quarta-feira, junho 29, 2011
Temos Governo
Temos equipa!!!
Uma equipa que de destaca por ter pessoas que sabem do que vão tutelar. Pessoas que têm livros e artigos de opinião publicados a demonstrarem aquilo que pensam sobre as áreas que vão governar.
Destaco os casos dos novos Ministros das Finanças, da Economia, da Justiça e da Educação. Nestas quatro pastas, aquelas que considero mais importantes para que o país tenha um novo rumo em prol do crescimento e do desenvolvimento surgem pessoas que pensaram durante muitos anos os assuntos em que agora vão ter de tomar decisões.
Nas Finanças surge um Ministro que conhece o verdadeiro estado do país e que aprendeu muito no Banco de Portugal, no BCE e na UE.
Na Economia temos alguém que durante muitos anos pensou a economia portuguesa e que conhece aquilo que deve ser feito para fazer com que Portugal retome o caminho da prosperidade.
Na Justiça destaca-se alguém que sabe como funcionam os tribunais, alguém que conhece os factores que emperram a Justiça em Portugal.
Na Educação surge alguém que sempre foi contra o eduquês e que é conhecido por defender a apologia do rigor e da exigência na escola portuguesa.

sexta-feira, junho 10, 2011
António Barreto no seu melhor...

Transcrevo o discurso do sociólogo António Barreto efectuado durante as comemorações do dia de Portugal em Castelo Branco. Foi tão duro e directo nas palavras que muitos socialistas não foram capazes de o aplaudir. Sócrates ficou com as orelhas a arder...
"Nada é novo. Nunca! Já lá estivemos, já o vivemos e já conhecemos. Uma crise financeira, a falência das contas públicas, a despesa pública e privada, ambas excessivas, o desequilíbrio da balança comercial, o descontrolo da actividade do Estado, o pedido de ajuda externa, a intervenção estrangeira, a crise política e a crispação estéril dos dirigentes partidários. Portugal já passou por isso tudo. E recuperou. O nosso país pode ultrapassar, mais uma vez, as dificuldades actuais. Não é seguro que o faça. Mas é possível.
Tudo é novo. Sempre! Uma crise internacional inédita, um mundo globalizado, uma moeda comum a várias nações, um assustador défice da produção nacional, um insuportável grau de endividamento e a mais elevada taxa de desemprego da história. São factos novos que, em simultâneo, tornam tudo mais difícil, mas também podem contribuir para novas soluções. Não é certo que o novo enquadramento internacional ajude a resolver as nossas insuficiências. Mas é possível.
Novo é também o facto de alguns políticos não terem dado o exemplo do sacrifício que impõem aos cidadãos. A indisponibilidade para falarem uns com os outros, para dialogar, para encontrar denominadores comuns e chegar a compromissos contrasta com a facilidade e o oportunismo com que pedem aos cidadãos esforços excepcionais e renúncias a que muitos se recusam. A crispação política é tal que se fica com a impressão de que há partidos intrusos, ideias subversivas e opiniões condenáveis. O nosso Estado democrático, tão pesado, mas ao mesmo tempo tão frágil, refém de interesses particulares, nomeadamente partidários, parece conviver mal com a liberdade. Ora, é bom recordar que, em geral, as democracias, não são derrotadas, destroem-se a si próprias!
Há momentos, na história de um país, em que se exige uma especial relação política e afectiva entre o povo e os seus dirigentes. Em que é indispensável uma particular sintonia entre os cidadãos e os seus governantes. Em que é fundamental que haja um entendimento de princípio entre trabalhadores e patrões. Sem esta comunidade de cooperação e sem esta consciência do interesse comum nada é possível, nem sequer a liberdade.
Vivemos um desses momentos. Tudo deve ser feito para que estas condições de sobrevivência, porque é disso que se trata, estejam ao nosso alcance. Sem encenação medíocre e vazia, os políticos têm de falar uns com os outros, como alguns já não o fazem há muito. Os políticos devem respeitar os empresários e os trabalhadores, o que muitos parecem ter esquecido há algum tempo. Os políticos devem exprimir-se com verdade, princípio moral fundador da liberdade, o que infelizmente tem sido pouco habitual. Os políticos devem dar provas de honestidade e de cordialidade, condições para uma sociedade decente.
Vivemos os resultados de uma grave crise internacional. Sem dúvida. O nosso povo sofre o que outros povos, quase todos, sofrem. Com a agravante de uma crise política e institucional europeia que fere mais os países mais frágeis, como o nosso. Sentimos também, indiscutivelmente, os efeitos de longos anos de vida despreocupada e ilusória. Pagamos a factura que a miragem da abundância nos legou. Amargamos as sequelas de erros antigos que tornaram a economia portuguesa pouco competitiva e escassamente inovadora. Mas também sofremos as consequências da imprevidência das autoridades. Eis por que o apuramento de responsabilidades é indispensável, a fim de evitar novos erros.
Ao longo dos últimos meses, vivemos acontecimentos extraordinários que deixaram na população marcas de ansiedade. Uma sucessão de factos e decisões criou uma vaga de perplexidade. Há poucos dias, o povo falou. Fez a sua parte. Aos políticos cabe agora fazer a sua. Compete-lhes interpretar, não aproveitar. Exige-se-lhes que interpretem não só a expressão eleitoral do nosso povo, mas também e sobretudo os seus sentimentos e as suas aspirações. Pede-se-lhes que sejam capazes, como não o foram até agora, de dialogar e discutir entre si e de informar a população com verdade. Compete-lhes estabelecer objectivos, firmar um pacto com a sociedade, estimular o reconhecimento dos cidadãos nos seus dirigentes e orientar as energias necessárias à recuperação económica e à saúde financeira. Espera-se deles que saibam traduzir em razões públicas e conhecidas os objectivos das suas políticas. Deseja-se que percebam que vivemos um desses raros momentos históricos de aflição e de ansiedade colectiva em que é preciso estabelecer uma relação especial entre cidadãos e governantes. Os Portugueses, idosos e jovens, homens e mulheres, ricos e pobres, merecem ser tratados como cidadãos livres. Não apenas como contribuintes inesgotáveis ou eleitores resignados.É muito difícil, ao mesmo tempo, sanear as contas públicas, investir na economia e salvaguardar o Estado de protecção social. É quase impossível. Mas é possível. É muito difícil, em momentos de penúria, acudir à prioridade nacional, a reorganização da Justiça, e fazer com que os Juízes julguem prontamente, com independência, mas em obediência ao povo soberano e no respeito pelos cidadãos. É difícil. Mas é possível.
O esforço que é hoje pedido aos Portugueses é talvez ímpar na nossa história, pelo menos no último século. Por isso são necessários meios excepcionais que permitam que os cidadãos, em liberdade, saibam para quê e para quem trabalham. Sem respeito pelos empresários e pelos trabalhadores, não há saída nem solução. E sem participação dos cidadãos, nomeadamente das gerações mais novas, o esforço da comunidade nacional será inútil.
É muito difícil atrair os jovens à participação cívica e à vida política. É quase impossível. Mas é possível. Se os mais velhos perceberem que de nada serve intoxicar a juventude com as cartilhas habituais, nem acreditar que a escola a mudará, nem ainda pensar que uma imaginária "reforma de mentalidades" se encarregará disso. Se os dirigentes nacionais perceberem que são eles que estão errados, não as jovens gerações, às quais faltam oportunidades e horizontes. Se entenderem que o seu sistema político é obsoleto, que o seu sistema eleitoral é absurdo e que os seus métodos de representação estão caducos.
Como disse um grande jurista, “cada geração tem o direito de rever a Constituição”. As jovens gerações têm esse direito. Não é verdade que tudo dependa da Constituição. Nem que a sua revisão seja solução para a maior parte das nossas dificuldades. Mas a adequação, à sociedade presente, desta Constituição anacrónica, barroca e excessivamente programática afigura-se indispensável. Se tantos a invocam, se tantos a ela se referem, se tantos dela se queixam, é porque realmente está desajustada e corre o risco de ser factor de afastamento e de divisão. Ou então é letra morta, triste consolação. Uma nova Constituição, ou uma Constituição renovada, implica um novo sistema eleitoral, com o qual se estabeleçam condições de confiança, de lealdade e de responsabilidade, hoje pouco frequentes na nossa vida política. Uma nova Constituição implica um reexame das relações entre os grandes órgãos de soberania, actualmente de muito confusa configuração. Uma Constituição renovada permitirá pôr termo à permanente ameaça de governos minoritários e de Parlamentos instáveis. Uma Constituição renovada será ainda, finalmente, o ponto de partida para uma profunda reforma da Justiça portuguesa, que é actualmente uma das fontes de perigos maiores para a democracia. A liberdade necessita de Justiça, tanto quanto de eleições.Pobre país moreno e emigrante, poderás sair desta crise se souberes exigir dos teus dirigentes que falem verdade ao povo, não escondam os factos e a realidade, cumpram a sua palavra e não se percam em demagogia!
País europeu e antiquíssimo, serás capaz de te organizar para o futuro se trabalhares e fizeres sacrifícios, mas só se exigires que os teus dirigentes políticos, sociais e económicos façam o mesmo, trabalhem para o bem comum, falem uns com os outros, se entendam sobre o essencial e não tenham sempre à cabeça das prioridades os seus grupos e os seus adeptos.
País perene e errante, que viveste na Europa e fora dela, mas que à Europa regressaste, tens de te preparar para viver com metas difíceis de alcançar, apesar de assinadas pelo Estado e por três partidos, mas tens de evitar que a isso te obrigue um governo de fora.
País do sol e do Sul, tens de aprender a trabalhar melhor e a pensar mais nos teus filhos.
País desigual e contraditório, tens diante de ti a mais difícil das tarefas, a de conciliar a eficiência com a equidade, sem o que perderás a tua humanidade. Tarefa difícil. Mas possível."
segunda-feira, junho 06, 2011
A mudança!!! Finalmente...
Grande vitória!!!
Pedro Passos Coelho provou que se podem ganhar eleições a falar verdade. Durante a campanha, avisou os portugueses que as dificuldades vão aumentar e que os próximos anos vão exigir grande coragem para superar os obstáculos que nos esperam...
Sócrates perdeu, mas mesmo assim, não conseguiu admitir erros graves de governação. Escondeu-se atrás da crise internacional e agora vai tentar fazer o seu percurso sabático. A ver vamos se os processos judiciais não o vão fazer aparecer amiúde.
Paulo Portas conseguiu o que almejava: chegar ao poder. É o outro vitorioso da noite eleitoral. Pode ser que tenha aprendido com os erros que cometeu durante o Governo de Durão Barroso.
Jerónimo de Sousa representa o autêntico PCP : um partido de mero protesto e dependente do sindicalismo.
Louçã foi o segundo derrotado da noite. O Bloco já era...

quinta-feira, junho 02, 2011
Chegou a hora da verdade!!!
Depois de nos últimos 16 anos termos sido (des)governados pela incompetência socialista ao longo de mais 12 anos, chegou a hora de mostrar o cartão vermelho a Sócrates e esperar que o PS saiba fazer a limpeza no partido da mão fechada.
Passos Coelho merece vencer as eleições pela forma como nunca fugiu a qualquer pergunta ao longo desta campanha e se esforçou por esclarecer os portugueses sobre o que nos espera. Os próximos anos serão de muito rigor e esforço, fruto da incompetência socialista. Por isso, há que ter gente competente à frente do Governo.
Votar PSD constitui um autêntico dever cívico, por forma a libertar Portugal da mentira e falta de vergonha que tomou conta do país nos últimos anos...
quarta-feira, abril 06, 2011
Os coveiros de Portugal
O gráfico que aqui apresento é apenas uma pequena prova da incompetência a que Portugal esteve sujeito nos últimos quinze anos.
E recorde-se que nesta década e meia estiveram à frente do Governo de Portugal durante doze anos dois Primeiros-Ministros socialistas. Mas, não tenhamos dúvida que os grandes coveiros de Portugal foram mesmo Sócrates e o seu Ministro das Finanças que deram cabo das contas públicas. 

sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Ainda não desisti...
Quando comecei este blogue, em Julho de 2003, estava no meu quarto ano como professor de Geografia. Estava deslocado em Murça e tinha muito tempo disponível: só tinha aulas à noite, em turmas do ensino recorrente. Ainda não era casado, nem tinha filhos. E só via a namorada ao fim-de-semana. Por isso, escrevia várias vezes por dia.
Depois de ter casado comecei a escrever com menos assiduidade, mas, mesmo assim, fazia um esforço por escrever uma vez por dia. Também visitava outros blogues com relativa frequência e deixava comentários sobre os assuntos que considerava mais pertinentes.
Em 2005 fui pai pela primeira vez e a partir desse ano, a frequência da minha escrita diminuiu, mas com a vinda do segundo filhote escrever um artigo por semana passou a ser uma vitória.
Actualmente, quando consigo arranjar tempo para escrever dois artigos num mês já me dou por satisfeito. A falta de tempo é desesperante para tantos compromissos: o de marido, o de pai, o de professor...
Mas, se é normal que a vida de solteiro ou de casado sem filhos nada tenha que ver com a vida de um pai de duas crianças, já não considero normal que a actividade de professor me "prenda" tanto o tempo. E o que mais me irrita é ter de gastar tanto tempo e energia com trabalho burocrático da escola: papéis, papéis, papéis. Só quem é professor percebe do que estou a falar.
Quando recordo os meus primeiros tempos de professor (há quase 15 anos) e os comparo com o que agora se passa nas escolas, a maior diferença está na falta de tempo que agora se tem para preparar aulas, tal é a energia e tempo que se gasta com burocracias...
Não se admirem se agora estiver mais dois meses sem passar por aqui. Já sabem a razão!!!
sábado, dezembro 18, 2010
Natal 2010
Este é, porventura, o Natal mais triste desde há muitos anos para muitas milhares de famílias portuguesas. O desemprego, as dívidas acumuladas e a perspectiva de tempos (ainda) mais difíceis fazem deste Natal uma época sombria para uma parte significativa da população portuguesa.
Cá por casa reina a alegria, muito por culpa das crianças. Afinal de contas o Natal é das e para as crianças e, apesar da minha filha mais velha (com apenas 4 anos) já reconhecer o rosto daquele que é culpado pelos tempos difíceis que vivemos, a prioridade é aproveitar ao máximos estes dias especiais e viver o espírito natalício no seu esplendor.
O dia 24 aproxima-se e as crianças têm animado a casa. Aproxima-se o dia da vinda dos avós cá a casa e os mais novos não se cansam de cantar músicas de Natal e de inventar histórias próprias desta época. A festa de Natal no infantário decorreu da melhor forma e as visitas diárias ao Pai Natal cá da terra fazem com que a alegria das crianças contagie todos aqueles que as rodeiam. Este ano, os passeios pelo Rossio têm sido em menor número (o frio a isso obriga!), mas quando os fazemos as crianças gostam de visitar o presépio do centro histórico.Que este Natal seja vivido da melhor maneira possível e que o sorriso das crianças contagie todos e se sobreponha às angústias de cada um, pelo menos nesta época tão especial... Um feliz Natal para todos!!!
terça-feira, novembro 09, 2010
Quinze anos de socialistas no poder dá no que dá...
Nos últimos 15 anos, os socialistas estiveram 13 anos no poder e conseguiram arruinar Portugal. O que temos agora?Um Portugal empobrecido, refém de una quantos grupos económicos ligados ao poder estatal e que comandam a seu belo prazer os destinos de Portugal. Estes grupos económicos fizeram do PS uma autêntica marioneta, com Sócrates à cabeça deste polvo que inventa SCUT`s e outras parceirias público-privadas apenas para dar a ganhar milhões aos amigos socialistas.
A Educação, a Saúde e a Justiça não obtiveram melhorias. O facilitismo tomou conta da Educação, com as versões Novas Oportunidades, CEF`s e Profissionais a multiplicarem-se e a produzirem jovens iletrados. Na Saúde continuamos a ter listas de espera vergonhosas no sistema público, com o sector privado a "rir-se" da falta de produtividade do SNS. A Justiça mais parece um caracol a andar para trás.
Sócrates conseguiu afundar o país e agora aguardamos pela entrada do FMI para resolver o desastre...
domingo, outubro 17, 2010
Vale a pena ler este artigo...
Deixo apenas aqui o excelente artigo que a jornalista São José Almeida escreveu no Público sobre o assunto. Estamos, de facto, perante um caso de autoritarismo e de completa falta de respeito por professores, pais e alunos!!!
terça-feira, agosto 31, 2010
Mais umas férias fantásticas!!!
Mais umas férias de Verão que chegam ao fim. Tal como nos quatro anos anteriores o nosso destino de eleição foi o Gerês. Felizmente que fomos em Julho, antes de terem deflagrado dezenas de incêndios nesta bonita região do país. Assim, tivemos a sorte de poder desfrutar da beleza do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Mas, para além do Gerês, este Verão resolvemos fazer aquilo a que se poderá chamar um conjunto de escapadinhas: por várias vezes saímos de Viseu por três ou quatro dias e fomos para outra região do país fugir à rotina do dia-a-dia. Assim, fizemos escapadinhas por Trás-os-Montes, pela Serra da Estrela, pelas aldeias históricas da Beira Interior e pela Estremadura. Visitámos locais tão diferentes como Chaves, Sortelha, Penha Garcia, Monsanto, Nazaré, Sintra ou Lisboa. Fomos a várias feiras medievais, visitámos museus, aventurámo-nos por serras, descobrimos castelos... Os miúdos adoraram andar de cavalo, revisitar o Jardim Zoológico, brincar com os leões marinhos e saborear os pastéis de Belém. Foi um mês de muita alegria e aventura.
Durante este espaço de tempo foi-nos possível recuperar o tempo que não passámos com os nossos filhos nos onze meses anteriores por causa do trabalho.
Amanhã começa o trabalho e já não poderemos estar com os miúdos de manhã, à tarde e à noite como o fizemos durante este mês. O trabalho a isso nos obriga. Lá irão ter que passar mais tempo com as educadoras do que connosco. Resta-nos "vingar" desta situação durante os fins-de-semana...
Agora há que começar uma nova temporada de trabalho e podermos recordar estas férias fantásticas, revendo as fotografias e os vídeos.
Um bom regresso ao trabalho para todos...
Mas, para além do Gerês, este Verão resolvemos fazer aquilo a que se poderá chamar um conjunto de escapadinhas: por várias vezes saímos de Viseu por três ou quatro dias e fomos para outra região do país fugir à rotina do dia-a-dia. Assim, fizemos escapadinhas por Trás-os-Montes, pela Serra da Estrela, pelas aldeias históricas da Beira Interior e pela Estremadura. Visitámos locais tão diferentes como Chaves, Sortelha, Penha Garcia, Monsanto, Nazaré, Sintra ou Lisboa. Fomos a várias feiras medievais, visitámos museus, aventurámo-nos por serras, descobrimos castelos... Os miúdos adoraram andar de cavalo, revisitar o Jardim Zoológico, brincar com os leões marinhos e saborear os pastéis de Belém. Foi um mês de muita alegria e aventura.
Durante este espaço de tempo foi-nos possível recuperar o tempo que não passámos com os nossos filhos nos onze meses anteriores por causa do trabalho.
Amanhã começa o trabalho e já não poderemos estar com os miúdos de manhã, à tarde e à noite como o fizemos durante este mês. O trabalho a isso nos obriga. Lá irão ter que passar mais tempo com as educadoras do que connosco. Resta-nos "vingar" desta situação durante os fins-de-semana...
Agora há que começar uma nova temporada de trabalho e podermos recordar estas férias fantásticas, revendo as fotografias e os vídeos.
Um bom regresso ao trabalho para todos...
sexta-feira, julho 23, 2010
Será que podem elaborar uns exames mais exigentes, por favor?
Este ano fui corrector de exames nacionais de Geografia A. São exames realizados por alunos do 11º ano de escolaridade e que podem servir como prova específica para a entrada no ensino superior, para além de contarem (apenas) 30% da nota final da disciplina. Estes são alunos que já tiveram Geografia durante 5 anos, desde o 7º ano, e que, portanto têm a obrigação de estar preparados para a realização de exames deste género.
Pois bem, de ano para ano, o Ministério da Educação parece instruir o GAVE (organismo que elabora os exames) para que estes exames sejam cada vez mais fáceis de realizar pelos alunos. As perguntas de escolha múltipla abundam, assim como as de resposta curta e simples, ao passo que as questões de desenvolvimento escasseiam e são de exigência duvidosa.
Dou apenas um exemplo. Veja-se ao lado o tipo de questões que surgem no exame deste ano da 2ª fase. Três perguntas de resposta curta e de mínima exigência que qualquer aluno do 9º ano tem a obrigação de saber responder. Ora, estamos a falar de um exame que é para ser feito por alunos que finalizaram o 11º ano que estão quase a candidatar-se ao ensino superior. Não mereceriam perguntas mais exigentes e que servissem como verdadeira forma de distinguir os alunos que estudam daqueles que não estudam. Com perguntas tão fáceis de responder, ao nível do ensino básico, o Ministério da Educação consegue fazer passar a ideia aos alunos que não vale a pena estudar, pois qualquer um com o mínimo de esforço consegue tirar positiva no exame nacional de Geografia A.
E depois ainda vem essa organização obscura que diz representar os pais dos alunos portugueses, a CONFAP, (quantos pais representará de facto?) defender a abolição dos exames nacionais. A lógica do Ministério da Educação e da CONFAP, com ou sem exames, parece ser clara: passem-se os alunos até terminarem o 12º ano...
segunda-feira, julho 05, 2010
A propósito da futura extinta SCUT da A25
Resido em Viseu, cidade que se localiza entre Aveiro e Vilar Formoso, o principal eixo rodoviário de ligação de Portugal a Espanha. Nos anos 80, com dinheiros vindos de Bruxelas, o Governo de Cavaco Silva mandou construir a IP5. Esta rodovia com perfil de auto-estrada em alguns troços dos mais de de 200 Kms que ligavam o litoral a Espanha foi de extrema importância para o aumento das exportações portuguesas para o centro da Europa. Foi também apelida de estrada da morte, pelo facto de não haver uma semana sem acidentes trágicos.Passados mais de 20 anos, o Governo PS lembrou-se de inventar as parcerias público-privadas na construção e manutenção de estradas. Então fez uma concessão a um grupo privado para a construção da A25 em cima do IP5, com a condição de não haver portagens para os utilizadores. Feitos troca-tintas, há agora (ou daqui a uns tempos) a hipótese de colocar portagens na A25.
Ou seja, se antes tinhamos o IP5 onde, sendo ou não perigosa em função da condução de cada um, não se pagava, agora já não temos o IP5 e somos obrigados a recorrer à A25 onde futuramente se irá pagar.
Conclusão: mas valia continuarmos a ter o IP5. Podíamos demorar mais tempo nas viagens, mas também não eramos obrigados a pagar portagens. Com este Gverno PS, futuramenta teremos duas opções: ou pagamos se quisermos circular na A25 ou teremos que recorrer à EN16, uma estrada às curvas sem as mínimas condições de circulação.
Só espero que não façam o mesmo com o IP3. Se é para construírem a nova auto-estrada Viseu-Coimbra por cima do IP3 e obrigarem-nos a pagar portagens, não gastem mais dinheiro em auto-estradas e deixem-nos ficar com o IP3...
terça-feira, junho 01, 2010
O melhor do mundo...
Dia 1 de Junho. Dia das crianças!!!
Hoje estive com as minhas crianças pouco mais de 5 horas: entre as 7 e as 8 horas da manhã e entre as 18 horas e as 22 horas. Durante a semana, passam mais tempo com as educadoras do que com os pais. Chega a haver dias em que a saída de casa é antes das 8 horas e a chegada é feita depois das 20 horas. Ou seja, quando há reuniões e conselhos de turmas são menos de três horas diárias aquelas que estou com os meus filhotes...
O trabalho e o ritmo de vida urbano a isso obrigam. Bem sabemos que em Portugal não existem preocupações sociais por parte do Governo no que toca à concliliação entre a actividade laboral e a vida familiar.
Nos países nórdicos a realidade é outra. Quem tem filhos pode ter um horário de trabalho mais flexível e as mães ou pais que queiram passar mais tempo com os filhos não são muito penalizados. Por isso é que, por exemplo, na Finlândia pais e filhos estão juntos em casa a partir das 16 horas...
Enfim, resta-me compensar as minhas crianças praticando o ideal de que o dia delas é comemorado ao longo de todo o ano. A companhia dos pais é a melhor prenda que elas podem ter...
quinta-feira, abril 29, 2010
A escola pública do século XXI em Portugal
A falta de tempo para vir aqui escrever tem sido mais que muita. Por isso, e para aqueles que continuam a não saber o que é, nos dias de hoje, uma escola, deixo aqui um vídeo do excelente programa de Mário Crespo "Plano Inclinado" cujo convidado foi Paulo Guinote e que dá a conhecer alguns pormenores escondidos da vida normal da escola pública portuguesa do século XXI.
Aproveitem...
Aproveitem...
sábado, março 27, 2010
Um PSD rejuvenescido... A bem de Portugal!
O PSD está de regresso. Um novo rumo no partido será tom
ado, pelo que está assegurado um novo virar de página na política portuguesa.Mais de metade dos militantes do PSD que foram votar optaram por dar o seu voto de confiança a Pedro Passos Coelho, o que confere uma legitimidade redobrada ao novo líder da oposição. Confesso que durante muitas semanas andei indeciso sobre quem apoiar, mas a campanha e os programas eleitorais elucidaram-me e também "apostei" em Passos Coelho.
A dúvida imediata que surge é sobre a reacção daqueles que no partido não apoiaram o novo líder e que durante muito tempo lhe dificultaram a sua ascensão no partido. Falo sobretudo de Ferreira Leite e de Pacheco Pereira. Espero que sobretudo este último tenha capacidade para enfrentar a realidade e reagir com democraticidade. Depois há o óbvio problema da bancada parlamentar apresentar elementos que não apoiaram Passos Coelho. Também estes devem perceber que os interesses de Portugal estão à frente do partido.
Sócrates que se cuide. A sua queda política está para breve. Passos Coelho está bem preparado para o derrotar. Por um lado, está a par da situação socio-económica do país e, por outro, merece a confiança dos operadores económicos que, hoje em dia, funcionam como verdadeiros impulsionadores da economia de qualquer país. Passos Coelho sabe que agora há que ganhar, ainda mais, a confiança da generalidade dos portugueses que já desesperavam por uma alternativa credível a Sócrates. Agora o país tem essa alternativa. Resta saber até quando é que este governo aguenta: os próximos seis meses são decisivos!!!
sábado, março 06, 2010
Esta morte não pode ser banalizada!!!
Já todos sabemos o que aconteceu ao pequeno Leandro. Falta agora saber as razões que levaram o Leandro a pôr termo à sua vida e, sobretudo, perceber até que ponto é que os vários intervenientes escolares (Direcção, professores e funcionários) tiveram ou não responsabilidades no trágico fim do Leandro, quer tenha sido por acção ou omissão. E os alunos que aterrorizavam a vida do Leandro não podem ficar impunes!!!A investigação deste caso terá que ser séria, celere e consequente. E, em termos legislativos, nada pode ficar na mesma: há que legislar por forma a mudar procedimentos disciplinares e combater eficazmente a indisciplina que grassa nas escolas públicas portuguesas.
domingo, fevereiro 21, 2010
Tragédia na Madeira
A tragédia que abalou a ilha da Madeira merece ser encarada como verdadeiro exemplo de como a força da Natureza deve ser levada a sério. De facto, as alterações climáticas estão na origem de situações climáticas extremas que tendem a ocorrer com maior regularidade. Sejam períodos de chuva intensa num curto espaço de tempo ou situações de secas extremas, a verdade é que convém que nos convençamos que, actualmente, a melhor estratégia para contornar os efeitos nefastos destas catástrofes naturias é a prevenção e o conhecimento sobre as suas causas e consequências.Como professor de Geografia conheço bem a curiosidade que os meus alunos costumam demonstrar sempre que dou aulas sobre a meteorologia e as catástrofes naturais. Ainda há dois meses debati com os meus alunos do 8º ano a importância de não construir abaixo dos leitos máximos dos cursos de água, sobretudo se estes forem de reduzidas dimensões, visto que enchem com maior rapidez em casos de elevada precipitação. Mostrei-lhes vídeos sobre as inundações no rio Alviela e na ribeira de Algés. Todos perceberam o problema de se construir em locais errados e até deram exemplos de erros urbanísticos verificados nas suas localidades. Por outro lado, falámos sobre as imagens de satélite e de radar e da importância de estarmos atentos aos avisos da Protecção Civil. Infelizmente, soubemos agora que na Madeira não há ainda nenhum radar meteorológico.
Enfim, juntou-se a força da Natureza à incompetência humana e foi o que se sabe. Que a recuperação seja rápida e que as autoridades tenham aprendido alguma coisa com esta tragédia. O apoio da ciência deve basear as decisões políticas!!!
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
A profissão do(c)ente
Ponto de situação:
- 9 turmas;
- 230 alunos;
- 4 níveis de ensino (7º, 8º 9º e 11º anos);
A isto tudo há que acrescentar o facto de "perder" mais tempo com papéis (planos de acompanhamento, planos de recuperação, planificações, planos de conteúdos, provas de recuperação, envio de informações aos encarregados de educação, justificações de faltas, preenchimento de grelhas e quadros, encontros e telefonemas a encarregados de educação, reuniões de departamento e de grupo, conselhos de turma, etc.) do que com a preparação de materiais para os alunos, já não contando com a realização de testes e sua posterior correcção.
Enfim, ser um professor jovem é estar cada vez mais refém de papéis e burocracias. Digo jovem, pois tenho colegas meus que, por terem 30 anos de serviço, apenas têm 3 turmas e ganham quase o dobro do que eu aufiro ao fim do mês!!! E já nem falo dos meus colegas do 1º ciclo...
domingo, dezembro 13, 2009
O tempo das crianças...
A falta de tempo é, porventura, um dos principais dramas das famílias do século XXI. O dia tem 24 horas, mas o tempo gasto no trabalho, nas deslocações pendulares, nas refeições fora de casa, entre outos afazeres é tão grande que resta muito pouco para estar com a família.
Tenho contabilizado o tempo que tenho estado com os meus filhos e, a verdade é que muitas vezes não chegam a 5 horas por dia o tempo que, efectivamente, estou com eles. Entram na escola às 8H e saem de lá, muitas vezes, às 18.30H (quando não é mais tarde por causa do trabalho dos pais), pelo que sobra muito pouco tempo para brincar com eles. Felizmente que o fim-de-semana serve para colmatar muito do tempo "perdido" longe deles durante a semana.
Ser professor é cada vez mais estar entretido com burocracias, papéis, reuniões e grelhas que retiram tempo ao que realmente deveria ser prioridade na vida de um professor: preparar aulas, construindo materiais pedagógicos interessantes para os alunos... Mas, com tanta papelada extra-aula, torna-se necessário levar muito trabalho da escola para casa. Quem perde são as famílias dos professores, ou seja, os filhos. E cá em casa somos dois professores!!!
Ser professor é cada vez mais estar entretido com burocracias, papéis, reuniões e grelhas que retiram tempo ao que realmente deveria ser prioridade na vida de um professor: preparar aulas, construindo materiais pedagógicos interessantes para os alunos... Mas, com tanta papelada extra-aula, torna-se necessário levar muito trabalho da escola para casa. Quem perde são as famílias dos professores, ou seja, os filhos. E cá em casa somos dois professores!!!
Estamos em época natalícia, pelo que a prioridade são (agora ainda mais!) as crianças. Esta é a festa delas. Mais do que compras, há que compensá-las com toda a magia que "enfeita" esta época do ano. E os meus filhos ainda acreditam no Pai Natal. Que bom que é vê-los todos os dias junto do Pai Natal ou do pinheiro cantarem músicas de Natal.
Desejo a todos a vivência desta quadra festiva em verdadeiro espírito natalício ... E, já agora, um 2010 cheio de alegrias.
Até para o ano...
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Mudámos de Ministra de Educação, mas o nível de exigência parece continuar muito cá por baixo!!!