
Costa e Centeno asseguram que o OE que apresentam é um virar de página na austeridade, pela devolução de grande parte dos cortes que a austeridade do tempo de Passos Coelho fez incidir nos portugueses, sobretudo nos funcionários públicos. De resto, assistimos, segundo o PS, a uma descida da carga fiscal, se exceptuarmos o aumento do impostos sobre os combustíveis.
Portanto, segundo Costa temos um aumento da despesa e uma redução da receita, ao mesmo tempo que temos uma redução do défice. À custa de quê? De um hipotético aumento da riqueza nacional, medida pelo PIB. Estamos, assim, dependentes daquilo que as empresas e as famílias portuguesas possam fazer, este ano, ao nível do aumento da produção (as empresas) e do reforço do consumo (as famílias). Um Orçamento de Estado que se esfuma num conjunto de pretensões, assentes numa base mais do que gelatinosa...
É claro que quando, lá para o final do ano, o défice proposto pelo OE estiver longe de ser alcançado, lá teremos a conversa do costume. "A culpa é da herança", dirá Centeno com o sorriso a que já nos habituou. Costa acompanhará o seu Ministro das Finanças e dirá que tiveram de apresentar o OE a más horas e que a herança era tão pesada que fazer melhor era impossível...
Costa está feito um ilusionista de primeira. Desta vez, ainda tem o apoio da coligação negativa de esquerda. Mas, daqui a um ano lá veremos o BE e o PCP a esgrimirem argumentos para ver quem é que primeiro salta fora da coligação...
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