quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Prioridade: a família ou meros caprichos???

Pois é, depois da derrota eleitoral que o Bloco de Esquerda obteve nas últimas eleições a que concorreu (sim, porque Louçã apresentou-se às presidenciais como candidato bloquista e não como independente), este pequeno partido não se fez rogado e aproveita agora a relativa acalmia política para voltar à carga com a pretensão dos homossexuais em assumirem-se na sociedade através do casamento...
Não sei se as duas senhoras que agora aparecem em tudo o que é comunicação social estão ou não, directa ou indirectamente, ligadas ao BE, mas que existem muitas coincidências nos momentos escolhidos para avançarem com o pedido de casamento lá isso existem...
O debate sobre os casamentos entre homossexuais parece que está relançado, o que, infelizmente, apenas vai distrair, mais uma vez, a sociedade civil do que, de facto, urge debater: a assumpção de uma política verdadeiramente natalista que permita um aumento do índice de fecundidade, a protecção à verdadeira instituição familiar (pai, mãe e filhos), a introdução de mecanismos de benefícios fiscais às famílias menos abonadas e com maior número de filhos, a protecção às crianças órfãs, a aceleração dos processos de adopção, entre outras matérias. Enfim, mais do que se discutir uma questão completamente estéril como a dos casamentos entre homossexuais (pois a actual lei já contempla as uniões de facto) e que apenas aparece como capricho de grupos minoritários que, constantemente, se auto-vitimizam, importa que o Estado e a sociedade civil abram os olhos para o que, de facto, é importante: defender a família, a infância e as gerações futuras, através de mecanismos que levem ao aumento da natalidade em Portugal...
Sim, porque, se é verdade que muito se fala no artigo 13º da Constituição da República Portuguesa, convém não esquecer o que diz o artigo 36º da lei geral e a defesa que é devida ao casamento e à família...

19 comentários:

Anónimo disse...

Em Espanha já há. Cá chegará. Homófobos de todo o mundo...chorai :)

Willespie disse...

Embora esteja totalmente a favor da alteração de um artigo do código civil de forma a permitir o casamento homosexual, também acho que existem de facto problemas e assuntos nacionais muito mais urgentes e importantes a tratar neste momento.

Luisa disse...

Acho que o "casamento" entre homossessuais é uma aberração. Que as pessoas façam como quiserem, que vivam como quiserem mas não lhes chamem casamento.
Não acham eles que casamento é um instrumento burguês? Deixem então o casamento para quem quer constituir família!

Marco disse...

Apesar de não concordar com a Luísa, uma vez que sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, devo dar-lhe os parabéns, já que é muito rara a frontalidade quando se fala deste tema. Se acha que é uma aberração, faz muito bem em dizê-lo ao invés de se esconder atrás de fracos argumentos.

Paula disse...

Pedro,
abordas aqui um assunto que mexe muito comigo, pois, na verdade, tenho muita dificuldade em lidar com a questão da homossexualidade.
Respeito, embora confesse que me faz muita confusão.
Acredito que somos todos humanos e dignos, com o mesmo direito a ser felizes e a amar e ser amados.
Embora não consiga alcançar nem compreender este tipo de relação entre pessoas do mesmo sexo, tenho de respeitar! São pessoas, como eu! Deus ama-as de igual modo que a mim!
Não condeno as pessoas mas sim os actos. E...melhor ainda...quem sou eu para condenar????
Tocaste num ponto delicado...sem dúvida.
Concordo que há questões muito urgentes a serem debatidas e tratadas no nosso país, piroritárias a estas.
Há as questões morais e as questões materiais - as quais nos fazem viver com melhor ou pior qualidade de vida.
Ainda tenho muito a aprender sobre estas questões... é algo que me deixa sempre muito apreensiva e calada.... e se um dia tiver um filho homossexual?... Deixarei de o amar ou impedi-lo-ei de ser feliz, se ele se unir a outro homem?...
São assuntos muito delicados... fico pelo respeito..e pelo silêncio.
Prevaleça o Amor , a Justiça e a Paz.
Parabéns pela tua ousadia e coragem nos temas abordados no teu blog, amiguito.
Um beijao pra ti e para as tuas princesas Di e Paty.

Catarina disse...

Mas aumento da natalidade para quê? Não há já suficiente gente nova desempregada? Não está o mundo a rebentar pelas costuras? A «questão» pode ser «completamente estéril» para si, mas há muitas pessoas para quem a mesma «questão» é premente! Que raio de cristianismo é o seu? Afinal todos os homens são iguais, ou uns são mais iguais do que os outros?

Pedro disse...

Cara Catarina, só quem não tem muito a noção dos problemas demográficos que afligem Portugal é que pode duvidar da necessidade urgente de se aumentar o índice de fecundidade no nosso País.
Quanto à sua ideia de que a população mundial está a "rebentar pelas costuras" é verdade, mas há que não esquecer que as desigualdades são enormes. Uns têm população a mais e outros a menos, com os países desenvolvidos a terem problemas decorrentes da falta de nascimentos.
Quanto ao meu cristianimso, apenas lhe direi que Cristo sempre honrou pai e mãe e não dois pais ou duas mães, pelo que, mais do que se saber se os Homens são iguais em direitos e deveres, convém não esquecer que são poucos os direitos que se podem sobrepôr ao direito à família, assente no casamento e na descendência...
Mas, cada um tem a sua opinião.
Volte sempre...

Marco disse...

Desculpe Pedro, mas não sabe o que Cristo honrou, sabe o que a Igreja Católica disse que Crito honrou.
A Igreja foi construída por homens, por isso pense um pouco por si ao invés de acreditar em tudo o que pregam.
Por exemplo, alguma vez Jesus disse que as mulheres não podiam celebrar uma Eucaristia?

Pato Marreco disse...

Aquilo é tudo farinha do mesmo saco.
Amanhã são a favor da poligamia.
Osdepois vão defender a união de lésbicas com os gays assim como o cruzamento das burras com os cavalos.

Catarina disse...

Aguardo, ansiosa, a sua explicação sobre os problemas demográficos que levam a que seja necessário aumentar a natalidade num país com milhares de jovens no desemprego. Ficarei muito feliz se me explicar os graves problemasque nos assolam por falta de nascimentos e que devem estar bem escondidos porque nunca dei por eles.
E quanto às suas palavras: «convém não esquecer que são poucos os direitos que se podem sobrepôr ao direito à família...», precisamente, meu caro, precisamente, há-de explicar-me, quando puder, por que é que alguns hão-de ter mais direito a constituir família do que outros.

Pedro disse...

Cara Catarina, vou tentar explicar-lhe resumidamente as razões que levam a que seja necessário aumentar a natalidade em Portugal.
Uma das razões prende-se com a relação de desequilíbrio existente entre o número de jovens e de idosos e a consequente insustentabilidade financeira da segurança social. De facto, dado o aumento da esperança média de vida, o número de idosos tende a aumentar, pelo que é necessário que o número de jovens seja suficiente para que, quando estes pertencerem à população activa, possam contribuir, através dos descontos para a segurança social, para o pagamento das despesas com os mais idosos.
Por outro lado, é necessário que a renovação das gerações seja assegurada, o que apenas acontece se a média de filhos por mulher for de 2,1, situação que em Portugal é de 1,4.
Depois há a questão da própria vitalidade da população e a necessidade de termos uma população activa, inovadora e com coragem, o que dificilmente acontecerá se tivermos quase 1/3 da população com mais de 65 anos (previsão para o ano 2050).
Muito mais lhe poderia dizer, mas penso que o que disse foi suficiente. Se os meus alunos (de 15 e 16 anos) percebem esta questão, certamente que a Catarina também compreenderá...
Quanto à constituição de família, apenas lhe direi que não conheço nenhuma lei que proíba um homem e uma mulher adultos de se unirem para constituírem família...

Catarina disse...

A questão da sustentabilidade da segurança social posta assim é falsa. Se houvesse falta de gente a contribuir, apenas, não haveria desemprego e menos ainda entre os mais jovens. O que se passa é que cada vez é preciso menos gente a trabalhar para produzir cada vez mais. Aliás, há-de reparar que há um expremo cuidado em nunca falar das duas questões ao mesmo tempo. Não se pode falar de «renovação das gerações» apenas num país, como se estivéssemos a falar de uma ilha isolada no universo: a população mundial está a renovar bem as gerações, não há falta de gente.
«Quanto à constituição de família, apenas lhe direi que não conheço nenhuma lei que proíba um homem e uma mulher adultos de se unirem para constituírem família... » Quanto a esta pérola discursiva, chega a ser insultuosa. Há, ao que parece, uma lei que quer proibir duas pessoas que se amam de se unirem e constituirem família. Não se arme em tonto, que não lhe fica bem, nem me tome a mim por tonta, que ainde lhe fica pior.

Pedro disse...

Cara Catarina, apenas duas observações:
1. De nada serve a Portugal haver renovação de gerações no mundo, se em Portugal estivermos a caminhar para uma situação dominada por uma população crescentemente envelhecida, sem direito a reformas e apoios de um Estado, cujo sistema de segurança social se arrisca a ir à falência por falta de população activa, já para não falar de outros problemas de falta de dinamismo e vitalidade da própria sociedade...
2. Duas pessoas do mesmo sexo podem unir-se à vontade, mas daí a quererem dar-se ao luxo de formar um casal e casarem vai uma longa distância, intransponível à luz do verdadeiro conceito de família...
E, olhe que não a julgo tonta...

Catarina disse...

Não insista na falência da segurança social por falta de população activa, por favor. É uma mentira deslavada. Se houvesse falta de população activa, não haveria desemprego. Concedo que seja necessário repensar a forma de financiar a segurança social, mas não é por falta de população activa que o problema existe. Não há falta, há excesso de população activa, por isso é que há gente desempregada.
«Duas pessoas do mesmo sexo podem unir-se à vontade, mas daí a quererem dar-se ao luxo de formar um casal e casarem vai uma longa distância, intransponível à luz do verdadeiro conceito de família...» Luxo?!?!?! «Verdadeiro conceito de família»? E o que é esse verdadeiro conceito de família? Há famílias que são mais famílias do que outras?

Pedro disse...

Cara Catarina, não é por haver desemprego que se conclui acerca da falta ou não de população activa. Essa é uma visão demasiado simplista. Até porque se a sua teoria estivesse correcta, então não teríamos o número de imigrantes que temos em Portugal...
Quanto ao conceito de família, apenas lhe direi que, para mim, família surge quando um homem e uma mulher se unem numa vida a dois, que poderá ou não (depende dos casos) ter descendência... Se assim não fosse a espécie humana já não existiria...

Anónimo disse...

kero ver se um dia a tua (hoje) pikena filha te vem dizer ke ker casar com outra pikena filha de alguém...

Catarina disse...

Pois! Vê como reconhece teorias «simplistas» quando expostas por outros! E a sua teoria de que a crise da segurança social se deve à «falta de população activa» não é simplista, pois não?E claro que, para si, os milhares de pessoas, homens e mulheres, que criaram filhos sozinhos, que criaram crianças que nem seus filhos eram, sozinhos, ou com a ajuda de parentes próximos ou afastados, amigos ou vizinhos, são o quê? Ora puxe lá pelo seu cristianismo e lembre-se de que não deve julgar os outros e de que não deve desprezar ninguém, ou negar direitos a ninguém. Ou então, atire-se ao Antigo Testamento e seja coerente: duas colheitas diferentes no mesmo campo, tecido com mais do que um tipo de fibras e assim, dão direito a pena de morte. Passe a casa a pente fino! E comece a rezar para que ninguém, num futuro próximo ou distante resolva referendar os seus direitos...é que nunca se sabe!

Pedro disse...

Cara Catarina, aminha teoria poderá ser tão simplista quanto a sua, já que nenhum de nós é dono exclusivo da verdade. Pelo contrário, cada um de nós tem e defende a sua própria verdade...
Quanto à questão da "criação", apenas lhe direi que no génese de uma família terá que haver sempre um homem e uma mulher. Porquê? É na natureza que está a resposta...
Quanto às minhas conversas com Deus, não vou fazer delas fé a ninguém...
Mas, sempre lhe direi que Deus queira que haja muita gente como a Catarina: frontais, defensoras dos seus ideais e sem nunca baixarem de nível. Parabéns...

Anónimo disse...

best regards, nice info » » »