quinta-feira, fevereiro 09, 2012

A propósito de "pieguices"

Os jornalistas têm um poder enorme: o de deturpar as palavras e conseguirem passar para a opinião pública uma mensagem diferente da original. Foi o que recentemente aconteceu com Passos Coelho.


Referindo-se ao ensino em Portugal e, inclusivamente dizendo que diria o que o Ministro da Educação diria em seu lugar, Passos Coelho disse que é importante termos na Educação gente persistente e que não devemos desculpabilizar os pouco trabalhadores, sejam alunos ou professores. Caiu o "Carmo e a Trindade" e logo vieram os jornalistas dizer que Passos Coelho tinha apelidado os portugueses de "piegas". Mais uma vez, ficam as declarações de Passos Coelho para memória futura e provar que há jornalistas que gostam de deturpar as palavras, fomentando "fait-divers" sem sentido.



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quinta-feira, fevereiro 02, 2012

A propósito dos direitos adquiridos

Muitos são aqueles que falam dos direitos adquiridos: a maioria diz que não se devem retirar os direitos adquiridos, pelo que a sua "aquisição" deve ser definitiva. A propósito deste assunto, seria bom que os que têm vindo a insurgir-se contra a retirada de alguns direitos adquiridos (recordem-se as declarações do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça!) tivessem algumas noções de geografia, nomeadamente ao nível de alguns conhecimentos básicos de demografia.
Para os que não compreendem as razões que obrigam o Governo a fazer mudanças drásticas nos chamados direitos adquiridos e a implementar reformas que levem à diminuição do Estado Social deixo apenas uma figura que explica a necessidade de cortar nas despesas.

Portugal é, cada vez mais, um país envelhecido, com uma estrutura etária da população que nada tem que ver com os tempos em que alguns dos direitos adquiridos foram implementados. Há que discriminar de forma positiva as famílias que têm dois ou mais filhos e que, portanto, contribuem para a renovação das gerações, e penalizar, com mais impostos, aqueles que não têm filhos. De outra forma caminharemos para um abismo, com mais de metade da população a ultrapassar os 50 anos de idade.

Seria bom que políticos, empresários, sindicalistas e comentadores tivessem umas aulas de Geografia para receberem algumas noções de demografia e perceberem que só alterando a estrutura etária da nossa população poderemos voltar aos tempos das "vacas gordas" e do reforço dos chamados "direitos (semi)adquiridos".