
Um Primeiro-Ministro sério e de consciência limpa nunca viria para a praça pública acusar "forças ocultas" de o quererem tirar do poder! Se Sócrates tivesse a sua consciência tranquila, teria agido com tranquilidade, defendendo a sua inocência e afirmado que as entidades competentes (o poder judicial) tratariam do assunto. Ora, Sócrates optou por se vitimizar, acusando, de forma indirecta, a oposição (partidária e jornalística) de o quererem derrotar. Como se um processo de investigação criminal fosse uma questão de vitórias ou derrotas...
Por outro lado, há que não esquecer que Sócrates tem muitos antecedentes que em nada o beneficiam. Desde a forma descarada como se apropriou do título de engenheiro que não detinha (tirando benefícios práticos disso) até ao facto de ter terminado uma licenciatura de forma, no mínimo, estranha e peculiar, a verdade é que, também nessas ocasiões, a estratégia utilizada por Sócrates foi a da vitimização e não a do esclarecimento... Coincidências a mais em termos de confusões e trapalhadas na vida profissional do nosso Primeiro-Ministros ou não???
Curiosamente, esta semana Sócrates provou ao país a forma como consegue mentir descaradamente. Falo a propósito do "pseudo-relatório" da OCDE (que afinal não o era) sobre as alterações levadas a cabo no sistema de educação do 1º ciclo e que permitiu aos portugueses (pelo menos aos que não são ingénuos) a facilidade com que Sócrates tenta desdizer o que diz. Enfim, parece que o país espera que a Justiça desempenha o seu papel (infelizmente não acredito que a verdade se descubra), mas de uma coisa Sócrates não se livra: a sua imagem desgasta-se de dia para dia...