O relatório apresentado pelo FMI sugere um conjunto de propostas que Portugal deve seguir com vista a equilibrar as contas públicas. Contudo, em vez de encontrarmos no relatório ideias fundamentadas e de aplicabilidade razoável e necessária, encontramos propostas absurdas que têm como único pressuposto a aplicação cega de cortes nas despesas públicas, sem ter em conta a realidade portuguesa.
As propostas avançadas são de tal forma absurdas que a sua aplicabilidade resultaria numa recessão e crise ainda mais gravosas que levariam Portugal a uma situação muito pior do que o a que Grécia está a atravessar.
Mas, é fácil de perceber como é que estes técnicos de gabinete chegaram a estes valores. Pensemos no que eles propõem para a Educação e veja-se como chegaram ao número apresentado:
Os países da OCDE apresentam uma média de 75 professores por 1000 alunos. A média de Portugal era em 2010 de 112 professores/1000 alunos (a mais alta da OCDE). Então, em três minutos, os técnicos do FMI fizeram estas contas:
Como os últimos dados conhecidos são de que há 160 mil professores, entre efectivos e contratados e entre os que têm horário completo e incompleto, os senhores do FMI chegaram à extraordinária conclusão de que há que cortar entre 30000 e 50000 professores. Um autêntico disparate, próprio de quem não sabe o que é realidade da Escola Pública portuguesa.
Uma nota final para elogiar as declarações de Pedro Mota Soares (o Ministro da Segurança Social) e criticar fortemente as palavras excessivamente pró-FMI de Carlos Moedas.





























