domingo, janeiro 22, 2006

A vitória do bom-senso e da credibilidade...

Cavaco Silva é o novo Presidente da República (PR), eleito por mais de metade dos eleitores que se decidiram por exercer de forma séria e responsável o seu direito (mas também dever) de cidadania. Agora, há que respeitar a decisão da maioria da população e compreender que Cavaco Silva passa a ser o Presidente de todos os portugueses...
Obviamente que me congratulo com esta eleição, pois quem frequenta este blogue sabe a posição que tomei no que respeita a este acto eleitoral. Sempre afirmei que, de entre os candidatos a PR, Cavaco Silva era aquele que inspirava maior confiança, no sentido de exercer de forma séria e rigorosa os poderes que cabem ao PR, quer em termos da relação institucional a desenvolver com os demais órgãos institucionais, quer na representatividade que no exterior fará do nosso País, e ainda como legítimo ouvidor e defensor dos anseios do povo português...
Resta-me apenas apreciar os resultados e reacções dos restantes candidatos. Garcia, Louçã e Jerónimo continuam arrogantes como sempre e ainda não perceberam que o respeito pela decisão tomada pela maioria do povo português não se coaduna com uma estratégia de ódio e raiva. Soares acaba a sua carreira política da pior maneira e arrasta com ele um PS moribundo, dividido e sem rumo. Alegre prova que há espaço na democracia portuguesa para os que não se deixam seguir por partidos políticos, ao mesmo tempo que demonstra o quão instável é a esquerda portuguesa.
Enfim, esperemos que aqueles que não votaram em Cavaco Silva saibam respeitar a decisão da maioria dos portugueses e que se comportem da mesma forma como aqueles que, ao longo dos trinta anos, não votaram Eanes, Soares e Sampaio souberam aceitar o veredicto eleitoral.

13 comentários:

Zé Augusto disse...

É bom ver que os portugueses não se deixaram enganar com campanhas negativas, onde os ataques pessoais se tornaram mais importantes do que a defesa de ideias próprias e esclarecedoras para os portugueses.
Parabéns aos portugueses que souberam escolher (bem) quem queriam ter como Presidente nos próximos anos.

ISABEL disse...

De facto foi uma vitória onde o bom senso existe.
O Professor Cavaco Silva sempre foi um homem de confiança, convicto e seguro.
É uma das figuras politicas que admiro muito pelo seu carácter ( a simplicidade e firmeza).

Potugal bem merece !

Anónimo disse...

Sabio povo portugues

Diesel disse...

São estes momentos que me fazem renascer a esperança no poder decisórios dos portugueses.

daniel tecelão disse...

Eu não votei Cavaco,logo;não sou sério nem responsável!!!

silpheed disse...

Claro que os outros vão respeitar homem. MAs só uma questão: a vitória de Cavaco terá sido mais mérito dele ou desmérito de "estratégia" do PS? É que foi por um triz com o PS numa de elefante em loja de loiça... Mas a democracia é isto. Ganha quem consegue a maioria e isso a generalidade das pessoas aceita. Não se julgue moralmente superior À maioria.

Só mais uma pergunta: o que me diz às palavras de Santana Lopes na última semana (recordo-lhe q o defendeu o ano passado...)

Pedro disse...

Caro Silpheed, quando digo que há quem não respeite a vontade dos portugueses, baseio-me nas reacções de alguns dos candidatos destas eleições nomeadamente Garcia, Louçã e Jerónimo que justificaram a vontade da maioria do povo português na hipocrisia de Cavaco (termo utilizado por Jerónimo) ou na incompetência do PS (foi o que disseram os três derrotados).
Ponto assente é que a vitória é unicamente de Cavaco Silva e de mais ninguém...
Quanto à sua questão sobre Santana Lopes, apenas lhe digo que o ex-Primeiro-Ministro proferiu a sua opinião acerca de uma possível vitória de Cavaco Silva, da qual discordo, mas sem nunca ter sido ofensivo ou mal-educado como o foram Soares, Jerónimo, Louçã e Garcia durante a campanha e alguns mesmo depois de se saber o veredicto ditado pelos portugueses...

sousa s disse...

a vitória do povão parvalhão que temos, e assim, merecemos o tonto que elegemos!

Pato Marreco disse...

Deixa assentar a poeira.
Cavaco foi eleito por sábia decisão do povo.
Os que contradizem esta sabedoria são os mesmos que só olham para o umbigo e têm uma carga muito elevada de prepotência.
Nesta campanha dois candidatos se distinguiram:
Cavaco
e
Alegre
E mais não digo

Paula disse...

Sabem o que vos digo?
Abaixo as cores, os partidos e lutas. Não são essas as palavras chave para este país renascer, mas sim: força, convicção, esperança, união e visão!
Fiquei contente por ver que o candidato no qual vejo estas qualidades foi o vencedor.
Oxalá futuramente os portugueses possam dizer que quem venceu nestas eleições foi Portugal.
É a minha expectativa!
Um abraço, Pedro.
Jinhos para a Di e Paty.

Eu. disse...

"Soares acaba a sua carreira política da pior maneira"

Caro rapaz,

Soares fez aquilo que lhe competia. Cheio de coragem. Com 81 anos, uma reforma choruda, o copo de whisky na mesa ao lado e um bom livro nas mãos, pergunto: era capaz de se candidatar à presidência da república nestas condições?... Acho que não. Soares não precisava de ganhar, para demonstrar que é a grande figura da política portuguesa dos últimos... 100? 150 anos?... Ganhe lá juizinho, por favor.

E essa do Manuel Alegre... "Alegre prova que há espaço na democracia portuguesa para os que não se deixam seguir por partidos políticos"

Essa também está boa. É uma das cassetes destas eleições. O senhor Aníbal também demonstrou isso de forma exemplar. Sim, ele também não foi apoiado por nenhum partido político. Vamos lá afastar as palas dos olhos, parar de olhar para a esquerda e para a direita e olhar em frente, sim?...

É por isso que a política em Portugal nunca será levada a sério. Parece um bando de meninos à procura de protagonismo. A oposição será sempre feita da mesma maneira, nunca apoiando qualquer medida do partido que está no poder e isso é, no mínimo, empobrecedor. Não se esqueça, caro jovem, política é sinónimo de conquista de poder, mas também... o exercício desse poder.

Outro EU que não o eu. disse...

Caro (presumivelmente) velhóte,

Soares é sem dúvida uma figura importante da política portuguesa, mas daí a ser a maior figura dela, vão muitos e largos passos. Mas a história o dirá. Mantenha lá o juizinho, por favor.
Acerca do restante conteúdo do seu "comentário", apenas lhe posso dizer que reconheço no seu estilo de discurso, uma imitação igualmente pouco educada, do mal educado discurso soarista. Guarde as pálas para si, que bem parece precisar delas e já agora engula a cassete.
Quanto à sua definição de politíca, saiba que esta nunca tem por finalidade a aquisição do poder mas sim o exercicio deste, como arte ou ciência da governação. Talvez seja essa a confusão que muitos soaristas fizeram sempre, que o PS ainda faz e que alguns insistem em proclamar.
Não se esqueça caro senhor, que o seu tom paternalista e nada cordial, para com o autor deste "post" é contrário à boa argumentação e troca plural de opiniões. Mas esse é um dos males de que uma boa parte da esquerda sofre ao arrogar-se a dona e senhora da razão e dos valores democráticos, que depois depreza muitas vezes, tal como o senhor o fez aqui.
Com toda a certeza, o autor da opinião que comentou, não necessita da minha defesa. No entanto, não pude deixar de comentar o comentário, não pelo conteúdo, que poderia respeitar, mas pela forma arrogante, presumida e quase insultuosa com que é feito. Se quer ver a sua opinião respeitada respeite a dos outros e sobretudo não esqueça nunca que a idade não confere a ninguém o direito de maltratar quem quer que seja. Talvez o senhor seja na realidade bem educado e inteligente mas é improvável.

EU!

Eu disse...

Mas, já agora, quem lhe disse a si que eu sou de esquerda?... Quem lhe disse a si que sou apoiante do Soares?... E, sim, política também consiste na conquista do tal poder.