Seguindo o rol de artigos que tenho vindo a escrever sobre algumas das minhas actuais desilusões, é chegada a hora de falar um pouco sobre a lastimável imagem que o PSD tem passado para a sociedade civil.Por influências familiares, mas também por razões de carácter ideológico, tenho orgulho em ser social-democrata. Mais do que ser um seguidor ferrenho ou cego e a qualquer preço do PSD, não tenho quaisquer dúvidas de que, desde os meus tempos de adolescente, sempre me identifiquei com este partido. Seja pela forma como a liberdade individual é defendida, como a família é valorizada ou como o reformismo é assumido, tenho a ideia clara que o PSD foi o partido que mais contribuiu para o desenvolvimento de Portugal.
Filiei-me na JSD quando andava no liceu a estudar, em plena vigência da segunda maioria cavaquista. Fui a dezenas de comícios (quando ainda eram realizados ao ar livre), fiz muitas caravanas e participei em muitas campanhas... Emocionei-me ao ouvir o meu avô e o meu pai contarem as aventuras que viveram nas décadas de 70 e 80, quando, na Covilhã, cidade eminentemente industrial, os PSD`s eram perseguidos pelos fanáticos comunistas. Muitas vezes, foram "corridos" à pedrada do Tortosendo, a chamada vila vermelha da Cova da Beira...
Com o fim do cavaquismo, o PSD entrou em crise, mas rapidamente soube retomar a linha do poder, através do delfim de Cavaco Silva. Mas, foi com a saída de Durão Barroso para Bruxelas que o declínio laranja começou a ser mais do que preocupante. Santana Lopes foi na conversa de Sampaio e a jogada socialista deu frutos. Agora, temos Menezes à frente dos destinos do partido, apenas porque muitos dos que o agora criticam não foram a votos.
Luís Filipe Menezes não é o meu líder de eleição. Penso que o PSD estaria melhor servido com Marcelo Rebelo de Sousa ou mesmo com Rui Rio. No entanto, entre Menezes e Sócrates não pestanejo um segundo. Menezes é um homem simples, emotivo e verdadeiro. Enfim, inspira confiança, no sentido de ser leal e humilde. Pelo contrário, Sócrates é a protótipo de governante arrogante, vaidoso e falso. As suspeitas que sobre si recaem acerca da forma como "adquiriu" a sua licenciatura e as peripécias que se conhecem da sua vida de "engenheiro", obrigam a que, apesar de não rejubilar com Menezes à frente do PSD, apoie totalmente o actual líder do PSD na hora de votar.


