivas para o futuro de Portugal, o que confere ao Presidente da República uma acção que vai muito além da protagonizada por Sampaio.
Bem vistas as coisas, podemos concluir que em dez anos de mandato Sampaio teve como principais preocupações concretizar o desejo de visitar todos os concelhos do país, nem que fosse de corrida, como aconteceu nas últimas visitas ao distrito de Viseu, por mero capricho egocêntrico e, não tanto, com o intuito de dinamizar ou levar algo de bom aos locais que visitou. Por outro lado, é comumente aceite a ideia de que Sampaio exagerou nas condecorações atribuídas, banalizando cerimónias que se deveriam revestir de interesse público e de alguma notoriedade, aspectos que foram menorizados pelo Presidente da República que agora nos deixa. Finalmente, o que dizer da rasteira que Sampaio pregou a Santana Lopes, deixando-o pegar no rebuçado do poder, já com a intenção de deixar que Sócrates se preparasse para a luta eleitoral...
O resto não passou de discursos repetitivos, monótonos e de fazer dormir qualquer um, para já não falar das constantes imagens de "choramingas" a que Sampaio nos habituou...
Assim, é com elevada expectativa que esperamos pelo novo estilo de Cavaco, que, mais do que se servir do cargo de Presidente da República para a concretização de caprichos pessoais, certamente colocará Portugal à frente de todas as suas prioridades...

sábado, fevereiro 25, 2006

Carnaval, mascarados e outras figuras tristes...

Estamos agora numa das épocas do ano que mais me passa ao lado. É verdade, correndo o risco de que me apelidem de casmurro, velhaco ou até indivíduo desprovido de qualquer sentido de humor, tenho que reconsiderar que não gosto do Carnaval e não acho piada nenhuma à tradição que alguns têm de se mascararem de uma qualquer figura dita "engraçada", já para não falar do ridículo que é, em tempo de pleno Inverno (este ano com muito frio e até neve) se vir para a rua em corsos, onde meninas portuguesas tentam imitar as suas congéneres brasileiras vestindo o menos possível e mexendo-se o mais que se podem...
Não sei se a culpa será minha ou dos meus pais, que, felizmente, nunca me mascararam de qualquer figura durante a minha infância, mas quando chega esta altura do ano e vejo adultos na pele de crianças "travestidos" na figura, porventura, dos seus ídolos de infância, penso se tal atitude não estará relacionada com algum tipo de falta de carinho ou afecto que tiveram algures na sua vida. É que, se ainda consigo perceber que as crianças tenham a tentação e até o gosto de se vestirem de Super-Homem ou de Princesa das Arábias, já ver adultos mascarados pela rua de uma qualquer personagem do imaginário ou assistir à triste figura de umas quantas jovens portuguesas andarem meio-despidas e cheias de frio a tentarem dançar o samba, deixa-me no mundo do surreal...

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

O perigo de se banalizar a fertilização in vitro...

O "pai" da pílula contraceptiva esteve há uns dias atrás no Porto e concedeu algumas entrevistas aos jornais portugueses, cujo conteúdo não deixa de ser, em algumas partes, polémico e controverso.
Afirmou Carl Djerassi que "a decisão de engravidar é da mulher e de mais ninguém e que será impensável, sequer, legislar sobre o assunto". Ora, este tipo de afirmação corre o risco de ser mal interpretada, visto que dá a entender que o homem não deve ser tido nem achado para o acto da concepção. Refere ainda o cientista que "o futuro será o de filhos sem sexo e que pessoas sem problemas de infertilidade irão usar os métodos de fertilização in vitro e que serão quase exclusivamente mulheres a tomar essa decisão". Ora, a forma simples e banal como estas afirmações são proferidas pode provocar uma certa desresponsabilização do acto de concepção, o que se poderá tornar perigoso e insustentável no futuro...
De facto, não se pode "pedir" à sociedade que se despreocupe com o acto de conceber novas vidas, numa espécie de umbiguismo e egoísmo exacerbados, fazendo-se crer que no futuro bastará recorrer a um banco de esperma para qualquer mulher ter o seu filhinho, como se um filho fosse um brinquedo qualquer.
Dito isto, penso que as entidades competentes devem legislar no sentido de não termos uma banalização da concepção assistida, ao mesmo tempo que se devem defender os casais com problemas de fertilidade. Os caprichos e egoísmos individualistas não se devem sobrepor à responsabilidade de defender e promover a família...

domingo, fevereiro 19, 2006

Emoções fortes e novas prioridades...

Com um fim-de-semana fortemente chuvoso e dominado pelo vento e frio como este, o mais óbvio é apetecer-nos ficar em casa. Ora, o que poderia tornar-se aborrecido pode transformar-se, afinal, num fim-de-semana recheado de momentos apetecíveis e bem passados junto daqueles que mais amamos. É isto que sinto depois de um dia inteiro passado com a minha esposa e a nossa filhota...
É verdade! Como ao longo da semana são poucos os momentos que posso estar com a família, pois o trabalho obriga a madrugar, sendo que muitas vezes só chego a casa quase à hora de jantar (esta semana tive dias em que saí de casa às 7H. para regressar apenas às 21H.), aproveitei ao máximo o dia chuvoso que esteve hoje para brincar com a Dianinha. Ficámos os três em casa, no aconchego da lareira, e nem reparámos que lá por fora o vendaval era enorme. Brincámos, cantámos, ouvimos música, enfim, divertimo-nos e a Dianinha parece que adorou, tal foi a forma como dormiu descansada...
A Salete tem a sorte (e a responsabilidade) de poder estar mais tempo junto da Diana. Por isso, tento aproveitar da melhor maneira os fins-de-semana para recuperar o tempo "perdido" ao longo da semana.
Um grande amigo meu da Covilhã disse-me ontem que durante os primeiros cinco anos de vida da filha dele escreveu um diário apontando as melhores peripécias passadas com a filha. Também nós tivemos uma ideia semelhante depois da Diana ter nascido: a Salete tem um livro onde escreve a evolução registada pela Dianinha, para além de descrever no blogue dela muitas das emoções tidas com a filhota, enquanto que eu fico com a incumbência de tirar o máximo de fotos da nossa pequenota, desde os momentos do banhinho ou da mamada até às visitas que temos em casa ou às brincadeiras que temos com ela...
Desde o nascimento da Diana que, cá por casa, as prioridades mudaram por completo e tudo gira à volta do que melhor é para a nossa pequenota. Os horários mudaram, os ritmos alteraram-se, as rotinas acabaram. Enfim, a felicidade é total. E a miúda já vai a caminho dos dois meses...

domingo, fevereiro 12, 2006

Reforma administrativa do território: uma necessidade urgente...

O Governo prepara-se para extinguir ou fundir algumas das freguesias que apresentam uma dimensão populacional insignificante no contexto das regiões em que se inserem. São os casos de algumas freguesias da cidade de Lisboa que deverão ser aglomeradas numa só, de outras que têm pouco mais de 100 habitantes ou daquelas cujos limites administrativos coincidem com os do município a que pertencem.
Considero esta uma medida necessária, mas cujos contornos deveriam ter uma alcance muito maior. De facto, para quem conhece minimamente a realidade do nosso país, diversas questões ressaltam à vista. Que sentido faz termos freguesias de 100 habitantes e de 50 000 habitantes com as mesmas competências e funções? Será necessário termos mais de 300 municípios que em muitos aspectos viram costas aos concelhos vizinhos, não funcionando de forma organizada e complementar? Há necessidade de termos tribunais, centros de saúde, repartições de finanças, pavilhões multiusos e outros equipamentos colectivos em municípios diferentes que ficam a apenas 15 minutos de distância? Fará sentido não apostar no associativismo intermunicipal?
Por isso, concordo com a opção do Governo. É preciso avançar com a reforma administrativa do território, tanto em termos de freguesias, municípios, repartições públicas, tribunais, escolas, centros de saúde, ETAR´s, barragens e muitos mais. O dinheiro não estica...

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Assim vale a pena....

Nas minhas aulas de Geografia leccionadas ao 10º ano de escolaridade é habitual o desenvolvimento de uma actividade que é do agrado dos alunos. A actividade consiste no apuramento semanal por um grupo de dois alunos (escolhidos por ordem alfabética) das principais notícias da semana relacionadas com a disciplina de Geografia e que são apresentadas pelos próprios alunos ao resto da turma através dos recursos que bem entenderem (geralmente optam pela apresentação em Data-Show através do Power Point). Assim, uma vez por semana, durante 45 minutos, são os alunos que dinamizam a aula de Geografia e debatem os assuntos que consideram mais pertinentes, sendo que eu, enquanto professor, tento desempenhar uma função mais de moderador e não tanto de protagonista interveniente.
Ora, nas últimas sessões foram debatidos dois assuntos que estão na ordem do dia e que tiveram, por parte da maioria dos alunos, uma prestação que me agradou imenso. Numa das sessões debateu-se os prós e contras da instalação em Portugal de uma central nuclear. Os dois alunos que dinamizaram a aula fizeram a devida pesquisa em casa sobre o tema e conseguiram cativar os seus colegas para o assunto. Ora, a grande maioria dos alunos demonstrou a sua oposição à hipótese de Portugal avançar com a construção de uma central nuclear, argumentando de forma clara e justificando correctamente a sua posição, com base nas potencialidades do nosso país em apostar nas energias renováveis.
Já na sessão de hoje, debateu-se a questão dos cartoons sobre Maomé e foi interessante verificar que não houve nenhum aluno que concordasse com a postura tomada pelo jornal dinamarquês que, voluntariamente ou não, despoletou toda a situação que se conhece. Por outro lado, foi focada a questão da liberdade de expressão e os limites que lhe são devidos quando o respeito pela cultura alheia é atingido. Claro que nada justifica muita da violência que se viu pelo mundo muçulmano, mas até jovens de 16 anos compreendem a insensibilidade que houve da parte de muitos jornais europeus que decidiram publicar as caricaturas e despoletar toda esta controvérsia.
Duas conclusões: ensinar é muito mais do que "despejar" matéria e o bom-senso deve basear as nossas condutas e atitudes. Se a juventude compreende estas ideias, porque razão ainda há adultos que ousam em continuar a ser teimosos?

domingo, fevereiro 05, 2006

Cartoons de Maomé: não havia necessidade...

A discussão que, por agora, está na ordem do dia é a da decisão que alguns jornais europeus tomaram de apresentarem diversos cartoons "glosando" com a figura de Maomé, suscitando-se a dúvida de que até que ponto é que a liberdade de expressão deverá ou não ser limitada em situações especiais.
Ora, mais do que criticar a acção tomada pelo jornal dinamarquês que, certamente sem querer (penso eu), desencadeou a revolta que se conhece em muitos países do Médio Oriente, penso que há uma questão de bom-senso que deveria ter sido suscitada. Sabendo-se do fanatismo que é preconizado em muitos países muçulmanos relativamente à figura de Maomé e tudo o que diga respeito à sua religião (tantas vezes adulterada pelos próprios) e, tendo em conta a relação, no mínimo, algo problemática existente entre o povo muçulmano e os países ocidentais, mandava o bom-senso que se evitassem situações que pudessem levar à escalada de violência a que se tem assistido em diversos países do Médio Oriente contra embaixadas e interesses de diversos países europeus, levando, inclusive, à constituição de embargos comerciais.
Há ainda um longo caminho a desbravar nos países muçulmanos no que à democracia diz respeito. Ora, não será, certamente, com acções provocatórias, propositadas ou não, que o fanatismo poderá ser derrotado. O segredo está no reforço da educação, em todos os seus sentidos, e ainda na erradicação da pobreza extrema nestes países...

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Prioridade: a família ou meros caprichos???

Pois é, depois da derrota eleitoral que o Bloco de Esquerda obteve nas últimas eleições a que concorreu (sim, porque Louçã apresentou-se às presidenciais como candidato bloquista e não como independente), este pequeno partido não se fez rogado e aproveita agora a relativa acalmia política para voltar à carga com a pretensão dos homossexuais em assumirem-se na sociedade através do casamento...
Não sei se as duas senhoras que agora aparecem em tudo o que é comunicação social estão ou não, directa ou indirectamente, ligadas ao BE, mas que existem muitas coincidências nos momentos escolhidos para avançarem com o pedido de casamento lá isso existem...
O debate sobre os casamentos entre homossexuais parece que está relançado, o que, infelizmente, apenas vai distrair, mais uma vez, a sociedade civil do que, de facto, urge debater: a assumpção de uma política verdadeiramente natalista que permita um aumento do índice de fecundidade, a protecção à verdadeira instituição familiar (pai, mãe e filhos), a introdução de mecanismos de benefícios fiscais às famílias menos abonadas e com maior número de filhos, a protecção às crianças órfãs, a aceleração dos processos de adopção, entre outras matérias. Enfim, mais do que se discutir uma questão completamente estéril como a dos casamentos entre homossexuais (pois a actual lei já contempla as uniões de facto) e que apenas aparece como capricho de grupos minoritários que, constantemente, se auto-vitimizam, importa que o Estado e a sociedade civil abram os olhos para o que, de facto, é importante: defender a família, a infância e as gerações futuras, através de mecanismos que levem ao aumento da natalidade em Portugal...
Sim, porque, se é verdade que muito se fala no artigo 13º da Constituição da República Portuguesa, convém não esquecer o que diz o artigo 36º da lei geral e a defesa que é devida ao casamento e à família...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Estará o clima "louco"?

De facto, a simples circunstância de Lisboa ter a avenida europeia com os maiores índices de poluição atmosférica provocada pela circulação automóvel deveria servir-nos de alerta para os graves erros que estamos a cometer em matéria de ambiente. Não chega descarregarmos as culpas para os grandes responsáveis pelo aquecimento global (nomeadamente os EUA e a China) se, no nosso território não conseguimos implementar medidas sérias que conduzam à redução da emissão dos gases poluentes.
Nas minhas aulas de Geografia eu bem tento sensibilizar os alunos para esta questão, fazendo-os compreender que o clima em Portugal tenderá a ficar cada vez mais instável e dominado por situações extremas e anómalas se nada for feito. Se os meus alunos compreendem esta matéria, porque razão é que alguns políticos mundiais e nacionais continuam a teimar em não se preocupar com o (nosso) ambiente?
Há quem diga que o clima anda "louco". Poderá ser verdade, mas, convém não esquecer que somos nós que andamos a enlouquecer o clima...

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Terroristas no poder. E agora, Soares?

Vindo da Palestina já nada me surpreende! Nem sequer a escolha pelo povo de um partido, para liderar o Governo, que defende a "simples" extinção de um país vizinho e advoga a estratégia dos atentados terroristas suicidas para assassinar cidadãos indefesos.
Seria quase o mesmo que termos na nossa vizinha Espanha uma versão politiqueira da ETA no poder. Só que aqui pela Europa ainda se distingue a democracia séria da ditadura de ideais e fanatismos.
Das duas, uma: ou o Hamas muda de estratégia e, num acto de humildade reconsidera as posições tomadas e a paz será possível de alcançar ou, pelo contrário, a ameaça instalar-se-á em força no Médio Oriente e o novo Governo continuará a mergulhar o povo palestiniano na pobreza absoluta, sem paz à vista.
E, já agora, será que ainda se lembram da famosa frase proferida por Mário Soares aquando dos atentados do 11 de Setembro, segundo o qual se deveria estabelecer o diálogo com grupos terroristas, a fim de que a paz fosse alcançada? Pois bem, depois da derrota sofrida nas recentes eleições presidenciais, porque não aconselhar Soares a fazer uma viagem à Palestina para conversar com o terrorista que está à frente dos destinos do Hamas? E que tal levar com ele Jerónimo e Louçã?

domingo, janeiro 22, 2006

A vitória do bom-senso e da credibilidade...

Cavaco Silva é o novo Presidente da República (PR), eleito por mais de metade dos eleitores que se decidiram por exercer de forma séria e responsável o seu direito (mas também dever) de cidadania. Agora, há que respeitar a decisão da maioria da população e compreender que Cavaco Silva passa a ser o Presidente de todos os portugueses...
Obviamente que me congratulo com esta eleição, pois quem frequenta este blogue sabe a posição que tomei no que respeita a este acto eleitoral. Sempre afirmei que, de entre os candidatos a PR, Cavaco Silva era aquele que inspirava maior confiança, no sentido de exercer de forma séria e rigorosa os poderes que cabem ao PR, quer em termos da relação institucional a desenvolver com os demais órgãos institucionais, quer na representatividade que no exterior fará do nosso País, e ainda como legítimo ouvidor e defensor dos anseios do povo português...
Resta-me apenas apreciar os resultados e reacções dos restantes candidatos. Garcia, Louçã e Jerónimo continuam arrogantes como sempre e ainda não perceberam que o respeito pela decisão tomada pela maioria do povo português não se coaduna com uma estratégia de ódio e raiva. Soares acaba a sua carreira política da pior maneira e arrasta com ele um PS moribundo, dividido e sem rumo. Alegre prova que há espaço na democracia portuguesa para os que não se deixam seguir por partidos políticos, ao mesmo tempo que demonstra o quão instável é a esquerda portuguesa.
Enfim, esperemos que aqueles que não votaram em Cavaco Silva saibam respeitar a decisão da maioria dos portugueses e que se comportem da mesma forma como aqueles que, ao longo dos trinta anos, não votaram Eanes, Soares e Sampaio souberam aceitar o veredicto eleitoral.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Votar em Cavaco Silva: uma questão de bom-senso...

A poucos dias das eleições para o cargo de Presidente da República (PR) chegou a hora de, num último esforço, tentar alertar os eleitores que pensam ir votar no próximo domingo, mas que ainda estão indecisos... Bem sei que me poderão vir dizer que, por esta altura, já ninguém tem dúvidas em quem irá votar, mas digo-vos que, ainda hoje, no meu local de trabalho encontrei quem continue com acesas incertezas...
Ora, numa primeira análise há que ter em conta quem são os candidatos a PR e ponderar um pouco acerca das reais motivações de cada um deles. Dos seis candidatos, três deles apenas têm pretensões político-partidárias, pois sendo os líderes de partidos políticos apenas pretendem capitalizar os votos de anteriores eleições (legislativas e autárquicas). Dos restantes candidatos, um deles (Mário Soares) aparece para este acto eleitoral com o objectivo de fazer com que, palavras do próprio, um outro candidato (Cavaco Silva) seja derrotado. Deste modo, parece-me óbvio que quem entrou nestas eleições numa função pedagógica de assumir ideias próprias e avançar pela positiva, rejeitando ataques absurdos e mal-intencionados para com os demais foram Cavaco Silva e Manuel Alegre.
Chegados aqui, penso que, assumindo uma posição de bom-senso a escolha está entre estes dois candidatos, pelo que teremos que ponderar qual dos dois poderá exercer da melhor forma o cargo de PR. Cavaco Silva tem duas claras vantagens sobre o seu oponente: é conhecido e reconhecido no estrangeiro e, por outro lado, encontra-se numa situação privilegiada em termos de real conhecimento do estado actual de Portugal. Mas, o deputado socialista apresenta uma mais-valia sobre Cavaco. De facto, Alegre tem a vantagem de ser uma pessoa afável e simpática, pela qual ninguém, da esquerda à direita, tem ódios de estimação.
Ora, sabendo-se que Portugal necessita de alguém na PR que seja mais que um mero "corta-fitas" e "prestador" de homenagens, parece-me mais que óbvio que, quem pretende ir votar numa atitude de bom-senso, sem ódios e pela positiva terá em Cavaco Silva a melhor escolha a tomar. Votar em qualquer outro candidato é assumir uma posição derrotista e, inclusivamente, algo desprestigiante para o cargo de que se trata.
No próximo domingo cá estaremos para ver se o povo português é, na sua maioria, um povo de bom-senso ou não...

sábado, janeiro 14, 2006

Felicidade maior não há!

Pois é! E já lá vão três semanas de um estilo de vida que foi completamente renovado... De facto, o nascimento de uma filha altera radicalmente as rotinas, os horários, as preocupações, as prioridades e até a nossa forma de pensar e agir no mundo. Pelo menos, comigo é o que se tem passado.
A querida Diana veio comprovar a minha velha teoria que, de facto, só faz sentido andarmos neste mundo se for para constituirmos família e soubermos dar valor a esse dom que é podermos gerar uma vida... É nestes momentos que imagino a dor que devem sentir aquelas pessoas que querem ter filhos e, por razões diversas, não podem concretizar esse anseio. E, é também nestes momentos que me indigno perante a maldade que tantos pais e maridos fazem às suas esposas e filhos... Como pode alguém ter o despudor de destruir o seu próprio lar familiar, como, nos dias de hoje, parece ser tão frequente???
Digo-vos que, a partir de agora, nada de melhor me pode acontecer na vida, a não ser que venham mais filhos (pelo menos, mais um filho, seria o culminar de um objectivo de vida). É que, ter uma esposa e uma filha como as que tenho a sorte de ter é de uma felicidade enorme.
Num tempo em que o materialismo parece ser a prioridade da generalidade das pessoas (já chateia ter que levar, todas as semanas, com as notícias em redor do Euromilhões), posso afirmar que não há felicidade maior na vida do que aquela que uma esposa e uma filha maravilhosas nos podem dar. Obrigado às minhas queridas Salete e Diana...

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Mais uma prova da (im)parcialidade deste Governo...

Vem isto a propósito de dois estudos que foram efectuados sobre a eficiência e qualidade demonstrada pelos hospitais SA em comparação com os hospitais públicos. Ora, convém recordar que em Novembro último, um estudo divulgado no «site» da Direcção-Geral da Saúde, concluiu que os hospitais SA (com gestão empresarial) são menos eficientes do que os que mantiveram o estatuto público administrativo (SPA). Passados apenas dois meses, um outro estudo, encomendado pelo Governo, aponta conclusões opostas. E o que diz o Governo? Apenas que a investigação que apurou maior eficiência destas unidades hospitalares é mais válida, porque foi encomendada pelo Governo...
Está tudo explicado. Os estudos do TGV e da Ota nunca poderiam contrariar as pretensões do Governo... Assim se explica que qualquer medida que este Governo queira tomar é sempre "salvaguardada" por um qualquer estudo que o Executivo encomende, com base em resultados antecipados. Assim não vale...

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Diferentes entre iguais?

A propósito das candidaturas a Presidente da República, será que alguém me consegue explicar o que faz com que a comunicação social, em geral, esteja a conceder o mesmo direito de antena na actual campanha eleitoral a personalidades que lutam com propósitos bem diferentes? Se já me fazia confusão o protagonismo concedido a pessoas como Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, que apenas entram nestas eleições para capitalizar os votos conseguidos nos últimos actos eleitorais, ao mesmo tempo que aproveitam cada minuto que as televisões, rádios e jornais lhes concedem para denegrir a imagem de Cavaco Silva, o que em última instância, revela uma atitude pouco dignificante de candidato a Presidente da República, já o que se passa em relação a Garcia Pereira é verdadeiramente surreal. Então, não é que o candidato do velhinho PCTP-MRPP, que nem lugar tem em qualquer instância representativa do povo deste País tem merecido da parte dos órgãos de comunicação social um tempo de antena que nada serve a Portugal, a não ser como mera fonte de propaganda político-partidária de alguém que há trinta anos repete o mesmo discurso?
Por esta ordem de ideias, se tivéssemos trinta candidatos a Presidente da República, ocupar-se-ia a totalidade dos noticiários com os jornalistas a seguirem os candidatos para todo o lado e a fazerem-lhes as perguntas de sempre? Seria impossível...
E, não me venham com a conversa da igualdade de direitos, quando estamos a tratar de situações bem diferentes. A candidaturas bem diferentes com tratamentos iguais eu digo não!!!

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Soares até mente para tentar ganhar!!!

Mário Soares vai de mal a pior. O que será que se passa com o candidato socialista à Presidência da República? É que, a cada dia que passa, Soares só evidencia sinais de uma cada vez maior raiva, ódio, deselegância, agressividade e, imagine-se, uma capacidade para mentir e acusar desmesuradamente quem bem lhe apetece...
Depois da agressividade, a roçar a má-educação, que Soares demonstrou no debate com Cavaco Silva na RTP1, depois das acusações de falta de imparcialidade para com a SIC e depois de vir acusar Cavaco Silva de estar dependente do grande capital, só faltava mesmo vir dar uma entrevista ao Diário de Notícias sem tirar uma vírgula ao tipo de estratégia que o candidato socialista tem vindo a evidenciar desde a pré-campanha eleitoral.
Atente-se a algumas tiradas de Mário Soares que demonstram aquilo que é, mas que muita gente tem medo de dizer: um político capaz de mentir descaradamente e sem humildade suficiente para se retratar. Diz ele que a comunicação social está a favor de um único candidato, referindo-se a Cavaco Silva. Não será esta afirmação o suficiente para o apelidar de mentiroso? Afirma seguidamente que, caso seja eleito PR não irá fazer recomendações ao Governo. Então, para que quer ser PR? Para apenas passear pelo mundo à custa dos portugueses? Mais à frente diz que Sócrates é o anti-Guterres. Sem falar na deselegância para com Guterres, haverá assim tantas diferenças entre a criatura e o seu criador (em termos figurativos, claro)? E, imagine-se, afirma que no debate com Cavaco não foi agressivo, mas sim contundente. Haverá maior prova de falta de humildade do que esta? Muito mais haveria a dizer sobre o estilo de Soares, mas fico-me por aqui, sem antes reafirmar aquilo que muita gente tem medo de dizer: Soares, pela idade ou por qualquer outra razão, tem sido alvo de uma condescendência por parte de toda uma opinião pública e publicada, que aceita como banais todas as suas tiradas contra Cavaco Silva. Ora, eu sou frontalmente contra isso e aqui reafirmo: Soares tem tido sinais de má-educação, desonestidade e falta de respeito pela verdade, que são suficientes para dizer sem medos que Soares é capaz de mentir para alcançar os seus objectivos...
Estou certo que o povo português saberá tirar as devidas ilações desta campanha eleitoral...

terça-feira, janeiro 03, 2006

Um futebol "gangsterizado"...

A autêntica novela a que pudemos assistir pela televisão na passada segunda-feira acerca da forma como decorreu a aquisição dos serviços do guarda-redes Moretto pelo Benfica demonstra bem o nível a que desceu o futebol português e a impunidade como determinadas pessoas se servem deste desporto para seu proveito próprio, ignorando os interesses de jogadores, clubes e adeptos...
A guerra entre o FCPorto e o Benfica conta agora com mais um episódio que, decerto, em nada contribuirá para que o futebol em Portugal fique a ganhar. Entretanto, os gangsters que vivem das comissões das vendas dos passes de jogadores continuarão à solta, enquanto que os clubes parecem servir apenas para encher de dinheiro os bolsos deses dirigentes que se dizem desportivos...

sábado, dezembro 31, 2005

Agradecimentos e votos de um grande 2006...

Esta última semana tem sido alucinante (no bom sentido, claro) devido ao nascimento da Diana. A vida mudou muito desde que a Diana passou a tomar conta de (quase) todo o tempo dos pais, nomeadamente do da mãe. Tenho a sorte de ter uma esposa incansável, no sentido de que nada falte à Diana. Nos últimos dias, tudo (preocupações, prioridades, anseios...) tem girado à volta do que é o melhor para a nossa filha. As duas são maravilhosas...
Dado que os meus ritmos de vida pessoal e familiar têm vindo a mudar na última semana, espero no próximo ano retomar em força a escrita aqui no INTIMISTA.
A todos os que me endereçaram os parabéns pelo nascimento da Diana o meu muito obrigado, com votos de um 2006 cheio de alegrias e repleto de boas notícias.

domingo, dezembro 25, 2005

O melhor Natal...

No dia 25 de Dezembro, mais do que a rotina das prendas e do bacalhau, celebra-se o nascimento do Menino Jesus, pelo que a mensagem a reter nesta quadra natalícia deve ser dominada pelo Amor, Paz e Alegria.
Pois bem, este ano o meu Natal foi aquele a que se pode chamar de verdadeiro Natal. Assistir ao nascimento de uma filha na mesma noite em que se lembra o nascimento de Jesus é de uma riqueza espiritual e emocional indescritíveis.
Foi maravilhoso ver a Diana chorar aquando da sua chegada ao mundo, depois de uns longos nove meses de muita emoção e ansiedade.
Obrigado Pai Natal pela melhor prenda que se pode desejar...