quinta-feira, março 20, 2008

Desilusões (parte I)

O vídeo de que todos falam é demonstrativo da decadência que grassa na Escola Pública portuguesa. No entanto, alguém tem tentado abafar a situação, retirando o vídeo do Youtube. Claro que esta situação não passará de um caso extremo e raro, tendo em conta que existem cerca de um milhão e meio de alunos no ensino pré-universiário português, distribuídos por quase 150 000 professores. No entanto, interessa ressalvar duas notas sobre a situação retratada neste vídeo:

1. A falta de respeito e a indisciplina são cada vez mais duas das realidades com que, nos dias de hoje, as escolas se têm de enfrentar. Com a proliferação de problemas sociais na nossa sociedade e a democratização da escola, os problemas com que muitos jovens se confrontam no seu dia-a-dia (falta de valores, défice de responsabilidade, banalização da violência) são levados para a escola, espalhando-se, qual mancha de óleo, pelas salas de aula, pelo recreio, pelos corredores, pela cantina. Enfim, só quem vive a escola por dentro sabe da forma como muitos miúdos desprezam por completo a primeira finalidade da escola: incutir nos alunos o gosto pelo conhecimento...
2. As sucessivas equipas ministeriais da Educação, por completo desconhecimento da realidade escolar, têm descurado a necessidade urgente de responsabilizar os pais pela postura (boa ou má) que os seus filhos têm na escola. O insucesso educativo tem vindo, sucessivamente, a ser justificado pela incompetência dos professores. "Os alunos reprovam por culpa dos professores", "os professores exigem muito", "os professores não sabem motivar os alunos menos empenhados": é este o tipo de justificações que se ouvem para o insucesso dos alunos portugueses! Esquecem-se que, regra geral, os alunos que têm nos pais pessoas interessadas pela vida escolar dos educandos, conseguem ultrapassar as suas dificuldades. Pelo contrário, a maioria dos alunos cujos pais desprezam os estudos dos seus filhos são aqueles que ficam para trás, tendo-se depois que optar pelas estratégias dos CEF ´s e cursos profissionais, utilizados não tanto para captar os alunos interessados por vias diferenciadas de ensino, mas sobretudo para "despachar" mais rapidamente da escola os alunos problemáticos.

5 comentários:

IsaMar disse...

Olá.
Só tomei conhecimento deste video ontem no telejornal.
Devo dizer que fiquei parva, de boca aberta com as imagens que vi.
Fiquei chocada.
Ainda á pouco no jornal da tarde, o jornalista que entrevistou o Presidente do Conselho de Escolas questionou: a professora não deveria ter agido?
Somos tão censurados...ninguem imagina como ás vezes é dificil ser docente.
Eu sou Educadora de Infancia lido com crianças dos 4 meses aos 6 anos, já tive alunos com problemas de agressividade e sei o quanto é preciso incutir regras e delinear actividades para diminuir a possibilidade de pisarem o risco. Mas, tudo começa em casa, nas familias...
A banalidade como os docentes hoje são tratados tb reflete-se nos alunos e deste modo acontecem estes casos e outros.
Se já estava desanimada com as atitudes de Sócratas...se já não bastasse tanto rofessor descontente, tanta manifestação...agora com esta IMAGEM~tão clara estou bem DESILUDIDA.

fica bem

IsaMar disse...

Volto a comentar novamente este episódio.

Quero acrescentar, que aquela Professora deveria ter comentado, denunciado aquele acontecimento a algum colega.
Aquela situação não deveria ter ficado assim.
Penso que cenas como esta, com aquela professora e aqueles alunos já se repetiram outras vezes. Pois, neste video nota-se uma descontracção dos alunos.
É lamentável...
É certo que nao devemos agredir os alunos, pois somos acusados de agressividade e ainda temos um processo disciplinar...mas parada, sem acção, acomodarmo-nos...NUNCA!
Apetece-me dizer infelizmente que, grande parte dos problemas que temos hooje deve-se a professores assim...Acomodados!
Desculpem-me a frontalidade, mas estou insatisfeita.

AnaCristina disse...

Sigo o comentário da Isamar e resmungo com toda esta situação mas fiquei demasiado surpresa quando li algures num jornal que nem a professora tinha feito qualquer participação disciplinar nem a mãe da "menina" recebeu com desagrado a situação. Segundo parece a mãe sorriu quando lhe foi contado o que aconteceu.

Que bem que estamos! Tristeza malvada!

Votos de Boa Páscoa

Quintanilha disse...

Ou será que alguns professores são mal formados e incapazes de se fazerem respeitar dentro da sala de aula? Não sejamos hipócritas!

Anónimo disse...

Cara Direcção do Jornal de Noticias SA



Tem sido constatado que frequentemente os comentários enviados para a secção "Desabafe Connosco" por parte de emigrantes portugueses residentes nos EUA tem sido bloqueados.

Embora não possa responder pelo conteudo das mensagens dos restantes participantes que se têm queixado, posso afirmar que nenhuma das mensagens que tentei enviar iriam contra as normas presentes no referido forum.

Aliás as mensagens enviadas e não publicadas podem ser observadas no seguinte local: http://luso-americano.blogs.sapo.pt/



Como podem verificar não são mensagens que contenham insultos ou palavões susceptiveis de ferir susceptibilidades.



Em contra partida vê-se constantemente a publicação de mensagens que promovem um outro local que esse sim é useiro e abuseiro no insulto, difamação de parte dos participantes. E muitas de outras são igualmente insultuosas para certos participantes, mas mesmo assim publicadas.



As perguntas que coloco são as seguintes.



1º - Que conceito editorial e de publicação têm os elementos que controlam as publicações no referido espaço?

2ª - Que poderão achar todos os elementos que vêem os seus comentarios negados, sem justificação para tal?

3ª - Será o JN um orgão de comunicação Social que baseia a sua conducta na censura dos seus participantes?

4º - Será que o JN vê os emigrantes portugueses como direitos inferiores aos restantes portugueses?

5º - Porque razão é acentuadamente mais dificil durante o Fim de Semana que os emigrantes portugueses vejam os seus textos publicados.

6º - É ou não o JN um orgão de comunicação Social isento e que fornece igualdade de tratamente a todos os que o visitam desde que não vão contra as normas publicadas no referido espaço?



Aguardo o mais breve possivel um esclarecimento,

entretanto este texto será publicado na integra em outros locais, incluindo o acima referido de forma a que seja do conhecimento geral o tratamento diferenciado que o JN fornece aos seus leitores e participantes.