sexta-feira, junho 16, 2006

Deixemo-nos de ilusões...

Com a pré-anunciada deslocalização da fábrica da Opel da Azambuja para Espanha prevêem-se dias muito difíceis para milhares de famílias da região do Ribatejo. Apesar de tardiamente, o nosso Primeiro-Ministro bem tentou intervir directamente no assunto junto do Presidente da General Motors. No entanto, parece inevitável que a angústia e o desespero irão afectar milhares de trabalhadores que, directa ou de forma indirecta, laboram para a Opel da Azambuja, o que configura uma situação gravíssima, quer em termos de diminuição do emprego, como do agravamento do défice comercial ou da redução do investimento externo em Portugal.
Depois de, durante uma série de semanas consecutivas, José Sócrates, ter vindo a servir-se de diversos números publicados pelo INE para proclamar o início da recuperação económica do país, as mais recentes notícias vêm confirmar que ainda estamos muito longe de ultrapassar a crise que, mais do que de falta de ânimo, afecta os portugueses: o desemprego continua a aumentar, a balança comercial continua desequilibrada, o preço do petróleo não descola de valores elevados, os juros bancários não cessam de aumentar...
Enfim, por muita música e futebol que se possam "impingir" ao povo português convém não esquecer que a crise está para ficar e que não chegam reforços positivos do Primeiro-Ministro para contornar a realidade dura e crua que vivemos... Fica provado que dependemos, cada vez mais, dos nossos congéneres europeus e que só apostando na qualificação dos portugueses poderemos chegar longe. Mais uma vez se vê que a política de Educação é fulcral para o país...
De uma vez por todas, deixemo-nos de ilusões...

13 comentários:

Paula Felix disse...

É verdade, caro amigo...
Nem sei o que pensar ou dizer. Creio que todas as pessoas minimamente sensíveis à realidade alheia, se sentem constrangidas, revoltadas, indignadas e chocadas com a situação da Opel. O que será daquelas famílias e da economia regional? É deveras preocupante.
Partilho da tua opinião.
E sabes que mais?
Os emigrantes de Leste, de certa forma, dão uma grande lição aos portugueses: mostram que não têm medo de trabalham, de sujar as mãos e se sacrificarem por uma vida melhor! Aprendem muito mais rapidamente as tarefas profissionais que os nossos e os empresários começam a pedir cada vez mais esses e não os portugueses!
É triste e vergonhoso para o nosso povo, mas oxalá se aprenda daí uma lição!

Bjs

Gato Gaspar disse...

Cara Paula, não concordo com a dita lição que os emigrantes de Leste dão aos Portugueses. A verdade é que os Portugueses quando emigram também sujam as mãos, também aceitam o trabalho que ninguém quis.

Meu caro Peixoto, os Portugueses são exímios em em encontrar formas de ficar com o dinheiro destinado à sua formação e a gastá-lo em outras coisas. Formação dos Portugueses? Só forçados...

daniel tecelão disse...

O que quer dizer exactamente que o 1º ministro interviu no assunto tardiamente?
Embora concorde de alguma forma que os operários portugueses não serão um primor em qualificação profissional,eles afinal saem do mesmo forno dos empresários,e dos politicos,que,tambem são muito mal qualificados,basta vermos ao que chegou este país pelas suas mãos!!!

Carlos disse...

Não sei para que pediu Sócrates uma moratória de 5 semanas antes de ser anunciada a decisão final.
Mas se ainda havia uma réstiazinha de esperança que a GM pudesse recuar (eles não têm marcha atrás!), então os sindicalistas liderados pelo Vicente deram hoje uma ideia daquilo que a GM pode esperar: fizeram greve! Boa ideia.

contradicoes disse...

O encerramento da Opel da Azambuja era mais que previsível, tal como vai ser o encerramento de outras unidades noutros países. Se é certo que os operários são as vitimas escolhidas pelas empresas fabricantes de automóveis, também é um facto que os consumidores estão cada vez mais exigentes na qualidade dos veiculos
que adequirem e muitas marcas ainda que pioneiras como é o cada da General Motors tem sumado prejuizos porque o seu producto tem decrescido em termos de vendas mundialmente. Os automóveis estão caros e os fabricantes não apostam na produção de qualidade. Aliás são vários os fabricantes de automóveis que estão a atravessar uma grave crise com a venda das marcas de automóveis que produzem. Entretanto os
fabricantes japoneses que apostam na qualidade dos seus produtos vão conquistando os mercados criando dificuldades aos construtores cujas marcas foram pioneiras no Mundo. Esta é a realidade e não há esforços governamentais que possam impedi-la
face à inevitabilidade dos prejuizos decorrentes da quebra de vendas dos seus produtos. Um abraço do Raul

contradicoes disse...

Apenas para corrigir dois disparates:
"como é o caso da GM" e "somado"

Luisa disse...

Sem maiores qualificações não chegaremos a lugar nenhum.

henrique santos disse...

caro Pedro
uma das ilusões é pensar que a qualificação dos portugueses seria a solução para este problema.
Outros países com melhores qualificações do que o nosso depararam ou vão deparar com identicos senão maiores problemas desta natureza.

Pedro disse...

Henrique, eu não afirmo que a qualificação dos portugueses é a solução para o problema das deslocalizações de multinacionais. Apenas reforço o facto de não podermos descurar o esforço que deve ser concedido à qualificação da mão-de-obra nacional para que possamos alcançar um futuro mais risonho...
É que a Educação é a base do desenvolvimento socio-económico de qualquer país...

IsaMar disse...

Infelizmente...é a realidade. Triste desemprego a que continuamente assistimos...
Ilusões..é verdade...o Povo está cheio delas...e o futebol é um exemplo disso.
E sem dúvida de que a Educação é importante.

É curioso disse...

“A crise esta para ficar” sem duvida que esta para ficar, será cada vez pior. Da recuperação de 2007 passamos para 2009 dos 150000 empregos passamos para a trafulhice das estatísticas. Este é o país dos estádios de futebol abertos ás moscas e dos hospitais fechados. Mas, porém temos 5 estádios nós 10 melhores do mundo. O 1º hospital aparece em 268º e a Universidade Nova de Lisboa tem 489 à sua frente. A nossa economia é pequena e dependente da economia europeia e pala primeira vez crescemos menos que a média europeia. Esta é uma crise financeira, económica e principalmente de ideias e iniciativas. Mas tudo esta bem a publicidade assim o diz e viva o futebol.

Agora que general motors confirma que a deslocação da produção do Combo vai mesmo para Saragoça, onde os salários são mais elevados e os custos da produção é superior talvez agora os entendidos em economia portugueses entendam que o fenómeno das deslocalizações em Portugal não se deve só à mão-de-obra mais barata. Nem à baixa formação dos operários. Como é do conhecimento geral a fábrica da Azambuja tinha um dos melhores níveis de produção. Exemplo disso é o convite que a General Motors fez aos trabalhadores portugueses que quiserem ingressar na fábrica de Saragoça. Ainda sobre o caso das marcas japonesas não podemos esquecer que a toyota esteve para vir para Portugal mas acabou por rumar ao Reino Unido, porque as negociações em Portugal foram custosas e infindáveis.

A formação!... É verdade onde para os fundos para a formação? Lembram-se do caso UGT? E casos idênticos aos ás centenas por esse país fora. Olhem que os fundos não foram parar aos bolsos de nenhum trabalhador. É engraçado tudo o que se passa neste país é culpa sempre das próprias vítimas do sistema. Triste sina a de ser roubado e culpado por o ser. É engraçado a segurança social esta falida pelas reformas de miséria do pobre trabalhador com conta de outrem. Não pelos empresários que descontaram sempre pelo mínimo e nos últimos 10 anos a taxa máxima. A CGD pelos funcionários que levam 80% dum salário que descontaram toda uma vida. Não pelos políticos que nalguns casos têm 2, (Exemplo de Mário Lino) 6, 8, ou no máximo 12 anos de descontos. E noutros ainda 2 (Exemplo de Mário Lino, Vieira da Silva) ou mais reformas. Esses não são culpados de nada. São as virgens puras que todos defendem. Este país é um caso de estudo patológico parece que vivemos um síndrome de Helsínquia mas ao nível de embuste.

Enquanto continuar-mos a enfiar a cabeça na areia e não atacar-mos o problema de frente, continuaremos a ver as industrias a sair para outros destinos. Enquanto formos vendo e encolhendo os ombros perante casos como os Felgueiras, Cascais, Casa Pia, Isaltino e tantos outros que por este país grassam como cogumelos nunca conseguiremos atrair investimentos duradouros. Enquanto permitirmos que figuras ao mais alto nível do estado estejam envolvidos em casos tão escabrosos como o caso de pedofilia e se passeiem impunes e negoceiam o nosso futuro ele nunca será brilhante. Se sabemos através de escutas que pressionaram a justiça nesse caso o que farão quando envolver milhões. Porém uma certeza temos, nenhum esta igual ou parecido de antes da política. Olhamos a nossa volta e os vemos ricos e roliços como os porcos de A Revolução dos Bichos de George Orwell

Uma boa semana de trabalho.

Anónimo disse...

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