Pela enésima vez, volto a insistir, neste blogue, num assunto que muitos não gostam sequer de ouvir falar (sobretudo governantes), mas que urge relembrar as vezes que forem necessárias. Portugal é, neste momento, o sexto país mais envelhecido do mundo, com tendência para piorar. Outros países que sofrem do mesmo problema que nós (défice de jovens) estão preocupados e preparam-se para tomar medidas natalistas (exemplos da Alemanha, França, Espanha e Japão). Por cá, muito se fala sobre a interrupção voluntária da gravidez ou sobre os direitos dos homossexuais, mas quanto a medidas de apoio às famílias que têm filhos nada de novo...
Estando prestes a ser pai pela segunda vez, é com tristeza que sou obrigado a dizer que vivo num país que concede maiores apoios aos toxicodependentes, às mulheres que querem abortar ou aos presidiários e que, simplesmente, ignora as necessidades dos pais que não têm outra hipótese que não seja pagar mais de 200 euros para terem um filho num infantário privado (porque no público não há vaga e os avós moram longe) e que recebem todos os meses 10 euros de abono familiar, que não passam de uma verdadeira anedota (10 euros nem para um saco de fraldas chegam)...
Há que insistir com os nossos governantes e abrir-lhes os olhos para a real necessidade de rejuvenescer a nossa população. E, sem o apoio social do Estado ao nível do aumento da licença de maternidade e paternidade, da flexibilidade de horários no trabalho e do aumento das vagas nas creches e jardins de infância públicos, não iremos longe, pelo que em 2050 seremos um país de velhos!!!
Tanta preocupação em Portugal com o direito dos toxicodependentes às salas de chuto, o direito dos fumadores à liberdade de fumarem em locais fechados, o direito de abortar concedido às mulheres que assim o desejem, o direito dos presos a boas condições de reclusão e quanto aos direitos das famílias com filhos é o que se sabe: desprezo total!!!


