

Mais de metade dos militantes do PSD que foram votar optaram por dar o seu voto de confiança a Pedro Passos Coelho, o que confere uma legitimidade redobrada ao novo líder da oposição. Confesso que durante muitas semanas andei indeciso sobre quem apoiar, mas a campanha e os programas eleitorais elucidaram-me e também "apostei" em Passos Coelho.
A dúvida imediata que surge é sobre a reacção daqueles que no partido não apoiaram o novo líder e que durante muito tempo lhe dificultaram a sua ascensão no partido. Falo sobretudo de Ferreira Leite e de Pacheco Pereira. Espero que sobretudo este último tenha capacidade para enfrentar a realidade e reagir com democraticidade. Depois há o óbvio problema da bancada parlamentar apresentar elementos que não apoiaram Passos Coelho. Também estes devem perceber que os interesses de Portugal estão à frente do partido.
Sócrates que se cuide. A sua queda política está para breve. Passos Coelho está bem preparado para o derrotar. Por um lado, está a par da situação socio-económica do país e, por outro, merece a confiança dos operadores económicos que, hoje em dia, funcionam como verdadeiros impulsionadores da economia de qualquer país. Passos Coelho sabe que agora há que ganhar, ainda mais, a confiança da generalidade dos portugueses que já desesperavam por uma alternativa credível a Sócrates. Agora o país tem essa alternativa. Resta saber até quando é que este governo aguenta: os próximos seis meses são decisivos!!!