Ontem a RTP fez a vontade ao nosso Primeiro-Ministro e decidiu debater o casamento entre homossexuais no programa Prós e Contras. Mais uma vez, a "moderadora" Fátima Campos Ferreira teve dificuldade em ser imparcial e foi incisiva para com os defendores do Não e benevolente para com os apoiantes do Sim.Do lado dos defensores do Sim, assistimos às intervenções de duas senhoras cuja arma de defesa (ou ataque) foi a exaltação. Isabel Moreira e Fernanda Câncio tiveram uma postura de arrogância e bateram em frentes diferentes para defenderem o mesmo: a primeira enrolou-se e confundiu o público com argumentos jurídicos (quais dogmas inquestionáveis!!!), enquanto que a segunda preferiu responder com as dificuldades inerentes a circunstâncias especiais dos casais gays (como por exemplo a partilha de bens).
Do lado do Não, Eduardo Nogueira Pinto destacou-se pela positiva, assumindo uma postura de procurar informar e esclarecer aqueles que pensam que o casamento entre homossexuais não desvirtua o significado do casamento. Por outro lado, alertou para o facto de ser possível ultrapassar os problemas inerentes à vida conjugal dos casais formados por pessoas do mesmo sexo, através das diversas leis existentes: a lei das sucessões para precaver situações de falta de um membro do casal, a lei que rege a frequência de instituições públicas para permitir a entrada de companheiros em hospitais, as várias leis dos impostos para permitir liquidar impostos em conjunto, etc.
Enfim, a verdade é que muitos daqueles que defendem o casamento entre homossexuais apenas pretender tornar igual algo que, sem se ser discriminatório, se pode apelidar de completamente diferente. O casamento é uma instituição que apenas existe porque se assume que a sociedade só progride se um casal, formado por uma mulher e um homem, se unirem. De outra forma não se teria inventado o casamento. Querer agora alterar a "lógica das coisas" apenas por uma razão de conveniência, afirmando que é para facilitar a vida a estes casais, é assumir uma atitude pouco séria.
Mais vergonhosa ainda é a postura de José Sócrates que tenta agora desviar as atenções da crise, ao mesmo tempo que pretende tirar uns votos ao Bloco de Esquerda, afirmando que agora é tempo de avançar numa questão que, para ele, era pouco importante há apenas um ano. Um autêntico oportunista!!!
Há mais de uma semana que o país está mergulhado numa única questão: 

O DN publica hoje, em primeira página, que
O que se passou na última sexta-feira na Assembleia da República, acrescido de tudo aquilo que se tem vindo a saber nos últimos dias pela comunicação social é 











Notícia do dia: 
Os russos devem andar loucos!