sábado, setembro 10, 2005

Contra um Portugal de corporações, mude-se a lei!

Pois é, depois de políticos e sindicatos terem estado dois meses sem nos "chatear" e dos incêndios florestais terem ocupado as capas de jornais e as aberturas dos noticiários televisivos, chegamos à época do "volta à carga". Sócrates e companhia recomeçam o ano político afirmando que o País está a recuperar e a voltar ao rumo certo (parece esquecer-se que as exportações continuam a diminuir e que o investimento registou uma forte quebra!), enquanto que os sindicatos corporativos voltam a marcar manifestações e greves, fazendo de Portugal um dos países da UE onde menos se trabalha por motivos de contestação laboral...
Há que ter a coragem de impor limites ao modo subversivo como algumas associações sindicais, quais autênticas corporações, se aproveitam de alguns direitos para prejudicarem a maioria dos portugueses e impedirem o desenvolvimento de Portugal. Altere-se a lei, que com quase 30 anos já pede reforma!!!

10 comentários:

rajodoas disse...

Até seria compreensível que outros sectores da administração pública com funcionários menos favorecidos pelos benefícios estivessem a usar o direito de greve com forma de reivindicarem melhores regalias. Mas não, são exactamente os sectores mais privilegiados quer na massa salarial quer noutras regalias que mais ninguém usufrui. Claro está que, esta anunciada greve, não vai ter qualquer apoio popular até porque os seus protagonistas nem sequer estão bem vistos perante os demais cidadãos face à mal qualidade de serviço que prestam.

AnaCristina disse...

Uma coisa é impôr limites, outra é apelar ao bom-senso dos sindicatos.

Na minha modesta opinião, impôr cheira-me a censura... mas também tenho a certeza que o bom-senso não existe!

Entretanto, caro rajodoas, ser mais ou menos beneficiado não impede que se lute pelos direitos adquiridos e que tanto custaram aos nossos pais e avós...

H. Sousa disse...

Estou de acordo! Greves, sou contra as greves que só atrasam a nossa economia. Venha Salazar! Ditadura por ditadura, ao menos que seja alguém inteligente a mandar. E, também, se viesse uma III Grande Guerra, a nossa economia iria ser uma das mais fluorescentes da Europa.
Como professor licenciado (?), longe de dar a entender que tem as regalias que juízes, médicos e militares, porque não faz greve para exigir o mesmo estatuto que eles? Ou acha que se deve nivelar por baixo?
Acha digna a situação de muitos dos seus colegas com licenciatura e que ganham tanto como outros com o antigo 5.º ano do Secundário?

Anónimo disse...

Quanta ignorância no que a cidadania e a economia respeita! Continuai a desejar que determinados grupos profissionais vejam o seu estatuto perder regalias várias, entre elas, a honra social. É fundamental para um péssimo desempenho por perda de autoridade (por exemplo, valor moral, imprescindível para haver ordem). No dia em que um juiz proferir uma sentença a um assassino (talvez de um vosso ente querido) e o arguido o mandar à merda e virar costas, talvez deixem de achar tanta piada. Quando um professor começar a levar pancada dos discentes, a torto e a direito, por ser um badameco que não vale nada, voltemos ao analfabetismo...
Esta postura apenas revela uma ignorância que brada aos céus. Desconhece, quem defende a perda de regalias (já tão limitadas), que o estatuto depende do poder económico, do poder político e da honra social que se interpenetram.
A base desta deformação começa na Escola, onde se mete no mesmo saco pessoas de várias categorias: quase-analfabetos e licenciados em instituições de prestígio. Isto é grave e desprestigiante para os segundos que se vêem nivelados pelos primeiros. Há stores com o 9.º ano, stores com cursinhos médios e stores que tiveram que mostrar elevadas capacidades para tirar uma licenciatura num IST, num ISEG, etc.. E estes stores têm, precisamente, o mesmo estatuto,..., no final do mês também têm o mesmo salário. É a política do "somos todos iguais"... E os alunos também são iguais aos professores, devem reivindicar as mesmas regalias!
Um juiz também é igual aos arguidos: «quem é que você pensa que é? Porque que é que se dá ares de tão importante se eu ganho mais num dia (a vender droga) do que você num mês, seu cabrão? Vá prá puta que o pariu!»
Viva a anomia!

Anónimo disse...

Estou a pensar mudar de ramo de actividade. Qualquer uma das profissões que estão explícitas no post dá mais chatices e trabalho do que ser um mafioso qualquer. Vou ingressar numa actividade bem remunerada para comprar casarões, carrões e coisas do género, única forma de ninguém se preocupar com o modo como saco o dinheiro. Prometo que não faço greve que é um flagelo para a economia. Há é que fazer muito dinheiro e fugir aos impostos para não ter que contribuir para o subsídio de desemprego dos estúpidos e dos papalvos que ainda se chateiam em levar uma vidinha honesta a ganhar uns míseros cêntimos. É preciso é ser esperto. Enquanto estes gajos se chateiam a atirar contra os desgraçados que têm que dar o coiro ao manifesto e não podem fugir aos impostos, os espertos vão-se safando. Há gente muito estúpida, o que é uma sorte para os espertos.

Pedro disse...

Há gente que parece andar desconfortável com a vida que tem e o mundo que insiste em existir ao seu redor...
E depois há a diferença entre ser-se esperto e sacana e ser-se inteligente e ter a consciência tranquila. Mas, claro, para perceber isto é preciso ter alguma dose de consciência... Ora, os que fazem greve ao trabalho e se passeiam pelas manifestações parece que não a têm.

Diesel disse...

Peixoto,
Esta questão não será assim tão linear. A alteração da Lei da Greve não pode, nem deve, ser feita de uma forma tão radical.

Anónimo disse...

Há gente que parece andar desconfortável com a vida que tem e o mundo que insiste em existir ao seu redor...

Parabéns, acertou! Há gente que anda muito desconfortável com a vida que tem e, principalmente, com o mundo que insiste em existir ao seu redor...

Há gente que se preocupa muito com a deslocalização das empresas que encerram e vão continuar a encerrar as portas para zarparem a outros locais onde o nível de escravatura é maior! Acontece que o encerramento de empresas tem efeitos muito nefastos para a sociedade em geral, caso não saiba:

1. Desemprego que, segundo previsões económicas, atingirá, dentro de relativamente pouco tempo, uma taxa de 80%;

2. Redução drástica de receitas públicas (como é lógico) que impedirá que o Estado pague aos seus funcionários e agentes e, como é evidente, a segurança social sucumbirá;

3. Miséria generalizada e/ou, quiçá, até uma guerra.

Esta é que é a causa de tanto aperto de cinto, por parte do Estado. Contudo, enquanto houver possibilidade, os corruptos vão pondo as barbas de molho para se safarem bem quando isto bater no fundo.
O facto do governo ceder a chantagens dos empresários para redução de despesas públicas, em consequência da sua falta de pagamento de impostos, ( reduções feitas só contra funcionários e agentes, pois as obras megalómanas enchem os bolsos dos corruptos) não será impeditivo de tal desfecho.

Estou muito desconfortável com a vida que tenho e com o mundo que teima em existir à minha volta... Um mundo dominado e explorado pelas financeiras e multinacionais...
Ou, por acaso está indiferente à fome que alastra pelo mundo? Talvez deixe de estar tão confortável quando a mesma sorte lhe bater à porta.
Há um provérbio que diz: «quando vires as barbas do vizinho a arder, põe as tuas de molho».

Anónimo disse...

That's a great story. Waiting for more. » »

Anónimo disse...

That's a great story. Waiting for more. » » »