A ideia avançada pela autarquia de Santa Comba Dão de se criar um Centro de Estudos do Estado Novo nas casas semiarruinadas onde nasceu e viveu António de Oliveira Salazar tem suscitado grande controvérsia, aproveitamentos baratos e insinuações erradas.
Aqui por Viseu muito se tem falado sobre o assunto, havendo opiniões tão extremas que chegam a roçar a desinformação. Esta começa logo na própria comunicação social que tem vindo a criar a ideia na opinião pública de que o que se pretende é exaltar as "bem feitorias" de Salazar. Completo disparate, dado que o objectivo da autarquia é o de desenvolver os estudos à volta dos tempos em que o ditador teve Portugal nas "mãos". Depois temos os conterrâneos de Salazar que, envoltos numa névoa de orgulho bairrista, parecem esquecer quem, de facto, foi Salazar: um ditador que, à custa do silêncio e da ignorância impostos ao povo português, impediu que Portugal se desenvolvesse ao ritmo dos demais países da Europa Ocidental.
Mas, qual o medo de se construir um Centro de Estudos do Estado Novo em Santa Comba Dão? Porventura, o mesmo medo que esteve na origem do não aproveitamento da antiga sede da PIDE, em Lisboa, para aí abrir um Centro de Documentação do Estado Novo: a vergonha de desenterrar memórias de décadas de isolamento, sofrimento e iliteracia...
Aqui por Viseu muito se tem falado sobre o assunto, havendo opiniões tão extremas que chegam a roçar a desinformação. Esta começa logo na própria comunicação social que tem vindo a criar a ideia na opinião pública de que o que se pretende é exaltar as "bem feitorias" de Salazar. Completo disparate, dado que o objectivo da autarquia é o de desenvolver os estudos à volta dos tempos em que o ditador teve Portugal nas "mãos". Depois temos os conterrâneos de Salazar que, envoltos numa névoa de orgulho bairrista, parecem esquecer quem, de facto, foi Salazar: um ditador que, à custa do silêncio e da ignorância impostos ao povo português, impediu que Portugal se desenvolvesse ao ritmo dos demais países da Europa Ocidental.
Mas, qual o medo de se construir um Centro de Estudos do Estado Novo em Santa Comba Dão? Porventura, o mesmo medo que esteve na origem do não aproveitamento da antiga sede da PIDE, em Lisboa, para aí abrir um Centro de Documentação do Estado Novo: a vergonha de desenterrar memórias de décadas de isolamento, sofrimento e iliteracia...
Por estes dias, muitos aproveitam a imagem de Salazar para levantar falsas questões: apoiantes das ideias de extrema-direita anseiam pela criação de um Museu que faça perpetuar a imagem do antigo ditador como um líder defensor da "Portugalidade", enquanto que comunistas e outros defensores da extrema-esquerda optam pela desinformação, apelando aos perigos da criação de um suposto Museu que louve a figura de Salazar. Uns e outros erram...
Nem Salazar foi um líder livre de defeitos, como alguns querem fazer crer, nem tão pouco foi um ditador equiparado a Hitler, como outros dizem ter sido. Salazar apenas foi quem foi, porque durante quase cinquenta anos, a maioria dos portugueses da época se deixou levar pela inércia que, desde sempre, tem caracterizado o nosso povo!!!
Não tenho receio que nasça em Santa Comba Dão um Museu ou um Centro de Estudos que dê a conhecer às gerações mais jovens quem, de facto, foi Salazar: no seu pior, mas também no seu melhor... Não nos esqueçamos que Salazar fechou o nosso país numa espécie de "redoma de vidro", fomentando a iliteracia de um povo envergonhado, mas também "safou" Portugal de uma guerra mundial e tudo fez para que o respeito e a disciplina fossem ponto de ordem!!! Infelizmente, hoje sabemos como estamos, depois de mais de 30 anos de democracia.


