terça-feira, junho 10, 2008

O Presidente passou-se de vez...

Na véspera das comemorações de mais um "Dia de Portugal", eis que Cavaco Silva se passou de vez. Visivelmente incomodado com as questões dos jornalistas sobre os recentes protestos dos camionistas, o Presidente saiu-se com uma frase, no mínimo, incompreensível. Apelidar o 10 de Junho como o "dia da raça" é mau de mais para um Presidente da República que se tem desmultiplicado em declarações públicas apelando ao rigor, à exigência e à maturidade da população portuguesa, nomeadamente dos mais jovens. Ponho-me a imaginar se numa das minhas aulas de Geografia dissesse aos meus alunos que a cada 10 de Junho se comemora o dia da "raça portuguesa"! Porventura até poderia ter um processo disciplinar em cima... Mas, com os políticos tudo ou quase tudo se perdoa.

Votei em Cavaco Silva para Presidente da República, mas isso não me impede de pensar que esta sua declaração é simplesmente repugnante. Ando eu a fomentar junto dos meus alunos o respeito pela diversidade cultural e o combate ao racismo e à xenofobia (no 8º ano de escolaridade este é um dos conteúdos a desenvolver na disciplina de Geografia) e Cavaco Silva sai-se com esta!!! Só visto... Imperdoável!!!

sexta-feira, junho 06, 2008

A festa dos pobres...

Durante os próximos dias o futebol irá inundar (ainda mais!) tudo o que diga respeito a noticiários. Depois de três semanas de uma frenética ânsia jornalistica pelo mais insignificante não-acontecimento relacionado com o estágio da selecção portuguesa em Viseu e a partida para a Suiça, eis que é chegada a hora de se debaterem tácticas, lances da bola, arbitragens, substituições, etc...
Foi confrangedor ter de assistir a peças jornalisticas inócuas e a roçar a incúria e a vergonha. A SIC ganhou a todos os níveis em termos de parvoíce jornalística!!! Jornalistas a falarem com cães vestidos com as cores nacionais, outros a darem a conhecer as casas e os carros dos jogadores, outros a revelarem os hábitos de lazer ou as preferências gastronómicas dos treinadores...
E o que dizer daqueles que aguardaram horas e horas pela passagem de carros desportivos com vidros fumados para acenarem em direcção ao desconhecido? E aqueles que no caminho para o aeroporto seguiram o autocarro da selecção, como se de uma revolução se tratasse? E as atitudes de puro fanatismo e ânsia pela aparecimento à frente das cãmaras de filmar das televisões protagonizadas pelos emigrantes portugueses na Suíça?
O visionamento do vídeo que se segue ficará para a história como a prova insufismável de como o futebol é a festa dos pobres. Qual América do Sul, qual quê? A parolice é mais que muita nos comportamentos revelados por muitos dos portugueses que não se importam de ser profundos iliterados, mas que ficam felizes quando é chegada a hora de "discutir bola"...
Ganhe ou perca, não estou para gastar muito mais do meu tempo com um conjunto de vinte e tal privilegiados que correm atrás de uma bola. Futebol, sim! Fanatismo, nem pensar!!!

segunda-feira, junho 02, 2008

Resolvida a questão da liderança eis a prioridade que se segue: derrotar Sócrates!!!

Manuela Ferreira Leite ganhou as eleições para a liderança do PSD. Assunto arrumado. Agora é tempo de "arregimentar" as tropas sociais-democratas para iniciarmos o difícil combate que teremos de travar daqui a pouco mais de um ano. O PS tudo fará para tentar descredibilizar Ferreira Leite, seja por causa da sua imagem fragilizada, seja pela conotação que alguns lhe dão de excessiva austeridade. Também não faltarão aqueles que, dentro do partido, irão fazer o que tanto criticaram dos seus opositores: cheios de ódio e raiva alguns dos que tudo fizeram para que Ferreira Leite não ganhasse estas eleições não irão ficar calados.
Da minha parte, apesar de não ter apoiado Ferreira Leite nestas eleições, tenho a franca convicção que, antes de ser apoiante deste ou daquele candidato a líder, sou social-democrata, pelo que é tempo de unir esforços por forma a derrotar toda a propaganda socialista que se espera vir a ser gigantesca.
Não se esperam tempos fáceis para Ferreira Leite. Quatro eleições seguidas são muito desgastantes. A máquina governamental está muito bem oleada em termos de propaganda. Os boys socialistas encontram-se muito bem distribuídos por todo o país. Alguns sindicatos perderam toda a sua credibilidade. A esquerda comunista e bloquista está ávida por receber os votos dos descontentes que votaram PS nas últimas eleições. Enfim, obstáculos que há que ultrapassar...
Ganhar a Sócrates será difícil, mas esse é um objectivo longe de ser impossível de se concretizar. Há que cativar a classe média, aquela que foi desprezada e maltratada por este Governo que de esquerda apenas tem uma única evidência: a prática de uma política de caridadezinha (nem chega a ser de solidariedade) pelos mais pobres e facilmente influenciáveis...
Não há dúvidas de que o país está bem pior do que há três anos atrás. O poder de compra das famílias diminuiu e as desigualdades sociais aumentaram. É nisto que se resume a praxis socialista. Mudar é urgente e possível!

quarta-feira, maio 28, 2008

A escolha possível...

Como militante social-democrata que me orgulho de ser tenho assistido com atenção à campanha interna que se tem vindo a desenrolar para as eleições à liderança do PSD. As dúvidas têm sido maiores que as convicções e, pela primeira vez desde que sou militante (já lá vão 14 anos), não sei, com certezas, qual o rumo que o partido deverá seguir.
Santana Lopes preconiza a candidatura das rupturas e das quezílias, não só por culpa própria (o erro de ter pegado no Governo de Durão foi gravíssimo), mas sobretudo pelo ódio que muitos dos históricos do partido nutrem por esta figura de grande carisma do PPD-PSD. Ferreira Leite apresenta-se como a imagem do imobilismo e do politicamente correcto, para além de que tem a enorme desvantagem de não incentivar ao rejuvenescimento do partido (haver a possibilidade de alguém com mais de 70 anos estar à frente do partido é demasiado frustrante). Passos Coelho é, como se costuma dizer em bom português, um autêntico tiro no escuro, demasiado conotado com os muitos oportunistas do partido que veem neste jovem político, uma possibilidade de utilizarem a sua imagem cordata e limpa para facilmente manietarem o partido a seu belo prazer.
As dúvidas são mais que muitas e só tenho pena que Marcelo não tenha avançado nesta oportunuidade que, para ele, teria sido de ouro. Sendo assim, e depois de muito reflectir, tomei a decisão de, no próximo sábado, ir votar em Santana Lopes. Apesar de saber que uma possível vitória de Santana iria quase revolucionar o partido, afastando de vez muitos daqueles que por ele têm um ódio de estimação, também penso que é legítimo que Santana tenha a possibilidade de ir a votos com Sócrates. Nas últimas legislativas, Sócrates ganhou enganando muitos milhares de portugueses. Muitos daqueles que ora votam PS, ora votam PSD, sentem-se defraudados com o governo PS. Pode ser que agora votem em Santana e lhe deem a oportunidade de provar que, ao contrário de Sócrates, tem sensilidade social.
Ferreira Leite apresenta uma clara imagem de regresso ao passado. Parece, descupem a analogia, um Sócrates de saias.
Passos Coelho é demasiado liberal para o meu gosto. Talvez daqui a uns anos possa ser uma boa alternativa. Por enquanto, não me inspira confiança.
Santana Lopes é o eterno lutador que não vira as costas ao partido, nem ao país. Não tem interesses instalados, nem segue o politicamente correcto.
Enfim, em jeito de resumo diria que Santana Lopes foi enganado por Sampaio. O povo foi enganado por Sócrates. Pode ser que Santana não seja enganado pelos militantes do PSD. A ver vamos...

terça-feira, maio 13, 2008

Um problema demasiado sério para que o possamos ignorar!!!

A crise alimentar mundial parece que chegou de vez aos países desenvolvidos. As razões são várias, desde o crescimento económico brutal da China e Índia e o consequente aumento do poder de compra de centenas de milhões de habitantes destes dois países até à crescente procura do petróleo e à substituição dos cereais alimentares por cereais destinados a produzir biodiesel...
Depois de décadas de fome contínua em muitos dos países africanos, eis que os problemas alimentares chegam aos países ricos. Com o aumento dos preços de muitos bens de primeira necessidade, milhões de agregados familiares dos paises desenvolvidos enfrentam sérios problemas ao nível da redução do seu nível de vida. Claro que esta situação em nada se pode comparar com a fome que atinge milhões de pessoas nos países pobres. Gente que morre à fome...
Há que mudar rapidamente o paradigma vigente na relação vigente entre os países desenvolvidos e os que estão em desenvolvimento. A lógica dos simples donativos, dádivas e perdões de dívida tem que dar lugar à lógica do investimento na educação, na democracia e na repartição da riqueza existente. Por outro lado, parece claro que a ilusão dos biocombustíveis produzidos a partir dos cereais alimentares tem de ser posta de lado de uma vez por todas. Finalmente, a ONU tem de ter uma intervenção eficaz e séria no sentido de obrigar os EUA, a China, a Índia, a Rússia e a UE a diminuirem a emissão de gases poluentes.
O cartoon que apresento, da autoria de John Darkov, é bem elucidativo do desprezo que muitos dos países ricos têm pelos países pobres. A outra figura (aconselho a clicarem em cima dela para a visualizarem melhor) constitui um excelente esquema publicado na revista Visão que resume as causas inerentes a este grave problema de âmbito mundial...
É tempo dos nossos governantes actuarem!!! Amanhã será tarde demais!!!

quarta-feira, abril 30, 2008

Até os miúdos percebem!!!

Nestas últimas semanas tenho andado a leccionar aos meus alunos do 8º ano conteúdos relacionados com a demografia.
Temos desenvolvido sobretudo questões que dizem respeito aos problemas populacionais com que Portugal se confronta.
No último teste de avaliação coloquei aos meus alunos a seguinte questão: "O que pensas que o Governo deveria fazer para melhorar a situação demográfica do nosso país?". Muitas foram as respostas de miúdos de 13 e 14 anos que, certamente, fariam corar de vergonha qualquer um dos nossos governantes.
Deixo-vos com a resposta de um desses alunos. Fica provado que apenas falta vontade política para levar a cabo autênticas medidas de protecção à família. E depois vêm com propostas anti-família, como as mais recentes liberalizações do aborto ou do divórcio, já para não falar dos milhões que se gastam no betão. Medidas sociais de verdadeiro cariz geracional, nem vê-las...

domingo, abril 20, 2008

O maior tesouro que se pode ter...

Se o actual estado da Educação, do Benfica, do PSD e do Governo nada tem contribuído para a minha felicidade, a verdade é que não é por isso que me sinto menos feliz ou mais angustiado. Porquê? Porque há mais vida para além do que a profissão, o partido e o futebol... Nada é mais importante do que a nossa família. É ela quem nos conforta quando estamos mais em baixo; é ela quem nos acompanha quando estamos mais alegres; é ela quem nos melhor conhece quando nos refugiamos no silêncio; é ela quem nos alerta quando estamos tentados a entrar num qualquer labirinto.
Há uns dias atrás assiti na SIC à alegria que dominava o estado de espírito de um emigrante português a residir no Canadá, a quem lhe tinham caído na conta bancária cerca de 9 milhões de Euros por ter acertado nos números do totoloto. O homem não se cansava de dizer que o dia em que ficou rico tinha sido o dia mais feliz da sua vida. Ah, e não parava de chorar de emoção, por pensar em tal quantia de dinheiro. Pensei cá para mim: "Mas, será que este homem não tem família? Não terá filhos?"

Bem sei que vivemos num mundo cada vez mais materialista, avesso a valores como a família ou a amizade. É o dinheiro que crescentemente domina a mente da maior parte das pessoas. Quantas vezes já não vimos alguém dizer-nos que se ganhasse o totoloto teria alcançado a maior das suas felicidades?

Pois bem, para mim não haverá dia, aliás, dias mais felizes do que aqueles em que nasceram os meus dois filhos. Para um homem decente e minimamente conscencioso não há tesouro maior do que ser pai. O dinheiro bem pode ajudar à felicidade, mas não é determinante. Decisivo para a nossa felicidade é sim podermos chegar a casa depois de um dia de trabalho e termos uma esposa e dois filhos amorosos à nossa espera. Entre o amor de família e a felicidade do dinheiro, não pestanejo de dúvida um segundo. Que se lixe o dinheiro...

terça-feira, abril 15, 2008

Desilusões (parte IV)

Este é o último artigo dedicado às desilusões que, actualmente, dominam (embora, sem afligirem) a minha vida social e profissional. Não é tanto uma desilusão, mas sobretudo revolta, pois não tem sido com surpresa que tenho assistido à forma como este Governo tem actuado: arrogância e mentira têm sido pontos de ordem durante oos últimos três anos.
Arrogância, na medida em que o autismo e a prática pouco democrática como muitas das medidas têm sido aplicadas, nomeadamente, nas áreas da Segurança Social e da Educação, evidenciam bem o estilo autoriário como José Sócrates actua na pele de Primeiro-Ministro. Só os mais distraídos é que não se lembram como já nos tempos de Ministro de Ambiente, Sócrates evidenciava tiques de pessoa nada tolerante e excessivamente nervosa e arrogante.
Mentira, porque as promessas que fez durante a campanha eleitoral, a que agora chama de compromissos, foram, pura e simplesmente, ignoradas e desprezadas. Aliás, a forma como Sócrates se serviu da mentira do défice para aumentar os impostos e fazer o que bem quis da Função Pública foi simplesmente vergonhoso. Não nos esqueçamos que a redução do défice (a grande bandeira deste Governo) apenas foi alcançada à custa de 28 meses de congelamento de carreiras nos funcionários públicos e da concessão de aumentos salariais bem abaixo da taxa de inflação. De resto, nada de substancial foi realizado. Na educação, foi aberta uma guerra contra os professores e abriu-se o caminho ao facilitismo. Na saúde, as listas de espera continuam enormes e os privados continuam a reinar. Na justiça, a lentidão veio para ficar, já para não falar da banalização da corrupção. O choque tecnológico transformou-se em autêntico choque de betão, com milhões de Euros a serem gastos no aeroporto, no TGV e nas auto-estradas.

segunda-feira, abril 07, 2008

Desilusões (parte III)

Seguindo o rol de artigos que tenho vindo a escrever sobre algumas das minhas actuais desilusões, é chegada a hora de falar um pouco sobre a lastimável imagem que o PSD tem passado para a sociedade civil.
Por influências familiares, mas também por razões de carácter ideológico, tenho orgulho em ser social-democrata. Mais do que ser um seguidor ferrenho ou cego e a qualquer preço do PSD, não tenho quaisquer dúvidas de que, desde os meus tempos de adolescente, sempre me identifiquei com este partido. Seja pela forma como a liberdade individual é defendida, como a família é valorizada ou como o reformismo é assumido, tenho a ideia clara que o PSD foi o partido que mais contribuiu para o desenvolvimento de Portugal.
Filiei-me na JSD quando andava no liceu a estudar, em plena vigência da segunda maioria cavaquista. Fui a dezenas de comícios (quando ainda eram realizados ao ar livre), fiz muitas caravanas e participei em muitas campanhas... Emocionei-me ao ouvir o meu avô e o meu pai contarem as aventuras que viveram nas décadas de 70 e 80, quando, na Covilhã, cidade eminentemente industrial, os PSD`s eram perseguidos pelos fanáticos comunistas. Muitas vezes, foram "corridos" à pedrada do Tortosendo, a chamada vila vermelha da Cova da Beira...
Com o fim do cavaquismo, o PSD entrou em crise, mas rapidamente soube retomar a linha do poder, através do delfim de Cavaco Silva. Mas, foi com a saída de Durão Barroso para Bruxelas que o declínio laranja começou a ser mais do que preocupante. Santana Lopes foi na conversa de Sampaio e a jogada socialista deu frutos. Agora, temos Menezes à frente dos destinos do partido, apenas porque muitos dos que o agora criticam não foram a votos.
Luís Filipe Menezes não é o meu líder de eleição. Penso que o PSD estaria melhor servido com Marcelo Rebelo de Sousa ou mesmo com Rui Rio. No entanto, entre Menezes e Sócrates não pestanejo um segundo. Menezes é um homem simples, emotivo e verdadeiro. Enfim, inspira confiança, no sentido de ser leal e humilde. Pelo contrário, Sócrates é a protótipo de governante arrogante, vaidoso e falso. As suspeitas que sobre si recaem acerca da forma como "adquiriu" a sua licenciatura e as peripécias que se conhecem da sua vida de "engenheiro", obrigam a que, apesar de não rejubilar com Menezes à frente do PSD, apoie totalmente o actual líder do PSD na hora de votar.

terça-feira, março 25, 2008

Desilusões (parte II)

No artigo anterior escrevi sobre uma das minhas maiores desilusões: o actual estado da educação em Portugal. Vou-me reportar agora a outra das minhas grandes desilusões: o Benfica.
Como sabemos ser-se do Benfica, do Sporting ou do Porto não depende de uma decisão tomada em plena consciência. Se assim fosse, mudaríamos facilmente de clube, de acordo com o sucesso momentâneo de cada um. É pois claro que ficamos reféns do clube que adoptámos em criança, quer tenha sido por influência do pai ou do avô, quer tenha sido por afinidades diversas ou por qualquer outra razão supérflua. A verdade é que esta é uma decisão puramente emotiva e nada (ou quase nada) racional.
O meu caso particular é interessante de contar. Quando comecei a perceber mais a sério o que era o futebol (por volta dos meus 5 anos) afimava-me sportinguista, muito por influência do meu avô, que era fanático pelo Sporting da Covilhã (filial do SCP). Para grande desgosto do meu pai, ferveroso benfiquista, comecei a fazer colecção de objectos do SCP. O meu pai começou a ver o tempo escassear, até que se decidiu a levar-me da Covilhã a Lisboa assistir a um jogo do Benfica, caso eu mudasse do SCP para o SLB. Essa era a última hipótese para me ver mudar de clube ainda a tempo: "Ninguém muda de clube em idade adulta", dizia-me ele... Então fui com o meu pai assistir ao Benfica-Steaua de Bucareste (2-0) ao velhinho Estádio da Luz e fiquei encantado com a grandeza do Benfica. Nessa mesma noite decidi mudar de clube: de mero e ingénuo adepto sportinguista passei a ser um fanático sócio do Benfica. A partir dos meus onze anos de idade e ao longo destes quase vinte anos que passaram, fui ver dezenas de jogos do Benfica. Muitas alegrias foram vividas; algumas tristezas também.
No entanto, o ainda curto século XXI tem sido terrível para os benfiquistas que se prezam de ter orgulho no seu clube. Depois da contratação de Artur Jorge (um ex-portista) para treinador do clube, a lógica da desmontagem e montagem de uma nova equipa de futebol no início de cada época desportiva impediu que a mística benfiquista se apoderasse da maioria dos jogadores. Agora, é a lógica do dinheiro que domina a equipa de futebol. Faltam o carisma, a garra e o orgulho... O presidente bem tenta copiar Pinto da Costa, mas falta-lhe qualquer coisa: talvezs genuinidade.
O Benfica de agora em nada se compara com o de há vinte anos atrás. Todos os quinze dias deslocavam-se dezenas de autocarros de todo o país a Lisboa para que milhares de pessoas pudessem assistir aos jogos do Glorioso. Fui em muitas dessas excursões de domingo. As quartas-feiras europeias eram arrepiantes, com o Inferno da Luz. Os jogadores tinham na sua grande maioria classe e suavam a camisola. Agora é o que vê: uma miséria fransciscana, com um presidente desorientado e com o "entra e sai" constante de treinadores e jogadores. Deixei de ser sócio e, por vezes, nem sequer me dou ao trabalho de ver os jogos do Benfica na televisão.
Entretanto, aguarda-se que alguém com credibilidade tome conta do clube. Até lá, o Benfica até poderá ter lucro nas suas contas, mas em termos desportivos é o que se vê. Saudosos anos 80 em que o Benfica dominava no futebol, basquetebol, andebol, voleibol, hoquéi em patins, entre outras modalidades...

quinta-feira, março 20, 2008

Desilusões (parte I)

O vídeo de que todos falam é demonstrativo da decadência que grassa na Escola Pública portuguesa. No entanto, alguém tem tentado abafar a situação, retirando o vídeo do Youtube. Claro que esta situação não passará de um caso extremo e raro, tendo em conta que existem cerca de um milhão e meio de alunos no ensino pré-universiário português, distribuídos por quase 150 000 professores. No entanto, interessa ressalvar duas notas sobre a situação retratada neste vídeo:

1. A falta de respeito e a indisciplina são cada vez mais duas das realidades com que, nos dias de hoje, as escolas se têm de enfrentar. Com a proliferação de problemas sociais na nossa sociedade e a democratização da escola, os problemas com que muitos jovens se confrontam no seu dia-a-dia (falta de valores, défice de responsabilidade, banalização da violência) são levados para a escola, espalhando-se, qual mancha de óleo, pelas salas de aula, pelo recreio, pelos corredores, pela cantina. Enfim, só quem vive a escola por dentro sabe da forma como muitos miúdos desprezam por completo a primeira finalidade da escola: incutir nos alunos o gosto pelo conhecimento...
2. As sucessivas equipas ministeriais da Educação, por completo desconhecimento da realidade escolar, têm descurado a necessidade urgente de responsabilizar os pais pela postura (boa ou má) que os seus filhos têm na escola. O insucesso educativo tem vindo, sucessivamente, a ser justificado pela incompetência dos professores. "Os alunos reprovam por culpa dos professores", "os professores exigem muito", "os professores não sabem motivar os alunos menos empenhados": é este o tipo de justificações que se ouvem para o insucesso dos alunos portugueses! Esquecem-se que, regra geral, os alunos que têm nos pais pessoas interessadas pela vida escolar dos educandos, conseguem ultrapassar as suas dificuldades. Pelo contrário, a maioria dos alunos cujos pais desprezam os estudos dos seus filhos são aqueles que ficam para trás, tendo-se depois que optar pelas estratégias dos CEF ´s e cursos profissionais, utilizados não tanto para captar os alunos interessados por vias diferenciadas de ensino, mas sobretudo para "despachar" mais rapidamente da escola os alunos problemáticos.

quarta-feira, março 12, 2008

De mal a pior...

A imagem ao lado representa, na minha humilde opinião, quatro das actuais desgraças do país!
Por estes dias, quase que tenho vergonha de ser benfiquista, de ser professor, de ser social-democrata e de viver num país (des)governado por um partido que se diz socialista.
Sou do Benfica não por qualquer motivo de cariz racional, mas sim pelo facto do meu pai, quando eu era de tenra idade, me ter levado ao velhinho e saudoso Estádio da Luz num Marselha-Benfica com mais de 120000 adeptos befiquistas. Foram grandes as alegrias que vivi naquele estádio. Por estes dias, vejo uma equipa moribunda e completamente desastrosa... Até o treinador teve de fugir de tanta impotência... É verdade que os últimos dez anos do Benfica têm sido de uma fraqueza desesperante, mas já era tempo do actual Presidente de Benfica mudar de vida...
Sou professor de Geografia por convicção. Fui para o ensino, não por exclusão de partes, mas sim porque sempre foi esse o meu desejo. Fortemente influenciado por um professor que me deu aulas de Geografia no Liceu da Covilhã (sim, o mesmo liceu onde estudou o actual Primeiro-Ministro), enveredei pelo caminho da Educação. Quando comecei a leccionar (já lá vão dez anos) a fasquia da exigência andava cá por cima. Agora, quase que é proibido ser-se exigente com os alunos, sendo que os tempos que se avizinham não auguram nada de bom...
Sou filiado no PSD, desde os tempos dos Governos de Cavaco Silva. Foi no tempo das chamadas "vacas gordas". O país crescia e melhorava em todos os índices de desenvolvimento. O PSD era, no final dos anos 80, o partido de referência da democracia portuguesa. Credibilidade era muito mais do que uma mera palavra. Agora é o que se vê: um PSD dividido, descrente e sem rumo. Com um líder sem chama. Um partido que, tal como está, não surge como alternativa à maioria socialista. Para mal do país...
Finalmente, vivo num país desenvolvido. No entanto, está na cauda dos 27 da UE. Bate recordes ao nível das desigualdades sociais, do insucesso escolar, da fuga ao fisco, da sinistralidade rodoviária, das filas de espera na saúde, da lentidão da justiça. Um país governado por um partido que comemora três anos de Governo como se o auto-elogio exacerbado fosse um normal exercício de democraticidade, quando o país não avança e se prevêem tempos (ainda) mais difíceis... Com um Primeiro-Ministro cuja licenciatura foi o que se soube!!!
Resta-me a felicidade de ter uma esposa e dois filhos maravilhosos. De resto, sinto-me completamente na mó de baixo!

sexta-feira, março 07, 2008

Manifestação do descontentamento

As duas últimas semanas foram marcadas por um conjunto de manifestações de professores ocorridas um pouco por todo o país. Também se realizou, junto à escola onde lecciono, uma concentração de cerca de 300 docentes em protesto contra uma série de medidas emanadas do Ministério da Educação, cujos conteúdos apresentam muitos pontos de duvidosa seriedade e rigor.
Mas, não tenhamos ilusões! Mais do que protestar contra a necessidade de termos um novo (e não primeiro, como tem afirmado José Sócrates) modelo de avaliação de professores, mais simples e justo que o proposto pelo Governo, a maioria dos professores protestam contra a forma como este Ministério da Educação tem tratado os professores: com desprezo, arrogância e desconfiança. Só quem está numa escola sabe do que falo... Muitos docentes protestam também contra o conjunto de medidas que o Ministério da Educação tem "inventado", visando um facilitismo extremo em prol de um sucesso escolar, no mínimo, forçado!
Tenho pena de não poder ir à manifestação em Lisboa. Os meus dois filhos de 2 anos e 5 meses impedem-me de o fazer. O direito à indignação dos professores é uma realidade que ninguém pode escamotear. Nem as palavras "bondosas" da Ministra...

sábado, fevereiro 23, 2008

Emigração crescente: um sinal preocupante!

Num colóquio organizado na passada semana em Lisboa a propósito de diversas questões relacionadas com as comunidades portuguesas no estrangeiro foi dado a conhecer um indicador, no mínimo, preocupante: os portugueses são o segundo povo no mundo que mais emigra. Este facto é elucidativo sobre os tempos que correm no nosso país. Tempos difíceis, onde o emprego escasseia, a falta de estabilidade profissional aumenta e o custo de vida dispara...
Esta emigração apresenta duas realidades diferentes. Por um lado, assiste-se à debandada anual de centenas de portugueses altamente qualificados que não se sentem atraídos pelas condições de emprego colocadas à sua disposição no nosso país (quando têm emprego!) e que levam à sua saída para outros países mais desenvolvidos e que lhes proporcionam salários bem superiores em relação aos praticados por cá. Aliás, ainda esta semana o Banco Mundial deu a conhecer que Portugal é o país que lidera na Europa a chamada "fuga de cérebros", com quase 150 000 jovens licenciados portugueses a viverem no estrangeiro. Preocupante? Claro que sim...
Depois, temos a situação de milhares de portugueses que, com reduzidas ou médias qualificações profissionais, não conseguem arranjar emprego e se vêem obrigados a deslocar-se para Espanha, França, Suiça, Alemanha e outros países à procura de um emprego na construção civil, no comércio ou nos serviços banais. Os que optam ou são obrigados a ficar por cá, pelas mais diversas razões, sujeitam-se crescentemente a situações extremas de precariedade...
E o que dizer dos 30 000 jovens licenciados inscritos nos centros de emprego e dos muitos mais milhares que arranjaram um emprego que em nada tem que ver com o curso que concluíram? Enfim, a situação em que se encontra o nosso país é, sem dúvida, difícil e nada condizente com a imagem positiva que este Governo tenta fazer passar para a opinião pública!
Entretanto, de Bruxelas chega-nos outro indicador: Portugal é o pais que, no conjunto dos 27 da UE, apresenta o maior índice de desigualdades sociais. Uma coisa é certa: a emigração é e sempre foi sinal de fuga às más condições de vida do país de origem e, tal como na década de 1960, parece que voltámos aos tempos das dificuldades e carências!!!
Urge alertar as consciências mais distraídas para esta dura realidade...

domingo, fevereiro 17, 2008

Uma questão de cidadania...

A cidadania constitui não apenas um direito, mas também um dever que, infelizmente, é muitas vezes praticado por uma reduzida franja da população portuguesa. Aliás, sabendo-se que o povo português sofre de um grave problema de iliteracia e de falta de cultura, não é de admirar que, por cá, a cidadania se resuma quase só à realização de greves e manifestações, que de espectacular até poderão ter algum peso, mas que apresentam um carácter demasiado fugaz em termos de argumentação e capacidade de confronto sério de ideias.
As possibilidades que cada um de nós possui para se fazer ouvir no seu protesto contra algo que considera injusto, vindo dos poderes públicos, passa não apenas pela velha táctica da greve, que de capacidade de eficácia todos sabemos que "morre" no dia seguinte à sua realização, mas sobretudo e, cada vez mais, pela apresentação de argumentos consistentes e rigorosos, tanto em artigos de opinião nos meios de comunicação social (nomeadamente os jornais), como na blogosfera (com um peso crescente na vida pública portuguesa), mas também em petições apresentadas à Assembleia da República ou na intervenção individual em fóruns ou assembleias de esclarecimento. Enfim, a velha estratégia sindical de fazer barulho está gasta e, cada vez mais, é na apresentação consistente de ideias que se consegue alertar a opinião pública e os poderes instituídos para os problemas actuais.
No caso actualmente mais badalado da Educação, a propósito da proposta do Governo de avaliação de desempenho dos professores, apesar da estratégia sindical poder ser a mais ruidosa, a verdade é que tem sido na blogosfera e na constante apresentação de argumentos, tanto por cidadãos anónimos, como pelos especialistas na matéria, nos jornais, nas rádios e nas televisões que o Governo tem sido confrontado em termos dos erros constantes na actual proposta ministerial...
É necessário que o dever de cidadania se cultive e se instale de vez neste país de brandos costumes. Eu, por mim, tenho a consciência tranquila: tenho escrito na blogosfera e amíude vou deixando a minha opinião nos diversos jornais da nossa praça pública. E você?

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Quanto custa um filho por mês...

Uma equipa de psicólogas (?) de Coimbra fez as contas para saber quanto custa ser um «bom pai» e concluiu que nos primeiros 25 anos de vida cada família de classe média-baixa gasta, em média, 236 euros mensais com cada filho, enquanto que uma família da classe média-alta gasta uma média de 678 euros.
Para já, duas observações:
2. O método utilizado no estudo (a simples soma de gastos imaginados pelas duas psicólogas) parece-me tão simplista que até alunos meus do secundário conseguiriam chegar a conclusões semelhantes.
- mensalidade do infantário = 350 euros
- 7 embalagens de fraldas (70 unidades cada) = 120 euros
- alimentação = 100 euros
- vestuário = 200 euros
- consultas médicas e farmácia = 100 euros
- brinquedos e outros extras = 50 euros
E, pronto, assim por baixo, fica calculada a despesa média de uma família com dois filhos menores: 460 euros mensais por cada filho!!! Apenas resta dizer que acabei de calcular as despesas mensais tidas com os meus dois filhotes e que não sou formado em Psicologia, nem este constitui qualquer tipo de estudo científico...
E, depois, ainda há quem pense que, sem políticas sérias de incentivo à natalidade (e não os actuais apoios apenas concedidos às famílias mais carenciadas) poderemos combater o crescente envelhecimento da população portuguesa...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Mais uma para o currículo do nosso Primeiro-Ministro...

Das duas, uma! Ou José Sócrates está a ser alvo de uma acusação infundada e está à vista a pouca competência de Sócrates para obras de engenharia (tendo em conta a fraca qualidade de alguns dos "seus" projectos), ou então temos um Primeiro Ministro que mente à vista grossa e tenta vitimizar-se, fugindo às suas responsabilidades.
Depois do caso Independente, que ficou muito longe de ser esclarecido, é mais uma vez o jornal Público que faz de Ministério Público e investiga matéria de manifesto interesse público. Uma coisa é certa: o Público é cada vez mais o meu jornal de referência...
Parece-me que há coincidências a mais, tanto no caso da sua licenciatura, com matéria que roça o facilitismo extremo, como agora no caso dos projectos (alguns de muito fraca qualidade) que indiciam a troca de favores entre engenheiros.
Que mais histórias existirão que deixam o nosso Primeiro Ministro tão irritado? Não há dúvida que a expressão "dois pesos e duas medidas" se aplica cada vez mais a este país... E, não admira que os políticos sejam a classe profissional menos confiável aos olhos da opinião pública portuguesa!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Ao cuidado da Sr.ª Ministra

Uma sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF) indica que os professores são os cidadãos em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país. Seria bom que a equipa ministerial responsável pela área da Educação tomasse consciência desta tendência e se preocupasse um pouco mais em dignificar os docentes deste país. Aliás, não é por acaso que a classe política é aquela que menos respostas favoráveis recebeu dos inquiridos.
Claro que me poderão dizer que nem todos os professores são competentes. Claro que isso é verdade. Como em todas as profissões do mundo, há bons e maus em todo o lado. Agora, não tenhamos dúvida que os professores são "pau para toda a colher": são educadores, formadores, confidentes, orientadores, animadores, enfim, para muitos jovens, cujos pais estão ausentes (não só fisica, como moralmente), os professores são autênticos pais...
Agora, quem não está dentro do sistema de ensino, não imagina aquilo que se vive nas escolas: professores desanimados e esgotados, que se sentem desprezados e desrespeitados pela tutela, e que, por exemplo, viram nos últimos dez anos o seu poder de compra diminuir, em média, 12%. Isto já para não falar da questão das quotas, que torna possível que um docente fique instalado no mesmo escalão até ao fim da sua carreira. E o que é feito da dignidade e prestígio da profissão docente, quando é alguém do próprio Ministério que trata os professores como "professorzecos"! Enfim, sem ovos não se fazem omoletes e sem professores dignificados e respeitados não se educam os adultos de amanhã...
Retirando Santana Castilho, não vejo mais ninguém que, assiduamente, dê a conhecer nos órgãos de comunicação social, a verdade sobre a Educação deste país... Cavaco Silva tem sido uma desilusão, Mário Nogueira está excessivamanente conotado com o PCP (o que lhe retira credibilidade), no PSD tudo é surdo e mudo, a restante oposição eclipsou-se... Enfim, estamos na mó de baixo!

terça-feira, janeiro 15, 2008

Um Portugal roto disfarçado de jeitoso...

O ano 2008 inicia-se sem que se vislumbrem alterações no rumo seguido por Portugal: uma classe média a definhar, uma pobreza a rondar os 20% que persiste, uma classe alta que tende a engordar e um conjunto de problemas estruturais que não melhoram, seja ao nível da ineficácia das nossas políticas de saúde, educação e justiça, seja pela incapacidade da nossa economia e poder de compra quando comparados com a grande maioria dos restantes países da UE.
Na verdade, apenas uma minoria dos portugueses se revê naquilo que passamos para o exterior! O que por cá se passa nada tem que ver com o nível de vida dos nossos parceiros europeus. Por cá impera uma Educação de rastos, envolta num sucesso escolar irrealista, uma Saúde onde as listas de espera perduram, uma Justiça lenta e vergonhosa (o novo Código de Processo Penal é simplesmente uma afronta à dignidade humana), um Ambiente e uma Cultura desprezados...
Enfim, parece-me que tendemos para o abismo. E, se nada for feito, a partir de 2013 é que vão ser elas. Com o fim dos dinheiros de Bruxelas as dificuldades irão aumentar. Há que mudar de rumo!!!

domingo, dezembro 30, 2007

2008: tempo para a família...

Tempo de Natal! Tempo para a família...

Em véspera da passagem de mais um ano, deixo aqui os votos para que 2008 seja um ano de concretizações positivas para todos os que aqui costumam vir visitar o Intimista.
Em termos nacionais, esperemos que a verdadeira retoma económica se efective e que deixemos de estar envoltos em estratégias de propaganda e marketing políticos que estão bem longe dos tempos difíceis que dominaram o ano 2007. Justiça, educação e saúde continuam a ser os três sectores da vida nacional que precisam de reformas a sério. Também a oposição ao Governo precisa de se credibilizar, se quisermos ter um novo Governo em 2009 com uma política diferente. Finalmente, mas não menos importante, esperemos que as discrepâncias sociais que dominam este nosso Portugal deixem de aumentar e que a pobreza seja alvo de reais políticas de inversão e não só de mera "caridade franciscana".

A nível internacional, tenho receio que a situção de instabilidade que se vive em muitas regiões do mundo se agrave: Kosovo, Médio Oriente, Rússia e um pouco por toda a África esperam por melhores dias. O terrorismo veio definitivamente para ficar. A corrupção e a politiquice mesquinha continuam a dominar grande parte dos decisores mundiais...

Enfim, que em cada família abundem o amor, paz e saúde, são os votos que deixo para 2008...