sábado, junho 21, 2014

Afinal, quem é que é amigo dos grandes grupos económicos?

Quando há três anos atrás Passos Coelho chegou a Primeiro-Ministro uma das primeiras medidas tomadas foi parar com as obras faraónicas idealizadas pelo seu antecessor Sócrates. Auto-estradas, TGV e aeroporto de Lisboa, projetos assentes em novas parceiras público-privadas negociadas pelos governos socráticos, foram simplesmente cancelados porque não havia dinheiro para tais megalomanias. 
O país estava à beira da bancarrota e a incapacidade do país para se financiar nos mercados impedia que houvesse liquidez para pagar aos funcionários públicos e aos pensionistas. Assim, tivemos de recorrer aos empréstimos da troika. Claro que a dívida pública aumentou (o financiamento externo de mais de 80 mil milhões de euros ao país a isso obrigou), mas o défice público começou a ser reduzido dos 9% do PIB ao ano para os atuais 4%. A austeridade alterou os hábitos dos portugueses e as próximas décadas continuarão a ser alvo da vigilância externa (enquanto não pagarmos 2/3 da nossa dívida). 
Nestes três anos, o PS de Seguro nunca se apresentou como uma alternativa credível e reforçada e é o núcleo duro do PSD que continua a "sustentar" este Governo. A esquerda encontra-se espartilhada e as últimas eleições europeias provaram que uma nova maioria absoluta será difícil de ser alcançada, quer por PSD, quer pelo PS. António Costa mostrou de que calibre é feito: oportunista, viu nos resultados das últimas eleições a porta aberta do PS do punho fechado (não o da rosa) para se chegar à frente e fazer crer que irá conseguir estabelecer pontes com o PCP e o BE para voltar a ter a esquerda no poder.
E ontem ficámos a saber que o Ricardo Salgado, o todo-poderoso do BES, pediu ao Governo uma ajuda de 2,5 mil milhões de euros para financiar o banco e que Passos Coelho respondeu com um redondo "NÃO". A notícia passou sem que se tenha dado grande importância, mas imagine-se o que se teria dito e escrito do Governo caso a resposta do Executivo tivesse sido positiva. Depois de ter parado com as obras faraónicas dos tempos socráticos e de ter revisto muitas das PPP`s negociadas pelos socialistas, Passos Coelho volta  a mostrar que não está para facilitar a vida aos grandes grupos económicos. Provavelmente, a resposta de um governo socialista teria sido diferente... Como afirmou Passos Coelho vezes sem conta, apesar de muitos o menosprezarem, a austeridade não atingiu apenas alguns...

5 comentários:

Anónimo disse...

Pois foi...!!!

Por isso é que ao primeiro vislumbre da semi-espécie de saída da troica é que o crato veio todo ufano a anunciar o recomeço da bandalheira que são as obras (ladroagem do erário público) da parque escolar!!!!

O sócrates foi, e aí dou-lhe toda a razão, o maior bandalho, o maior criminoso, que alguma vez aqui passou no rectângulo!
Se fosse dado cumprimento a isto:

Artigo 308º do código penal(traição á pátria): “Aquele que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania:
a) Tentar separar da Mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira todo o território português ou parte dele; é punido com pena de prisão de 10 a 20 anos.

O verme estaria preso!!!!!!!!

Mas para que não pense que andamos todos aqui a dormir:
- isto já dura há séculos;
- o único indivíduo que tinha a ilusão de que iria conseguir pagar a dívida, foi o Oliveira Salazar (nós sabemos bem onde isso nos levou!);
- depois do Oliveira, vieram os pós 25 do quatro cuja única obsessão tem sido espoliar o erário público...

Eles são todos a mesma m&rd@!!!!!!!!!!!!

Um abraço,
Fonseca

A.Ferreira Ferreira disse...

Meu caro senhor, só hoje deparei com o seu artigo/comentário e ocorre-me perguntar-lhe - o senhor é mesmo assim no quotidiano ou trata-se apenas de facciosismo partidário?
Á luz dos últimos acontecimentos não se sente envergonhado por ter escrito esta diatribe?
Olhe, aproveite as férias, vá para um retiro sossegado e leia! Dou-lhe uma dica;título do livro "A História da Pobreza em Portugal"
Autor- José Brandão
Editora - Saída de Emergência
Leia meu caro! Instrua-se! Verá que a pulsão que sente para escrever asneiras se atenuará consideravelmente.
Cumprimentos.

Pedro disse...

Caro Ferreira, lembre-se que não foi este governo que nacionalizou o BPN, levando a que se gastassem milhares de milhões de euros aos contribuintes portugueses. Já com o BES, não se nacionalizou nada...

Anónimo disse...

Você é mesmo imbecil!

daniel tecelão disse...

Curioso,sobre tecnoforma,nem uma linha!!!