terça-feira, outubro 04, 2005

Que dizer das eleições do próximo domingo?

A poucos dias de mais um acto eleitoral, não acredito que ainda haja eleitores que não sabem em quem irão votar. O mesmo não direi em relação aos que, de tão desiludidos que estão com os políticos, ainda não sabem se irão dar-se ao "trabalho" de votar...
Depois de semanas onde se gastaram "rios" de dinheiro, com propaganda aberrante, sem grande utilidade e, em alguns casos, de muito mau gosto, é tempo de cada munícipe participar na escolha do seu "governo" local. De facto, no próximo domingo deve-se votar apenas com o propósito de escolher o melhor candidato a Presidente de Câmara, independentemente do seu partido ou ideologia política. Dou o exemplo da cidade de onde sou natural: a Covilhã, cidade outrora operária, conhecida como a "Manchester Portuguesa" e de forte tendência de esquerda (nas últimas legislativas o covilhanense Sócrates registou mais de 60% dos votos locais), tem à frente do município um homem do PSD, mas que tem tido o apoio dos covilhanenses, por via do excelente trabalho que o mesmo tem vindo a desenvolver em prol do concelho. Isto só prova que votar contra ou a favor da acção do Governo em eleições autárquicas não faz qualquer tipo de sentido.
Por outro lado, o eleitorado tende a criar certos laços de cumplicidade com o Presidente de Câmara, quando este aposta num estilo de populismo ou até bairrismo desenfreado contra os ventos de mudança. Assim, se explica que candidatos suspeitos de crimes de corrupção, mas detentores de simpatia popular, como Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Ferreira Torres, tenham grandes hipóteses de ganhar no próximo domingo.
Nas grandes cidades, mais do que os programas eleitorais, é o perfil dos candidatos que decide quem tem mais hipóteses de vencer. Ora, se em Lisboa a vitória de Carmona poderá ter origem na rejeição do estilo de Carrilho, já no caso do Porto, poderá ser o estilo independente e rigoroso, mas também afável e simpático de Rui Rio a dar-lhe o segundo mandato consecutivo.
Confundir eleições autárquicas com maior ou menor descontentamento pelo desempenho de Sócrates parece-me um disparate. Mas, o que é mais grave é ver que alguns portugueses não se importam de depositar confiança em candidatos que simplesmente não deveriam poder apresentar-se a eleições democráticas...

4 comentários:

Paula disse...

Pedro, é louvável a forma coo abordas estas questões e como prestas um favor a tanta gente....tu devias ter uma rubrica num jornal..um cantinho onde te pudessem ler! Concordo contigo: há muita gente que ainda não sabe se se dará ao trablho de ir votar: eu incluída! Pois se lá for.. sinceramente nem sei se gasto tinta!... Do mal ao pior...venha o diabo e escolha!!!
Enfim... veremos o que acontece!Infelizmente, ainda há muita gente a votar em cores e não em pessoas credíveis e que já comprovaram a sua competência de alguma forma.
Gosto muito de ler os teus posts.
Costumas ouvir muito TSF? Ou até mesmo participar?
Es uma pessoa com uma visão e preocupação exemplar para a nossa sociedade.
Mil beijinhos pra ti.
Tua fan e amiga.

Nunes Açor disse...

Amigo Pedro:

Não acho assim tão estranho que muitas pessoas que vão às urnas tenham em mente presentear o governo com um cartão vermelho.

É certo que o voto nessas eleições deverá ter por referência o candidato local. Mas tambem é certo que muitos desses candidatos espalhados pelo país apelam por ex. ao voto no PS porque, segundo dizem, garantirá uma maior harmonia local já que o governo é socialista.

Ora, por essa razão não me admira nada que muitos dos eleitores votem contra o PS em resultado da política de mentiras instituída à má fé por esse governo.

Eu próprio faço um apelo a todos os eleitores desse blog: VOTEM TODOS CONTRA O PS; VOTEM TODOS CONTRA ESSE GOVERNO QUE EM PRÉ-CAMPANHA MUITO PROMETEU E NADA CUMPRIU PERANTE TODAS AS FRENTES SOCIAIS DESSE PAÍS.

O governo descredibilizou a política e os políticos. Instalou de forma arrogante um estado de sítio em Portugal.Mentiu e incumpriu com os seus deveres perante quem erradamente neles confiou.

O próprio PS vive em sobressalto internamente. Veja-se o jogo sujo de que foi alvo Manuel Alegre.

E tanto, tanto que haverá ainda por dizer...

Sou contra a abstenção, daí que faço o apelo, sobetudo, a todos quantos têm aderido a greves que cumpram com o seu dever cívico e votem, mas contra o PS.

A greve implica a ausência do trabalho, a ameaça de processos disciplinares e com que resultados? Quase nulos.

Agora sim, temos todos um momento único para mostrar a nossa insatisfação e fazer esse governo pensar.

rajodoas disse...

Também assim penso. O resultado das eleições autarquicas não pode ser conotado com intenções eleitorais pela simples razão de que as pessoas votam em função do conhecimento e simpatia que os concorrentes lhes merecem. Normalmente os actuais gestores tendo obra feita são reeleitos. Daí não se poder concluir se porventura a partido A ou B conquistar mais mandatos tal se deva à manifestação de qualquer descontentamento por parte do eleitorado. Pessoalmente não acredito se porventura um candidato do PS a uma determinada câmara merecer a simpatia do eleitorado este resolve não o eleger para penalizar o partido.
Não creio nessa possibilidade.

Anónimo disse...

That's a great story. Waiting for more. Ultra sheer bra and panties Little tits pink nipple girls New porsche pics Train steamer humidifier Penis extenders women Mazda mx-3 seatbelt dental and health insurance plans http://www.provigil-abuse.info/Can-you-drink-alcohol-on-acyclovir.html Clips of girls hairy pussy snorting modafinil New york audi dealerships Disney's pictures toy story Moving company pittsburgh self moving company dluxmovers com Idaho agriculture council medical malpractice legal cheap dental plans amblyopia Dental insurance companies houston